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domingo, 9 de agosto de 2015

LOBÃO VIROU OLAVETE E O PÚBLICO ODIOU - MAIS UM FRACASSO...

Show de Lobão cancelado. Pobre golpista!

Por Altamiro Borges

Lobão, o decrépito roqueiro, deve radicalizar ainda mais seu discurso reacionário nos próximos dias. A tentativa oportunista de ser tornar um ícone dos fascistas mirins, que rosnam pelo impeachment de Dilma e até pelo retorno dos militares ao poder, não está rendendo a grana desejada. Seus CDs estão encalhados e até seus shows estão sendo cancelados. Na última quarta-feira (4), ele deveria se exibir no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo (RS). Mas apenas 50 pessoas compraram o ingresso e Lobão deu uma de Aécio Neves, o "arregão", e cancelou a apresentação "artística". Pobre golpista!

Como ironizou o colunista Moisés Mendes, no jornal Zero Hora, o roqueiro "esgotou o repertório, na política e na arte. Há décadas, ele canta a mesma música, com aquele refrão infantil - me chama, me chama -, e ultimamente decidiu compor modinhas de protesto contra o governo, depois de desistir de participar de passeatas". Nas suas duas atividades, na música e na política, ele se deu mal e agora se mostra um fraco, um covarde, como observa Moisés Mendes:

"Lobão se negou a cantar para 50 pessoas. Pois deveria ter ido até o fim, em nome da fidelidade ao seu público, como fez o líder estudantil Kim Patroca Kataguiri. No dia 24 de abril, no embalo dos protestos de rua, Kim organizou A Grande Marcha, que saiu de São Paulo em direção a Brasília. Ao final da procissão, estimulada por raposões da oposição, Dilma seria derrubada. Mais de 50 mil pessoas chegariam ao Planalto Central para tomar o poder. No dia 30 de maio, chegaram oito. Mas Kim foi até o final. Lobão se recusou a cantar para meia centena. Não aprendeu com o menino Kim uma lição de humildade, que até os golpistas deveriam assimilar".

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/08/show-de-lobao-cancelado-pobre-golpista.html

terça-feira, 14 de julho de 2015

PELA CIVILIDADE, DILMA TEM QUE PROCESSAR LOBÃO, O OLAVETE

Dilma tem que reagir exemplarmente ao crime de injúria e difamação de Lobão. 

Por Paulo Nogueira




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Qual a diferença entre um adesivo em que Dilma aparece de pernas abertas e chamá-la de Dilma Bandida?
Nenhuma.
Por isso mesmo, a reação deve ser a mesma. Enérgica, exemplar, imediata.
Lobão achou que tinha sido muito criativo ao transformar, num show vazio em São Paulo, Vida Bandida em Dilma Bandida.
Se foi mesmo criativo, não sei. Mas ele foi criminoso. Cometeu um crime de injúria e difamação, e tem que responder por isso.
Não é importante apenas para Dilma. É importante, mais ainda, para a sociedade.
Você não pode deixar a semente da barbárie se alastrar impunemente.
Tolerância zero com este tipo de delito é uma demanda da civilização, na verdade.
A impunidade estimula o mesmo tipo de comportamento cheio de ódio e violência.
Onde isso foi dar?
Lobão parece culpar Dilma, Lula e o PT pelo seu envelhecimento e pela baixa produção artística das últimas décadas.
Analfabeto político por excelência, ele encontrou dois mestres do mal em sua louca cavalgada.
Um é a revista Veja, que encheu sua cabeça de informações erradas, desonestas e canalhas.
O outro é Olavo de Carvalho, que reforçou a lavagem cerebral da Veja sobre Lobão.
O resultado é que ele virou um velho reacionário, recalcado, amargurado,  repleto de ódio.
E sem palavra.
Lobão tinha prometido deixar o Brasil caso Dilma vencesse. Mas mudou de ideia, o que é uma pena, pelo exemplo nocivo, sinistro que ele representa.
As pessoas têm que saber que há um limite de civilidade que não pode ser transposto, ou o país vira um caos.
O argumento mais obtuso é que se trata de liberdade de expressão.
Não. É crime, a não ser que ele tenha provas de que Dilma é bandida.
Um juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos foi quem definiu com mais clareza os limites da liberdade de expressão.
Cerca de meio século atrás, ele disse que, num teatro lotado, se alguém gritar fogo, não poderá depois invocar a liberdade de expressão. Sua fala poderá provocar uma tragédia.
É uma definição clássica, citada com frequência em casos em que se debate a liberdade de expressão.
No mundo moderno, uma amostra dos limites é que nos Estados Unidos você não pode fazer apologia do terrorismo e depois invocar a liberdade de expressão.
Você será imediatamente preso.
Ah, você pode retrucar: a Justiça brasileira é um horror. Não adianta processar. Danilo Gentili mandou um negro comer bananas e foi absolvido porque o juiz considerou que não havia ofensa na oferta.
Não faz mal.
O mínimo que se pode fazer é incomodar o ofensor em casos como o de Lobão.
Mantega, acertadamente, decidiu processar o desequilibrado que o insultou num restaurante. Lula também seguiu o mesmo caminho com Caiado.
Estão certos.
Para o bem da sociedade, Dilma tem que reagir imediatamente – e com estrondo.
As vozes do ódio não podem achar que podem tudo. Porque, se eles podem tudo, o resto não pode nada.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/dilma-tem-que-reagir-exemplarmente-ao-crime-de-injuria-e-difamacao-de-lobao-por-paulo-nogueira/

