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quinta-feira, 16 de julho de 2015

PARABÉNS PROF. MANTEGA! LUGAR DE NAZISTA É NA CADEIA!

terça-feira, 14 de julho de 2015

PELA CIVILIDADE, DILMA TEM QUE PROCESSAR LOBÃO, O OLAVETE

Dilma tem que reagir exemplarmente ao crime de injúria e difamação de Lobão. 

Por Paulo Nogueira




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Qual a diferença entre um adesivo em que Dilma aparece de pernas abertas e chamá-la de Dilma Bandida?
Nenhuma.
Por isso mesmo, a reação deve ser a mesma. Enérgica, exemplar, imediata.
Lobão achou que tinha sido muito criativo ao transformar, num show vazio em São Paulo, Vida Bandida em Dilma Bandida.
Se foi mesmo criativo, não sei. Mas ele foi criminoso. Cometeu um crime de injúria e difamação, e tem que responder por isso.
Não é importante apenas para Dilma. É importante, mais ainda, para a sociedade.
Você não pode deixar a semente da barbárie se alastrar impunemente.
Tolerância zero com este tipo de delito é uma demanda da civilização, na verdade.
A impunidade estimula o mesmo tipo de comportamento cheio de ódio e violência.
Onde isso foi dar?
Lobão parece culpar Dilma, Lula e o PT pelo seu envelhecimento e pela baixa produção artística das últimas décadas.
Analfabeto político por excelência, ele encontrou dois mestres do mal em sua louca cavalgada.
Um é a revista Veja, que encheu sua cabeça de informações erradas, desonestas e canalhas.
O outro é Olavo de Carvalho, que reforçou a lavagem cerebral da Veja sobre Lobão.
O resultado é que ele virou um velho reacionário, recalcado, amargurado,  repleto de ódio.
E sem palavra.
Lobão tinha prometido deixar o Brasil caso Dilma vencesse. Mas mudou de ideia, o que é uma pena, pelo exemplo nocivo, sinistro que ele representa.
As pessoas têm que saber que há um limite de civilidade que não pode ser transposto, ou o país vira um caos.
O argumento mais obtuso é que se trata de liberdade de expressão.
Não. É crime, a não ser que ele tenha provas de que Dilma é bandida.
Um juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos foi quem definiu com mais clareza os limites da liberdade de expressão.
Cerca de meio século atrás, ele disse que, num teatro lotado, se alguém gritar fogo, não poderá depois invocar a liberdade de expressão. Sua fala poderá provocar uma tragédia.
É uma definição clássica, citada com frequência em casos em que se debate a liberdade de expressão.
No mundo moderno, uma amostra dos limites é que nos Estados Unidos você não pode fazer apologia do terrorismo e depois invocar a liberdade de expressão.
Você será imediatamente preso.
Ah, você pode retrucar: a Justiça brasileira é um horror. Não adianta processar. Danilo Gentili mandou um negro comer bananas e foi absolvido porque o juiz considerou que não havia ofensa na oferta.
Não faz mal.
O mínimo que se pode fazer é incomodar o ofensor em casos como o de Lobão.
Mantega, acertadamente, decidiu processar o desequilibrado que o insultou num restaurante. Lula também seguiu o mesmo caminho com Caiado.
Estão certos.
Para o bem da sociedade, Dilma tem que reagir imediatamente – e com estrondo.
As vozes do ódio não podem achar que podem tudo. Porque, se eles podem tudo, o resto não pode nada.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/dilma-tem-que-reagir-exemplarmente-ao-crime-de-injuria-e-difamacao-de-lobao-por-paulo-nogueira/

quinta-feira, 29 de maio de 2014

SECRETÁRIO JILMAR TATTO DESMENTE CALÚNIA DO REI DO ESGOTO. VAI PROCESSAR O DIFAMANTE?

