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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

KIRSCHNER CHAMA DE IDIOTA QUEM QUER VOLTAR A 2003

Cristina Kirchner: ‘Lembremos o que éramos em 2003 para não sermos idiotas’

Ao lado de Lula, durante inauguração de hospital em Buenos Aires, presidenta da Argentina cita avanços sociais na América do Sul e alerta sobre esforço do conservadorismo por retorno ao neoliberalismo
por Redação da RBA publicado 09/09/2015
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RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA
Lula
Governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, aponta placa de hospital que homenageia ex-presidente Lula
São Paulo – A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, criticou hoje (9), ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, os especuladores que culpam países em desenvolvimento pela extensão crise econômica mundial. A declaração foi feita em Buenos Aires, durante a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no distrito de José C. Paz, província de Buenos Aires. O hospital leva o nome do ex-presidente brasileiro.
Ontem (8), em sua conta no Twitter, a presidenta argentina havia criticado a transferência da responsabilidade da crise econômica para os países em desenvolvimento. “O mundo foi arrastado para a crise de 2008, pela especulação financeira, e nunca se recuperou. O que têm a ver os Brics? Fora o papel de vítimas, não lhes cabe nenhuma outra qualificação”, disse a presidenta.
Em sua fala de hoje, Cristina ressaltou a importância da integração latino-americana e afirmou que enquanto as nações ricas são “praças de especulação financeira”, países como Brasil e Argentina são economias que buscam se consolidar como “praças de produção”. Apesar disso, advertiu que “se observa em toda região, em toda América do Sul, um intento de voltar às políticas neoliberais” que levaram “ao fracasso, à fome e ao desemprego.”
“Peço a cada argentino que, com sua história, sua identidade, suas ideias, pense um instante no que era 2003, não para olhar para o passado como um fiscal, mas para não sermos idiotas, não nos equivocarmos e para que não voltemos a cometer os mesmos erros”, disse. Ela pediu que Lula seja um embaixador ante os países membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para que a Argentina possa se somar ao bloco.
Cristina também criticou a postura dos países europeus que fecham as fronteiras para os refugiados de países em guerra. “Somos um país de imigrantes e não quero que nos pareçamos com os que deixam pessoas morrerem em barcos, quero ser como nós somos: solidários, trabalhadores, porque aí está o futuro.”
Assista a vídeos com falas de Lula e de Cristina Kirchner

Heroína

Em seu discurso, Lula comparou as dificuldades enfrentadas por Cristina Kirchner e afirmou que a colega terminará o mandato como uma heroína.
"Espero, Cristina, que o projeto que começou a construir em 2003 (o ex-presidente argentino) Néstor Kirchner e que você continuou, possa ser concluído e continuado, por meio da eleição de outro candidato que leve a frente esse projeto que mudou a história da Argentina”, disse Lula. “Foi junto com Kirchner, com Cristina, com (Hugo) Chávez (ex-presidente da Venezuela), com Evo Morales (presidente da Bolívia), com (Rafael) Correa (presidente do Equador) que nós enterramos a Alca (Área de livre comércio das Américas) aqui em Mar del Plata e fortalecemos o Mercosul.”
O ex-presidente agradeceu a homenagem e lembrou que os modelos de UPA surgiram no Rio de Janeiro e se estenderam por todo o Brasil nos últimos 12 anos. "Fizemos 444 unidades e vamos chegar a 918", disse. "É uma maneira de evitar que as populações mais pobres tenha de se deslocar a hospitais distantes para recorrer a atendimento. A UPA fazem com que 95% das pessoas prescindam de hospital", afirmou Lula.
"Em dois temas a Argentina e o Brasil ainda não chegaram em um acordo: se Maradona é melhor que Pelé e se Messi é melhor que Neymar”, brincou Lula, arrancando risos do auditório. “No futebol nós ainda temos divergências, mas no comércio e nas relações políticas eu tenho orgulho de dizer que Brasil e Argentina construíram a mais importante relação entre os dois países e se os dois continuarem unidos, a América Latina estará unida.”
O governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, candidato a presidente apoiado por Cristina Kirchner e líder nas pesquisas para as eleições de outubro, agradeceu a Lula pela experiência das UPA: "Trouxemos essa experiência do Brasil, que enfrentou o mesmo problema de ter ser seu principais hospitais instalados longe das periferias".
Com informações da Agência Télam
http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2015/09/ao-lado-de-lula-cristina-kirchner-critica-quem-culpa-paises-emergentes-por-crise-7009.html

