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sábado, 13 de dezembro de 2014

PIG CENSURA ENCONTRO DE CÚPULA DA AMÉRICA DO SUL. MEDO?

Por que um evento que reúne chefes de Estado de toda a América do Sul não é notícia?

Por Da redação
Por Vanessa Martina Silva, no Blog Diferente ero no Mucho
Enquanto a TeleSUR transmitia ininterruptamente as falas e o ato cultural que marcou a inauguração da sede da Unasul na tarde desta sexta-feira (05/12), a GloboNews transmitia entrevista com a ex-candidata à presidência pelo Psol Luciana Genro e o principal telejornal do país, o Nacional, da mesma Rede Globo, ignorou solenemente a reunião realizada no Equador e que reuniu mandatário e representantes dos 12 países sul-americanos.
Neste sábado (07/12), a capa dos jornais destacam o suposto esquema de corrupção da Petrobras e não há, com exceção do Estadão, nenhuma menção à Cúpula da Unasul.
O jornal paulista traz apenas a seguinte menção: “Petróleo cai e Venezuela pede ajuda à Unasul”. Texto semelhante foi veiculado sobre Dilma: “Em Quito, Dilma continua culpando a ‘crise internacional’ pelos problemas no Brasil”, como veicularam o site da revista Veja e o Estadão online. Também na internet, outros portais deram matérias isoladas com declarações de um ou outro presidenciável, de forma descontextualizada e sem enfoque nas medidas ou questões que estavam em pauta no encontro. Por quê?
Uma reunião com presidentes de todo o continente não é importante? Se estivesse presente o mandatário dos Estados Unidos, da Alemanha ou França a cobertura seria diferente? Quando a discussão foi na Europa e foi aprovada a cidadania europeia a apatia foi semelhante? E quando foi criada a sede da ONU?
O processo que permitirá aos cidadãos sul-americanos estudar e trabalhar em qualquer país da região ainda não tem data para ser definido, mas a sinalização do estabelecimento da livre mobilidade para os cerca de 400 milhões de habitantes que vivem nos 12 países que compõem o bloco e a adoção da chamada “cidadania sul-americana” é suficientemente importante para merecer algumas análises e destaques por parte de nossa imprensa.
De acordo com o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, o passaporte sul-americano seria similar ao Schengen da União Europeia. A partir dele, os sul-americanos poderão estudar, trabalhar e homologar títulos profissionais na região.
Por que então a apatia?
Além da cidadania sul-americana, os presidentes do bloco também aprovaram a criação de uma escola técnica de coordenação eleitoral e da Escola Sul-Americana de Defesa.
A unidade técnica de coordenação eleitoral visa fortalecer o papel da Unasul nas missões de acompanhamento de eleições no subcontinente e profissionalizá-las, estabelecendo um padrão de observação e reconhecendo o papel fundamental que o organismo tem na defesa da democracia na região.
Já a Escola Sul-Americana de Defesa é uma antiga demanda e tem como objetivo fazer frente à Escola das Américas, criada pelos Estados Unidos e que formou muitos dos militares que participaram, nos anos 1960-1980, das ditaduras militares que foram implementadas na região. Ela ainda está em atuação.

A escola regional, no entanto, será um centro de altos estudos responsável pela articulação das diversas iniciativas dos países-membros do Conselho de Defesa da União de Nações Sul-Americanas (CDS/Unasul) de capacitação de civis e militares na área de defesa e segurança regional, com cursos compartilhados e troca de experiências de defesa, como explicou a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, em entrevista a jornalistas após a Reunião de Cúpula da Unasul.
A inauguração da nova sede da Unasul, considerda histórica por Samper, marca também o novo papel e o novo momento da organização a partir da nomeação do ex-presidente da Colômbia ao cargo.
Após um breve período de protagonismo regional durante a gestão de do ex-mandatário da Argentina e primeiro secretário-geral do bloco Néstor Kirchner, que ao lado do líder venezuelano Hugo Chávez e brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos principais impulsionadores da integração regional, a iniciativa caiu em um período de inércia devido ao fato de que o secretário-geral Alí Rodríguez Araque que ficou à frente do organismo regional de 2012 a 2014 ficou gravemente doente e, portanto, impedido de levar o processo adiante.
Samper, no entanto, tem se empenhado para retomar a importância da Unasul. Durante o encontro, propôs uma agenda com diversos pontos para serem avaliados pelos mandatários do bloco e considera que é fundamental dar sequência aos projetos considerados prioritários pelo Cosiplan (Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento).
Entre esses projetos estão: a instauração de um banco de preços de medicamentos, viabilizando a melhor compra possível pelos países do bloco; a criação de um fundo para bolsas de estudo entre os países do bloco, tendo a ciência e tecnologia como questão fundamental; o estabelecimento de cooperação na gestão de riscos de desastres naturais, a exemplo do Cemaden no Brasil; e discussão sobre a possibilidade de abertura do espaço aéreo dentro da Unasul.
Nada disso foi considerado importante pela imprensa tradicional do país.