Carta ao Blog do Reinaldo Azevedo e a seus leitores
Em relação às postagens dos dias 22, 23 e 24/5, esclareço que as doações feitas pelo meu Comitê Eleitoral de Campanha a deputado federal, em 2010, ao Comitê do então candidato Luiz Moura são públicas, estão rigorosamente em conformidade com a legislação eleitoral vigente e Essas contribuições não são feitas com recursos próprios. A prestação de contas de minha campanha foi feita ao TRE-SP e pode ser consultada por todo cidadão. Inclusive, pode-se verificar que houve transferências e doações de bens, estimáveis em dinheiro, como materiais impressos, a vários candidatos com quem fiz campanhas conjuntas. Da mesma forma, também recebi contribuições, bem como todos os candidatos. O compartilhamento de despesas está amparado pela Res. 23.217 do TSE, de 2/3/2010. Inclusive, este mesmo documento estabelece em seu Art. 17, que “doações realizadas entre candidatos, comitês financeiros e partidos, deverão fazer-se mediante recibo eleitoral e não estão sujeitas aos limites fixados” na mesma resolução. Minha relação com o deputado estadual Luiz Moura, e todos os parlamentares com quem tenho contato, se fez e se faz estritamente no campo político partidário. Portanto, não cabe qualquer outro tipo de interpretação.
Jilmar Tatto
Secretário Municipal de Transportes / Deputado federal (PT) licenciado

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O GLOBO MENTIU SOBRE A PETROBRÁS. OU CORRIGE OU PAGARÁ INDENIZAÇÃO MILIONÁRIA

Batata de 'O Globo' assa com manchete falsa. Jurídico da Petrobras precisa ir pra cima.


O jornalão "O Globo" impresso de madrugada e que foi para as bancas estampou a manchete falsa: "Escândalo de Pasadena: Auditoria descobre saque de US$ 10 milhões sem registro".

É falsa porque registro é posterior ao próprio saque, e a reportagem descreve outra coisa.

Saque sem registro é sinônimo de desfalque ou de caixa dois ou algo parecido. Uma acusação gravíssima, que o próprio texto da reportagem desmente.

Horas depois, o jornalão deve ter sentido que pesou a mão ao fazer campanha política demotucana e já suavizou o título no site na internet para evitar processos. A Manchete passou a ser "Auditoria mostra que US$ 10 milhões saíram de conta de Pasadena com autorização verbal".

Autorização verbal de um saque nada tem a ver com "sem registro". Com certeza há registros contábeis e financeiros nos próprios extratos. 

Até você pode autorizar verbalmente um resgate no seu banco da poupança para a conta corrente por telefone, e ele estará registrado em seu extrato.

Aí vamos ao texto da reportagem e encontramos essa pérola:
O pente-fino da Gerência de Auditoria de Abastecimento da Petrobrasrevelou a existência de um saque de US$ 10 milhões em 5 de fevereiro de 2010, sem documento que o autorizasse.
(...)
relatório de auditoria sobre o estoque de óleo é o R-1111/2010, elaborado pela Gerência de Auditoria de Abastecimento, com data de 29 de março de 2011. O episódio do saque está descrito no item 3: “Falta de autorização documental para saque em corretora”. Os US$ 10 milhões foram retirados da conta da refinaria numa corretora, a MF Global, que entrou com pedido de falência em 2011.
Vamos desenhar:

5-fev-2010: O financeiro da refinaria manda resgatar uma aplicação do dinheiro da empresa aplicado em uma Corretora de Valores (instituição financeira regulamentada). A ordem foi verbal. Não tenho acesso aos documentos, mas aposto que o tal saque foi uma transferência de fundos da Corretora para uma conta bancária (ou semelhante) da Refinaria. Pois não tem como sumir com US$ 10 milhões nos Estados Unidos sem receber uma visita da Receita Federal e do FBI de lá.

2011: A tal corretora MF Global foi à falência. Ou seja, se a Refinaria não tivesse resgatado a aplicação, aí sim os US$ 10 milhões teriam ido para o vinagre e seria motivo para abrir uma investigação seríssima. Quem mandou resgatar, pelo menos pelo que descreve a reportagem, fez a coisa certa.