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

DEMOCRATIZOU A MÍDIA E VENCE AS ELEIÇÕES: CRISTINA KIRSCHNER



APESAR DA CRISE

Cristina está próxima de vencer eleições presidenciais e em Buenos Aires

Presidenta se garantiu também ao designar a Luiz Zanini para a vice-presidência, e está próxima de eleger o segundo cargo político do país, o governador de Buenos Aires, com Anibal Fernandes
por Emir Sader
JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
Cristina Kirchner
Panorama politico argentino parece se definir para o primeiro turno do dia 25 de outubro
Durante os governos kirchneristas foram instituídas as prévias por bloco de partidos, realizadas em agosto do ano das eleições presidenciais, para definir que candidato tem maioria no bloco. Foram realizadas neste domingo (9) as prévias, que serviram mais para medir forças entre os três principais candidatos do que para decidir qual seria ele – tema praticamente decidido antes das prévias. O voto é obrigatório também nessas prévias, o que permite medir a relação de forcas entre os principais candidatos presidenciais.
Foi de fato o que ocorreu. No bloco kirchnerista, Cristina já havia conseguido que os outros pré-candidatos desistissem – numa impressionante demonstração de autoridade política da parte dela –, deixando apenas o governador da província de Buenos Aires – Daniel Scioli – na campanha. Embora não fosse o candidato preferido dela, foi quem sempre melhor se situou nas pesquisas, acabando por se impor nas hostes governamentais.
Entre os dois principais candidatos opositores, o moderado Sergio Massa perdeu força, deixando para o ex-prefeito de Buenos Aires Mauricio Macri o posto de principal desafiante do candidato do governo. As prévias confirmaram o favoritismo de Scioli, com 38,5% dos votos, próximo dos 40% necessários para triunfar no primeiro turno e da distância de 10% do segundo colocado. Matematicamente lhe faltaria 1,5%, dado que o bloco de apoio a Macri ficou com 30% e o de Massa, com 2%.
Scioli conta a seu favor com o apoio de mais de 50% dos argentinos que tem Cristina no final do seu mandato, com a economia em recuperação, depois de dois anos de recessão e com o dinamismo militante de La Campora, agrupação de jovens peronistas que tomou seu nome do fiel aliado de Peron – Hector Campora – e que congrega grande parte da militância jovem que o kirchnerismo recuperou. O próprio filho da Cristina, Massimo, eleitor deputado com grande votação pela província original da família, Santa Cruz, é o máximo dirigente do grupo, que deve eleger cerca de 30 parlamentares, além de muitos prefeitos.
O ginásio Luna Park lotado no domingo à noite, em apoio a Scioli, contrastava com a frieza dos espaços alugados pelos outros dos principais candidatos opositores, que acusaram os maus resultados. Macri já havia conseguido eleger seu sucessor na prefeitura da capital, duas semanas antes, no segundo turno, com uma vantagem de apenas 3%. O que levou, nessa mesma noite, a uma tentativa de mudança do seu perfil radical de direita, ao anunciar que, caso ganhasse, manteria a estatização das Aerolineas Argentinas e da YPF, a empresa petrolífera argentina, ambas recuperadas pelo governo, diante das duras críticas do próprio Macri. Esse também anunciou que manteria os programas sociais do governo, a começar pela Assignação Universal às Crianças, o principal dele.
Não bastou para que Macri contivesse a sua queda de popularidade. Massa, por sua vez, que havia saído do governo e tinha chegado a liderar as pesquisas, com seu perfil moderado, foi se esvaziando, com alguns dos seus aliados voltando ao kirchnerismo. A aliança entre Macri e Massa é bastante improvável, porque Massa perderia muitos adeptos, caso renunciasse. Pelo perfil distinto dos que o apoiam.
Assim, depois de um período relativamente indefinido, o panorama político argentino parece se definir para o primeiro turno do dia 25 de outubro. Cristina se garantiu também ao designar a Luiz Zanini, fiel aliado, para a vice-presidência, e está próxima de eleger o segundo cargo político do país, o governador da província de Buenos Aires, com Anibal Fernandes, igualmente fiel ministro do governo.
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2015/08/cristina-esta-proxima-de-vencer-nas-presidenciais-e-em-buenos-aires-3012.html