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/geral/por-que-um-evento-que-reune-chefes-de-estado-de-toda-america-sul-nao-e-noticia/

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

RAFAEL PATTO ANALISA A ENTREVISTA DE DILMA AO JORNAL NACIONAL

Domingo passado, eu estava em Camagüey, Cuba, e de lá assisti pela teleSUR o "Voces de Cambio", comandado pelo Victor Hugo Moráles.
Um quadro inteiro do programa foi dedicado à disputa presidencial no Brasil. A Telesur apresentou uma análise tão analítica (com o perdão do pleonasmo) que dificilmente verei uma tevê brasileira se dar ao trabalho de fazer algo no mesmo nível e com a mesma qualidade.
O maior mérito da matéria, a meu ver, foi o trabalho metalinguístico que se fez em torno da postura dos principais veículos de comunicação do Brasil na cobertura dessas eleições.
Ao mencionar a entrevista que a presidenta Dilma, candidata à reeleição, concedeu ao jornal nacional, o apresentador Victor Hugo enfatizou o fato de que, dos 14 minutos que representavam o tempo total da entrevista, dois foram consumidos apenas numa única e irritante pergunta feita pelo willian bonner. Além de muito longa, a pergunta continha uma vasta enumeração de órgãos do governo federal que foram alvo de denúncias de corrupção no noticiário brasileiro ao longo dos quatro anos de governo da presidenta Dilma (como se o simples fato de a imprensa denunciar significasse que a corrupção de fato existiu...).
Para tornar a pergunta mais cansativa e irritante para quem iria responder, Willian bonner fez questão de citar ministério por ministério, a tal ponto que, depois da exibição deste trecho da entrevista, o apresentador Victor Hugo Moráles soltou um "ufa!" e emendou: "a pergunta que eu me faço é como que a presidenta do Brasil conseguiu se manter serena durante esses infindáveis dois minutos de uma pergunta que foi elaborada de uma forma que não se justifica do ponto de vista do jornalismo..."
Eu acrescento: os tais "escândalos de corrupção do governo federal" que a imprensa golpista alardeia são balas de festim. Boa parte dos "escândalos" que a imprensa "denuncia", depois de apurados, revelam-se verdadeiras não-notícias ou notícias sobre nada, falsas denúncias. E os "denunciantes" sequer se dão o trabalho de restabelecer os elos e repor a verdade, desfazendo a impressão equivocada que produziram junto ao público. Deixam os resíduos, as meias-verdades, que vão sendo depositados na memória do telespectador e oportunamente são evocados - como nessa pergunta do willian bonner que não foi sobre casos concretos de corrupção (investigados, confirmados e punidos), mas sobre essa massa enorme de manchetes falsas sobre o mesmo assunto.
Por que o willian bonner não perguntou ao Aébrio NEVER sobre os escândalos de corrupção na secretaria de meio ambiente, na secretaria de planejamento, na secretaria de educação, na secretaria de saúde, na secretaria de governo etc. etc. etc. do estado de Minas??? Simplesmente porque esses escândalos não foram nem são denunciados pela imprensa: é como se não tivessem existido. Aébrio NEVER teria muito a esclarecer sobre malfeitos e desvios no governo de Minas, só que jamais será confrontado porque não existe jornalismo isento no Brasil. A imprensa golpista brasileira é um verdadeiro poleiro de tucanos.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

