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segunda-feira, 20 de julho de 2015

DIA 25 É O DIA DO ESCRITOR

Dia do Escritor

O Dia do Escritor é comemorado dia 25 de Julho, no Brasil. 

A data celebra as pessoas dedicadas às palavras escritas. Sejam nos textos científicos 
ou fictícios, os escritores precisam ter a grande habilidade de entreter os leitores e, para 
isso, é necessário um vasto conhecimento de vocabulários, da gramática e ortografia, 
além de uma boa dose de criatividade e conhecimentos gerais do mundo. 

Origem do Dia Nacional do Escritor

A ideia de homenagear todos os escritores no dia 25 de Julho surgiu a partir do I Festival 
do Escritor Brasileiro, organizado na década de 60 pela União Brasileira de Escritores, 
sob a presidência de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, um dos principais nomes 
da literatura nacional. 

Frases para o Dia do Escritor

"Escrever é estar no extremo de si mesmo" (João Cabral de Melo Neto)
"Comemorando a solidão diante da palavra, a verdade, o medo, a alegria, o amor indizíveis de só saber escrever"
“Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira.” (Carlos Drummond de Andrade)
“Quando os escritores morrem, eles se transformam nos seus livros. O que, pensando bem, não deixa de ser uma forma interessante de reencarnação.” (Jorge Luis Borges)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