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

DILMA TERÁ QUE REGULAR A MÍDIA, E ISSO APAVORA A DIREITONA

O espelho fascista de Merval Pereira

22.10 - Merval

Por Theófilo Rodrigues*
Alguns dias atrás escrevi um artigo sobre as razões pelas quais as grandes empresas brasileiras de comunicação temem a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. (Leia aqui) É sempre cansativo voltar a um mesmo assunto, mas a coluna de Merval Pereira no jornal O Globo de hoje obrigou-me a fazê-lo.
Na verdade, Merval Pereira comprovou da pior maneira possível em sua coluna de hoje que meu argumento estava correto. De acordo com o porta voz das Organizações Globo o Brasil caminhará para o fascismo caso Dilma se reeleja, pois será copiado o modelo argentino de Cristina Kirchner. Seguem as exatas palavras do colunista: “É uma típica ação fascista, que está sendo usada já há algum tempo na Argentina de Cristina Kirchner. É neste caminho que vamos, caso Dilma se reeleja”.
Merval conseguiu em sua coluna apresentar a sua visão estreita sobre o que é a democracia e ao mesmo tempo comprovar que o seu principal medo é o de que a reeleição de Dilma signifique a aprovação da “regulação econômica da mídia” nos moldes da “Lei de Meios” da Argentina.
A irritação do colunista partiu de um discurso de Lula onde o ex-presidente criticou veementemente Míriam Leitão e William Bonner. Para Merval, a imprensa deve viver dentro de um aquário acima de qualquer suspeita, de onde jamais poderá ser criticada. Os jornalistas podem fazer críticas ou mesmo acusações a qualquer pessoa, mesmo sem provas, baseados apenas em especulações. Já a sociedade civil não pode criticar nenhum jornalista, pois se o fizer será acusada de atacar a liberdade de imprensa. Para essa concepção de “democracia mervaliana” é legítimo que uns tenham mais liberdade de expressão do que outros.
Mas curioso mesmo foi Merval ter admitido com todas as letras de onde vem o seu maior temor: que a reeleição de Dilma represente a implementação do modelo argentino de Cristina Kirchner no Brasil. Qual modelo argentino? O modelo da regulação econômica da mídia que acaba com a propriedade cruzada das empresas de comunicação, ou seja, com o monopólio da informação. Dilma já disse reiteradamente durante a campanha que se for reeleita o fará. E Merval, em nome de sua empresa, não consegue aceitar isso…
Para onde olha, Merval grita: “Fascista, fascista, fascista!”. O colunista só não percebeu o óbvio: está trancado dentro de uma sala de espelhos.
*Theófilo Rodrigues é cientista político, coordenador do Barão de Itararé no Rio de Janeiro e colunista no blog O Cafezinho. – See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/10/14/por-que-o-monopolio-midiatico-teme-dilma/#sthash.soeyYBRZ.dpuf

- See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/10/22/merval-pereira-a-democracia-mervaliana-e-o-espelho-fascista/#sthash.Zzjkr11H.dpuf

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

EVO MORALES SERÁ REELEITO DOMINGO, COM 40% DE VANTAGEM!!!

Evo Morales encerra campanha com amplo favoritismo na Bolívia

Quarta foi último dia de atos públicos; pleito está marcado para o domingo.
Concorrente à reeleição tem 59% das intenções de voto nas pesquisas.