O que a auditoria diz, segundo a reportagem, é apenas que
“A falta de documentação prejudica o controle e acompanhamento de transações (...) A autorização verbal, conforme informação da unidade, não encontra amparo em norma interna nem nas boas práticas de controle interno”.
.
Os auditores recomendam, então, que a gestão da refinaria de Pasadena passe a formalizar e arquivar a documentação referente aos saques feitos em contas mantidas em corretoras. Conforme a resposta da PRSI, incluída no relatório, ficou acordado com a área financeira que não haveria mais “nenhuma autorização de pagamento ou movimentação financeira de forma verbal”.
Segundo a própria reportagem, não há qualquer menção a desvio de dinheiro, nem desfalque, nem nada parecido. Só reclama da falta de documentar por escrito as autorizações de resgate de aplicações em corretoras. Em nenhum momento fala que tais saques não aparecem nos extratos. E, com certeza, estão nos registros contábeis, senão a auditoria teria que apontar isso. Aliás se o "saque" não estivesse nos registros contábeis e financeiros, a auditoria nem saberia que houve o saque. Primeiro daria falta do dinheiro no saldo da empresa.

O Globo está apenas criando factóides sem importância nenhuma e dando assunto para a oposição seguir na estratégia eleitoral de "sangramento" da presidenta Dilma.

Na verdade, para o leitor que não é tolo, a leitura da reportagem é a seguinte: o Globo teve acesso a uma auditoria de 29 de março de 2011, procurou, procurou e não encontrou nada que mereça atenção.

O tratamento que a imprensa vem dando a Petrobras já ultrapassou os limites políticos. A Petrobras é uma empresa estatal mista, que também tem ações negociadas no mercado, tem uma marca de 60 anos a zelar, e uma gestão técnica tem obrigação de acionar o Departamento Jurídico para exigir direito de resposta exemplar diante de difamações e molecagens. Conforme o caso, cabe também processo de indenização.

Vê se esses jornalões e TV's fazem molecagem com marcas famosas de refrigerantes, de cerveja, de carros, de bancos privados quando há alguma notícia negativa sobre estas empresas. Tomam o maior cuidado, isso quando falam alguma coisa. É porque sabem que falar sem provar provoca indenizações milionárias por danos e outras sanções civis e criminais. Pois a Petrobras tem agir como estas outras empresas.

Outras molecagens jornalísticas:

No subtítulo, a denúncia do doleiro Youssef e mais seis não teve ligação com a Petrobrase muito menos com Pasadena para estar ali como subtítulo. O mesmo ocorre com o deputado André Vargas. Nem nos grampos divulgados tem qualquer menção à qualquer coisa envolvendo a Petrobras, pelo menos até agora.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/04/batata-de-o-globo-assa-com-manchete.html

sexta-feira, 14 de março de 2014

JORNALISTA NÃO É LIVRE PRÁ OFENDER: NOBLAT CONDENADO

Noblat terá que indenizar Renan Calheiros, por danos morais

qui, 13/03/2014 - 12:08 - Atualizado em 13/03/2014 - 12:14

Jornal GGN – O jornalista Ricardo Noblat deverá pagar ao senador Renan Calheiros, a título de reparação de danos morais, a quantia de R$ 50 mil. A penalidade foi imposta na apreciação de notícias veiculadas no blog do Noblat, em que se refere ao senador como “mentiroso, patife, corrupto, pervertido”, entre outros xingamentos. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Renan Calheiros sustentou, na ação, que sua honra foi abalada pelo modo como o jornalista a ele se referia em seu blog, afirmando que ele mentiu em discurso proferido no Senado, que omitiu bens à Receita Federal, que usou “laranja” para compra de veículos de comunicação, que simulou tomada de empréstimos e beneficiou empresa de lobista.
Na contestação, Noblat alegou inexistência de “qualquer ofensa ou inverdade nas matérias publicadas, , uma vez que os fatos narrados foram amplamente divulgados por toda a imprensa nacional, bem como investigados pela Polícia Federal”, não havendo, portanto, danos passíveis de compensação.
Entendimento de primeiro grau
No entendimento do juiz de primeiro grau, a sentença versava de que não havia sido demonstrada intenção de ofender ou injuriar, nem mesmo evidenciado excesso culposo a partir da análise das publicações veiculadas no blog.  Dizia  sentença que “não há que se falar em indenização por danos morais, pois o homem público está sujeito a críticas, porquanto inerentes ao sistema democrático, necessárias ao aperfeiçoamento das instituições”. 
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) acatou e manteve a sentença, entendendo que “os conteúdos disponibilizados pelo apelado (Noblat) em seu blog eram de conhecimento público e se basearam em diversos outros meios de comunicação que, em meados de 2007, deram ampla cobertura aos fatos”. 
A defesa de Calheiros afirmou, no STJ, que houve claro abuso do direito de informação e ofensa à sua honra no uso das expressões “patife, corrupto, pervertido, depravado, velhaco, pusilânime, covarde”, e também quando o jornalista afirmou que o senador teria “superado seus próprios recordes de canalhices”. A defesa ainda argumentou que a condição de Calheiros, como homem público, não justifica o uso de expressões altamente ofensivas.
Abuso 

