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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

GOLPISTAS QUEREM REPETIR A "REVOADA DOS GALINHAS-VERDES"....



A marchinha de Carnaval que satirizava a surra levada pelos Galinhas-Verdes, os olavetes e fãs do Lobão dos anos 30...


O dia 7 de outubro de 1934 entrou para a História da política brasileira como a data em que os integralistas, imitadores do Fascismo italiano de Mussolini, levaram uma surra dos militantes de esquerda que formavam a Frente Única Antifascista, na Praça da Sé, em São Paulo.
Os direitistas de então, eram liderados por Plínio Salgado, fundador da Ação Integralista Brasileira, e usavam camisas verdes, saudavam-se com o braço erguido e ao grito de "Auauê!", numa cópia barata dos movimentos totalitários então em expansão na Europa.
Hoje, os herdeiros daquela tendência extremista deixam-se liderar por Olavo de Carvalho, Lobão, Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Graça Salgueiro e outros pseudo-intelectuais, pregadores do ódio e do terrorismo - nenhum deles, nem todos somados, possuem o mesmo carisma e a cultura (embora pervertida) de Plínio Salgado.
Em 34, os fascistas convocaram uma "Marcha dos Cinco Mil", que culminou na Praça da Sé. Mas a Frente Única Antifascista, com milhares de militantes anarquistas, comunistas, troskisquistas e sindicalistas, enfrentou a direita no braço. Houve tiroteio e morreram seis guardas civis, dois integralistas e o militante da Juventude Comunista Décio Pinto de Oliveira, atingido por um tiro na cabeça quando discursava à massa vermelha.
A violência tomou conta da praça e arredores, e os fascistas, antes tão valentes quanto Lobão se mostra na internet e Olavo de Carvalho de seu refúgio nos Estados Unidos, desandaram a correr, tirando suas camisas verdes e jogando-as pelo caminho para não serem identificados.
O vexame dos integralistas, que antes se mostravam quase uma organização para-militar, foi tão grande que o movimento começou a morrer, para ser fechado anos mais tarde depois de tentarem um desesperado golpe de Estado no qual pretendiam assassinar Getúlio Vargas e promover um banho de sangue.
Os fascistas foram tão ridicularizados que até viraram marchinha de Carnaval, de grande sucesso, que tem a seguinte ficha técnica:

Autor: José Gonçalves e André Gargalhada
Intérprete: Marilu
Gênero: Marcha
Gravadora: Victor

A letra é esta: 
“Galinha verde não me entra no poleiro,
Diz o meu galo que é o dono do terreiro
O papagaio já me pede por favor
Me leva ao tintureiro que eu quero mudar de cor
Me leva ao tintureiro que eu quero mudar de cor

De manhã cedo quando eu chego no quintal
Até tenho medo, é um barulho infernal
Meu papagaio comprei lá na Pavuna
Mas o galo cisma que ele é quinta-coluna
O galo cisma que ele quinta coluna”
 

Eis a imitação do Fascismo criada por Plínio Salgado, e hoje ressuscitada por Olavo de Carvalho, Lobão, Graça Salgueiro e outros proto-terroristas. Vão apanhar de novo, só que agora nas urnas, já que vivemos em plena Democracia, o que eles odeiam:

 


sexta-feira, 25 de abril de 2014

ENTENDA A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, ARTIGO EM "OUTRAS PALAVRAS", 2012

O que foi a Revolução Portuguesa

domingo, 2 de janeiro de 2011

DACHAU, EXTREMO DA MALDADE HUMANA

Perto de Munique, no sul da Alemanha, visitamos o campo de concentração de Dachau, lugar que impressiona e deprime - uma instalação enorme, imaginada, construída e utilizada para causar sofrimento e morte a milhares de seres humanos.
O campo não foi construído (sobre antigas instalações de uma fábrica de munição da I Guerra) para aniquilar os presos, mas para usá-los como escravos produzindo peças, materiais de construção, uniformes para as tropas, etc. Inaugurado em março de 38, logo no mês seguinte passou ao controle das SS, as tropas mais violentas de Hitler, e logo no segundo dia ocorreram as primeiras quatro mortes de presos "por tentativa de fuga". isso não parou mais, e no fim da guerra usou-se ali a câmara de gás, e os corpos eram cremados em fornos (aparecem nas minhas fotos).
Quando os soldados americanos libertaram o local, os nazistas que não haviam fugido não resistiram, mas a revolta dos aliados era tão grande com o que viram que uns 60 SS foram metralhados, ou linchados pelos presos com a cumplicidade dos soldados norte-americanos.
O pior é que houve campos de concentração semelhantes em vários países da Europa, e isso não foi privilégio dos fascistas e nazistas: também os comunistas iriam usar métodos igualmente cruéis com seus prisioneiros políticos, como os Gulágs. A barbárie não tem ideologia.
Depois de visitar um local tão odioso, fica-se mais convencido a lutar pela tolerância que ainda temos no Brasil e contra qualquer tentativa de gerar ódios raciais, religiosos ou políticos. A Democracia é o melhor regime, e ele implica em aceitarmos as diferenças, mesmo quando elas nos revoltam ou até enojam (tive nojo da baixaria na recente campanha eleitoral, pela turma que apoiava Serra). Ou se pratica a Democracia, ou o risco de repetir-se Dachau e assemelhados está sempre presente. Vide Guantánamo, agora mesmo no século XXI, e promovida por uma nação tida como uma grande democracia...