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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CONCESSÃO PÚBLICA, JOVEM PAN VIROU APARELHO GOLPISTA!

A Jovem Pan se transformou numa célula de propaganda da direita raivosa


A Jovem Pan deixou de ser uma rádio. É, hoje, um centro de propaganda de ideias terrivelmente reacionárias.
Os ouvintes são bombardeados com comentários de extrema direita produzidos por Joseval Peixoto, Reinaldo Azevedo, Rachel Sheherazade e José Neumanne, para citar alguns.
Por trás disso está o dono, um eterno adolescente conhecido como Tutinha, ao qual se atribui a autoria da infame foto em que um herdeiro do Estadão, numa passeata pró-Aécio, erguia uma placa na qual mandava a Venezuela “se foder”. Se agiram em dupla, Debi e Loide não fariam coisa melhor.
Rádio é uma concessão pública, assim como tevê. Mas ao longo dos anos, no Brasil, emissoras de rádio e tevê foram sendo usadas para defender as ideias, e sobretudo os interesses econômicos, de seus donos, como é o caso da Jovem Pan.
Quando falo em concessão pública, entenda: o negócio caiu no colo de amigos do poder. Ganharam de graça a concessão, e com ela anúncios, financiamentos – tudo aquilo, enfim, que deriva do dinheiro do contribuinte.
O caso clássico é Roberto Marinho.
Nas memórias da Globo, o atual diretor geral do grupo, Carlos Shroeder, se derrama em bajulações ao companheiro Roberto Marinho. Nas palavras maravilhadas de Schroeder, Marinho construiu a Globo depois dos 60 anos.
Um dia essa história terá que ser contada direito.
Até um macaco faria a Globo, com as mamatas que Roberto Marinho recebeu da ditadura militar em troca de, para usar as palavras dele mesmo, ser o “melhor amigo” dela na imprensa.
Concessão, publicidade federal copiosa, financiamentos a juros maternos, certeza de impunidade em qualquer problema jurídico ou tributário: quem não faria uma emissora nestas condições?
Enquanto não dispôs de privilégios de ditadores, Roberto Marinho foi o que foi realmente: o dono de um jornal secundário no Rio, uma caricatura diante do líder Jornal do Brasil.
De volta à Jovem Pan.
Seus ouvintes são bombardeados por mensagens raivosas ultraconservadoras. Quem anuncia? O dinheiro público marca, como sempre, presença. No site, vi a Sabesp – de bolso raspado para dar água ao paulista, mas com recursos para colocar na Jovem Pan – e a Câmara Municipal de São Paulo.
Imagino que a publicidade da Câmara seja inercial, e tenha vindo dos dias de Serra e Kassab.
Mas hoje o presidente é José Américo, do PT. Ele já viu como o PT é tratado na rádio que ajuda a bancar?
“A gestão de Haddad é uma piada”, peguei ao acaso no site da rádio. O autor é Reinaldo Azevedo.
Joseval Peixoto, aos 78 anos o decano dos arquidireitistas, lamenta num comentário que não se fale no Congresso em impeachment pelo “crime de responsabilidade fiscal” de Dilma.
Foi ele que apresentou, num vídeo, Rachel Sheherazade como o grande reforço do jornalismo da Jovem Pan, em novembro passado.
Sheherazade, na Jovem Pan, logo mostrou a mesma graça que exibia no SBT. Num comentário recente, recriminou os brasileiros por terem perdido a capacidade de se indignar.
Isso porque uma pesquisa do Datafolha dizia que para os entrevistados Dilma é quem mais combate a corrupção entre os presidentes brasileiros.
Querida Rachel, ouso discordar de você.
Foi exatamente pela indignação em massa que Silvio Santos transformou você numa morta viva no SBT depois do histórico apoio aos justiceiros.
Zumbi no SBT, Sheherazade, para suas viúvas, pode ser ouvida agora na Jovem Pan.
Como sempre, sob o patrocínio do dinheiro público – e de donos de concessão que usam o presente que receberam para defender os interesses deles, deles e ainda deles.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-jovem-pan-se-transformou-numa-celula-de-propaganda-da-ultradireita/

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

QUEM PATROCINA QUEM NA BLOGOSFERA?

O jogo limpo dos blogueiros “sujos” e o jogo sujo dos blogs “cheirosos”