Da France Presse 

Da esquerda para a direita: o atual presidente e candidato à reeleição, Evo Morales, e os oponentes Samuel Doria Medina e Jorge Quiroga (Foto: David Mercado/Reuters e Jorge Bernal/AFP)Da esquerda para a direita: o atual presidente e candidato à reeleição, Evo Morales, e os oponentes Samuel Doria Medina e Jorge Quiroga (Foto: David Mercado/Reuters e Jorge Bernal/AFP)
Os principais candidatos às eleições gerais do próximo domingo (12) na Bolívia encerraram a campanha nesta quarta-feira (8) em um ambiente de calma, com as pesquisas apontando o amplo favoritismo do presidente Evo Morales.
Após quase nove anos no poder com os setores indígenas e populares, "ensinamos como se governa (...) e no domingo vamos ganhar por ampla maioria", disse Morales para milhares de pessoas em El Alto, na região de La Paz.
"Desta vez vamos vencer nos nove departamentos (..), vamos dar uma cacetada no Império (Estados Unidos), no neoliberalismo, nos vende-pátria, nos separatistas. Será a vitória do povo boliviano".
Morales, primeiro presidente indígena da Bolívia, eleito em 2005, deve derrotar seu principal adversário, o empresário Samuel Doria Medina, já no primeiro turno.
Medina, da Unidade Democrata (UD, direita), realizou o ato final de sua campanha na cidade de Santa Cruz (leste), principal polo econômico do país.
Conhecido empresário do cimento, Doria Medina afirmou no discurso de encerramento da campanha que após nove anos de governo Morales "há mais corrupção, mais narcotráfico e mais insegurança" na Bolívia.
O presidente tem 59% das intenções de voto nas pesquisas, contra apenas 18% para Medina e 9% para o ex-presidente liberal Jorge Quiroga.
Esta quarta-feira é o último dia de campanha, para os candidatos à presidência e à Assembleia Legislativa.
A partir desta quinta-feira estão proibidas as reuniões políticas e o consumo de bebidas alcoólicas em todo o país.
Morales, de origem aimará, foi reeleito em 2009 com 64% dos votos.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/evo-morales-encerra-campanha-com-amplo-favoritismo-na-bolivia.html

segunda-feira, 19 de maio de 2014

RODRIGO VIANNNA: GLOBO TEM QUE SER FATIADA, COMO FOI O CLARÍN, NA ARGENTINA


Lula avisa a Globo: acabou a brincadeira; regulação da velha mídia vem aí!

publicada sexta-feira, 16/05/2014 
A Globo precisa ser partida em vários pedaços – como a Argentina fez com o grupo Clarin. “E não me venham falar que isso é censura” – disse Lula. O movimento de blogueiros colheu uma enorme vitória. Ajudou a pautar esse debate, agora encampado pelo ex-presidente.
Sob os olhares de Ênio Barroso e Conceição Lemes, Lula avisa: a brincadeira acabou
por Rodrigo Vianna
O debate de abertura ainda não tinha acabado, quando um burburinho começou a se ouvir pelos corredores. E não era Stanley quem se aproximava. Mas Lula. O ex-presidente e a regulação da mídia no Brasil são dois fantasmas, que provocam calafrios na velha imprensa dos Civita, Frias e Marinhos. Então, podem se preparar: os calafrios vão aumentar. Os locutores gagos da CBN vão ficar ainda mais gagos.
O auditório estava lotado: mais de trezentos blogueiros e ativistas digitais de todo o Brasil. Três dezenas de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos da velha mídia já se aglomeravam no fundo do salão. Na mesa, o jornalista espanhol Pascual Serrano demolia o surrado conceito de “liberdade de imprensa” que os donos da mídia usam para brecar qualquer regulação.
“Só um setor da sociedade pode utilizar a chamada liberdade de imprensa. É um direito apenas para o empresariado”, disse Serrano, um dos convidados internacionais do Quarto Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais.
O norte-americano Andrés Conteris, do site Democracy Now, disse que os blogs – no mundo todo – cumprem um papel decisivo: “ir aos locais onde está apenas o silêncio”.
O professor brasileiro Venício Lima, da UnB, falou sobre a regulação necessária. Não na Venezuela, nem em Cuba. Mas na Inglaterra. A regulação foi um imperativo, depois da barbárie imposta pelos jornais do multimilionário Murdoch.

Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha e eu.

