terça-feira, 5 de julho de 2011

ROVAI E A PRAGA HOMOFÓBICA


Reproduzo um belíssimo texto do jornalista Renato Rovai, tratando da epidemia homofóbica que varre o país, estimulada por pastores e padres estúpidos e arcaicos (quando não apenas picaretas exploradores da fé alheia). Oportuno, direto e tocante:


O choro do Paulinho…

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O nome não importa, vou chamá-lo de Paulinho. Ontem o vi chorando na casa de um amigo amado, que vou chamar de Amaro.
Ele entrou triste, passou rasgando a sala diretamente para o quarto. Disse que precisava terminar uma conversa com o moço que o acompanhava.
Relacionei o choro e a entrada pouco convencional ao moço.
Estava errado.
Suposições nos levam a erros bestas.
Descobri isso na hora de ir embora, quando dei carona a Paulinho e ao seu amigo.
Baiano, o Paulinho veio a São Paulo com seu namorado para festar na paulista no domingo que passou. Ele foi um dos 3 milhões da Parada Gay.
O seu acompanhante, também baiano, tinha outra missão além da festa em São Paulo. E não era nada mais do que amigo do Paulinho.
O rolo era outro.
Paulinho foi a Parada Gay com o namorado com o qual mantinha uma relação aberta. E na festa, o ex não ficou apenas com o outro, mas se encantou por ele.
E o namoro acabou porque o tal outro exigia fidelidade.
O choro de Paulinho me fez pensar nas bizarrices que tenho ouvido e lido nos últimos tempos sobre relacionamentos homossexuais.
O choro de Paulinho não tinha nada de diferente do meu e de tantos outros amigos e amigas heterossexuais quando um relacionamento acaba.
Era um choro de coração doido. De alguém que viu o amor partir.
Enfim, dá uma puta raiva pensar que há quem ignore o amor de gente como Paulinho, porque na sua satânica estupidez supõe que o amor é hetero.

NESTA QUARTA, TODOS ÀS RUAS!

Trabalho decente para todos, justa adequação salarial, redução dos impostos, direito a uma aposentadoria justa depois de uma longa vida laboral são assuntos que tocam diretamente a vida dos brasileiros, mesmo que, muitas vezes, não nos demos conta disso. Por essa razão, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), em conjunto com o Movimento Social e Popular - MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MMM (Marcha Mundial das Mulheres) e CMP (Central de Movimentos Populares), promoverá um grande dia de mobilização. 

Será na próxima quarta-feira, 6 de julho. Os eventos acontecerão simultaneamente e de maneira descentralizada. Uma grande mobilização nacional. Você também pode fazer parte.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

MIRO E A CONDENAÇÃO DA REVISTA VEJA

Veja condenada por estimular o ódio

Por Altamiro Borges

Em abril último, a revista Veja – talvez seguindo as orientações do Departamento de Estado dos EUA – fez estardalhaço com uma reportagem sobre “A rede do terror no Brasil”. Deu capa e várias páginas sobre a presença de “grupos terroristas islâmicos no território nacional”, mas não apresentou provas concretas para justificar as suas graves acusações. A “reporcagem” informava apenas que teve acesso a documentos sigilosos da CIA, a central terrorista dos EUA, e de outros órgãos policiais.

Agora, na quinta-feira (30), a juíza Cláudia Maria Pereira Ravacci, da 35ª Vara Cível de São Paulo, condenou o panfleto colonizado da famiglia Civita por estimular o ódio e o preconceito religioso, tentando associar o islamismo ao terrorismo. Segundo informa a repórter Mariana Ghirello, do sítio Última Instância, a revista será obrigada a dar o mesmo espaço e destaque para uma reportagem sobre a cultura islâmica. Cabe recurso, mas a revista Veja saiu novamente com a sua imagem danificada.

“Reporcagem” ofensiva e tendenciosa

A ação judicial exigindo direito de resposta foi movida pela União Nacional das Entidades Islâmicas, que congrega 16 entidades. Segundo o advogado da entidade, Adib Abdouni, a matéria da Veja é “ofensiva e tendenciosa” e “fere o sentimento religioso islâmico”, que tem mais de 1 bilhão de seguidores no mundo. A partir de denúncias sem consistência, ela generaliza a crítica, insinuando que todo islâmico é terrorista e que o território brasileiro serve de base de operação para grupos anti-estadunidenses.

