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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

ALTAMIRO BORGES DEBATERÁ MÍDIA, EM TAUBATÉ

O jornalista e blogueiro Altamiro Borges, o Miro, estará em Taubaté no próximo dia 24, às 19:00 hs., para debater a Democratização da Mídia, um dos temas mais importantes da atualidade brasileira. A entrada é franca, e todos os taubateanos estão convidados para esse papo. Os jovens, especialmente, devem comparecer para conhecer melhor um assunto fundamental para quem usa e navega pelas redes sociais.
Vejam e compartilhem à vontade o meme produzido pela amiga Bia Macedo: . 





Miro Borges preside o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, e tem viajado por todo o País para levar informações atualizadas sobre a discussão que se faz em torno da Democratização da Mídia. Na foto abaixo, estávamos no primeiro aniversário do Barão: 


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DILMA É ENTREVISTADA HOJE POR BLOGUEIROS INDEPENDENTES

Dilma concede amanhã sua primeira entrevista a blogueiros

Por Renato Rovaisetembro 25, 2014 19:27
A presidenta Dilma Roussef vai conceder  amanhã, às 15h, no Palácio do Planalto, sua primeira entrevista a blogueiros. Estarão presentes oito blogues da chamada blogosfera progressista, popularmente conhecida como suja. Apelido gentilmente concedido pelo ex-candidato a presidência da República, José Serra, em 2010, no auge daquela campanha eleitoral.
A entrevista foi solicitada há dois meses pelo Barão de Itararé e pela Altercom. Na semana passada, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) retornou informando que a presidenta havia concordado em realizá-la e a data foi acertada.
Vão participar da coletiva Altamiro Borges (Blog do Miro), Conceição Oliveira (Blog da Maria Frô), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Conceição Lemes (Viomundo), Miguel do Rosário (Cafezinho), Paulo Moreira Leite (247), Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo) e Renato Rovai, este que vos escreve, representando a Revista Fórum.
É a primeira vez que um presidente da República concede entrevista a blogueiros no período  do processo eleitoral. O presidente Lula foi o primeiro a ser sabatinado pela blogosfera, mas isso aconteceu após a eleição de Dilma.
Este blogueiro já está pensando em algumas perguntas, mas gostaria muito de receber sugestões. Fique à vontade para depositá-las na caixa de comentários.
E amanhã antes e depois do encontro, vamos realizar pela Revista Fórum uma cobertura diferente. Fique atento.
http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/09/25/dilma-concede-amanha-sua-primeira-entrevista-blogueiros/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

CAMPING DIGITAL COMEÇA COM GRANDE PARTICIPAÇÃO

Com a participação de mais de 600 militantes petistas e ativistas da internet de vários Estados, começou nesta sexta-feira em São José dos Campos o Camping Digital, três dias de estudos e oficinas sobre o uso da internet na promoção de idéias políticas. A programação é intensa, incluindo palestras, debates e atividades práticas para que todos aprendam mais sobre o uso desta importante ferramente de comunicação que são as redes sociais, os sites e os blogs.
Parte do camping, lotado de jovens de vários Estados.

O primeiro dia serviu ao credenciamento dos participantes, embora muitos jovens tenham chegado na véspera para ficarem no amplo acampamento, devidamente protegido contra a possibilidade de chuvas. A partir das 9:00 hs, todos se distribuíram pelas tendas montadas num amplo espaço (pertence a um clube de campo) segundo seus interesses específicos. Nelas ocorreram oficinas como "Criar e gerenciar seu perfil no Facebook e no Twitter", a cargo de Kátia Figueira e Clareana Cunha; "A história da literatura marginal, da ditadura aos dias atuais", com Diego Miranda; "Grafite, estêncil e ativismo no muro", uma das mais movimentadas, com Caio Rodolfo e Alan Guilherme"; "Por que usar software livre?", com os especialistas Marcelo Marques e Sérgio Amadeu", e ainda "Lei de Acesso à Informação", com os juristas Lindalva Feitosa e Thiago Teixeira. Em todas houve debates, com bastante participação dos assistentes, tanto nas áreas teóricas como nas mais práticas.
Quem quisesse aprender "Como usar um editor de imagens" teve uma aula com Carlos Fernandes, que esclareceu muitas dúvidas e demonstrou na prática os detalhes deste importante trabalho. "Como fazer o seu blog acontecer"? Tenda G, com os conhecidos blogueiros Renato Rovai e Vinício dos Santos.
Depois do almoço, servido num amplo salão e com preços bastante acessíveis (R$ 9,00 pelo almoço e jantar, R$ 2,00 uma garrafa de água mineral, havendo também sucos, refrigerantes e cervejas, começou outra sessão de atividades.
O Camping Digital acontece num clube em São José dos Campos.

