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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

PT NADA TEM DE "BOLIVARIANO", UM FANTASMA CRIADO PELA DIREITA

MAIS RESPEITO COM BOLIVAR E COM CHÁVEZ, POR FAVOR!

Uma pretensa inclinação bolivariana 
do PT vem sendo, há bom tempo, o 
principal espantalho que a direita 
golpista utiliza em suas tentativas 
de recriar o clima de 1964.

Então, quando o ministro Gilmar 
Mendes, do Supremo Tribunal 
Federal, bate de novo nesta 
desafinada tecla, vem bem 
a calhar a desmistificação da dita 
falácia por parte de Demétrio Magnoli 
(o qual, aliás, ostenta o pitoresco 
título de "doutor em geografia 
humana" -existirão também doutores 
em antropologia territorial?). A sua 
coluna deste sábado  (8) na Folha 
de S. Paulo,  'Bolivariano', você 
disse?pode ser acessada aqui.

Há quem considere inadmissível um 
homem de esquerda concordar em 
seja lá o que for com Magnoli, mas 
isto não passa de grotesquerie stalinista 
com ranço de fanatismo religioso medieval. Lembrando um velho chavão, 
até um relógio quebrado (daqueles antigos, com ponteiros) marca a hora 
certa duas vezes ao dia. Eu julgo quaisquer argumentos por seu valor 
intrínseco, ponto final.

De quebra, Magnoli desfaz outra empulhação, a de que o PT atual tenha 
conservado um mínimo que seja do revolucionarismo presente no 
seu DNA de 1979.  Nem a pau, Juvenal...

Eis os oportunos esclarecimentos de Magnoli:
"A revolução 'bolivariana' definiu como meta política a unificação

da América Latina contra os EUA e, como meta econômica, a

implantação de um sistema estatista. 
O lulopetismo não compartilha tais metas. Na economia, procura

modernizar o capitalismo de estado varguista. Na política, almeja

apenas uma perene hegemonia. O regime chavista é

revolucionário; o lulopetismo é populista e conservador... 
Há uma diferença crucial de origem. O movimento 'bolivariano' é

fruto da ruptura: nasceu do colapso da democracia oligárquica

venezuelana, no 'caracazzo', o levante popular de 1989, e

consolidou-se após o frustrado golpe antichavista de 2002.
O lulopetismo, pelo contrário, é fruto da continuidade:

surgiu com a redemocratização e conquistou o Palácio na

moldura da estabilização da democracia. O chavismo

substituiu a desmoralizada elite política venezuelana; o

lulopetismo integrou-se às elites políticas tradicionais, até

converter-se no fiador principal de seus negócios e interesses.
Palavras servem para iludir. Os ataques 'bolivarianos' da

campanha de Dilma contra Aécio funcionaram como toque de

reunir para os movimentos sociais, o PSOL e os intelectuais

de esquerda. Confrontado com o risco de derrota, o

lulopetismo precisava recuperar uma franja periférica do

eleitorado que se dispersava.
...ahora, no más. O fervor das massas ficou na saudade. 
Concluída a disputa,

o governo realiza

o giro

ortodoxo, abandonando

a 'nova matriz

econômica'. 
O estelionato, anunciado pela elevação dos juros, tem roteiro

conhecido: recomposição de preços de combustíveis, choque de

tarifas de energia, ajuste fiscal. Os chavistas vestem-se de vermelho

o tempo todo; Lula e Dilma trocam o vermelho pelo branco

assim que as urnas se fecham".
Nada a objetar. Magnoli está certíssimo ao concluir que "a Venezuela 
não é aqui" e que inexiste risco de o STF se transformar numa corte 
bolivariana, "pois não será posto a serviço de um projeto político 
revolucionário".

E, para esquerdistas que não abdicaram do espírito crítico, ele não 
conta nenhuma novidade ao constatar que o PT só retira a retórica 
antiga do arquivo morto em períodos eleitorais, logo remetendo-a 
de volta para o esquecimento.

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2014/11/mais-respeito-
com-simon-bolivar-por.html

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

EVO MORALES SERÁ REELEITO DOMINGO, COM 40% DE VANTAGEM!!!

Evo Morales encerra campanha com amplo favoritismo na Bolívia

Quarta foi último dia de atos públicos; pleito está marcado para o domingo.
Concorrente à reeleição tem 59% das intenções de voto nas pesquisas.

