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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
UM VIDEO QUE AECINHO JAMAIS PODERÁ CONTESTAR!
domingo, 3 de agosto de 2014
AEROPORTOS DE AÉCIO TERIAM LIGAÇÃO COM APREENSÃO DE DROGAS?
Juca Kfouri liga AeroNeves a HeliPóptero
Escrito por Rodrigo Penna
Escrito por Rodrigo Penna
O assunto é tão grave que o melhor é deixar na boca de quem falou. Segue do blog do Juca.
Uma distância de apenas 14 quilômetros separa os dois escândalos recentes da política nacional que envolvem dois senadores por Minas Gerais, o ex-presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela (PDT) e o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB).
A pista de pouso e decolagem construída durante o governo de Aécio Neves em Cláudio, no Centro-Oeste mineiro, em um terreno que pertenceu a fazenda do tio avô do candidato tucano fica distante 14 quilômetros de Sabarazinho, um povoado de Itapecerica, também no Centro-Oeste Mineiro, onde o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, da família do senador Zezé Perrela, fez uma parada para reabastecimento carregado com 445kg de pasta base de cocaína, em novembro do ano passado.
A parada em um ponto de Sabarazinho aconteceu três horas e meia antes da apreensão da aeronave por policiais militares e federais em um sítio em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. O valor da carga é estimada em R$ 10 milhões, podendo multiplicar por dez com o refino. Segundo o inquérito da PF, o carregamento foi feito em Pedro Juan Cabalero, no Paraguai, e tinha como possível destino Amsterdam, na Holanda, o que configura tráfico internacional.
No dia 20 do mês passado, reportagem do jornalista Lucas Ferraz, da “Folha de S.Paulo”, revelou que Aécio Neves construiu a pista na fazenda que pertenceu a seu tio-avô, além de ficar próxima a uma propriedade da família do candidato.
Na última semana, Aécio Neves admitiu que já usou a pista, mesmo o espaço ainda não tendo sido homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil.
O investimento do governo mineiro para a construção da pista foi de R$ 14 milhões. Cláudio tem 25 mil habitantes e está distante 50 quilômetros de Divinópolis, onde já existia uma pista de pouso e decolagem.
O cruzamento dos dois escândalos – do helicóptero e da pista – é comprovado pelos documentos considerados sigilosos do inquérito da Polícia Federal (PF), que este repórter teve acesso.
A PF constatou, com base no rastreamento do GPS do helicóptero e nas anotações do plano de vôo dos pilotos, ambos apreendidos e examinados pela perícia técnica, que o helicóptero carregado com quase meia tonelada de pasta base de cocaína parou em um ponto próximo ao povoado de Sabarazinho.
Segundo o inquérito da PF, no dia 24 de novembro de 2013, às 14h17, aproximadamente três horas e meia antes do helicóptero ser apreendido pela polícia no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, a aeronave ficou parada por trinta minutos numa fazenda do povoado, onde duas pessoas aguardavam o pouso com galões de combustível.
A localidade fica a 14 quilômetros da pista de Cláudio e também das fazendas da família Tolentino, onde nasceu Risoleta Neves, esposa de Tancredo Neves e avó de Aécio Neves.
O município de Cláudio chega, inclusive, a ser citado no inquérito na análise das mensagens telefônicas dos pilotos, que foram captadas pelas Estações de Rádio Base (ERB), que são os equipamentos que fazem a conexão entre os telefones celulares e a companhia telefônica.
Suspeita que não foi desvendada
O helicóptero foi apreendido no dia 24 de novembro. Três dias depois, 27 de novembro, após a apreensão ganhar destaque na mídia, o proprietário da terra fez uma denúncia para a Polícia Militar de Divinópolis. Segundo a PM, tal denúncia foi feita de maneira “anônima”.O proprietário afirma que avistou um helicóptero sobrevoando a região em baixa altitude e depois encontrou em suas terras 13 galões, de 20 litros cada, com substância semelhante a querosene.
Como o Boletim foi realizado após a apreensão do helicóptero, o delegado da Polícia Federal em Divinópolis, Leonardo Baeta Damasceno, afirma no inquérito não descartar o envolvimento de pessoas da região e recomenda como imprescindível uma diligência sigilosa no local, para saber quem são o dono do terreno e as pessoas que tem livre acesso ao local.