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

COVARDE, LOBÃO AGORA ACHA QUE O BRASIL COM DILMA É MELHOR QUE MIAMI

quinta-feira, 15 de maio de 2014

VEJA COMO A MÍDIA TENTA BAIXAR O SEU ASTRAL. E EVITE!

A mensagem insidiosa do catastrofismo

Por Luciano Martins Costa em 14/05/2014 na edição 798
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 15/5/2014
Na quarta-feira (14/5), a menos de um mês do início da Copa do Mundo, a imprensa oscila entre dois pontos contraditórios: num deles, parece apostar no recrudescimento de conflitos que poderiam colocar em risco o sucesso da festa internacional do futebol; no outro, precisa que a sociedade vista a camiseta da seleção nacional, para manter vivo o mito heroico do esporte e continuar faturando com a publicidade.
Exemplos desse movimento ambíguo podem ser vistos em fragmentos do noticiário econômico, na política e até mesmo no jornalismo cultural ou de entretenimento. Selecionamos, por exemplo, uma reportagem do Estado de S. Paulo, na qual se lê que a média dos salários nos doze meses até março subiu 8,2%, acima da inflação do período, que foi de 6%.
Trata-se de um paradoxo para a imprensa, mas de um resultado lógico para quem enxerga a política econômica com olhos curiosos, sem os antolhos do dogmatismo liberal. O desemprego segue abaixo da linha histórica, os salários nominais ganham da inflação, e isso compõe basicamente o atual modelo brasileiro, explicando por que a maioria do eleitorado teme uma mudança radical desse cenário.
Também no Estado, o leitor encontra nova atualização do indicador IED, de Investimento Estrangeiro Direto, onde se lê que, nos primeiros quatro meses do ano, foram realizadas 235 grandes fusões e aquisições no Brasil, média 21% superior à do mesmo período no ano passado. Não se trata de especulação, mas de dinheiro investido diretamente em produção. Por que será que o apetite de investidores estrangeiros por negócios no Brasil segue alto?
Na Folha de S. Paulo, destacamos uma entrevista com o economista francês Thomas Pikerty, autor do livroO Capital no século 21, a ser lançado até o final do ano em português. Sua obra, na versão em inglês, há quase dois meses entre os cem livros mais vendidos da Amazon, está em segundo lugar entre os best-sellers, atrás apenas de um romance para adolescentes. Suas ideias estão mudando a maneira de pensar a economia e a sociedade, e o núcleo de seus estudos coincide em grande parte com os preceitos da política econômica adotada pelo Brasil na última década.
O rock errou
Agora, imagine o leitor ou leitora dotados de senso crítico, como fica a cabeça do cidadão que toma as manchetes da imprensa como retrato fiel da situação do Brasil.
Não erra quem afirmar que o público típico da mídia tradicional acredita que o país está afundando, embora a realidade mostre que a circunstância atual é melhor para a maioria, aqueles que vivem do seu trabalho, embora ainda restem muitos problemas estruturais a serem resolvidos.
Como disse a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, há cerca de dois meses, durante debate num programa de televisão, não se trata apenas de olhar o copo “meio vazio” ou “meio cheio”: trata-se apenas de enxergar ou não enxergar aquilo que está diante do nariz.
Com todas as turbulências a que estão submetidas as economias nacionais no contexto global dos negócios, a situação do Brasil não pode ser descrita como catastrófica, como fazem supor as manchetes. A realidade está bem escondida em reportagens que nunca vão para a primeira página, como as que citamos há pouco.