Venício também analisou a lei aprovada na Argentina: a chamada “Ley de Medios” não trata do conteúdo. Não impõe qualquer censura. “É uma lei antimonopólio, que regula o mercado”, explicou Venício.
Quando o professor terminava sua fala, o burburinho aumentou. Era Lula que chegava. Inspirado, bem-humorado, dirigiu-se primeiro ao grupo de jornalistas que trabalham para a velha mídia: “a imprensa me trata sempre muito bem; só que quando faço críticas à imprensa, dizem que é um ataque, e quando a imprensa me ataca eles dizem que são apenas críticas”.
Lula trouxe a Comunicação para o centro do debate. Lembrou os ataques violentos desferidos pela velha mídia contra os blogueiros que o entrevistaram recentemente: “eu não sabia que vocês chamavam tanta atenção da imprensa”, disse o ex-presidente. “Fiquei meio deprê com a violência que os meios utilizaram para atacar quem estava naquela entrevista”.
Lula contestou também a imprensa pela tentativa de criar um clima de pessimismo na economia. “A inflação está controlada há 11 anos; mas pra controlar a inflação eles querem provocar desemprego. É isso que os tucanos querem. Nós não queremos”.
Atacou ainda a elite brasileira, que não aceita os programas de inclusão social, não aceita negros e pobres nas universidades. “Nós cansamos de ser apenas pedreiros, nós queremos ser engenheiros”, falou Lula.
O ex-presidente atacou o clima de “antipolítica” insuflado pela mídia. “Quando se tenta negar a política, o que vem depois é muito pior”; e lembrou de Hitler e Mussolini. “A tentativa é de desmoralizar não a Política, mas as instituições.”
Lula defendeu uma Constituinte exclusiva para a Reforma Política. “Esse Congresso não fará a Reforma Política que o Brasil precisa”. E defendeu também a Regulação da Mídia. Mandou o recado, com todas as letras: “Daqui pra frente, em cada ato que eu for, toda vez que eu abrir a boca, vou lembrar a questão da regulação da mídia”.
Lula estava em grande forma. Mas o mais importante foi a sinalização. Ele tinha sido o primeiro presidente a dar entrevista a blogueiros dentro do Palácio (2010). Há menos de um mês, deu outra entrevista aos blogs – deixando os mervais e os comentaristas gagos da CBN bastante irritados.
Agora, Lula deu o sinal para o PT: a disputa política não se fará sem encarar de frente a batalha da Comunicação.
A mídia vai acusar o golpe. Será que vão continuar brincando de “Volta, Lula”? Se Lula voltar, vem aí – com ele – a regulação da velha mídia no Brasil. A Globo precisa ser partida em vários pedaços – como a Argentina fez com o grupo Clarin. “E não me venham falar que isso é censura” – disse Lula.
O movimento de blogueiros colheu uma enorme vitória. Ajudou a pautar esse debate, agora encampado pelo maior líder popular brasileiro.
E Lula nem precisa voltar. Ele pautou a Regulação da mídia. Dilma não poderá mais escapar do tema. A fase dos omeletes com Ana Maria Braga está encerrada.
Lula sabe que não há escolha. O PT fugiu desse debate durante muitos anos. Mas o debate veio até o PT.
Sentado, na primeira fila, enquanto Lula falava aosblogueiros, estava o prefeito Fernando Haddad. Assim como Dilma, Haddad parece não ter percebido que essa era uma batalha absolutamente necessária. Depois de eleito com apoio das redes sociais e de amplos movimentos digitais, Haddad mandou dizer que o tema da Comunicação não era prioridade. Nomeou um jornalista convencional para cuidar da Comunicação. A política da Prefeitura de São Paulo é ligar para Folha e Estadão e pedir espaço pra responder aos ataques.
Haddad, sem Comunicação, está com a popularidade em baixa. Tem se queixado. Lula disse claramente ao prefeito que “é preciso entender melhor esse meio chamado internet”. Aplausos intensos tomaram o plenário.
Mais adiante, Lula voltou ao tema, dirigindo-se de novo ao prefeito paulistano. Alguém, no fundo do auditório gritou: “Haddad, você precisa fazer sua propaganda”. E Lula respondeu: “Não é propaganda. É enfrentar o debate”.
Enfrentar o debate. O recado estava dado. Haddad apenas ouviu. Não se sabe até que ponto compreendeu o que o ex-presidente quis dizer.
O PT passou doze anos legitimando o grande inimigo. Ministros petistas (?) foram às páginas amarelas da “Veja”. Líderes petistas disputam espaço nas colunas de jornais – que são a ponta de lança da oposição tucana.
Lula entendeu que é preciso tratar a velha mídia como o inimigo a ser derrotado.
Foi essa mídia velha que levou Vargas ao suicídio em 54. O povão trabalhista sabia quem era o inimigo. Por isso, a massa enfurecida queimou “O Globo” e o jornal de Carlos Lacerda em 54.
Não é mais preciso queimar a Globo. Basta aprovar uma lei democrática para a Comunicação. Pra isso, é preciso travar esse debate. O povão lulista também sabe reconhecer o inimigo mais perigoso.
Lula entrou na briga. Pra valer.
http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/lula-avisa-a-globo-acabou-a-brincadeira-a-regulacao-da-velha-midia-vem-ai.html#more-29331

