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sábado, 11 de julho de 2015
PUTIN: BRICS SERÃO LÍDERES DO MUNDO. "ESTUDEM RUSSO!"
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quinta-feira, 9 de julho de 2015
DILMA E PUTIN DETALHAM NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO

A presidenta Dilma foi recebida por representantes russos ao chegar, nesta quarta-feira (8), em Ufa, na Rússia. Ela participa da VII Cúpula dos Brics. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ao desembarcar em Ufa, a presidenta foi recebida com a tradicional cerimônia russa do pão e sal, usada para receber hóspedes importantes que chegam ao país. É um ritual antigo em que uma moça com roupas típicas oferece ao visitante um pão redondo, chamado “karavai”, em cima de uma toalha branca bordada e um saleiro. O pão deve ser mergulhado no sal antes de ser comido.
Mais tarde, a presidenta participou de um jantar típico oferecido pelo presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, em homenagem aos chefes de Estado e de governo do Brics. Em seguida, ela iniciou um encontro bilateral com o presidente Putin.
Novo Banco de Desenvolvimento
Na agenda prioritária dos líderes está o acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics ou Banco do Brics, que entrou em vigor na última semana. Eles vão discutir detalhes sobre o funcionamento da nova instituição, que terá sede em Xangai, na China, e será presidida pelo banqueiro indiano K. V. Kamath, tendo como vice o economista brasileiro Paulo Nogueira Batista Junior.
Na agenda prioritária dos líderes está o acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics ou Banco do Brics, que entrou em vigor na última semana. Eles vão discutir detalhes sobre o funcionamento da nova instituição, que terá sede em Xangai, na China, e será presidida pelo banqueiro indiano K. V. Kamath, tendo como vice o economista brasileiro Paulo Nogueira Batista Junior.
Com o NDB, os países-membros do grupo criam uma alternativa de financiamentos de longo prazo, mais adequados a obras de infraestrutura necessárias nos países emergentes, além de criar espaço para outras moedas, reduzindo a pressão sobre o dólar americano no comércio internacional. A instituição financiará principalmente projetos de infraestrutura nos Brics, mas as operações podem ser estendidas a países em desenvolvimento que desejem fazer empréstimos.
A criação do NDB ocorreu em julho do ano passado, na última reunião dos países do grupo, em Fortaleza, no Ceará. Na ocasião, também foi lançado o Arranjo Contingente de Reservas (CRA, na sigla em inglês) no valor de US$ 100 bilhões, dos quais US$ 41 bilhões virão da China. O Brasil, a Rússia e a Índia contribuirão com US$ 18 bilhões cada e a África do Sul aportará US$ 5 bilhões.
Cúpula 2015
A cúpula dos Brics terá duração de dois dias e acontecerá em uma das mais belas regiões russas, nas encostas dos Montes Urais. O presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, também chegaram nesta quarta-feira a Ufa, onde tiveram encontros bilaterais com o presidente russo.
A cúpula dos Brics terá duração de dois dias e acontecerá em uma das mais belas regiões russas, nas encostas dos Montes Urais. O presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, também chegaram nesta quarta-feira a Ufa, onde tiveram encontros bilaterais com o presidente russo.
O grupo dos Brics representa um quinto da economia mundial e 40% da população do planeta. A cúpula também servirá para discutir ações de cooperação econômica e comercial entre os países do bloco, englobando setores como energia e infraestrutura.
Com informações da Agência Brasil
domingo, 20 de julho de 2014
SEM ALARDE E CONTRA A MÍDIA, DILMA COLOCA BRASIL ENTRE AS POTÊNCIAS DO SÉCULO 21
CÚPULA DOS BRICS COROA POLÍTICA
EXTERNA INOVADORA

Com segurança e objetividade, sem provocações, Brasil avança
em política externa alternativa; resultados econômicos aparecem; fortalecimento dos Brics, aproximação com Unasul e presença à
frente da OMC contribuem para criação de polo independente da
influência dos EUA; sem ser "contra ninguém", como disse a
presidente Dilma Rousseff a respeito do banco internacional com
capital de US$ 50 bilhões e fundo de reservas de US$ 100
bilhões, ação altiva contribui para equilíbrio global de forças;
novo peso.