Porém, ainda de acordo com o inquérito que esse repórter teve acesso a diligência não foi realizada. Em outra página do inquérito, o proprietário é inocentado sem explicação convincente, dessa vez por documento assinado pelo agente da PF, Rafael Rodrigo Pacheco Salaroli, que afirma: “A total isenção da propriedade e de seu proprietário na empreitada criminosa, restando, portanto, a terceiros sem ligação com o local, a atuação delituosa de reabastecimento da aeronave”.
Parente é serpente
Tancredo Aladim Rocha Tolentino é primo de Aécio Neves e filho de Múcio Guimarães Tolentino, o tio-avô do candidato tucano que teve a terra desapropriada para a construção da pista em Cláudio. Quêdo, como é conhecido, é o responsável, segundo o jornal Folha de São Paulo, por controlar a chave do aeroporto público de Cláudio, que fica distante seis quilômetros da fazenda frequentada por Aécio Neves.
Em 2012, Quêdo tentou se candidatar a prefeito de Cláudio, mas foi impedido pela lei da Ficha Limpa devido a pendências judiciais. Meses antes, Quêdo foi preso na operação “Jus Postulandi”, da Polícia Federal, por participar de uma quadrilha especializada na venda de habeas corpus para traficantes de drogas.
Quêdo, segundo a denúncia, fazia a intermediação do negócio. Ele recebia a quantia, que variava entre R$ 120 mil e R$ 240 mil dos traficantes, ficava com uma parte do dinheiro e repassava o restante ao desembargador Hélcio Valentim, que determinava a expedição de alvará de soltura dos presos.
Em três casos descritos na denúncia realizada pelo subprocurador-geral da República Eitel Santiago, as liminares foram negociadas para favorecer presos por tráfico de drogas. Um dos beneficiários foi preso em flagrante, em julho de 2010, num sítio do distrito de Marilândia, também pertencente a Itapecerica, com cerca de 60 quilos de pasta-base de cocaína.
O processo será julgado no STJ e Quedo responderá por formação de quadrilha e três vezes por corrupção, duas delas “ativa qualificada”.
A parada em um ponto de Sabarazinho aconteceu três horas e meia antes da apreensão da aeronave por policiais militares e federais em um sítio em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. O valor da carga é estimada em R$ 10 milhões, podendo multiplicar por dez com o refino. Segundo o inquérito da PF, o carregamento foi feito em Pedro Juan Cabalero, no Paraguai, e tinha como possível destino Amsterdam, na Holanda, o que configura tráfico internacional.
No dia 20 do mês passado, reportagem do jornalista Lucas Ferraz, da “Folha de S.Paulo”, revelou que Aécio Neves construiu a pista na fazenda que pertenceu a seu tio-avô, além de ficar próxima a uma propriedade da família do candidato.
Na última semana, Aécio Neves admitiu que já usou a pista, mesmo o espaço ainda não tendo sido homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil.
O investimento do governo mineiro para a construção da pista foi de R$ 14 milhões. Cláudio tem 25 mil habitantes e está distante 50 quilômetros de Divinópolis, onde já existia uma pista de pouso e decolagem.
O cruzamento dos dois escândalos – do helicóptero e da pista – é comprovado pelos documentos considerados sigilosos do inquérito da Polícia Federal (PF), que este repórter teve acesso.
A PF constatou, com base no rastreamento do GPS do helicóptero e nas anotações do plano de vôo dos pilotos, ambos apreendidos e examinados pela perícia técnica, que o helicóptero carregado com quase meia tonelada de pasta base de cocaína parou em um ponto próximo ao povoado de Sabarazinho.
Segundo o inquérito da PF, no dia 24 de novembro de 2013, às 14h17, aproximadamente três horas e meia antes do helicóptero ser apreendido pela polícia no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, a aeronave ficou parada por trinta minutos numa fazenda do povoado, onde duas pessoas aguardavam o pouso com galões de combustível.
A localidade fica a 14 quilômetros da pista de Cláudio e também das fazendas da família Tolentino, onde nasceu Risoleta Neves, esposa de Tancredo Neves e avó de Aécio Neves.
O município de Cláudio chega, inclusive, a ser citado no inquérito na análise das mensagens telefônicas dos pilotos, que foram captadas pelas Estações de Rádio Base (ERB), que são os equipamentos que fazem a conexão entre os telefones celulares e a companhia telefônica.