Da France Presse 

Da esquerda para a direita: o atual presidente e candidato à reeleição, Evo Morales, e os oponentes Samuel Doria Medina e Jorge Quiroga (Foto: David Mercado/Reuters e Jorge Bernal/AFP)Da esquerda para a direita: o atual presidente e candidato à reeleição, Evo Morales, e os oponentes Samuel Doria Medina e Jorge Quiroga (Foto: David Mercado/Reuters e Jorge Bernal/AFP)
Os principais candidatos às eleições gerais do próximo domingo (12) na Bolívia encerraram a campanha nesta quarta-feira (8) em um ambiente de calma, com as pesquisas apontando o amplo favoritismo do presidente Evo Morales.
Após quase nove anos no poder com os setores indígenas e populares, "ensinamos como se governa (...) e no domingo vamos ganhar por ampla maioria", disse Morales para milhares de pessoas em El Alto, na região de La Paz.
"Desta vez vamos vencer nos nove departamentos (..), vamos dar uma cacetada no Império (Estados Unidos), no neoliberalismo, nos vende-pátria, nos separatistas. Será a vitória do povo boliviano".
Morales, primeiro presidente indígena da Bolívia, eleito em 2005, deve derrotar seu principal adversário, o empresário Samuel Doria Medina, já no primeiro turno.
Medina, da Unidade Democrata (UD, direita), realizou o ato final de sua campanha na cidade de Santa Cruz (leste), principal polo econômico do país.
Conhecido empresário do cimento, Doria Medina afirmou no discurso de encerramento da campanha que após nove anos de governo Morales "há mais corrupção, mais narcotráfico e mais insegurança" na Bolívia.
O presidente tem 59% das intenções de voto nas pesquisas, contra apenas 18% para Medina e 9% para o ex-presidente liberal Jorge Quiroga.
Esta quarta-feira é o último dia de campanha, para os candidatos à presidência e à Assembleia Legislativa.
A partir desta quinta-feira estão proibidas as reuniões políticas e o consumo de bebidas alcoólicas em todo o país.
Morales, de origem aimará, foi reeleito em 2009 com 64% dos votos.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/evo-morales-encerra-campanha-com-amplo-favoritismo-na-bolivia.html