O objetivo do direito de resposta é “desvincular a idéia de terrorismo junto à fé professada pelos mulçumanos... As ofensas contidas no texto impugnado causam lesão aos direitos da coletividade mulçumana, dando ensejo ao direito de resposta reivindicado”, comemora o advogado.

“De acordo com a petição, houve uma audiência reservada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na Câmara dos Deputados, na qual o ministro da Justiça afirmou que as informações publicadas eram falsas. A União alega que no Brasil a Constituição Federal assegura a liberdade de crença e religiosa”, informa repórter.

TODOS ÀS RUAS, NESTE DIA 6

Dia Nacional de Mobilização

Escrito por: CUT Nacional

6 de Julho é Dia Nacional de Mobilização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos movimentos sociais (MST, Central de Movimentos Populares, Marcha Mundial de Mulheres e Via Campesina). Milhares de trabalhadores vão realizar, em diversas cidades do Brasil, atos de rua, paralisações em empresas de todos os setores e no serviço público, passeatas, panfletagens e protestos.

Nós vamos realizar essas mobilizações porque queremos mostrar que a maioria da população quer mais mudanças no Brasil. As mobilizações do dia 6 de julho têm como objetivo pressionar os patrões e o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, os deputados e os senadores para que eles atendam as reivindicações e promovam as mudanças.

O QUE QUEREMOS:

SANTANDER PREVÊ MENOS POBREZA NO BRASIL DO QUE NOS EUA

A repórter do Portal iG, Aline Cury Zampieri, publica matéria sobre as declarações do presidente do banco Santander no Brasil, com projeções otimistas sobre o mercado de crédito e a inclusão social. Vale a pena ler a matéria completa. Aqui vai o início:

Em alguns anos, o Brasil terá menos pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza do que os Estados Unidos. A avaliação é de Marcial Portela, presidente do Santander no País. Durante entrevista coletiva na cidade de Santander, na Espanha, ele reforçou o interesse do banco na diversificação geográfica de seus negócios e a intenção de participar da bancarização da América Latina (AL) e do Brasil.
“O Brasil deve ter um ingresso de 25 milhões de pessoas no sistema bancário em quatro anos”, afirmou. “Queremos conquistar entre 15% e 20% dessa fatia.” O Santander possui atualmente 40 milhões de clientes na América Latina, sendo metade deles no Brasil. “O fenômeno da classe média brasileira é impressionante. Nosso grande desafio é conquistar as camadas mais baixas, da classe D, nas quais ainda não temos muita experiência.”
Portela lembra que o banco já entrou no microcrédito brasileiro, com R$ 1 bilhão em empréstimos. Tem um projeto semelhante no Chile e pretende levar a experiência também para o México. “Estamos em processo de vinculação e ampliação do número de clientes, em geral. Crescemos a uma taxa média de 10% ao ano na América Latina.”
No Brasil, diz Portela, a ideia é crescer organicamente. Ele acredita que o cenário de aquisição de bancos menores é difícil. “Os bancos menores vão se unir, ou desaparecer. O modelo de negócios é ruim, com muitos problemas de recursos, qualidade de crédito e capital.” O Santander, afirma, quer ter mais 600 agências nos próximos quatro anos. “Ao todo, temos 3.700 agências e PABs. A meta é crescer numa média de 100, 120 agências por ano.”
Crédito
Portela acredita que o governo brasileiro tem tomado as medidas necessárias para conter o crédito e a inflação no país. Mas isso não significa que esteja vendo a formação de uma bolha na concessão de empréstimos. “O governo está atuando corretamente e não vai deixar a inflação passar do teto”, afirmou.
“A taxa de crescimento do crédito no Brasil é sustentável. Até um ligeiro crescimento na inadimplência será compatível com uma população que cresce muito e com elevação de salários reais. Além disso, tecnicamente não há praticamente desemprego.” No Santander, que crescia abaixo da média do crédito no Brasil, a perspectiva de Portela é de manutenção do ritmo anterior. “Continuaremos nos expandindo a uma taxa entre 17% e 18% este ano.”