19 DE JULHO DE 2014 ÀS 19:17
247 – A sexta cúpula dos Brics, encerrada na quarta-feira 16,
em Brasília, trouxe à luz do dia os primeiros resultados concretos
de uma política externa alternativa que vem sendo praticada pelo
Itamaraty, com a presidente Dilma Rousseff à frente, nos últimos
anos. Sem grandes festejos, enfrentando problemas mas, ao
mesmo tempo, sem arredar pé do rumo escolhido, o País foi se
afastando da influência política dos Estados Unidos e dos moldes
tradicionais da parceria comercial com a Europa. Ao contrário das
projeções pessimistas, os resultados positivos estão aparecendo.
Em ações criticadas, mas efetivamente praticadas no plano político,
como a não reação sobre os conflitos separatistas na Ucrânia, e
movimentos rápidos no campo econômico, a exemplo da disposição
para criar o banco dos Brics, a diplomacia brasileira passou a
realizar atos concretos - e não apenas formular hipóteses. Um
exemplo dessa disposição já fora dada, pelo comando pessoal de
Dilma, no trabalho vitorioso em torno da candidatura do embaixador
Roberto Azevedo ao comanda da Organização Mundial do Comércio.
Ser a zebra deu certo.
Agora, tendo na vitrine o Novo Banco de Desenvolvimento, com
capital de US$ 50 bilhões reunido por Brasil, Rússia, China, Índia
e África do Sul e o fundo de contingência de US$ 100 bilhões, os
Brics ganharam organicidade e uma poderosa ferramenta de ação.
Com a intenção de operar o quanto antes, os cinco sócios,
apresentados pela presidente Dilma Rousseff, travaram um
contato inédito com presidentes do continente americano.
Organismo criado por iniciativa do Brasil, a Unasul compareceu em
peso ao encontro em que os donos da nova instituição de
financiamento apresentaram as linhas gerais de apoio a obras
de infraestrutura. Ao mesmo tempo, acenaram que o fundo de
contingenciamento pode ser usado por diferentes países além
dos Brics.
Não é sonho. Além da dinamização no comércio entre o Brasil e os
parceiros do grupo, a organicidade dos Brics instala um novo ponto
de aglutinação para os países que, na década de 1970, eram
chamados de 'não alinhados'. O Itamaraty sempre exerceu influência
sobre esse conjunto de países, entre os quais muitas nações
africanas e do oriente médio, mesmo sem assumir um papel de
liderança. Mas, agora, com uma correção e um ampliação de eixo,
chegando às gigantes China e Rússia, a força é outra.
Antes que reações críticas ou, ao menos, frias chegassem da
comunidade internacional, a presidente Dilma Rousseff afirmou que
o banco dos Brics "não é contra ninguém". O mesmo vale para a ação
política que, aos poucos, o grupo pode começar a desenvolver com
mais frequência nos foros internacionais como o G20. Na forma dos
Brics, um novo ator está entrando na cena mundial.
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sexta-feira, 18 de julho de 2014
AVANÇOS DOS BRICS TÊM IMPACTO NA GEOPOLÍTICA MUNDIAL
Brics, novo fator de mudança
política e econômica no mundo
O Brasil sediou nos dias 15 e 16 de julho um dos mais importantes eventos
da vida econômica e geopolítica do mundo – a 6ª Cúpula do Brics,
agrupamento que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Simbolicamente, o conclave se realizou na bela e aprazível Fortaleza, no
Nordeste do país, uma das regiões que mais se desenvolve, com grandiosos
projetos de industrialização, soerguimento de infraestrutura e combate à
pobreza.
Sob o lema “Crescimento inclusivo: Soluções sustentáveis”, a reunião de
Fortaleza inaugurou o segundo ciclo de Cúpulas do Brics enfrentando dois
dos mais sentidos problemas do desenvolvimento contemporâneo, em
consonância com as políticas econômicas e sociais dos governos dos cinco
países. O imperativo – diz a Declaração de Fortaleza, um alentado documento
de 72 itens que incorpora um ambicioso plano de ação – é enfrentar os desafios
postos pela necessidade de alcançar simultaneamente crescimento, inclusão,
proteção e preservação.
A importância da reunião de Fortaleza reside em que consolida um agrupamento
de países dispostos a cooperar entre si e com outros países no sentido de mudar
o sistema político e econômico-financeiro internacional, com iniciativas multilaterais,
sempre comprometidas com o direito internacional, com a defesa da paz mundial,
da estabilidade econômica, a inclusão social, o desenvolvimento sustentável e a
cooperação mutuamente benéfica com todos os países.