E por que razão os jornais demonstram diariamente essa opção preferencial pelo catastrofismo, se, afinal, um estado de espírito derrotista prejudica até mesmo os negócios das empresas de mídia? Porque os editores sabem que os fundamentos da economia são apenas parcialmente afetados pelo noticiário: os grandes investidores não costumam tomar decisões por notícia de jornal.
O interesse do noticiário negativo é o de influenciar o cidadão comum, o eleitor, e fazer com que ele manifeste nas urnas um desejo de mudança que foi insuflado diariamente pela imprensa. Simples assim.
Nesse jogo, entra até mesmo a produção cultural e de entretenimento. Veja-se, por exemplo, a extensa reportagem do Globo sobre a volta à cena da banda de rock Titãs, com chamada na primeira página sob o título “Um retrato pesado do Brasil”. Na entrevista do lançamento de um novo disco, o guitarrista e compositor Tony Bellotto repete o refrão e afirma (com o perdão pela expressão): “É uma merda pensar como o Brasil há 30 anos ou patina, ou piora”.
Ora, o Brasil de hoje é muito melhor do que há 30 anos, mas na sua ignorância ruidosa, o roqueiro faz coro ao discurso da imprensa, que procura incutir no brasileiro um sentimento de automenosprezo.
Funciona assim.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_mensagem_insidiosa_do_catastrofismo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

CARTA A LOBÃO É UM JUSTO NECROLÓGIO A EX-ARTISTA


Eu jamais poderia subscrever esta bela carta ao ex-roqueiro Lobão porque não sou seu ex-fã, e quase nada conheço sobre seu trabalho. Recordo-me de ter visto com simpatia a sua pregação e prática pela produção cultural alternativa, quando passou a editar seus próprios discos, num legítimo protesto contra o domínio das gravadoras. 

Por curiosidade jornalística, e porque costumo observar o que pensa e diz a direitona-burra, acabei ouvindo alguns de seus hangouts no You Tube. E fiquei, sinceramente, chocado: o cara não tem nada na cabeça, em termos de Política, tema que se meteu a comentar na veja e em outros espaços! Nada! Seu discurso atropelado é uma sucessão de frases vazias, todas ofensivas a alguém: a esquerda em geral, Lula, PT, Dilma, Gramsci, Chico Buarque, Gil, MPB, povo brasileiro, etc, etc. Ele pula de uma ofensa à outra, faz citações erradas, e elogia imbecis como Olavo de Carvalho, Malafaia, Bolsonaro e outras figuras de pensamento arcaico e cheio de ódio, montando uma teia de idéias desconexas. Fica aquela massa escura de ódio a tudo e a todos que acreditam no Brasil e na Democracia, ou que sonham e falam em Socialismo, em Esquerda. 
Seu "fundo-do-poço" foi defender, ainda que por palavras tortuosas, as tais "marchas" de 22 de março, que pregavam um golpe militar e a volta da ditadura! Foi seu último ato, que eu saiba, na internet, pois a partir do dia 23 parou de transmitir os tais hangouts onde abria espaço para vozes das cavernas. 
Eu não escreveria sobre Lobão no meu modestíssimo blog, onde busco reproduzir textos mil vezes mais interessantes e embasados. Mas a carta de seu ex-fã Pedro Sprejer vale a pena, por colocar essa figura em seu devido lugar: um artista que teve bons momentos de criação nos anos 80, depois ficou no ostracismo ou produzindo música inferior, e agora á cooptado pela direita mais atrasada do País, em troca de alguns espaços na mídia. Uma lástima. 
Leiam, porque é o necrológio justo de um ex-artista: 