PAULO RENATO, INIMIGO DA EDUCAÇÃO


Paulo Renato: descanse em paz para que a educação tenha paz

Paulo Renato foi o ministro operador da “neoliberalização” da educação no país. Foi durante a sua gestão no Ministério da Educação, durante o governo de FHC, que o ensino superior privado expandiu-se consideravalmente, ao mesmo tempo que as universidades federais foram sucateadas e tiveram uma contenção no crescimento das vagas. A expansão do ensino superior privado não se deu apenas pelo crescimento das vagas dos mesmos, mas por medidas tomadas pelo MEC que incentivaram tal expansão, dentre as quais destacamos:
a-) A criação da estranha figura dos Centros Universitários, uma instituição intermediária entre a universidade e faculdade isolada, com algumas exigências maiores que as isoladas e integradas mas bem menor que as universidades. Diante disto, quase que todas as faculdades integradas viraram centros universitários. Os Centros Universitários gozam de regalias próximo das universidades, como autonomia para a expansão de cursos e de vagas. Com isto, as mantenedoras particulares puderam submeter as lógicas de funcionamento das instituições de ensino mantidas as demandas imediatas de mercado, abrindo e fechando cursos, ampliando ou reduzindo vagas.
b-) Uma maior flexibilização nas exigências para credenciamento de universidades e criação de novas, permitindo que as mantenedoras particulares tivessem mais facilidades para criar este tipo de instituição que goza de maior autonomia ainda. Entre estas flexibilizações, a redução nas exigências da contratação de professores doutores – substituindo por “professores titulados” que inclui também os mestres.
Leia a íntegra do excelente artigo de Dennis de Oliveira em: 
http://www.revistaforum.com.br/dennisdeoliveira/




Leia o excelente artigo deDennis de Oliveira em: 

domingo, 3 de julho de 2011

ATÉ A FOLHA MOSTRA MALANDRAGEM DO SERRA!

Até o jornalista Josias de Souza, da Folha de S. Paulo, registrou a mancada do José Serra ao divulgar uma nota de balanço do governo Dilma como se fosse resultado de discussão do recém-criado Conselho Político do PSDB. 
O Conselho foi o prêmio de consolação e ao mesmo tempo o confinamento que seu partido deu ao Serra para mantê-lo quieto, sem atrapalhar ainda mais a oposição do que já fez. Serra não tem programa, não tem uma idéia lúcida, e só faz política por baixo do pano, intrigando, fofocando, destruindo adversários e aliados. 
Seu método já está gasto, e ninguém o suporta mais. Tanto que Geraldo Alckmin, que já foi traído por Serra duas vezes, no mínimo, já o "lançou" candidato a prefeito de São Paulo - maneira sutil de isolar o derrotado Serra no âmbito municipal. Serra perde para prefeito e assim encerra a carreira de uma vez, dando espaço a novas lideranças que possam surgir na oposição aos governos de esquerda.
Vejam como Josias ( que jamais poderia ser acusado de anti-Serra, e muito menos a Folha) descreve a malandragem do Serra:


Resultou em atrito a primeira reunião do Conselho Político do PSDB sob a presidência de José Serra.
A portas fechadas, Serra distribuiu um texto aos demais conselheiros. Eis o título: “Conselho Político – A nossa missão”.
Contém elogios rasgados aos Anos FHC, cujo governo Serra hesitou em defender na campanha presidencial de 2010.
Anota críticas duras a Lula, um presidente que, na campanha, Serra chegou a dizer que estava “acima do bem e do mal”.
Investe também contra Dilma Rousseff numa fase em que a ela achegou-se a FHC, enviando-lhe carta com felicitações pelo aniversário e elogios pela biografia.
O documento foi à mesa na última quarta (27). O desejo de Serra era o de que a peça fosse divulgada no mesmo dia.
Não houve, porém, consenso entre os presentes. De resto, nem todos os conselheiros puderam participar da reunião.
De molho desde que caiu do cavalo, há duas semanas, o senador Aécio Neves era um dos ausentes.
Presidente nacional do PSDB e membro do conselho, o deputado Sérgio Guerra (PE) recomendou prudência.
Ficou entendido que o texto de Serra seria submetido à análise de todos e, eventualmente, emendado. Só então seria divulgado.
Serra deu de ombros para o acerto. Nesta sexta (1o), ele pendurou o documento no site pessoal que mantém na internet (aqui, a íntegra).
Quem lê fica com a impressão de que se trata de coisa já referendada pelo partido. No cabeçalho, Serra anota:
“Este é o documento, revisado, que apresentamos na reunião do Conselho Político, na última quarta-feira…”


http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-07-01_2011-07-31.html#2011_07-03_06_04_30-10045644-0