1 de dezembro de 2014 | 18:10 Autor: Fernando Brito
cordeiro
Os colunistas da grande imprensa vivem atacando os blogs de esquerda, chamados de “sujos” por receberem anúncios do Governo Federal, mesmo quando – é o caso deste Tijolaço – não recebem um tostão de nenhum anunciante senão o Google, no qual é só se inscrever para receber, de acordo com a audiência, ou pelo menos de acordo com a audiência que o próprio Google diz que você tem.
Para a grande imprensa, receber anúncio é  vender a própria opinião, embora esta regra não valha para ela, no caso da publicidade estatal que recebe.
É engraçado, porém, que a “sujeira” de blogueiros limita-se, na visão dos jornais, a quem defende políticas de esquerda.
Hoje,  a Folha publica reportagem mostrando que as simpáticas moças que  fazem blogs de moda, bem clean, cobram – e não é pouco, como você vê na tabela que a Folha publica –  para mostrar produtos, citar marcas, e até comparecer a eventos comerciais.
Merchandising.
tabela
A tabela de propaganda das blogueiras “chiques”, publicada na Folha de S. Paulo.
O curioso é que os sites citados nem chegam aos pés, em matéria de audiência, dos ditos blogs de esquerda.
Você mesmo pode fazer um teste em sites que fazem o ranqueamento de audiência dos sites.
Tijolaço é está em torno da posição 1 mil entre os blogs mais acessados do país, como se vê noalexa.com. Os sites citados na matéria, acima da posição 10 mil, quando muito.
Nada contra  as “marretas” das mocinhas, se lhes querem pagar e seus leitores forem avisados de que é publicidade.
Afinal de contas, é livre a comercialização de publicidade, para todos.
Menos, claro, para os blogs de esquerda.
A mídia comercial nos tornou “malditos” e duvido que algum empresário , hoje, tenha coragem de anunciar aqui.
Como, se até o Governo tem medo de fazê-lo?
A “perseguição esquerdista” de que eles gostam de falar, aqui, é o contrário do que dizem.
A Folha manda embora um Xico Sá porque diz que vota na Dilma e contrata um Reinaldo Azevedo que lincha e re-lincha  a quem foi eleito pelo voto.
E olhe lá se isso não se reproduzirá na vida de cada cidadão.
Será que o amigo ou a amiga se sentiria tranquilo se fosse parado numa blitz da Polícia Federal com alguns cartazes e adesivos esquecidos no banco de trás do carro desde a campanha?
Será que um blogueiro, acusado por qualquer um de qualquer coisa teria a mesma presunção de inocência a que qualquer cidadão tem direito?
Se até a “vaquinha” virou, aos olhos do “jurista” Gilmar Mendes uma “lavagem de dinheiro”, que cuidados temos de tomar nós, subvencionados – mesmo quando não recebemos um tostão – pelo “ouro de Moscou”, como gosta de brincar meu amigo Paulo Henrique Amorim?
O Brasil é mesmo o país da jabuticaba, onde acontecem coisas únicas.
É a única “ditadura de esquerda”, como dizem onde quem é de esquerda tem de viver no gueto.
Lembra a história do cordeiro que bebia água rio abaixo do lobo e estava sujando a água.
Mas estes cordeiros por aqui não têm medo de lobo e são teimosos que dói.
E ainda conseguem viver comendo jabuticabas.
 http://tijolaco.com.br/blog/?p=23409

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

AGÊNCIA INDEPENDENTE DE NOTÍCIAS PEDE APOIO

Adital luta para conseguir financiamento e 
reabrir em 2014


Adital
Em 2013, a Adital passou por reestruturações em sua equipe editorial e, apesar das
dificuldades financeiras, termina o ano com esperanças de renovação e avanços na
prática de um jornalismo cada vez mais independente. Mesmo com todas as incerte-
zas estruturais, a equipe Adital conseguiu trazer ao conhecimento dos seus leitores
temas relevantes para a agenda do movimento social latino-americano neste ano
que termina.
Mesmo com recorde de doações em novembro, alcançando R$ 11 mil, até 16 de de-
zembro, a quantidade de doações ainda não havia chegado a R$ 4 mil, o que deixa
ainda mais a Adital em risco de fechar suas portas. Por ter em sua linha editorial o con-
ceito de uma comunicação independente, voltada aos movimentos sociais de toda
América Latina e do Caribe, é difícil captar investidores interessados.
Em cerca de 14 anos de vida, é a quinta vez que a Agência passa por problemas de
sustentação financeira. Na tentativa de encontrar uma solução, a Adital continua bus-
cando conseguir financiamento de algumas agências estrangeiras, da Igreja Católica
e por meio das doações voluntárias dos leitores. Ainda assim, esses recursos não têm
sido suficientes.
"Já faz quatro ou cinco anos que temos essa campanha, mas faz oito meses que tem
se intensificado, principalmente depois da entrevista que publicamos em outubro de
2013. No entanto, os leitores ainda têm dificuldade de postar numa coisa nova que
aparece”, declara o diretor executivo, padre Ermanno Allegri, agradecendo às pessoas
que fizeram doações.
O fato é que a Adital ainda está com dificuldades. Neste ano, dois projetos planejados
pela agência não vingaram. "Nós tínhamos dois projetos que esperávamos que fossem
aprovados, mas, na última hora, falharam por completo”, lamenta o diretor. Tendo em
vista que o mês de novembro respondeu à expectativa de doações, Allegri ressalta que
a equipe ficou mais animada a dar continuidade ao trabalho, nem que seja com um nú-
mero reduzido de funcionários, a partir de fevereiro de 2014.
Para a equipe trabalhar com um mínimo de segurança, a agência precisaria chegar a
R$ 450 mil de financiamento por ano. São quase 100 mil pessoas diariamente recebendo
um boletim. "Se dessas 100 mil pessoas, 20 mil dessem R$ 30,00 por ano, nós che-
garíamos a 600 mil reais e passaríamos a ter recursos suficientes para os custos da agên-
cia”, ressalta Allegri.