“Sua truculência não é rebeldia, é niilismo”: Carta aberta de um ex-fã ao Lobão

Escrito por Pedro Sprejer e publicado originalmente na Polivox
Eu te acompanho desde meados dos anos 80, quando, ainda criança, pulava na frente da TV e do rádio ao som de “Vida Bandida” e “Corações Psicodélicos”.
Essas e outras canções constituíram o meu repertório afetivo-musical e sempre olho para elas com carinho. Hoje, entretanto, sua voz me soa amarga. Acho que cansei dela. E me atrevo a falar em nome de outros fãs que estão desapontados com o papelão que você tem feito por aí.
Você e Cazuza foram os artistas mais provocadores da geração 80, os mais autênticos. Cazuza foi um libertário genial, com sua ironia, homossexualidade escancarada, e entrega total à vida. E você, com um rock maníaco-depressivo foi mesmo uma ovelha negra dentro da MPB, como gosta de dizer.
Você acrescentou à MPB algumas doses a mais, trouxe euforia, porra-louquice, mas também melancolia e desespero, fazendo a trilha dos anos 80 entre festas homéricas e ressacas suicidas. E ainda colocou na canção brasileira, comportada e luminosa na maior parte das vezes, uma violência crua. A mesma violência que já estava nos filmes do Cinema Marginal, nos contos do Rubem Fonseca ou nas peças de Plínio Marcos.
Depois de debutar com um rock dançante adolescente, você enveredou por um lado selvagem da motocicleta. Mergulhou na vida louca e bandida dos anos 80 para contar a história do personagem que “chutou a cara do cara caído” e “bateu no seu melhor amigo” e também a do que “sem dó, nem pena, sem um telefonema, matou a família e foi ao cinema”.
Você propôs um verão na boca do lixo, ainda que esse universo decadente e sujo às vezes se parecesse mais com uma história de Charles Bukowski ou com o “Taxi Driver” de Scorsese .
Sua história deu um livro, Lobão. Você fez de tudo um pouco, inclusive “Me Chama” e outras belas canções. Lançou discos bons, como “Nostalgia da Modernidade” (1995). Lutou uma briga boa contra as grandes gravadoras e o jabá nas rádios. Fez também, vale lembrar, uma certa dose de músicas que me parecem muito ruins.
Mas o que eu acho curioso é como você é até hoje associado aos anos 80, mesmo tendo feito tantas coisas depois. Por algum motivo, ao longo das décadas seguintes, sua música foi saindo de cena lentamente. Aí te vimos ressurgir das estepes, lobo escaldado a latir com raiva, primeiro como um entrevistado que premiava os repórteres com declarações polêmicas, depois como apresentador de TV e, por fim, como colunista da Veja.
Sua primeira aparição nacional como pugilista verbal foi na longa discussão com o Caetano Veloso, que teve ótimos momentos e gerou sua incrível “Para o Mano Caetano”. Acertou Caê à queima-roupa, brindando-o com o maravilhoso epíteto “dandi dendê”, batendo forte, mas também o reverenciando como mestre ao mesmo tempo. A discussão virou até matéria no Fantástico. Havia ali um diálogo interessantíssimo entre duas vertentes nem sempre opostas da canção brasileira, entre o tropicalismo e uma geração roqueira que o absorveu e negou ao mesmo tempo.
Só que parece que foi justamente isso que você perdeu, Lobão, a capacidade de dialogar, entrando numa certa “décadence sans élégance”. Tornou-se uma das figuras beligerantes de “penas afiadas e garganta acelerada” tão bem descritas numa coluna recente do Thomaz Wood Jr.
Andou injuriando por aí gente como Chico, Tom, Gil e tantos outros. Não me entenda mal, acho saudável questionar ícones, em arte nada deve ser sagrado. Há de fato, muito o que se discutir na postura aristocrática e mesmo no conjunto da obra de nossos medalhões (vide o papelão que fizeram na questão das biografias).
É verdade que nem a quase extinta bossa-nova, nem a sua filha MPB, como fizeram crer, são capazes de representar e traduzir o país, se é que isso um dia chegou a acontecer.
Só que a sua virulência leviana, o seu jeito de atacar os consensos sem nada de novo para oferecer não me parece rebeldia, mas uma outra coisinha que às vezes é confundida ingenuamente com iconoclastia: niilismo. Isso mesmo, uma negatividade incapaz de criar qualquer horizonte.