Paz, segurança, desenvolvimento, cooperação, democratização das relações
internacionais, oposição ao hegemonismo e às políticas de guerra, e esforços
pelo progresso social tornaram-se assim conceitos que sintetizam o espírito
prevalecente no Brics e se converteram em seus objetivos permanentes.
Tais objetivos se concretizam com o posicionamento claro em favor da solução
pacífica dos conflitos internacionais, do exercício de um papel renovado das
Nações Unidas, da reforma do Conselho de Segurança e outras instituições
internacionais. Ressalte-se nesse sentido, o combate à intervenção estrangeira
na Síria, a busca de uma solução justa, abrangente e duradoura do conflito
árabe-israelense, com base no marco jurídico internacional universalmente
reconhecido, incluindo resoluções relevantes das Nações Unidas, a luta para
o estabelecimento, no Oriente Médio, de uma zona livre de armas nucleares e
de todas as outras armas de destruição em massa, o apoio ao diálogo
abrangente na Ucrânia, o combate à política de sanções.
No plano econômico, a Cúpula do Brics deu um passo gigantesco nos esforços
para mudar a arquitetura financeira mundial e fomentar o desenvolvimento das
nações emergentes, com a criação do Novo Banco de Desenvolvimento, cujo
propósito principal é mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e
desenvolvimento sustentável nos Brics e em outras economias emergentes e
em desenvolvimento. É uma forma inovadora de enfrentar as restrições de
financiamento e o papel deletério do Fundo Monetário Internacional e outras
instituições financeiras controladas pelas potências imperialistas.
Complementarmente a essa iniciativa, a Cúpula do Brics anunciou também a
criação do Arranjo Contingente de Reservas com finalidades preventivas de
crises financeiras e para contrapor-se a pressões por liquidez de curto prazo,
uma forma também inovadora de fortalecer a rede de segurança financeira e
promover maior cooperação entre os Brics.
A Cúpula do Brics é fato revelador de que o mundo vive um novo momento de
transição, com o surgimento nos planos econômico e geopolítico de novas
formas de resistência ao mundo unipolar dominado pelo imperialismo. Um fator
novo a agregar força à luta dos povos e nações por soberania, justiça, paz,
desenvolvimento econômico e progresso social.
http://vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1380&id_secao=16
segunda-feira, 9 de junho de 2014
NO BRASIL, BRICS CRIARÃO SEU PRÓPRIO FUNDO MONETÁRIO. SOBERANIA É ISSO.
Cúpula do Brics se reunirá em Fortaleza; encerramento será em Brasília
A 6ª Cúpula do Brics - grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul - reunirá os chefes de Estado dos cinco países-membros do bloco em Fortaleza, no Centro de Eventos do Ceará, no dia 15 de julho, e terá seu encerramento em Brasília, no Palácio Itamaraty, no dia 16, com a presença de presidentes das nações da América do Sul.
Na capital federal, os líderes sul-americanos serão convidados a apresentar sua perspectiva sobre o tema da cúpula: Crescimento Inclusivo: Soluções Sustentáveis. O convite aos líderes regionais, novidade para essa cúpula, faz parte da estratégia do Brics de aproximação com países não membros, priorizando nações em desenvolvimento.
Segundo o professor de economia política internacional da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes, a novidade representa uma vitória da diplomacia brasileira e uma grande contribuição dos demais países do Brics, reforçando o papel do Brasil como liderança regional.
“É o Brasil dizendo: estou indo ao grupo [Brics], mas não estou esquecendo a região”.
O Brasil é o único país do bloco até agora a sediar o encontro dos chefes de Estado do Brics pela segunda vez e deve ser palco de duas importantes decisões. A expectativa dos governos do grupo é que até 15 de julho esteja tudo acertado para as assinaturas do Tratado Constitutivo do Arranjo Contingente de Reservas, que instituirá um fundo no valor de US$ 100 bilhões para auxiliar os membros que, no futuro, estejam em situação delicada no balanço de pagamentos e do acordo para a criação do banco de desenvolvimento Brics.