quarta-feira, 30 de julho de 2014

TV COM MELHOR TIME DA ESQUERDA TRANSMITE PARA OS AMERICANOS

TELESUR

A televisão do chavismo se lança à conquista dos EUA

Por Ewald Scharfenberg em 29/07/2014 
A emissora venezuelana Telesur decidiu seguir o mesmo caminho de canais 
de televisão como Al Jazeera ou Russia Today, ambas com programação 
informativa com alcance global e recursos estatais. Nesta quarta-feira, em 
sua sede de Caracas, foi apresentada a programação em inglês da 
emissora, com a qual espera conquistar o público dos Estados Unidos.
A Telesur foi fundada em 2005, por iniciativa do ex-presidente Hugo Chávez 
e graças à participação de Argentina, Cuba e outros quatro Governos 
progressistas da região. A emissora, com programação regular em espanhol, 
pode ser definida como a CNN da Alba (a aliança econômica e política do 
chavismo no hemisfério). Os executivos do canal afirmam que o objetivo é 
oferecer uma visão distinta daquela proporcionada pelos meios de 
comunicação do chamado mainstream, como a própria emissora norte-
americana.
A nova versão em inglês estará disponível em sua página web a partir desta 
quinta-feira. A diretora da Telesur, a colombiana Patricia Villegas, afirma que 
não é una versão traduzida da rede em espanhol, mas uma plataforma 
multimídia criada por anglófonos nativos. A partir de agora, seu principal 
centro de produção será em Quito, a capital equatoriana.
Está previsto que em um ano o canal conte com sinal ao vivo e por satélite. 
A estratégia, segundo explicou Villegas, é aproveitar os hábitos de consumo, 
de entretenimento e de informação do público jovem norte-americano 
relacionados com a Internet.
“Vimos como outros canais tiveram de mudar suas linhas editoriais para 
poder estar nas telas dos Estados Unidos, algo que a Telesur obviamente 
não fará”, adverte a diretora. “Mas também queremos evitar as dificuldades 
que tivemos até agora para entrar nos pacotes das operadoras de televisão 
paga. Complicações de origem política”, assinala. A ideia é que o público, 
tendo degustado a programação por meio da Internet, exija a incorporação 
do canal a seus provedores de televisão por assinatura.
“Alto nível”
O menu posto à disposição dos usuários inclui colunas semanais de 
personagens como Noam Chomsky e Steve Early. O prato forte, entretanto, 
são as produções em vídeo, acessíveis ao vivo ou à la carte. Haverá espaços 
informativos e de entrevistas com correspondentes em nove cidades de toda 
a América, além de programas como O show de Laura Flanders, gravado em 
Nova York.
Tariq Ali, o escritor britânico de origem paquistanesa, também terá um 
programa semanal no qual explicará o funcionamento do “único império global 
da história: o norte-americano”. Também fará uma análise crítica dos meios de comunicação internacionais.
Ali forma parte do conselho assessor da emissora há nove anos. Foi roteirista 
de Ao sul da fronteira, a peça laudatória do diretor Oliver Stone sobre as 
“revoluções latino-americanas de princípios do século XXI”. Esteve presente 
em Caracas no lançamento do programa e já havia defendido o canal na 
Inglaterra.
“Nos últimos dias, em Londres e Manchesterm houve protestos contra a 
cobertura que a BBC fez ao assalto israelense em Gaza”, afirma este escritor 
como exemplo da oportunidade que a Telesur tem para vender um jornalismo 
“alternativo e crítico”. “Nós não vamos dizer aos telespectadores que aceitem 
como verdade única o que mostramos, mas é una visão alternativa para que 
formem suas próprias opiniões e que reforça a pluralidade e a democracia”, 
sentencia.
Ali esclareceu que este projeto conservará sua independência e que não 
concorda com o provérbio que afirma que “o inimigo do meu inimigo é meu 
amigo”. “Há muitos anos sou crítico dos regimes árabes”, alguns dos quais 
se comportam como aliados em escala global do chavismo. “Mas isso não 
quer dizer que apoie as intervenções estrangeiras nos países árabes, cujas 
situações têm de avançar de maneira orgânica”, afirma.
O escritor garantiu que não está preocupado com as críticas que a Telesur 
possa receber de outros meios jornalísticos: “Já sabemos que seremos 
criticados e por quê. O importante será manter um alto nível de produção 
e informação confiável”.
***
Ewald Scharfenberg, do El País
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed809_a_televisao_do
_chavismo_se_lanca_a_conquista_dos_eua

segunda-feira, 10 de março de 2014

SÓ DESONESTOS OU DESINFORMADOS CRITICAM A VENEZUELA

EDU: A PROVA DE QUE
NÃO HÁ CENSURA NA VENEZUELA

Há uma enormidade de jornais impressos e de televisões privadas que fazem oposição ferrenha ao governo de Maduro, assim como faziam ao do falecido Hugo Chávez.

Conversa Afiada reproduz artigo de Eduardo Guimarães, extraído do Blog da Cidadania:

A PROVA DE QUE NÃO HÁ CENSURA NA VENEZUELA



Horas antes de começar a escrever este texto-denúncia uma pessoa que me segue no Twitter questionou mensagem que postei naquela rede social dizendo que a maioria dos venezuelanos não tem liberdade de expressão no Brasil devido ao fato de que, por aqui, grandes redes de televisão, grandes jornais, grandes rádios ou mesmo grandes portais de internet literalmente censuram tudo que contradiga a versão da oposição ao governo da Venezuela.

“Mas como saber a versão da maioria dos venezuelanos? Eles não têm liberdade de imprensa lá”, disse-me o seguidor no Twitter.

Se quiser saber se isso é ou não verdade, sugiro que leia este texto até o fim. Em sua última parte, provo, de uma vez por todas, que não há censura alguma na Venezuela. Pelo contrário, a imprensa de lá pode mentir livremente. E sem consequência alguma.

Contudo, chega a ser surreal. Estamos em plena era da comunicação interplanetária instantânea através da internet. Em qualquer parte do planeta, basta ter acesso a um mísero celular com conexão com a internet – o que, hoje, é mais comum do que ter um forno de micro-ondas – para que se possa verificar o que se passa em qualquer parte do mundo.

Hoje, pode-se acessar livremente a imprensa até de países sob ditaduras – ou sob supostas ditaduras. Em Cuba, tão acusada de restringir liberdade de imprensa, qualquer um consegue acessar o blog da opositora mais famosa daquele regime, a blogueira Yoany Sánchez, que, diuturnamente, ataca o governo. Ainda assim, teimam em dizer que há censura em Cuba.

