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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

MIGUEL DO ROSÁRIO FAZ PERFEITO DIAGNÓSTICO DA LOUCURA DE JOAQUIM BARBOSA

Barbosa, a marionete do golpe, morreu pela boca

Enviado por  on 27/02/2014 – 4:25 am
O escritor argentino Ricardo Piglia, num de seus ensaios, propõe uma tese segundo a qual um conto oferece sempre duas histórias. Uma delas acontece num descampado aberto, à vista do leitor, e o talento do artista consiste em esconder a segunda história nos interstícios da primeira.
Agora sabemos que não são apenas escritores que sabem ocultar uma história secreta nas entrelinhas de uma narrativa clássica. O ministro Luís Roberto Barroso nos mostrou que um jurista astuto (no bom sentido) também possui esse dom.
Esta é a razão do ridículo destempero de Joaquim Barbosa. Esta é a razão pela qual Barbosa interrompeu o voto do colega várias vezes e fez questão de, ao final deste, vociferar um discurso raivoso e mal educado.
Barbosa sentiu o golpe.
Houve um momento em que Barbosa praticamente se auto-acusou: “o que fizemos não é arbitrariedade”. Ora, o termo não fora usado por Barroso. Barbosa, portanto, não berrava apenas contra seu colega. Havia um oponente imaginário assombrando Barbosa, que não se encontrava em plenário, mas ele sentiu sua presença enquanto ouvia Barroso ler, tranquilamente, seu voto.
O oponente imaginário são os milhares de brasileiros que vem se aprofundando cada vez mais nos autos da Ação Penal 470, acompanhando os debates do Supremo Tribunal Federal, ajudando alguns réus a pagar suas multas, dando entrevistas bem duras em que denunciam os erros do julgamento, e constatando, perplexos, que houve, sim, uma série de erros processuais e arbitrariedades.
Barroso contou duas histórias. Uma delas, no primeiro plano, era seu voto. Um voto tranquilo e técnico. Só que nada na Ação Penal 470 foi tranquilo e técnico, e aí entra a história subterrânea, por trás do cavalheirismo modesto de Barroso.
E aí se explica a fúria de Barbosa.
A história secreta contada por Barroso, com uma sutileza digna de um escritor de suspense, de um Edgar Allan Poe, com uma ironia só encontrada nos romances de Faulkner ou Guimarães Rosa, é a denúncia da farsa.
Aos poucos, essa história subterrânea virá à tôna. Alguns observadores mais atentos já a pressentiram há tempos.
O novo ministro, antes mesmo de ingressar no STF, entendeu que há um muro de ódio e violência à sua frente, construído ao longo de oito anos, cujos tijolos foram cimentados com preconceito político, chantagens, vaidade e uma truculência midiática que só encontra paralelo nas grandes crises dos anos 50 e 60, que culminaram com o golpe de Estado.
Sabe o ministro que não é ele, sozinho, que poderá desconstruir esse muro. Em entrevista a um jornal, o próprio admitiu que estava assustado com a violência da qual já estava sendo vítima: o médico de sua mulher, sem ser perguntado, disse a ela que não tinha gostado do voto de seu marido, e suas filhas vinham sendo questionadas na escola por colegas e professores.
O Brasil vive um tipo de fascismo midiático cuja maior vítima (e algoz) é a classe média e os estamentos profissionais que ela ocupa.
É a ditadura dos saguões dos aeroportos, das salas de espera em consultórios médicos, dos shows da Marisa Monte.
Nos últimos meses, eu tenho feito alguns novos amigos, que tem me dado um testemunho parecido. Todos reclamam da solidão. A mãe rodeada de filhos “coxinhas”. O pai que é assediado, às vezes quase agredido, pelas filhas reacionárias. A executiva na empresa pública isolada entre tucanos raivosos. Alguns, mais velhos, encaram a situação com bom humor. Outros, mais jovens, vivem atordoados com as pancadas diárias que levam de seus próximos.