A programação está dividida em Núcleos, como o de Conteúdo, o de Debates Políticos; o de Tecnologia e o de Legislação. 
Na parte da tarde o clima ficou mais inflamado, com debates bastante disputados. Por exemplo, a mesa "O que é midialivrismo (de mídia livre) e suas ações", foi misturada com a exposição do presidente estadual da Comissão da Verdade, deputado estadual Adriano Diogo, enquanto se aguardava a chegada de Altamiro Borges, presidente do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé que falaria (e falou, um pouco atrasado por problemas na locomoção). Foi uma das sessões mais animadas no início da tarde.
Da mesma forma, a tenda que abrigou o debate sobre "Inovação nas redes e páginas de esquerda", que reuniu Pedro Felipe, Leila Farkas, Flávio Lomeu e Lucas Alkaid, esteve lotada do começo ao fim. Quase todos os debates têm durado um pouco mais do que o previsto. Alguns são programados para durar uma hora, outros, duas horas, mas todos se estendem devido ao grande interesse e às perguntas que surgem e são respondidas pelos membros das mesas. Ninguém sai sem estar esclarecido em suas dúvidas.
O presidente da Comissão da Verdade em SP, deputado Adriano Diogo, e o blogueiro Renato Rovai, editor da revista Fórum

Enfim, o primeiro dia do Camping Digital do PT foi um sucesso, que certamente se repetirá neste sábado e no domingo. Entre outras figuras conhecidas que participarão nesses dois dias restantes estão o ex-ministro das Comunicações, Franklin Martins, o jornalista Paulo Henrique Amorim, o presidente do Movimento dos Sem-Mídia, Eduardo Guimarães, e o escritor Fernando Morais.
Miro Borges, presidente do Centro Barão de Itararé de Mídia Alternativa, em tenda lotada.

O pré-candidato do PT a governador de São Paulo, ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, também é esperado, já que o evento faz parte da Caravana Horizonte Paulista, peregrinação que está sendo feita por todo o Estado de São Paulo em preparação da campanha eleitoral de 2014.

quinta-feira, 27 de março de 2014

COMO A VELHA MÍDIA APOIOU O GOLPE DE 64

A MÍDIA E O GOLPE MILITAR DE 1964

LIGADO .
A próxima semana, no dia 1º de abril, marca os 50 anos do fatídico golpe civil-militar de 1964. Na ocasião, o imperialismo estadunidense, os latifundiários e parte da burguesia nativa derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart. Naquela época, a imprensa teve papel destacado nos preparativos do golpe. Na sequência, muitos jornalões continuaram apoiando a ditadura, as suas torturas e assassinatos. Outros engoliram o seu próprio veneno, sofrendo censura e perseguições.
Por Altamiro Borges, em seu blog
Nesta triste data da história brasileira, vale à pena recordar os editoriais dos jornais burgueses – que clamaram pelo golpe, aplaudiram a instalação da ditadura militar e elogiaram a sua violência contra os democratas. No passado, os militares foram acionados para defender os saqueadores da nação. Hoje, esse papel é desempenhado pela mídia privada, que continua orquestrando golpes contra a democracia. Daí a importância de relembrar sempre os seus editorais da época:
O golpismo do jornal O Globo
“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos. Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”. O Globo, 2 de abril de 1964.
“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada..., atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... As Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal. O Globo, 2 de abril de 1964.
“Ressurge a democracia! Vive a nação dias gloriosos... Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada”. O Globo, 4 de abril de 1964.
“A revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”. O Globo, 5 de abril de 1964.
Conluio dos jornais golpistas
“Minas desta vez está conosco... Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições”. O Estado de S.Paulo, 1º de abril de 1964.
“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”. Tribuna da Imprensa, 2 de abril de 1964.
“Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.
“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”. Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.
“Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la”. Jornal do Brasil, 6 de abril de 1964.
“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade”. O Estado de Minas, 2 de abril de 1964.
“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”. O Dia, 2 de abril de 1964.
“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”. O Povo, 3 de abril de 1964.
“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República... O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”. Correio Braziliense, 16 de abril de 1964.
Apoio à ditadura sanguinária
“Um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social – realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama”. Folha de S.Paulo, 22 de setembro de 1971.
“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o país, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”. Jornal do Brasil, 31 de março de 1973.
“Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”. Editorial de Roberto Marinho, O Globo, 7 de outubro de 1984.
http://www.baraodeitarare.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=467:a-midia-e-o-golpe-militar-de-1964&catid=12&Itemid=185