Mas, de fato, em Cuba não há grandes jornais de oposição e o acesso à internet ainda é dificultado pela situação econômica do país, o que impede que qualquer cubano tenha acesso à rede, tornando internet um privilégio fora do alcance de muitos. Mas, no que diz respeito à Venezuela, é uma piada dizer que não há liberdade de expressão por lá.

Há uma enormidade de jornais impressos, alguns de grande porte, ou de televisões privadas que fazem oposição ferrenha ao governo de Nicolás Maduro tanto quanto faziam ao do falecido Hugo Chávez. As televisões, as rádios e os sites opositores chegam a convocar manifestantes para se rebelarem contra o governo. Os jornais produzem diatribes diárias em editoriais, artigos, cartas de leitores etc.

No Brasil, porém, a grande mídia – Globo à frente – continua vendendo exclusivamente a opinião e a versão da oposição. Há literal censura a qualquer fato positivo sobre o país vizinho e, mais do que isso, a informações sobre o conflito entre governo e oposição que destoem da versão oposicionista. Não há, pois, noticiário sobre a Venezuela, em nosso país; há propaganda política de uma facção violenta e golpista, que está tentando derrubar o governo.

Nos últimos dias, o noticiário brasileiro tem se concentrado fortemente no número de mortos e feridos durante os protestos da oposição contra o governo. Diz a mídia brasileira que há 20 mortos e centenas de feridos, mas não diz que grande parte desses mortos e feridos é composta por governistas atacados pela oposição, muitas vezes em emboscadas de franco-atiradores, posicionados no alto de prédios durante as manifestações.

Esses métodos que estão sendo usados novamente pela oposição venezuelana para culpar o governo pelas vítimas (fatais e não-fatais) de suas ações de sedição foram imortalizados no documentário Puente Llaguno, que mostra como em 2002, em tentativa anterior de golpe, essa mesma oposição assassinou pessoas e também culpou o governo.

Esse documentário vem sendo difundido há anos por ativistas políticos independentes, mas como, ao mesmo tempo, é um documento avassalador para as farsas midiáticas contra a Venezuela, sofre, por parte dos grandes meios de comunicação, uma das censuras mais violentas de que se tem notícia.

Reproduzo, abaixo, o documentário. E sugiro, a quem quer expor a verdade sobre o conflito no país vizinho, que tente difundir ao máximo esse vídeo. Este texto prossegue em seguida.

Se está retomando o texto sem nunca ter assistido a Puente Llaguno, vale explicar que o documentário prova, sem deixar qualquer dúvida, que, em 2002, a oposição fez o que voltou a fazer neste ano, ou seja, gerar mortos e feridos para acusar o governo.

Essa, aliás, foi a base da tentativa de golpe de 2002, que o documentário Irlandês “A Revolução Não Será Televisionada” também denuncia. Abaixo, reproduzo também esse documentário. E prossigo em seguida.

Parece incrível, mas estão tentando fazer novamente na Venezuela o que fizeram em 2002. Exatamente com os mesmos métodos. Inclusive com as mídias dos países vizinhos (como a do Brasil) impedindo que a versão da maioria do povo venezuelano sobre o que está acontecendo naquele país seja conhecida em seu entorno.

Hoje, porém, há uma diferença. Após a tentativa de golpe de 2002, o falecido Hugo Chávez montou um sólido esquema de preservação das instituições e da vontade da maioria de seu povo. Além de uma rede de comunicação capaz de fazer frente à forte máquina midiática oposicionista, que dispõe de 80% dos meios de comunicação privados na Venezuela, há, naquele país, órgãos de inteligência e um verdadeiro exército popular armado.

Mesmo uma tentativa de invasão da Venezuela pelos EUA enfrentaria uma guerrilha bem armada, um exército contrarrevolucionário que resistiria a essa suposta invasão estrangeira. Além disso, as forças armadas venezuelanas expurgaram dos postos-chave todos os militares com pendores golpistas.

Pela força, portanto, a oposição venezuelana não conseguirá derrubar o governo constitucional.

Todavia, nos países vizinhos a situação é muito grave. Há uma máquina de propaganda dos golpistas funcionando a todo vapor. A mídia brasileira, por exemplo, além de praticar censura contra a versão da maioria dos venezuelanos que apoia o governo conta com a preguiça de seu público, acostumado a comprar as versões prontas que vende.