O fundo de reservas internacionais contará com US$ 41 bilhões da China, US$ 18 bilhões do Brasil, da Rússia e da Índia, e US$ 5 bilhões da África do Sul. Já o banco, com orçamento de US$ 100 bilhões, terá aportes fiscais igualitários entre os países-membros. A previsão é que a instituição leve cerca de dois anos para entrar em funcionamento porque precisará ser aprovada pelos parlamentos dos cinco países, definir suas regras internas e receber o aporte inicial, que deverá ser US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em dinheiro e US$ 40 bilhões em garantias.
Em discussão há dois anos dentro do Brics, o banco pretende atender a demandas não contempladas totalmente pelas grandes instituições financeiras globais, como o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento. Os últimos detalhes dos dois acordos devem ser acertados no fim deste mês, em Melbourne, na Austrália, em reunião paralela ao encontro de representantes de finanças e dos bancos centrais do G20, e, se necessário, no dia 14 de julho, em Fortaleza, na reunião pré-cúpula entre ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais dos países do Brics.
Menezes explica que o principal objetivo da criação do Brics foi discutir e pressionar a reforma das instituições financeiros multilaterais. Com a criação de banco e fundo próprios, segundo ele, o grupo se apresenta como mais uma fonte para investimentos, que futuramente devem alcançar países periféricos, e mostra força para pressionar a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), determinando um grau de autonomia e um “colchão” financeiro aos países-membros enquanto a reforma não ocorre.
Em sua sexta cúpula, os líderes terão reunião fechada, e, em seguida, durante seus discursos públicos na capital cearense, deverão destacar o papel do bloco na inclusão de pessoas no mercado de consumo, seja pelo crescimento econômico ou por meio de políticas públicas, e reforçar o compromisso com o desenvolvimento sustentável. O tema Crescimento Inclusivo: Soluções Sustentáveis está relacionado à contribuição dos países do Brics na redução da pobreza e no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), não apenas em seus territórios. A expectativa dos organizadores é que cerca de 3 mil pessoas estejam envolvidas na reunião de líderes em Fortaleza, sendo a metade jornalistas, cerca de 800 empresários e o restante membros das delegações dos cinco países.
Além das reuniões da Cúpula do Brics, alguns presidentes devem ter encontros bilaterais com a presidenta Dilma Rousseff. Vladimir Putin, da Rússia, já confirmou presença na final da Copa do Mundo, dia 13 de julho. Jacob Zuma, da África do Sul, sede da última Copa, também deve estar presente.
Agência Brasil
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
BELA HOMENAGEM DE UM CATÓLICO A GHANDI
Um santo não cristão
Marcelo Barros
Monge beneditino e escritor
Adital
Nesta semana, multidões, vindas de todas as regiões da Índia, vão em peregrinação a Deli. Ali, visitam uma laje de mármore, posta no lugar onde, no dia 30 de janeiro de 1948, foi assassinado o Mahatma Gandhi. As pessoas levam flores. Todos depositam uma flor no monumento. Os adultos chamam: "Mahatma Gandhi!". As crianças respondem: "Anantha-he!", isto é, "para sempre”. Neste Brasil, tão sofrido e onde são tão raros os líderes políticos de solidez espiritual e que se entregam verdadeiramente ao povo, precisamos nos voltar para Gandhi, o Mahatma, isto é, a "Grande Alma" e desejar que seu exemplo e sua mensagem sejam eficazes para sempre. Ele dizia: "Não tenho mensagens. Minha mensagem é simplesmente a minha vida". Ele intitulou a sua auto-biografia: "A história das minhas experiências com a verdade". Por isso, apesar de vivermos em um Brasil tão distante da Índia, convido você que lê esta página, a pensar com amor em nosso país e, onde quer que esteja, dizer comigo: "Mahatma Gandhi, anantha-he!".
Isso implica em comprometer-se em levar adiante a inestimável herança que Gandhi deixou para a humanidade. Sua luta pacífica através da Satyagraha, o caminho da verdade y ahimsa, a não violência, além de conduzir a Índia para a independência política, inspirou líderes como o bispo Desmond Tutu e Nelson Mandela na África do Sul, o pastor Martin-Luther King em sua luta contra o racismo nos EUA, Dom Helder Câmara no Brasil em sua insurreição evangélica e tantos outros homens e mulheres em sua consagração à justiça e à paz.