Em seu voto, a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que, em se tratando de questões políticas e de pessoa pública, como um senador da República, é natural que haja exposição à opinião e à crítica dos cidadãos e da imprensa. Entretanto, “não se pode tolerar que essa crítica desvie para ofensas pessoais”.

Ressaltou também que, mesmo que Noblat, em seu blog, tenha sido “diligente na divulgação das informações sobre as investigações em andamento, “ao proferir xingamentos à pessoa do senador, acabou ultrapassando a linha tênue existente entre a liberdade de expressão e a ofensa aos direitos da personalidade de outrem”.

“O exercício da crítica, bem como o direito à liberdade de expressão, não pode ser usado como pretexto para atos irresponsáveis, como os xingamentos, porque isso pode implicar mácula de difícil reparação à imagem de outras pessoas – o que é agravado para aquelas que têm pretensões políticas, que, para terem sucesso nas urnas, dependem da boa imagem pública perante seus eleitores”, disse a ministra Andrighi.

E continuou: “Ao contrário do que entenderam o juízo de primeiro grau e o tribunal de origem, convém não esquecer que pessoas públicas e notórias não deixam, só por isso, de ter o resguardo de direitos da personalidade.”

Ao reconhecer o dano moral causado ao senador, a ministra fixou a reparação em R$ 50 mil, corrigidos monetariamente a partir da data do julgamento na Terceira Turma e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, a contar do evento danoso.

A decisão foi unânime. 
Com informações do STJ

http://jornalggn.com.br/noticia/noblat-tera-que-indenizar-renan-calheiros-por-danos-morais

sexta-feira, 7 de março de 2014

SOCIÓLOGA NEGA ENTREVISTA À VEJA E DIZ POR QUE

A Veja “estimula o reacionarismo ressentido, paranoico e feroz”