No entanto, o PT é o partido preferido dos brasileiros, ganha eleições presidenciais, aumenta presença no congresso e pode ganhar novamente a presidência este ano, até mesmo no primeiro turno.
Por que esta solidão se tanta gente vota no partido?
Claro que voltamos à questão da mídia, que influencia particularmente as camadas médias da sociedade, à esquerda e à direita. A maioria da classe média tradicional, hoje, independente da ideologia que professa, odeia o PT, idolatra Joaquim Barbosa, e lê os livros sugeridos nos cadernos de cultura tradicionais.
Eu conheço um bocado de artistas. Hoje são quase todos de direita, embora a maior parte se considere de esquerda. Todos odeiam Dirceu, sem nem saber porque. E me olham com profunda perplexidade quando eu tento argumentar. Como assim, parecem me perguntar, com olhos onde vemos rapidamente nascer um ódio atávico, irracional, como assim você não odeia Dirceu?
Eu tento conversar, com a mesma calma de Barroso, mas não adianta muito. Eles reagem com agressividade e intolerância.
Pessoas em geral pacatas se transformam em figuras raivosas e vingativas. O humanismo, que tanto fingem apreciar nos europeus, mandam às favas ao desejar que os réus petistas apodreçam no pior presídio do Brasil.
Eu mesmo costumo usar os mesmos termos de Barroso. “Respeito sua opinião”, eu digo. Às vezes até procuro elogiar o interlocutor, numa tentativa ingênua e canhestra de quebrar a casca de ódio que impede qualquer diálogo. Não adianta. Qual um bando de Barbosas, eles respondem, quase sempre, com grosserias e sarcasmos.
Quantas vezes não vivi a mesma situação de Barroso? Às vezes, inclusive, aceitei teses que não acreditava, violentei-me, num esforço desesperado para transmitir uma pequena divergência, uma singela ideia que foge ao script da mentalidade de um interlocutor cheio de certezas.
Entretanto, a serenidade estóica e elegante de Barroso significou uma grande vitória para nós, os solitários, os que arrostamos as truculências diárias da mídia e de seu imenso, quase infinito, exército de zumbis.
Porque encontramos um igual.
Encontramos alguém que sofre, que tenta expor uma ideia diferente, e recebe de volta uma saraivada de golpes de quem não aceita ser contestado.
Não confundamos, contudo, elegância com covardia. Não se pode exigir a um homem que derrube sozinho uma muralha desse calibre. Esse trabalho não é de Barroso. Será um esforço coletivo, que já estamos empreendedo. Barroso encontrará forças em nossas ideias.
Mesmo que ele tenha de fazer algum recuo estratégico, como aliás já fez, ao condenar Genoíno, será para avançar em seguida.
Mas a função de um juiz do STF não é defender uma classe. Não é defender a rapaziada que frequenta o show da Marisa Monte e lê os editoriais de Merval Pereira. Não é se tornar celebridade ou “justiceiro”. A função de um juiz é ser justo e defender tanto as razões do Estado acusador quanto os direitos dos réus.
Quando Getúlio deu um tiro em si mesmo, ele deixou um recado, no qual há referências algo misteriosas a “forças” que se desencadearam sobre ele.
Como que antevendo o que continuaríamos a enfrentar, durante muito tempo, o velhinho ainda tentou, em sua dolorosa despedida, nos consolar:
“Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado.”
E cá estamos, Getúlio, diante das mesmas forças obscuras. Diante da mesma truculência, das mesmas arbitrariedades, que dessa vez encontraram voz na figura, trágica ironia, de um negro. Do primeiro negro que nós, o povo, nomeamos para o STF, mas que preferiu se unir aos poderosos de sempre, aos donos do dinheiro, aos barões da mídia, à turma do saguão do aeroporto…
É positivamente curioso como os ministros da mídia demonstram auto-confiança, arrogância, desenvoltura. Gilmar Mendes, Barbosa, Marco Aurélio Mello, dão entrevistas como se fizessem parte de uma raça superior. São campeões de um STF triunfante, que prendeu os “mensaleiros”.