Suspeita que não foi desvendada
O helicóptero foi apreendido no dia 24 de novembro. Três dias depois, 27 de novembro, após a apreensão ganhar destaque na mídia, o proprietário da terra fez uma denúncia para a Polícia Militar de Divinópolis. Segundo a PM, tal denúncia foi feita de maneira “anônima”.O proprietário afirma que avistou um helicóptero sobrevoando a região em baixa altitude e depois encontrou em suas terras 13 galões, de 20 litros cada, com substância semelhante a querosene.
Como o Boletim foi realizado após a apreensão do helicóptero, o delegado da Polícia Federal em Divinópolis, Leonardo Baeta Damasceno, afirma no inquérito não descartar o envolvimento de pessoas da região e recomenda como imprescindível uma diligência sigilosa no local, para saber quem são o dono do terreno e as pessoas que tem livre acesso ao local.
Porém, ainda de acordo com o inquérito que esse repórter teve acesso a diligência não foi realizada. Em outra página do inquérito, o proprietário é inocentado sem explicação convincente, dessa vez por documento assinado pelo agente da PF, Rafael Rodrigo Pacheco Salaroli, que afirma: “A total isenção da propriedade e de seu proprietário na empreitada criminosa, restando, portanto, a terceiros sem ligação com o local, a atuação delituosa de reabastecimento da aeronave”.
Parente é serpente
Tancredo Aladim Rocha Tolentino é primo de Aécio Neves e filho de Múcio Guimarães Tolentino, o tio-avô do candidato tucano que teve a terra desapropriada para a construção da pista em Cláudio. Quêdo, como é conhecido, é o responsável, segundo o jornal Folha de São Paulo, por controlar a chave do aeroporto público de Cláudio, que fica distante seis quilômetros da fazenda frequentada por Aécio Neves.
Em 2012, Quêdo tentou se candidatar a prefeito de Cláudio, mas foi impedido pela lei da Ficha Limpa devido a pendências judiciais. Meses antes, Quêdo foi preso na operação “Jus Postulandi”, da Polícia Federal, por participar de uma quadrilha especializada na venda de habeas corpus para traficantes de drogas.
Quêdo, segundo a denúncia, fazia a intermediação do negócio. Ele recebia a quantia, que variava entre R$ 120 mil e R$ 240 mil dos traficantes, ficava com uma parte do dinheiro e repassava o restante ao desembargador Hélcio Valentim, que determinava a expedição de alvará de soltura dos presos.
Em três casos descritos na denúncia realizada pelo subprocurador-geral da República Eitel Santiago, as liminares foram negociadas para favorecer presos por tráfico de drogas. Um dos beneficiários foi preso em flagrante, em julho de 2010, num sítio do distrito de Marilândia, também pertencente a Itapecerica, com cerca de 60 quilos de pasta-base de cocaína.
O processo será julgado no STJ e Quedo responderá por formação de quadrilha e três vezes por corrupção, duas delas “ativa qualificada”.
http://www.blogdadilma.com/features/1618-juca-kfouri-liga-aeroneves-a-helipoptero
SE TUCANO FOSSE CONTRA A CORRUPÇÃO, AÉCIO ESTARIA CASSADO
"SE AÉCIO FOSSE DO PT, JÁ TERIAM PEDIDO CASSAÇÃO"

Deputado André Vargas, forçado a se desfiliar do PT e alvo de
investigação na Câmara por suspeita de envolvimento com o
doleiro Alberto Youssef, afirma que seu caso é "muito menos
grave" do que o do tucano Aécio Neves, acusado de ter
construído um aeroporto em fazenda que era de sua família;
"Viajar num avião de empresário é muito menos sério do que
pegar dinheiro do povo e construir aeroporto na fazenda do
tio"; Vargas diz ter sido suspenso do partido "por causa da
repercussão" do caso; "Se Aécio fosse do PT, a oposição já
teria pedido a cassação do mandato dele"
3 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 09:22
Paraná 247 – O deputado federal André Vargas (sem partido-PR)
considera seu caso – suspeita de envolvimento com o doleiro
Alberto Youssef, alvo da Operação Lava Jato – "muito menos
sério" do que o do candidato do PSDB, Aécio Neves, acusado de
ter construído um aeroporto em propriedade que era de sua
família, em Minas Gerais.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Vargas afirma ter
sido forçado a se desfiliar do PT principalmente pelo presidente
do partido, Rui Falcão. "Ele entendeu que eu estava criando um
problema para a campanha da presidenta Dilma Rousseff e para
as eleições nos Estados", explicou.