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

LEMBRE-SE QUE A MÍDIA É GOLPISTA DESDE 1954. INFORME-SE (II)

Segunda parte do excelente artigo de Beto Almeida, membro do Conselho da Telesur, publicado no sítio Carta Maior:

Em recente encontro promovido pelo Centro Barão de Itararé, conversei longamente com o grande jornalista Beto Almeida.

Jornais apoiaram golpes contra Vargas e Jango

Dez anos depois, em 1964, o golpismo se lançou contra o presidente João Goulart, que havia recebido a Carta Testamento de Vargas, seu herdeiro político preferido, e, por isso mesmo, odiado até a medula pelo Presidente Kennedy  -   que preparou o golpe, embora incensado como democrata até hoje  -   pela cúpula militar e pelos capitalistas do campo e da cidade. Uma vez mais, o golpe recebe apoio disciplinado da mídia, com o apoio de recursos financeiros distribuídos pelos organismos inventados pela Cia para comprar parlamentares, sindicalistas, jornalistas e jornais. Foi o ex-presidente Tancredo Neves quem denunciou que a Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, mais agressivo crítico de Goulart, recebera recursos financeiros da CIA para desestabilizar o governo. Desestabilização da qual fez parte também o Estadão, que publicou o artigo aqui comentado, que tenta naturalizar e eximir de golpismo a oposicionismo impresso.

Como é que “no Brasil não houve nada parecido”? Nós fomos pioneiros, os golpes contra Chávez e  Allende vieram depois. Contra Jango, não foi apenas apoio ao golpe, com editoriais demolindo a imagem de um presidente que possuía 73 por cento de popularidade e pedindo, diariamente  - basta pesquisar  -  a intervenção militar para derrubar este presidente, instalando uma ditadura de 21 anos, mas que ainda deixou seus entulhos autoritários por aí. Foi mais que isto: um governo estrangeiro, EUA,  enviou dinheiro, agentes, combustível, navios e armas para derrubar um governo democrático, Kennedy sugeriu uma invasão militar, Lyndon Jhonson cumpriu a cartilha, e este golpismo foi totalmente  apoiado pelos jornais, entre eles o Estadão. Como é que no Brasil não houve nada parecido? Já houve, em 1954, em 1964, e há, na atualidade, a mesmíssima sintonia editorial para demolir os governos petistas e seus programas. Senão, vejamos: tal como contra Jango,  os jornais não falavam abertamente em golpe militar  -  só quando este sinal veio da Casa Branca  -   agora , também, os jornais não se confessam desestabilizadores  dos governos petistas. Mas, o que estão fazendo é muito diferente de ser apenas jornalismo crítico. A Judith Brito tem razão quando confessa: os meios fazem o papel da oposição que , segundo ela, estaria enfraquecida.

Enfado de governar?