POR QUE VOTAR EM JOÃO BATISTA DE ANDRADE PARA O TROFÉU JUCA PATO


Antonio Barbosa Filho (*)
 Delft (Países Baixos) - Concedido desde 1962 pela UBE - União Brasileira de Escritores, o troféu Juca Pato ao “Intelectual do Ano” não é propriamente um prêmio literário. Na verdade, são agraciadas personalidades das mais diversas áreas de atuação cultural que se utilizam do livro e que, por este meio, tenham alcançado repercussão no ano anterior. A indicação dos nomes parte de uma lista mínima de 30 sócios da UBE, e na atual presidência de Joaquim Maria Botelho, decidiu-se abrir a eleição a todos os que se considerem “amigos do livro”. No ano passado não houve disputa, e o jornalista e escritor Audálio Dantas foi eleito por unanimidade, devido ao lançamento de seu livro “As duas guerras de Vlado”, que ganharia também o prêmio de “Livro de Ano de Não-Ficção” e o prêmio Jabuti, outorgado pela Câmara Brasileira do Livro. Para 2014, foram apresentadas duas candidaturas ao Juca Pato: a respeitada crítica e professora de Literatura Nelly Novaes Coelho, que lançou no ano passado “Escritores Brasileiros no Século XX”, e o escritor e cineasta João Batista de Andrade, pelo seu romance “Confinados, memória de um tempo sem saída”. A votação irá do dia 1 de agosto até 15 de setembro, e a entrega se dará em data e local a serem divulgados junto com o nome do vencedor. Admirador da professora Nelly Novaes, que tem uma marcante trajetória na pesquisa e na divulgação da Literatura em Língua Portuguesa, inclino-me a dar meu modesto voto ao atual presidente da Fundação Memorial da América Latina, o agitador cultural João Batista de Andrade. Estando fora do Brasil e, por isso, não tendo ainda lido os dois livros mais recentes dos indicados, baseio-me exatamente na longa atuação do meu candidato em variadas frentes da vida cultural paulista e brasileira. Seus outros livros, seus quinze longa-metragens (vários deles premiados em festivais brasileiros e internacionais, como “O Homem que virou suco”, medalha de ouro no festival de Moscou, em 1981, e “O país dos tenentes”, que levou quase todos os prêmios no Festival de Brasília, em 87) e a criação da Lei da Cultura (PROAC) quando exerceu o cargo de secretário da Cultura do Estado de São Paulo, constituem méritos mais que suficientes para que o consideremos o “Intelectual do Ano” de 2014. João Batista começou a fazer cinema nos seus tempos de estudante, mas foi forçado a interromper seus passos logo depois de seu primeiro curta, dada a eclosão do golpe militar de 1964 e as dificuldades que dele decorreram para as atividades culturais. Não foi a única interrupção numa carreira que chegou a projetar-se internacionalmente e talvez pudesse ter-nos rendido ainda mais importantes obras: o governo Collor desmontou toda a estrutura de apoio estatal ao Cinema, com a extinção da Embrafilme e do Concine, tornando inviável a produção nacional. João entrou em recesso e só voltaria a produzir cinema em 1999, com o elogiado “O Tronco”, baseado no livro de Bernardo Élis. Em 2005, lançou o documentário “Vlado, 30 anos depois”, um registro da morte trágica, sob tortura, de seu amigo e colega na TV Cultura, Vladimir Herzog. Desde 2012, preside a Fundação Memorial da América Latina, dinâmico pólo cultural de abrangência continental, ao qual tem ! dado um ritmo e uma expansão notáveis - apesar do incêndio recente no seu principal Auditório. O candidato ao Juca Pato - 2014 tem uma linha muito coerente em suas obras, literárias, televisivas e cinematográficas, marcada por uma visão progressista do Brasil e da sociedade. Sobre sua formação, João Batista de Andrade escreveu há alguns anos: “Sou de uma geração que se preparou na primeira juventude, nos anos de 1950, para criar num país em progresso, confiante em seu futuro, democrático - aspiração que a História nos negou com bastante violência. (...) Ensaiamos um teatro crítico, viramos a música de ponta-cabeça, propusemos um cinema capaz de revelar a riqueza cultural e criticar as mazelas da nossa sociedade. “Minha geração acreditou nas idéias transformadoras, acreditou que elas agiriam sobre o real, modificando-o, empurrando o mundo para maior justiça, para o fim dos privilégios, para a democratização radical da sociedade”. E concluía: “A história da minha carreira pessoal - cujo valor não cabe a mim julgar - está marcada por essa circunstância da história. E valerá tanto por essa circunstância quanto pelos eventuais valores éticos e humanistas encontráveis em meus filmes e livros”. Caso seja o mais votado, João Batista passará a integrar uma galeria de premiados que inclue, entre muitos outros, nomes como Santiago Dantas, Caio Prado Jr., Jorge Amado, Cassiano Ricardo, Juscelino Kubitschek, José Américo de Almeida, Luís da Câmara Cascudo, Sobral Pinto, Sérgio Buarque de Holanda, Dalmo de Abreu Dallari, Fernando Henrique Cardoso, Carlos Drummond de Andrade, Antonio Callado, Dom Paulo Evaristo Arns, Raquel de Queiróz, Sábato Magaldi, José Mindlin, Lygia Fagundes Telles, Aziz Ab’Sáber, Tatiana Belinck e o já mencionado Audálio Dantas. E terá sido plenamente merecido. Aqueles que desejarem compartilhar desta justa homenagem a um grande ator do cenário cultural brasileiro da atualidade, e ao mesmo tempo, manifestar seu reconhecimento por uma carreira que enriquece nosso Cinema e nossa Literatura, podem enviar um e-mail para secretaria@ube.org.br manifestando seu voto. São aceitos também votos pelo correio, dirigidos à Secretaria da UBE, Rua Rego Freitas, 454, conjunto 121, Vila Buarque, 01220-010. E outras informações podem ser obtidas pelo fone (11) 3231-4447. (*) Antonio Barbosa Filho é jornalista, autor de “A Bolívia de Evo Morales”, e vice-coordenador do Núcleo Regional da UBE no Vale do Paraíba - SP

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

VOTE EM JOÃO BATISTA DE ANDRADE PARA INTELECTUAL DO ANO, "TROFÉU JUCA PATO", DA UBE

Começa a eleição para o Intelectual do Ano da UBE

O troféu Juca Pato está sendo disputado, neste ano, por Nelly Novaes Coelho e João Batista de Andrade. Veja como votar.
Imagem ilustrativa31.07.2014
Desde o dia 01 de agosto, todas as pessoas interessadas em cultura podem manifestar a sua escolha para o Intelectual do Ano da UBE - União Brasileira de Escritores, que receberá em novembro o troféu Juca Pato. Os votos podem ser encaminhados por email ou carta, para a Secretaria da UBE, até o dia 15 de setembro. 