Alvo de investigação no Conselho de Ética da Câmara dos
Deputados, André Vargas voou em um jatinho pago pelo doleiro
Youssef e é acusado de ter favorecido o doleiro com projetos
no Ministério da Saúde, quando a pasta era comandada por
Alexandre Padilha. Nessa semana, ele pode ver aprovado o
pedido de cassação de seu mandato.
Vargas diz ser inocente e atribui sua suspensão da legenda à
"repercussão" do caso. "Luta política é assim. E o PSDB tem
muito o que responder, não é? Viajar num avião de empresário
é muito menos sério do que pegar dinheiro do povo e construir
aeroporto na fazenda do tio", criticou o parlamentar, lembrando
que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também voou no jatinho
de Youssef em 1998.
Ainda sobre o presidenciável tucano, afirmou: "se Aécio fosse
do PT, a oposição já teria pedido a cassação do mandato dele.
E, do jeito que o PT é, teria entregue". Vargas afirma, porém,
que não pode culpar a oposição por ter pedido seu mandato.
"A oposição fez o papel dela. Nós, do PT, é que não fizemos
com a oposição o que era esperado", disse.
O ex-petista mencionou que o partido também não pediu o
mandato "dos tucanos que estão sendo investigados pelo
negócio do cartel dos trens, em São Paulo", por exemplo. No
caso Youssef, Vargas acredita ter sido "vítima da pressa do PT".
"O PT poderia ter me dado um tempo para provar que não
existia nada mais do que uma viagem de jatinho".
DILMA NÃO DEU AEROPORTOS PARA SUA FAMÍLIA, COMO FEZ AÉCIO NEVES
'FIZEMOS AEROPORTOS, MAS NINGUÉM
FICOU COM A CHAVE'

Ironizando o adversário do PSDB, Aécio Neves, sobre o caso
do aeroporto construído em propriedade que pertenceu à sua
família, no município de Cláudio (MG), presidente Dilma
Rousseff afirmou que, em seu governo, ela construiu
aeroportos, mas "não ficou com a chave" deles; "Disseram
que não ia ter aeroporto [na Copa]. Nós aumentamos a
capacidade dos aeroportos em 67 milhões [de passageiros] e
ninguém ficou com a chave desses aeroportos", discursou
Dilma na noite desta sexta-feira, em Montes Claros, onde
esteve pela primeira vez ao lado do ex-presidente Lula desde
o início da campanha; petistas lançaram a candidatura de Josué
Alencar (PMDB), filho do ex-vice-presidente José Alencar,
ao Senado.
2 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 07:11
Minas 247 – A presidente Dilma Rousseff ironizou, durante evento
do PT em Montes Claros (MG), a construção, pelo adversário Aécio
Neves (PSDB), de um aeroporto em propriedade que pertenceu à
sua família quando era governador de Minas Gerais. Na noite
desta sexta-feira 1º, Dilma lembrou que, em seu governo, ela
construiu e aumentou a capacidade dos aeroportos, mas "não
ficou com a chave" deles.
"Disseram que não ia ter aeroporto [na Copa]. Nós aumentamos
a capacidade dos aeroportos em 67 milhões [de passageiros] e
ninguém ficou com a chave desses aeroportos", afirmou a presidente,
pela primeira vez ao lado do ex-presidente Lula desde o início
oficial da campanha. O evento lançou o empresário Josué Alencar
(PMDB), filho do ex-vice-presidente José Alencar, morto em 2011,
ao Senado.
De acordo com denúncia da Folha de S. Paulo, o presidenciável
tucano construiu um aeródromo em uma propriedade que pertenceu
ao seu tio-avô no município de Cláudio (MG), no final de seu mandato
como governador mineiro. Na quinta-feira 31, Aécio admitiu ter
usado a pista, segundo ele "inadvertidamente", mesmo sem ter
sido homologada pela Anac. O PT entrou ontem com ação criminal
contra o candidato na Procuradoria-Geral da República.
Em outra referência ao adversário, Dilma declarou que evitará ao
máximo a adoção de medidas "impopulares" ou "antipopulares" ao
combater os efeitos da crise econômica em um eventual segundo
mandato. A frase fez alusão ao discurso de Aécio feito em abril a
empresários, quando afirmou que estaria disposto a tomar qualquer
tipo de medida, mesmo "impopulares", para que o País retomasse o
rumo do crescimento. Posteriormente, ele mudou o discurso dizendo
que quem toma medidas impopulares é o governo atual, do PT.