Qualquer pessoa pode acessar os grandes jornais venezuelanos pela internet e verificar se estão realmente sob censura. Uma mera busca no Google daria acesso ao site “Jornais da Venezuela”, que indica todos os grandes periódicos daquele país, com a íntegra do que publicam. E basta conhecimentos médios de espanhol para ver que esses jornais atuam com total liberdade no país vizinho.

Para navegar pela imprensa venezuelana, portanto, clique aqui

Mas, para facilitar a vida do leitor, traduzi editorial publicado no último dia 8 de março pelo maior jornal venezuelano, o El Nacional. O título do editorial, “El Madurazo”, faz alusão ao “Carazo”, uma explosão social espontânea, de grandes proporções, ocorrida em Caracas em 1989, em repúdio a pacote de medidas econômicas neoliberais imposto pelo governo de Carlos Andrés Pérez.

Leia, abaixo, o editorial do periódico El Nacional

—–


EL Nacional

Caracas, 8 de março de 2014

O Maduraço

Ontem, o senhor Maduro condecorou e exaltou postumamente os integrantes da Guarda Nacional Bolivariana que faleceram durante a violenta repressão lançada pelo governo contra os estudantes que tomaram as ruas para protestar contra a bancarrota social e econômica em que se encontra o país, e que afeta os setores mais pobres da sociedade.

O senhor Maduro também condecorou 57 integrantes da Guarda Nacional que, segundo as versões extraoficiais, foram feridos em consequência dos ataques de estudantes e de pessoas residentes da região, gente que saía do metrô rumo ao seu trabalho, idosos que iam comprar alimentos e trabalhadores que seguiam para o trabalho cotidiano.

Tão perigosa aglomeração composta por simples garotos menores de idade, estudantes magricelos e jovenzinhas nada musculosas, além de pessoas do povo famélico, empobrecida e cansada, causou à treinada, disciplinada e militarizada Guarda Nacional nada menos do que 57 feridos. Valha-nos Deus. Estamos tão mal [de policiais]? Por isso o contrabando e o narcotráfico nos ameaçam de morte.

Segundo Maduro, os sargentos foram assassinados pela extrema direita enquanto cumpriam seu dever de defender a paz. Que rapidez a de Nicolás [Maduro] para investigar por sua conta um fato de natureza tão complexa que exige de qualquer equipe de investigação do Cicpc [órgão de inteligência venezuelano] um tempo prudencial e um especial cuidado para montar corretamente as peças do quebra-cabeças policial.

Que pena que Maduro não estava em Dallas quando mataram o presidente Kennedy, porque o FBI e o governo norte-americano teriam poupado tempo e dinheiro.

Já Nicolás [Maduro] cometeu a imprudência e o presumível delito de revelar parte do resumo dos assassinatos ocorridos na esquina de Tracabordo, na Zona de Chacao [bairro de Caracas] – as duas balas são iguais, afirmou –, um ato que está expressamente proibido a qualquer funcionário que tenha acesso ao material.

A procuradora-geral da república se atreverá a chamar a atenção [de Maduro] publicamente?

Enquanto se ocupava de exaltar postumamente os dois sargentos da Guarda Nacional que morreram durante os choques, o senhor maduro fazia vista grossa para os vinte venezuelanos assassinados por comandos policiais e grupos paramilitares que atuam à margem da lei e para os quais os crimes e desmandos não têm lei nem castigo. Esses vinte mortos não são seres humanos, pertencem à escoria de direita fascista e, portanto, é bom que tenham morrido.

Porém, responda, senhor Maduro: o senhor está seguro e em sua consciência não tem dúvida de que esses vinte assassinatos foram cometidos pelo que chama de “direita fascista? E se não for assim? E se o senhor, como todo ser humano, se engana? Não estaria o senhor encobrindo presumivelmente esses crimes?

O que ao senhor incomoda, senhor Maduro, é reconhecer publicamente que os que saíram à rua para protestar estão fartos de passar fome pela permanente escassez de alimentos, por ver morrerem seus familiares porque o senhor foi inepto na importação de medicamentos assim como no cuidado de dotar hospitais de equipamentos, em enfrentar a insegurança descontrolada que enche os necrotérios com centenas de cadáveres, em acabar com o narcotráfico que corrompe os jovens nas favelas, em deixar que as escolas caiam no abandono, em arrasar as terras cultiváveis e converter os camponeses em mendigos urbanos.

O senhor odeia os estudantes e mandou reprimi-los porque os jovens gritavam as demandas do povo contra a pobreza, a escassez, a fome, o inferno e a corrupção. Falavam pelo povo, expunham ao mundo a indigência e o abandono em que o senhor mantém hoje este país que um dia foi próspero e formoso.