O troféu Juca Pato não é, a rigor, um prêmio literário. É oferecido, há 52 anos, pela UBE – União Brasileira de Escritores, a personalidade que, pela via do livro, tenha obtido repercussão nacional no ano anterior.
Para a edição de 2014 do Prêmio Intelectual do Ano, duas candidaturas cumpriram as formalidades exigidas pelo regulamento – publicação de livro de impacto no ano anterior e indicação da inscrição por 30 associados da UBE. Concorrem ao prêmio o cineasta e escritor João Batista de Andrade, com o romance “Confinados” e a crítica literária Nelly Novaes Coelho, com o livro “Escritores brasileiros do século XX”.
Os candidatos
Nelly Novaes Coelho foi professora titular de Literatura Portuguesa na USP, até a aposentadoria, em 1992. Atuou como crítica e ensaísta literária, colaborando no Suplemento Literário de “O Estado de São Paulo” e em vários jornais e revistas do Brasil e do exterior. Presidiu a APCA -Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1990. Participou da APC -Association pour La Pensée Complexe, convidada por Edgar Morin. Também lecionou em Lisboa e em Los Angeles.
Com a publicação de seu primeiro livro, O ensino da literatura, obra destinada à formação de professores, na área da Literatura, e que propunha princípios teóricos e respectivas práticas analíticas, visando a introduzir estudos literários desde as primeiras séries escolares, foi convidada a implantar o curso de Literatura Infantil e Juvenil na USP. Destacam-se outras obras: Mário de Andrade para a nova geração, 1970; Escritores portugueses, 1973; Escritores portugueses do século XX/Lisboa, 2007; Literatura e linguagem, 1974; Guimarães Rosa, 1975 (com o qual recebeu o Prêmio Jabuti); Literatura: arte, conhecimento e vida, 2000; A literatura infantil, 1980; Panorama histórico da literatura infantil/juvenil brasileira, 1982 e 2006; Dicionário crítico de escritoras brasileiras, 2002; O conto de fadas (Símbolos/Mitos/Arquétipos), 2003; Primeiro dicionário escolar, 2005, e outros. Dentre as antologias: Ética, solidariedade e complexidade (Edgar de Assis Carvalho, Maria da Conceição de Almeida, Nelly Novaes Coelho, Nelson Fiedler Ferrara, Edgar Morin. 1998); Edgar Morin religando fronteiras (Edgar Morin, André Baggio, Nelly Novaes Coelho, Humberto Mariotti, Mauro Maldonato. Org: Tania M. K Rosing e Nurimar Maria Falci. 2004). 
João Batista de Andrade é escritor, cineasta e doutor em Comunicações pela USP. Tanto na literatura quanto no cinema iniciou carreira artística ainda estudante da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Escritor, cineasta, ativista cultural e político, pensador, João Batista de Andrade foi secretário de Cultura do Estado de São Paulo, quando criou o PROAC – Programa de Ação Cultural – e é presidente da Fundação Memorial da América Latina. Como escritor seu primeiro livro é “Perdido no meio da rua”, 1989. Depois veio o juvenil “A terra do deus dará”, 1991, os romances “Um olé em Deus”, 1997, “O portal dos sonhos, 2001, e sua tese de doutorado “O povo fala”, 2002. Em 2013 lançou seu sexto livro: “Confinados, memórias de um tempo sem saídas”, ficção em que seus personagens, visionariamente, convivem com situações de conflito social e político semelhantes ao que se vê atualmente pelas ruas do país
No cinema, com 17 longas-metragens e inúmeros filmes para TV e circuitos alternativos, tem uma carreira premiada nacional e internacionalmente, com títulos como os clássicos “Liberdade de Imprensa”, 1967, “Doramundo”, 1978, “Wilsinho Galiléia”, 1987, “O home que virou suco”, 1980, “Céu Aberto”, 1985, “O País dos Tenentes”, 1987, “O Tronco”, 1998, “Vlado, trinta anos depois”, 2005 e “Veias e vinhos, uma história brasileira”, 2006.
Seu trabalho também foi reconhecido pela dedicação em defesa dos Direitos Humanos. Dessa lista, o mais recente é o XXX Prêmio Direitos Humanos “Franz de Castro Holzwarth”, que lhe foi outorgado no início de junho de 2014 pela Ordem dos Advogados do Brasil/OAB.
O troféu – Juca Pato, personagem idealizado pelo cartunista Belmonte, era o herói de tiras de quadrinhos publicadas no jornal Folha de S. Paulo, nas décadas de 1930 a 1960. Simbolizava o homem de classe média, de olhar crítico e inteligência aguda, que desancava os poderes e aguilhoava os malfeitos das autoridades. Belmonte, em razão do espírito contestador do seu personagem, foi proibido de entrar na Alemanha de Hitler, tendo sido considerado persona non grata, antes mesmo de deflagrada a Segunda Grande Guerra. Marcos Rey, diretor da UBE em 1962, propôs a instituição do prêmio Intelectual do Ano, criando o troféu Juca Pato para simbolizar o escritor brasileiro, mal pago e inconformado, embora insistentemente produtivo.
O prêmio – O Prêmio Intelectual do Ano foi concebido na antessala do golpe militar de 1964. Talvez seja por isso que o gesto de entrega do Troféu Juca Pato ao seu ganhador tenha se notabilizado como uma espécie de pièce de résistance no panorama contemporâneo da cultura brasileira.
Seu criador, em 1962, o escritor Marcos Rey, diria, tão logo iniciado o regime militar no país, que “a imagem do Juca, mesmo sem legendas, amordaçada, imobilizada em bronze, é presença incômoda para a ditadura”. E, não por coincidência, mas por ligação íntima com o governo que seria deposto, o então ministro Santiago Dantas, vaticinaria em seu discurso ao receber o Juca Pato, em 1963:
“O nosso esforço se legitima na medida em que formos capazes de lutar contra a opressão, que muda de formas ao longo da história. E será por esta senda de reflexão sobre o país e seus problemas; sobre nossa cultura e soberania e tudo que as ameaça; será sempre por esse caminho que o Prêmio Intelectual do Ano irá se firmar como dos mais valorosos em nosso país”.
O Juca Pato é uma réplica do personagem idealizado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo ilustrador e chargista Benedito Carneiro Bastos Barreto, o Belmonte (1896-1947). A escultura ganhou vida pelas mãos do artista húngaro László Zinner, cuja obra foi tema de recente exposição em São Paulo.
A caricatura criada por Belmonte retratava um sujeito simples, trabalhador e honesto, que representava o típico paulistano da classe média. Nacionalista, inteligente e culto, era o alter ego do seu criador que, com sua arte, foi colaborador de Monteiro Lobato e Viriato Correia.