Infelizmente, mais de 60 anos depois do assassinato de Gandhi, o mundo continua cada vez mais intolerante e violento. Por isso, é urgente, recordar a herança de Gandhi e atualizá-la para nós e para toda a humanidade. Hoje, o colonialismo contra o qual Gandhi se insurgiu tem outros rostos e outros nomes, como neoliberalismo, desemprego estrutural e a dívida externa e interna dos países. Contra esse modo desumano de organizar o mundo, grande parcela da juventude mundial e pessoas adultas de todos os continentes têm se insurgido. No mundo inteiro, tem havido muitas manifestações por um novo mundo possível. Elas juntam pessoas e associações muito diversas. Provavelmente, as duas contribuições maiores de Gandhi para esse novo momento da humanidade são a insistência na coerência entre a ação sócio-política da pessoa que quer mudar o mundo e o modo como ele vive seus valores e sua vida pessoal. Gandhi dizia: "A minha vida é um todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns aos outros;e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda humanidade”. Esse amor é que o levava à ação não violenta que sempre contestava a opressão, mas conseguia ver a pessoa humana em sua sacralidade, mesmo se essa pessoa era um adversário ou inimigo político. Essa era a verdade na qual Gandhi acreditava e que ele defendia. Em sua luta pacífica pela verdade, Gandhi sabia que essa verdade se chama Deus. "Tudo o que eu faço é na busca de Deus. Anseio por ver a Deus, face a face. O Deus que eu conheço se chama Verdade". Não se trata de um termo apenas filosófico, nem de uma verdade nacional. É a realidade da vida baseada na solidariedade e na justiça. Essa é a base ética das tradições espirituais. Elas todas têm como objetivo que a fé se expresse em um novo modo de ser, de viver e de conviver. A Bíblia chama isso de aliança ou reinado de Deus no mundo, a realização do projeto divino de uma sociedade justa, pacífica e unida em uma só irmandade. Conforme o evangelho, Jesus disse: "Procurem acima de tudo o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais lhes será dado como acréscimo” (Mt 6, 33).
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=63926
Isso implica em comprometer-se em levar adiante a inestimável herança que Gandhi deixou para a humanidade. Sua luta pacífica através da Satyagraha, o caminho da verdade y ahimsa, a não violência, além de conduzir a Índia para a independência política, inspirou líderes como o bispo Desmond Tutu e Nelson Mandela na África do Sul, o pastor Martin-Luther King em sua luta contra o racismo nos EUA, Dom Helder Câmara no Brasil em sua insurreição evangélica e tantos outros homens e mulheres em sua consagração à justiça e à paz.
Infelizmente, mais de 60 anos depois do assassinato de Gandhi, o mundo continua cada vez mais intolerante e violento. Por isso, é urgente, recordar a herança de Gandhi e atualizá-la para nós e para toda a humanidade. Hoje, o colonialismo contra o qual Gandhi se insurgiu tem outros rostos e outros nomes, como neoliberalismo, desemprego estrutural e a dívida externa e interna dos países. Contra esse modo desumano de organizar o mundo, grande parcela da juventude mundial e pessoas adultas de todos os continentes têm se insurgido. No mundo inteiro, tem havido muitas manifestações por um novo mundo possível. Elas juntam pessoas e associações muito diversas. Provavelmente, as duas contribuições maiores de Gandhi para esse novo momento da humanidade são a insistência na coerência entre a ação sócio-política da pessoa que quer mudar o mundo e o modo como ele vive seus valores e sua vida pessoal. Gandhi dizia: "A minha vida é um todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns aos outros;e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda humanidade”. Esse amor é que o levava à ação não violenta que sempre contestava a opressão, mas conseguia ver a pessoa humana em sua sacralidade, mesmo se essa pessoa era um adversário ou inimigo político. Essa era a verdade na qual Gandhi acreditava e que ele defendia. Em sua luta pacífica pela verdade, Gandhi sabia que essa verdade se chama Deus. "Tudo o que eu faço é na busca de Deus. Anseio por ver a Deus, face a face. O Deus que eu conheço se chama Verdade". Não se trata de um termo apenas filosófico, nem de uma verdade nacional. É a realidade da vida baseada na solidariedade e na justiça. Essa é a base ética das tradições espirituais. Elas todas têm como objetivo que a fé se expresse em um novo modo de ser, de viver e de conviver. A Bíblia chama isso de aliança ou reinado de Deus no mundo, a realização do projeto divino de uma sociedade justa, pacífica e unida em uma só irmandade. Conforme o evangelho, Jesus disse: "Procurem acima de tudo o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais lhes será dado como acréscimo” (Mt 6, 33).
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