TV COM MELHOR TIME DA ESQUERDA TRANSMITE PARA OS AMERICANOS

TELESUR

A televisão do chavismo se lança à conquista dos EUA

Por Ewald Scharfenberg em 29/07/2014 
A emissora venezuelana Telesur decidiu seguir o mesmo caminho de canais 
de televisão como Al Jazeera ou Russia Today, ambas com programação 
informativa com alcance global e recursos estatais. Nesta quarta-feira, em 
sua sede de Caracas, foi apresentada a programação em inglês da 
emissora, com a qual espera conquistar o público dos Estados Unidos.
A Telesur foi fundada em 2005, por iniciativa do ex-presidente Hugo Chávez 
e graças à participação de Argentina, Cuba e outros quatro Governos 
progressistas da região. A emissora, com programação regular em espanhol, 
pode ser definida como a CNN da Alba (a aliança econômica e política do 
chavismo no hemisfério). Os executivos do canal afirmam que o objetivo é 
oferecer uma visão distinta daquela proporcionada pelos meios de 
comunicação do chamado mainstream, como a própria emissora norte-
americana.
A nova versão em inglês estará disponível em sua página web a partir desta 
quinta-feira. A diretora da Telesur, a colombiana Patricia Villegas, afirma que 
não é una versão traduzida da rede em espanhol, mas uma plataforma 
multimídia criada por anglófonos nativos. A partir de agora, seu principal 
centro de produção será em Quito, a capital equatoriana.
Está previsto que em um ano o canal conte com sinal ao vivo e por satélite. 
A estratégia, segundo explicou Villegas, é aproveitar os hábitos de consumo, 
de entretenimento e de informação do público jovem norte-americano 
relacionados com a Internet.
“Vimos como outros canais tiveram de mudar suas linhas editoriais para 
poder estar nas telas dos Estados Unidos, algo que a Telesur obviamente 
não fará”, adverte a diretora. “Mas também queremos evitar as dificuldades 
que tivemos até agora para entrar nos pacotes das operadoras de televisão 
paga. Complicações de origem política”, assinala. A ideia é que o público, 
tendo degustado a programação por meio da Internet, exija a incorporação 
do canal a seus provedores de televisão por assinatura.
“Alto nível”
O menu posto à disposição dos usuários inclui colunas semanais de 
personagens como Noam Chomsky e Steve Early. O prato forte, entretanto, 
são as produções em vídeo, acessíveis ao vivo ou à la carte. Haverá espaços 
informativos e de entrevistas com correspondentes em nove cidades de toda 
a América, além de programas como O show de Laura Flanders, gravado em 
Nova York.
Tariq Ali, o escritor britânico de origem paquistanesa, também terá um 
programa semanal no qual explicará o funcionamento do “único império global 
da história: o norte-americano”. Também fará uma análise crítica dos meios de comunicação internacionais.
Ali forma parte do conselho assessor da emissora há nove anos. Foi roteirista 
de Ao sul da fronteira, a peça laudatória do diretor Oliver Stone sobre as 
“revoluções latino-americanas de princípios do século XXI”. Esteve presente 
em Caracas no lançamento do programa e já havia defendido o canal na 
Inglaterra.
“Nos últimos dias, em Londres e Manchesterm houve protestos contra a 
cobertura que a BBC fez ao assalto israelense em Gaza”, afirma este escritor 
como exemplo da oportunidade que a Telesur tem para vender um jornalismo 
“alternativo e crítico”. “Nós não vamos dizer aos telespectadores que aceitem 
como verdade única o que mostramos, mas é una visão alternativa para que 
formem suas próprias opiniões e que reforça a pluralidade e a democracia”, 
sentencia.
Ali esclareceu que este projeto conservará sua independência e que não 
concorda com o provérbio que afirma que “o inimigo do meu inimigo é meu 
amigo”. “Há muitos anos sou crítico dos regimes árabes”, alguns dos quais 
se comportam como aliados em escala global do chavismo. “Mas isso não 
quer dizer que apoie as intervenções estrangeiras nos países árabes, cujas 
situações têm de avançar de maneira orgânica”, afirma.
O escritor garantiu que não está preocupado com as críticas que a Telesur 
possa receber de outros meios jornalísticos: “Já sabemos que seremos 
criticados e por quê. O importante será manter um alto nível de produção 
e informação confiável”.
***
Ewald Scharfenberg, do El País
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed809_a_televisao_do
_chavismo_se_lanca_a_conquista_dos_eua