Enquanto isso, os outros ministros agem com humildade, discrição, prudência. Barroso lê seu voto com voz quase trêmula, e pede reiteradas desculpas por cada mínima divergência. Nunca se ouviu um ministro pedir tantas vênias como Barroso. Nunca se viu um juiz fazer tantos elogios àquele mesmo que o destrata sem nenhuma preocupação quanto à etiqueta de um tribunal.
Mas o que Barroso pode fazer? Não faríamos o mesmo? A situação de Barroso é quase a de um sertanejo humilde, argumentando em voz baixa diante de seu patrão.
Sintomático que Luiz Fux, que aderiu também à Casa Grande, tenha citado Lampião para designar a “quadrilha dos mensaleiros”. O mundo dá tantas voltas, e retorna ao mesmo lugar. Virgulino Ferreira da Silva, o terror do Nordeste, o maior dos facínoras, quem diria, seria comparado a José Dirceu! É o tipo de comparação que não dá para ouvir sem darmos um sorriso triste e malicioso.
Não foi Virgulino igualmente o maior herói do sertão? Não foi ele o maior símbolo das injustiças e arbitrariedades que se abatiam, dia e noite, sobre um povo sofrido e miserável?
Evidentemente, não existe comparação mais idiota. Dirceu é um homem de paz, que acreditou na democracia e na política. Lampião foi um bandido que desistiu de qualquer solução política ou pacífica para seus problemas.
Mas também Fux, sem disso ter consciência, trouxe à baila uma história subterrânea, soterrada sob sua postura covarde de um juiz submetido aos barões de sempre: Lampião provou ao Brasil que não existe opressão sem resistência, mesmo que na forma de banditismo. Esta é a lei mais antiga da humanidade. A resistência e o heroísmo nascem da opressão e da arbitrariedade, como um filho nasce da mãe e do pai.
A campanha de solidariedade aos réus petistas foi a prova disso. Mas não vai parar aí. Ao chancelar uma farsa odiosa, arbitrária, truculenta e, sobretudo, mentirosa, o STF produziu milhares de Virgulinos. Só que não são Virgulinos por serem bandidos ou violentos. São Virgulinos exatamente pela razão oposta: a coragem de lutar de maneira pacífica e democrática.
É a coragem, sempre, a grande lição que o mais humilde dos cidadãos dá aos poderosos. É a coragem que faz alguém se insurgir contra a opinião do ambiente de trabalho, da família, do condomínio, dos saguões dos aeroportos, e assumir uma posição política independente, inspirada unicamente em sua consciência.
É a coragem, enfim, que faz os olhos de Barroso irradiarem um brilho de confiante serenidade. Sua voz pode tremer, mas não por medo. Treme antes pelo receio de escorregar um milímetro no fio da navalha por onde caminha, entre o desejo de falar duras verdades a um tratante e a determinação de manter uma elegância absoluta.
Barroso sequer consegue usar o pronome “seu” ao se referir a Barbosa, com medo de cometer um deslize verbal. Se Barbosa fosse uma figura serena, amiga, Barroso não teria esse escrúpulo. Tratando-se de um oponente sem caráter, sem moderação, e ao mesmo tempo tão incensado e blindado pela mídia, Barroso tem de tomar um cuidado máximo. Tem de tratá-lo com respeito até mesmo exagerado. Barroso sabe que Barbosa é vítima de megalomania e arrogância messiânica, que sofre de uma espécie de loucura, uma loucura perigosíssima, porque protegida pelos canhões da imprensa corporativa.
Ao contestar tão ofensivamente o teor do voto de Barroso, ao acusá-lo, de maneira tão vil, Barbosa disparou um tiro no próprio pé. Ganhará, ainda, um bocado de palmas dos saguões aeroportuários, mas haverá mais gente erguendo a sombrancelha, desconfiada de tanta fanfarronice e falta de modos.
Barroso deixou que Barbosa morresse como um peixe, pela boca.
Foi a vitória da serenidade sobre o destempero, da delicadeza sobre chauvinismo, do respeito à divergência sobre a intolerância.
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Barbosa ao lado de seu patrão, um dos Marinho (eles não tem nome próprio)