Dilma afirmou que trabalhará "sistematicamente" para não tomar
decisões que prejudiquem a maioria da população. "Vamos enfrentar
aqueles que acham que mudar é voltar atrás, é retroceder naquilo
que havia de pior, aumentando o desemprego, fazendo com que
quem paga o pato diante da crise seja o trabalhador, o pequeno empreendedor, a maioria da população", declarou, a uma plateia de
prefeitos do Norte de Minas.
sábado, 2 de agosto de 2014
AECINHO QUER QUE O POVO ESQUEÇA OS AEROPORTOS QUE DEU À SUA FAMÍLIA
PT VÊ CRIME DE AÉCIO EM AEROPORTO
SEM REGISTRO

Petistas apuram que aeroporto de Cláudio, construído em fazenda
da família do presidenciável Aécio Neves, em Minas Gerais, não
tem homologação e cadastro na ANAC; mesma situação da pista
de Montezuma, também no interior do Estado; utilização nessas
condições fere artigo 261 do Código Penal, que pune quem
"expor a perigo embarcação ou aeronave"; candidato do PSDB
admitiu ter pousado "algumas vezes" em ambos os aeroportos;
advogados do partido da presidente Dilma Rousseff acreditam
que ele deve ser enquadrado no citado artigo; caso pode ganhar
nova dimensão; enquanto Aécio o julga encerrado, petistas
acham que nunca esteve tão aberto como agora; o que dirá a
PGR?
1 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 13:58
247 – Assinado por cinco advogados do PT, o pedido à
Procuradoria Geral da República de "instauração de inquérito
criminal" para apurar a utilização do aeroporto de Cláudio,
construído na gestão do presidenciável Aécio Neves no governo
de Minas, tem fundamentação além da retórica eleitoral. O
documento cita o artigo 261 do Código Penal para pedir que
sejam ouvidos pela Justiça o tio-avô do candidato, Múcio
Guimarães Tolentino, o filho dele, Fernando Tolentino, e o próprio
Aécio. Com base na ausência de homologação do aeroporto na
Agência Nacional de Aviação Civil, os petistas acreditam que os
pousos realizados pelo senador tucano naquela pista, inserida
dentro da fazenda de sua família, atentaram contra a segurança
do tráfego aéreo, o que o artigo 216 tipifica como crime:
- O funcionamento do aeroporto não homologado e sem cadastro,
em desacordo com a resolução n. 158/2010 da ANAC, constitui
risco ao tráfego aéreo e pode caracterizar crime previsto no artigo
261 do Código Penal Brasileiro, escreveram os representantes do
PT à PGR.
A argumentação dos advogados do PT é simples. Eles se
sustentaram em artigo assinado por Aécio, na quinta-feira 31, no
jornal Folha de S. Paulo, para levantar a suspeita de que houve,
com o uso de uma pista de pouso não homologada, burla à
legislação.
- Depois de concluída essa obra, demandada pela comunidade
empresarial local, pousei lá umas poucas vezes, quando já não
era mais governador do Estado. Viajei em aeronaves de familiares,
no caso da família do empresário Gilberto Faria, com quem minha
mãe foi casada por 25 anos, escreveu Aécio na Folha.
No mesmo artigo, os petistas encontram uma informação que
também foi juntada à representação à PGR. O presidenciável
admitiu também ter usado para pousos e decolagens o aeroporto
do município mineiro de Montezuma, reformado em sua gestão no
governo do Estado.
- De fato, na semana passada, fui acusado de ter construído o
aeroporto de Montezuma. A pista municipal existe desde a década
de 1980 e recebeu em nosso governo obras de melhoria de R$ 300
mil, afirmou Aécio em seu artigo.
Ocorre que, conforme apuraram os integrante do Diretório Nacional
do PT, também a pista de Montezuma não está homologada e
cadastrada na ANAC.
- Dessa forma, não restando dúvidas sobre a efetiva utilização dos
aeroportos, e considerando que o seu funcionamento irregular pode
produzir risco concreto de acidente para aeronaves e tripulantes, a
depender dos resultados das investigações, requer-se a instauração
de inquérito criminal para apuração da prática do crime previsto no
art. 261 do Código Penal, solicita a agremiação.