Postado em 01 Mar 2014
Sílvia (esq) e a revista para a qual não quis falar
Sílvia (esq) e a revista para a qual não quis falar
Algum tempo atrás, meu amigo Sérgio Berezovski, então diretor da 4 Rodas, me contou uma história.
A revista procurara o jornalista Flávio Gomes para ouvi-lo numa determinada reportagem.
Flávio, polidamente, avisou que não falaria com uma empresa cujo carro-chefe é a Veja. Deixou claro não ter nada, especificamente, contra a 4 Rodas.
Nesta semana, um episódio da mesma natureza – mas que ganhou ampla repercussão na internet – mostrou a deterioração da imagem da Veja como uma publicação séria.
A socióloga Sílvia Viana, procurada para uma reportagem sobre o BBB 14, produziu uma resposta que a posteridade vai poder usar como medida do repúdio despertado pela Veja depois que se transformou num panfleto de baixo jornalismo, nos últimos dez anos.
Disse Sílvia a quem pedira a entrevista:
“Respondo seu e-mail pelo respeito que tenho por sua profissão, bem como pela compreensão das condições precárias às quais o trabalho do jornalista está submetido. Contudo, considero a ‘Veja’ uma revista muito mais que tendenciosa, considero-a torpe. Trata-se de uma publicação que estimula o reacionarismo ressentido, paranoico e feroz que temos visto se alastrar pela sociedade; uma revista que aplaude o estado de exceção permanente, cada vez mais escancarado em nossa “democracia”; uma revista que mente, distorce, inverte, omite, acusa, julga, condena e pune quem não compartilha de suas infâmias – e faz tudo isso descaradamente; por fim, uma revista que desestimula o próprio pensamento ao ignorar a argumentação, baseando suas suposições delirantes em meras ofensas.
Sendo assim, qualquer forma de participação nessa publicação significa a eliminação do debate (nesse caso, nem se poderia falar em empobrecimento do debate, pois na ‘Veja’ a linguagem nasce morta) – e isso ainda que a revista respeitasse a integridade das palavras de seus entrevistados e opositores, coisa que não faz, exceto quando tais palavras já tem a forma do vírus.
Dito isso, minha resposta é: Preferiria não.”
Clap, clap, clap. De pé.
Tal sentimento está amplamente espalhado pela sociedade. Descontados fanáticos conservadores, ou simplesmente analfabetos políticos cujos heróis são Diogo Mainardi ou Reinaldo Azevedo, a Veja é objeto de uma mistura de desprezo e ódio.
O mérito da resposta de Sílvia é expressar um sentimento comum a tantos e tantos brasileiros.
Em meus tempos de Abril, fazíamos às vezes um exercício. Se determinada revista fosse uma pessoa, qual seria?
A Veja, hoje, por esse sistema, seria uma mistura de Olavo de Carvalho e Marco Feliciano.
Olavo de Carvalho ocupou, por seus discípulos, a revista. E Marco Feliciano é alma gêmea de OC: conforme demos na seção Essencial, o pastor fez na Câmara dos Deputados, esta semana, uma defesa apaixonada do astrólogo que hoje é um ídolo dos reacionários do Brasil.
A Veja teria já problemas extraordinários de sobrevivência caso fizesse bom jornalismo. Revista, na era digital, é um objeto de obsolescência espectral.
São cada vez menos os leitores e os anunciantes.
Fazendo o que faz, uma panfletagem abjeta, a Veja apenas apressará sua marcha rumo ao cemitério. E deixará não memórias agradáveis, mas a sensação de alívio por o horror que ela representa ter enfim acabado.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-veja-estimula-o-reacionarismo-ressentido-paranoico-e-feroz/

Quem chorará a morte de uma revista que, para usar as palavras de Sílvia Viana, “mente, distorce, inverte, omite, acusa, julga, condena e pune quem não compartilha de suas infâmias”?
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

NASSIF E O JORNALISMO DE ESGOTO


Luis Nassif: A era da selvageria


O vale-tudo da informação chegou a um ponto sem retorno. Historicamente, as jovens gerações de jornalistas entram com todo gás, querendo fazer carreira e, para tanto, seguindo os critérios de avaliação das direções. Se os critérios são tortos, forma-se uma geração torta.

Por Luis Nassif


Foi assim com o rescaldo da campanha do impeachment, que consagrou os profissionais que mais atentaram contra os princípios jornalísticos, os que mais inventaram notícias, que se apossaram de matérias de terceiros.

O momento atual é o mais escabroso da moderna história da imprensa brasileira.

Na transição de gerações, existem os jornalistas experientes, servindo de referência e de moderação para os mais apressados. Cabe a essas figuras referenciais ensinar os limites entre jornalismo e ficção, o respeito aos fatos e as técnicas que permitam tornar as matérias atraentes sem apelar para a ficção ou para os ataques difamadores. Principalmente, cabe a eles mostrar os valores universais da civilização, o respeito ao direito sagrado da reputação, o pressuposto de que as acusações precisam vir acompanhadas de provas ou indícios relevantes, o direito de se ouvir, sem viés, a defesa do acusado, o uso restrito do jornalismo declaratório.

A questão é que esse meio campo está com lacunas.

O episódio Orlando Silva mostrou jornalistas consagrados, que deveriam fazer o contraponto, ajudando a criar o clima de expectativa em cima das capas de Veja. São jornalistas que estão fartos de saber que a revista não segue princípios jornalísticos, que mente, difama, blefa, que promete provas que nunca aparecem. Mas não se pejaram de aproveitar o embalo para atacar adversários históricos.

Outros jornalistas, com história e credibilidade, preferiram recolher-se ao seu próprio trabalho, pela notória impossibilidade de remar contra uma tendência irreversível de consolidação do jornalismo de esgoto.

Fazem bem em se poupar e não tentar remediar o irremediável.

Fonte: Blog do Nassif