—–

O “El Nacional” é o maior jornal venezuelano, algo como a Folha de São Paulo de lá. Faz parte do Grupo de Diários América, que foi citado no sábado (8) pelo Jornal Nacional como fonte das notícias que o telejornal deu sobre a crise venezuelana.

O grupo de mídia ainda é dono de outros jornais de países sul-americanos, como o El Tiempo, da Colômbia, o El Mercúrio, do Chile, e o Lá Nación, da Argentina. Todos jornais de linha conservadora. O La Nación, aliás, faz oposição cerrada a Cristina Kirschner, na Argentina.

O jornal El Nacional mente descaradamente sobre a situação na Venezuela. Dizia as mesmas coisas durante o golpe de 2002. Há provas concretas de que não são apenas “estudantes magricelos” que estão indo às ruas incendiar até a sede do Ministério Público, jogar bombas e atirar em governistas do alto dos prédios.

Mas não é o que importa, neste texto.

O que importa é que o editorial em questão desmente de forma cabal e insofismável a versão mentirosa de que não há liberdade de imprensa na Venezuela. Esse tipo de diatribe contra o governo está nas televisões, nas rádios, nos portais de internet, em toda parte daquele país. E, creia-me, leitor, o ataque do El Nacional é um dos mais suaves que se faz ao governo venezuelano.
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/03/10/edu-a-prova-de-que-nao-ha-censura-na-venezuela/#.Ux3C9J0tMXE.facebook

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

EUA ADMITEM FINANCIAR OPOSIÇÃO VENEZUELANA HÁ 12 ANOS!!!

Cables de WikiLeaks revelan contactos de la oposición venezolana con EE.UU.

Publicado: 23 feb 2014 | 15:50 GMT Última actualización: 23 feb 2014 | 17:08 GMT
Documentos filtrados por WikiLeaks revelan que líder de la oposición venezolana Leopoldo López se menciona al menos 77 veces en los cables diplomáticos de Estados Unidos.
Muchos de los cables se centran en las disputas internas dentro de la oposición, con López a menudo en conflicto con los demás, tanto dentro de su partido como con otros miembros de la oposición, de acuerdo con un informe publicado por el  CERP (Centro para la Investigación Económica y Política).

Dadas las revelaciones, expertos señalan que no es de extrañar que las actuales protestas, al frente de las cuales ha estado López pidiendo "la salida" del Gobierno del presidente venezolano, Nicolás Maduro, también hayan provocado divisiones internas dentro de la oposición. 

El Gobierno de EE.UU. ha estado financiando a la oposición venezolana durante al menos 12 años, incluyendo, como el propio Departamento de Estado estadounidense ha reconocido, algunas de las personas y organizaciones involucradas en el golpe militar del 2002. Su objetivo ha sido siempre deshacerse del Gobierno de Chávez y reemplazarlo por alguien más de su agrado. 

Sin embargo, su financiación no es probablemente su contribución más importante en Venezuela, ya que la oposición venezolana tiene la mayor parte de la riqueza y de los ingresos del país. El rol más importante que EE.UU. juega es el de presionar desde el exterior contra la unidad interna, algo que, tal como estos cables y la historia de los últimos 15 años muestran, ha sido un grave problema para la oposición venezolana.  

Algunos de los cables filtrados revelan el gran interés de EE.UU. por el papel que López está desempeñando en Venezuela pueden leerse a continuación:
 
28 de marzo del 2008: El cable informa de una reunión entre el senador EE.UU. Ron Wyden y López, señalando que "el senador y su equipo discutieron posibles estrategias de medios con López y métodos para trasladar de manera eficiente su mensaje al público en EE.UU.". 

11 de abril 2008: La embajada de EE.UU. se reunió con una asesora legal de López, quien  expuso su estrategia legal para evitar que impidan el acceso al poder [de López]. Ella señaló que "cree que hacer a López víctima de las maquinaciones de la RBV (República Bolivariana de Venezuela) está haciendo que su popularidad aumente". 

17 de julio 2008: EE.UU. coincide con el análisis de la asesora legal [de López], escribiendo, "Curiosamente, las descalificaciones parecen estar convirtiendo a Leopoldo López en una figura de la oposición a nivel nacional, en lugar de sólo una estrella en ascenso en Caracas".  
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    Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/120720-cables-wikileaks-oposicion-venezuela-lopez