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

POVO QUER AVANÇOS, MAS COM DILMA E LULA

Não se mexe em time que está ganhando

23 de fevereiro de 2014 | 03:10 Autor: Miguel do Rosário
gggg
Quem diz é o Datafolha, e o próprio jornalista da Folha que analisa os dados, conforme se vê na imagem acima.
O primeiro dos gráficos abaixo mostra que Lula e Dilma somam 47% dos votos por mudança no país.
Os números não me parecem tão bons para Dilma, porque ela está próxima demais de Joaquim Barbosa, uma figura que representa esse lacerdismo ainda latente em setores significativos da sociedade brasileira.
Para 19%, Dilma é a mais preparada para fazer mudanças no Brasil. Para 14%, é Joaquim Barbosa a pessoa certa para mudar.
O grande trunfo do PT, de qualquer forma, é Lula; 28% dos entrevistados acham que é ele a figura adequada para mudanças.
Interessante também observar o segundo gráfico. A mídia conseguiu reduzir o otimismo dos brasileiros em relação ao país, mas eles continuam confiantes de que sua própria situação irá melhorar. Bom sinal para Dilma, pois esse otimismo se reflete positivamente em votos.

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http://tijolaco.com.br/blog/?p=14467

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

MIGUEL DO ROSÁRIO DOCUMENTA: JOAQUIM PAGOU US$ 10,00 POR APTO. EM MIAMI!!!

Os documentos da empresa de Joaquim Barbosa

Enviado por  on 22/07/2013 – 4:28 pm
O Cafezinho obteve  os documentos da empresa de Joaquim Barbosa, a Assas JB. É o relatório anual 
de 2013 e o contrato social. Não trazem valores, mas servem como provas a serem encaminhadas às autoridades para checarem se o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) não infringiu a Lei da Magistratura.
Detalhe, a empresa de JB tem sede no Brasil.
Contrato Social:
(Clique aqui para ver em PDF, tamanho grande).
Relatório Anual 2013:

(Clique aqui para ver em tamanho grande, em PDF).
Também obtivemos o documento de compra e venda, onde consta que JB pagou US$ 10 pelo 
apartamento.
Fizemos uma investigação preliminar nos cartórios norte-americanos e verificamos que este 
valor é o tradicionalmente usado quando se quer “doar” um imóvel a um parente. É mais uma 
forma de evitar impostos. Aparentemente é um expediente comum por lá.
Documento do cartório:
(Clique na imagem para ampliar).
O documento em PDF pode ser baixados aqui.
Segundo a matéria da Folha, o apartamento de Joaquim vale aproximadamente R$ 1 milhão.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

"CAFEZINHO" RESOLVE O PROBLEMA DAS VERBAS PARA BLOGS

O brilhante jornalista/blogueiro Miguel do Rosário (que, entre outras façanhas, deu o "furo" da bilionária sonegação da Rede Globo), apresenta excelente sugestão. Ele propõe que os governos distribuam igualmente suas verbas de publicidade entre blogs que defendem a oposição e outros que defendem a situação. Hoje, quase toda a verba federal, por exemplo, sustenta blogs (e revistas, jornais, rádios e TVs) da oposição, quando não da direita golpista. Veja o raciocínio sereno e justo de Miguel do Rosário (o link está no pé da página):