A votação – O período de eleição está programado para ocorrer entre 01 de agosto e 15 de setembro. Com o objetivo de ampliar a divulgação do prêmio, a UBE, sob a presidência de Joaquim Maria Botelho, decidiu abrir o processo eleitoral para todos os amigos do livro. Anteriormente, a eleição era restrita a associados da UBE e representantes de entidades como academias de letras e universidades. A partir de 2014, qualquer pessoa pode manifestar o seu voto, por meio de mensagem de correio eletrônico para secretaria@ube.org.br
Também serão aceitos votos por carta, que deve ser enviada ao seguinte endereço:
UBE – União Brasileira de Escritores
a/c Secretaria
Rua Rego Freitas, 454 – conjunto 121
Vila Buarque
São Paulo – SP
CEP 01220-010
Mais informações: telefone 11 3231-4447

sábado, 3 de setembro de 2011

CONVITE AOS ESCRITORES E POETAS DO VALE DO PARAÍBA

Será no dia 15 próximo, às 19:30 horas, a reunião de fundação do núcleo da UBE - União Brasileira dos Escritores, no Vale do Paraíba. Estão convidados todos os que já tem publicados livros ou peças literárias em jornais, revistas, etc.
A UBE não é um Sindicato, mas representa os escritores na defesa dos Direitos Autorais, da Liberdade de Expressão e no seu relevante papel dentro da Cultura nacional. O núcleo do Vale do Paraíba deverá elaborar, nesta reunião, um programa de atividades, que podem incluir cursos, mostras, concursos, publicação de boletim ou de antologias, entre outros trabalhos.
A reunião será em Taubaté, no distrito de Quiririm, à Av. dos Imigrantes, 1032, bloco 1 apto 13. Maiores informações e confirmação de presença pelo  valepensar@bol.com.br ou pelo fone (12) 3686-2917.