É justamente o contrário do que faz o artista. Se é o artista quem puxa o nó da realidade e faz de tudo que vê um “link” para a criação, o difamador maledicente usa da retórica apenas para destruir e mortificar.
Sabe, Lobo, a gota d’água que me motivou a escrever esta carta-beliscão foi a besteira que você falou a respeito dos Racionais MC’s, um grupo que sempre admirei e que tem como líder aquele que é, sem dúvida, o melhor letrista a despontar no Brasil nos últimos 25 anos. (Se você não acredita, ouça “Eu to ouvindo alguém me chamar” ou “Capítulo 4, versículo 3”). Procure saber.
Então, Lobão, os Racionais são mesmo, como você escreveu no último livro que lançou, “o braço armado do PT”? Como é isso? Panteras-negras-bolivarianos? Ou uma facção leninista do PCC?
Aliás, recentemente você voltou a provocar, chamando, em sua coluna na Veja, os Racionais, o MST e outros de “rebeldes chapa-branca”.
Tentando botar uma pimenta na sua salada envenenada maluca, disse que Mano Brown e seus manos “sobem nos palanques, têm o beneplácito da mídia oficial bancada pelo governo e, mesmo assim, são revoltadíssimos com o sistema!”. Uma frase acusatória com vestes de denúncia desprovida de qualquer dado concreto, que desemboca rasteiramente numa bobagem malvada e infame.
Como se os Racionais não tivessem legitimidade para falar em nome da periferia. Como se qualquer discurso socialmente engajado fosse oportunismo. Ou os próprios rappers fossem apenas populistas que se beneficiam de um discurso revolucionário.
Lobão, o golpe foi baixo, mas o movimento previsível demais. Você apenas pega o que outros articulistas de direita falam sobre Lula e encaixa grosseiramente em Mano Brown.
Você que viveu e cantou sua vida bandida no Leblon deveria ter mais boa vontade com o relato daqueles que vivem a vida loka nas ruas das Ruandas brasileiras. O Haiti é aqui, Lobo.
É curioso te ver reagir assim uma das expressões mais interessantes surgidas no Brasil dos anos 90, década em que o rock dos 80 foi perdendo a força até virar praticamente só a saudade da Legião e o “retorno triunfante” do Capital Inicial.
Sim, é engraçado, pois foi justamente o rap, como o Chico Buarque notou, que fez com que a violência real do país passasse a jorrar na música brasileira, sedimentada desde os anos 30 em torno da ideia de conciliação e apaziguamento das tensões sociais.
Se para você a MPB é “paumolescência” e o rap oportunismo, o que sobrará? Respondo: niilismo. Lágrimas no escuro.
Lobão, você gritou “Lula” no Faustão, em 89, e, pelo andar da carruagem, qualquer dia ainda vai gritar “Olavo de Carvalho!” no Circo Voador. O problema, porém, não é a sua “conversão”.  O triste é ver um músico talentoso virando apenas e tão somente um polemista, espalhando niilismo coxinha e faturando com a idiotização do país, a polarização burra. Lobo de patas dadas com as raposas, papagaiando e batendo palma pra macaco. Para um ex-fã é um espetáculo triste.
Greil Marcus, considerado por muitos o maior crítico musical americano, definiu o ethos do rock como “uma afronta à entropia” e “um combate contra a mesmice”. Talvez esses elementos estejam no ímpeto das suas críticas, Lobão, mas te falta uma noção básica de hegemonia e contra-hegemonia, para saber que hoje é você, não o Mano Brown, quem está do lado mais poderoso, do lado daqueles que dão as cartas mais valiosas no país e no mundo, valendo-se do controle da economia e da mídia. Não, Lobão, os comunistas não mandam no Brasil. Você ainda não percebeu?
A triste conclusão, porém, é que talvez sejam justamente besteiras infundadas desse tipo que os seus novos admiradores querem ler. Eu não, me inclua fora dessa. Daqui em diante, dançarei “Corações Psicodélicos” nas festas (como resistir?) E só.
Um abraço sincero e um gancho metafórico de esquerda, do teu ex-fã,
Pedro.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/sua-truculencia-nao-e-rebeldia-e-niilismo-carta-aberta-de-um-ex-fa-ao-lobao/