Na argumentação, os petistas lembram que a fiscalização do tráfego
aéreo ocorre dentro e fora dos aeroportos. Esse trabalho, porém,
pode ser dificultado ou impossibilitado quando as pistas de pouso
não estão homologadas ou cadastradas na ANAC. Elas fariam parte
de rotas desconhecidas da fiscalização aeronáutica.
A aposta no PT é a de que, num exame eminentemente técnico da representação, a PGR não tem alternativa a não ser a instauração do
inquérito contra Aécio, seu tio-avô e seu primo, donos da fazenda
em que o aeroporto de Cláudio se encontra. Nesse caso, eles terão
de ser ouvidos oficialmente.
O presidenciável tucano gostaria que esse fosse um caso dado
como encerrado, para não provocar novos ruídos em sua campanha.
O PT, é claro, deseja exatamente o contrário. Assinam a
representação os advogados Pierpaolo Cruz Botini, Igor Sant'Anna Tamasauskas, Carolina Barreto Lemos, Danyelle da Silva Galvão e
Flavio Crocce Caetano. O que vai dizer aq PGR?
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/148717/PT-v%C3%AA-
crime-de-A%C3%A9cio-em-aeroporto-sem-registro.htm
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
AÉCIO CONFESSA, MAS NÃO ASSUME O CRIME DO AEROPORTO
A confissão de Aécio prova duas coisas: o estrago eleitoral e sua covardia moral
31 de julho de 2014 | 09:30 Autor: Fernando Brito
Finalmente, hoje, em artigo na Folha de S.Paulo, Aécio Neves admite que o Aeroporto de Cláudio, junto a sua fazenda, serviu para sua comodidade pessoal, em atividades rigorosamente privadas.
E que a obra (que entre contratos e desapropriação custou, em dinheiro de hoje, mais de R$ 20 milhões) que consumiu farto dinheiro público, por não homologada e sem controle público já há quatro anos, só teve mesmo a serventia de dar-lhe este privilégio.
Mais importante que a semi-confissão do candidato tucano é o que o levou a ela, 11 dias depois de revelado o escândalo pela própria Folha.
Depois de várias gaguejadas e diversos “de novo este assunto?” irritados, Aécio tomou essa iniciativa, sem sombra de dúvida, porque as pesquisas internas do tucanato revelaram o estrago que isso fez em sua campanha.
Não foi um ato de honestidade, de quem quer e pode sustentar as atitudes que tomou.
Fosse assim, não teria se evadido de dizer, antes, o que diz agora.
O fez por três fatores, todos sem qualquer dignidade.
O primeiro é que sabe que existem provas deste uso. Não se descarte, até, que tenha sofrido ameaças de que elas seriam reveladas.
O segundo é que só tomou esta atitude depois que as pesquisas eleitorais internas do PSDB mostraram que o estrago não apenas era grande como está se agravando à medida em que o conhecimento da situação se amplia.
O terceiro, mais grave e por isso capaz de continuar ceifando o seu prestígio e o respeito pessoal que possa ter, é o que se provou um homem moralmente covarde.
Precisou ser exposto diariamente às suas contradições e omissões – ou, pior ainda, ser ameaçado por alguém que tinha provas do uso do aeroporto – para confessar que fez, por diversas vezes, uso particular da pista que a ninguém mais servia.
Depois disso, quem acredita na já implausível afirmação de que a obra milionária se justificava pelo “grande pólo industrial” que é aquele município de menos de 30 mil habitantes? Ou que o negócio entre o Estado e o tio, que tinha os bens bloqueados, não foi bom pela família, até porque parte do depósito já foi levantado pela tia, num processo tumultuado de separação e com, inclusive, uma ação de interdição por um dos filhos?
Aécio abaixou o bico.
Diante da mentira que pregou, durante 11 dias, a todo o país e à imprensa, desqualificou-se moralmente para dizer qualquer coisa.
A confissão tardia e cínica não lhe perdoa, exatamente porque é tardia e cínica.
Ficou do tamanho que é: um herdeiro de oligarquias, que controla e uso o poder que o sobrenome foi lhe trazendo e que trata o exercício do poder com a mesma irresponsabilidade que lhe valeu a fama deplayboy mimado.
Resta saber o que não fazer com ele: se é melhor deixar que o fracasso recaia sobre sua inconsistência moral ou se tentarão uma muito improvável nova via para disputar as eleições.
O aeroporto de Cláudio foi sua bolinha de papel.
E essa, sim, capaz de provocar um estrago imenso.
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