A briga na Casa Grande e o massacre da blogosfera

Enviado por  on 05/11/2013 – 3:08 pm
Isso tá bem divertido! Hoje, o Reinaldo dá um piti em seu blog na Veja contra Miriam Leitão. Diz que ela é ainda pior que os blogueiros.
Aliás, um dos saldos interessantes dessa lavação de roupa suja no quintal da Casa Grande, à vista de todos, é mostrar como os outrora poderosos colunistas da grande mídia estão preocupados com a gente, os bagrinhos da blogosfera.  Eles brigam entre si, mas sempre apontando para gente.
Eles só se referem a nós, claro, como mercenários pagos pelo governo, estatais e gestões petistas.
Qualquer dia, eu vou publicar aqui fotografias do meu extrato bancário dos últimos 12 anos, para os leitores me ajudarem a procurar os depósitos do governo, que eu nunca achei. O blog sempre viveu de seus leitores, além de alguma coisa em publicidade privada. Não sou contra publicidade estatal, não. Sou pobre demais para ter esses escrúpulos. Mas publicidade estatal para mim é uma ficção. Na era Lula, ainda havia esperanças de que a blogosfera fosse contemplada. Desde que Helena Chagas assumiu a presidência na Secom, porém, junto com Roberto Messias, os tubarões da mídia voltaram a dominar.
Talvez eu publique também fotos do apartamento de um conhecido blogueiro paulista, que eu visitei há algumas semanas em São Paulo, um imóvel simples, de uma pessoa que leva uma vida humilde e franciscana.
Esses são os blogueiros terríveis que, segundo os rottweilers e outros cães da mídia, recebem milhões do governo para atacar a nossa mídia angelical, pura, isenta.
Tive a impressão que Azevedo, que já andou fazendo referências estéticas ao Eduardo, sentiu-se tentado a citar este modesto blog, ao dizer o seguinte em seu post de hoje:
Como sabem que nunca me deixei impressionar pela lisonja fácil — nem a graça de um simples cafezinho lhes dei —, também não me intimidam os ataques os mais grotescos.
Hehehehe.
Eu acho que o governo deveria financiar sim a blogosfera, mas para ser republicano, podia fazer assim: chamava os partidos de oposição e combinava o seguinte: o governo financiará 200 blogs de política, com vistas a cumprir o princípio constitucional que defende a pluralidade. A oposição indica 100, e a base aliada, outros 100.
Republicano, equilibrado, justo. A oposição, mesmo minoritária, teria direito ao mesmo volume de financiamento dado às forças governistas.
Cada governo estadual, cada prefeitura, podia fazer a mesma coisa. Iríamos gerar milhares de empregos na área de comunicação, e salvar as novas gerações de jornalistas do triste destino de serem novos rottweilers dos barões da mídia, além de promover um grande desenvolvimento na cultura política do país. Seria um excelente estímulo inclusive à cultura, pois esses blogs falariam de arte, cinema e literatura com uma independência muito maior que vemos na grande mídia.  Veríamos, finalmente, florescer um jornalismo literário decente, e um jornalismo investigativo verdadeiro.
Isso poderia constar, no futuro, numa lei de mídia, mas por enquanto os governos podiam aprovar essas estratégias via decreto, projeto de lei ou medida provisória. De nada adiantará fazer uma lei de mídia quando todas as forças independentes, que minguam a cada ano, já estiverem mortas, asfixiadas à  sombra dos gigantes. Gigantes, repito pela milionésima vez, que se fizeram com dinheiro público, e o apoio de ditaduras e governos estrangeiros.
O que não tem sentido é, entre as mídias que falam de política, só as corporações receberem recursos públicos. E não adianta nada a Secom distribuir recursos para blogs de moda que já estão nadando em dinheiro e não falam de política. Também não adianta dar um caraminguá para dois ou três blogs e sites políticos mais famosos, de forma intermitente.
A vida de blogueiro tem ficado mais difícil. De um lado, a grande mídia nos ataca cada vez com mais virulência, sempre repetindo que recebemos dinheiro oficial; de outro, o governo dá cada vez mais dinheiro para a grande mídia, asfixiando o pensamento divergente, e não inventa um mísero plano para distribuir os recursos para a internet de maneira mais equitativa e inteligente.
A extrema esquerda, por sua vez, se junta à extrema direita para nos caluniar, num vergonhoso abraço de amargurados e desonestos intelectuais.
Por que vocês acham que há cada vez menos blogs políticos? Infelizmente, não estamos crescendo. Estamos sendo massacrados, com auxílio do mesmo campo político que defendemos.
Não fosse o sucesso do Cafezinho junto a seus leitores, que têm nos ajudado de maneira emocionante nos últimos anos, não daria para continuar trabalhando.
Os poucos que restaram ainda tem de lidar com pesados processos de políticos de oposição e até de ministros do STF!
Esperar o que de uma Secom chefiada por uma tucana pró-Globo (Helena Chagas) e um reaça obtuso e raivoso (Roberto Messias)?
Mas eu queria vir aqui mesmo é para publicar essa charge do Angeli, estampada hoje na página 2 da Folha. A coisa tá mesmo feia por lá!
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