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

NOTÍCIA BOA EXISTE: STEVIE WONDER TOCA NA RUA, EM BRASÍLIA

Do site G1: 



Músico de Brasília toca na rua com Stevie Wonder; veja o vídeo


Saxofonista tocou 'Garota de Ipanema' com artista em frente a confeitaria.
Stevie Wonder, que fez show na noite anterior, deu US$ 200 ao músico.

Isabella FormigaDo G1 DF


O músico americano Stevie Wonder tocou 
gaita na tarde deste domingo (8) com um saxofonista de Brasília em frente a uma confeitaria na Asa Sul. Stevie Wonder es-
tava na cidade porque na noite anterior ha-
via se apresentado no Estádio Mané Gar
rincha.
O músico João Filho disse que almoçava 
com a mulher e a filha de 5 anos em um restaurante na 205 Sul quando viu o músico americano 
entrar em uma confeitaria na mesma quadra.
"Vi o Stevie Wonder e fiquei do lado de fora da confeitaria tocando saxofone. O segurança pediu 
para eu não me aproximar", disse. "Foi minha mulher quem sugeriu que eu tocasse 'Garota de 
Ipanema'. Ela sabia que ele gosta de música brasileira e eu estava tocando jazz", disse.
Stevie Wonder e músico tocam 'Garota de Ipanema' em rua de Brasília (Foto: João Filho/Divulgação)Stevie Wonder e músico tocam 'Garota de Ipanema' em rua
de Brasília (Foto: João Filho/Divulgação)
Segundo o músico, a reação de 
Stevie Wonder foi "automática". "De-
pois que toquei Tom Jobim, ele ficou 
louco. Ele parou e pediu para a pro-
dução para ir no carro buscar a ga-
ita dele. Aí o segurança obedeceu, 
né? O chefe estava mandando."
O saxofonista disse que passou 40 
minutos tocando com o músico americano na calçada da confeitaria. Uma platéia se formou ao 
redor da dupla e o cantor tirou fotos com fãs.
"Antes de ir embora, ele me chamou, chamou minha esposa e minha filha e me entregou 
US$ 200", disse. "Está aqui na carteira. Vou para os Estados Unidos em breve, mas vou 
mandar emoldurar o dinheiro."
João Filho é do Piauí e disse que é bombeiro aposentado. Atualmente, ele ganha dinheiro 
tocando saxofone nas ruas de Brasília.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

LOBÃO DETONA LUCIANO HUCK, O BOM-MOÇO

Em entrevista ao portal iG, o cantor e compositor Lobão detonou Luciano Huck, aquela gracinha...
Tá lá no meio da sua fala:
"Blá Blá Blá
"O Brasil está muito alegrinho, essa alegria politicamente correta, essa coisa teletubbie é de uma violência pra mim. Nada mais violento que você se higienizar socialmente, o Brasil está sofrendo uma fase de higienização social da pior espécie. Isso é um blábláblá. Todo mundo elogia todo mundo, isso pra mim é uma claustrofobia, o pior tipo de violência. O nosso País vive um momento muito ridículo, uma 'lucianohuckzação' do Brasil".