Bucci sugere que “as forças instaladas no governo, como que enfadadas do ofício de governar, começaram a fazer oposição à imprensa”. Seria o governo petista, que até o momento manteve intacta prática de milionária destinação de verbas publicitárias para a mídia em geral que lhe faz oposição, que estaria fazendo oposição à mídia, e não o contrário? Esta prática, segundo o texto em análise, decorreria de um enfado com o exercício do governo.  Como estariam enfadadas as forças governistas se conseguiram, com seus programas sociais, retirar milhões de pessoas da faixa de extrema miséria, reduzir a desnutrição e o trabalho infantil, como reconhecem a UNICEF e a OIT,  ampliar o mercado de consumo, como mostra a CEPAL, criar milhões de emprego com carteira assinada, recuperar a indústria naval demolida na Era da Privataria? Será motivo de enfado ter mudado o perfil da universidade brasileira, por exemplo, a ponto que hoje a UnB possua 40 por cento de matrículas de negros?  

Pesquisa realizada pela BBC apontou o Brasil como o sétimo país mais popular do mundo, à frente dos EUA, que ficam em oitavo lugar, enquanto numa outra enquete, realizada em 48 países, ficou constatado haver  “o sonho internacional de morar no Brasil”, único país latino-americano e dos Brics a ser escolhido pelos entrevistados como destino. Realmente, deve ser muito enfadonho governar um país como este, sendo esta a razão para “a oposição do governo à imprensa”.
 
Dilma Roussef, assim como Lula, demonstra seu elevado compromisso democrático, sem qualquer retaliação ao jornalismo oposicionista sintonizado com o discurso dos partidos oposicionistas. O que não impediu a presidenta de processar  jornalista da Folha de São Paulo, que publicou em destaque, na capa,  uma ficha falsificada como prisioneira no Dops, onde foi torturada no regime militar, apoiado também pelo Estadão. Mas, neste caso, nem estamos falando de jornalismo, mas de fraude, falsificação, é uma outra esfera das nossas leis, né?

Quem estaria desanimado?

Bucci afirma que a crítica ao oposicionismo da imprensa teria por finalidade “inflar o ânimo dos militantes de baixo e para inflar o ego dos militantes de cima”. Será mesmo verdade que o partido que elegeu por três vezes o presidente da república, elegeu a primeira presidenta da história do Brasil, que manteve ao longo destes 11 anos uma robusta popularidade, que lidera as pesquisas eleitorais para o próximo pleito e que foi apontado pelos eleitores como o partido de maior preferência nacional (mais de 30 por cento),  em níveis muito acima do segundo colocado, o PMDB, com 6 por cento, precisaria mesmo inventar um discurso artificial, de oposição à imprensa, para conseguir os objetivos fixados no texto, com uma boa dose de imaginação anti-petista?

Segundo Bucci, o discurso das forças governistas é autoritário e fanatizante e “está assentado em bases fictícias, completamente fictícias”. Será? Os governos petistas organizaram o programa Luz para Todos, permitindo que milhões de brasileiros conhecessem a luz elétrica somente em pleno século 21, mas os benefícios nada fictícios desta política têm sido desconstruídos pela imprensa oposicionista. Como parte do debate democrático, as forças governistas questionam, legitimamente, este modo de cobrir os fatos, o que é logo encarado pelo artigo em exame como “discurso autoritário e fanatizante”. 

Mais Médicos, menos jornalismo

O mesmo Estadão, em editorial,  chegou ao ponto de reduzir o Programa Mais Médicos, que possui elevada aprovação da população mais pobre, a uma caricatura intitulada “Mais Cubanos”, acusando, sem fundamentação alguma,  que o seu único objetivo seria o de financiar Cuba. Com isto, ignora-se, deliberadamente, o altíssimo conceito internacional que a saúde cubana goza em escala internacional, em instituições como a ONU, a OMS, a OPAS, e, também, pela eficiente presença solidária de seus profissionais de saúde, junto com suas vacinas, em mais de 70 países em todo o mundo. Talvez seja este exatamente o problema: junto com os médicos cubanos, instala-se um modelo mais eficiente de medicina  pública, de filosocia social e solidária, com médicos que não são apenas Office-boys da indústria de equipamentos médicos e farmacêutica. Por detrás da rejeição irracional e agressiva de entidades médicas brasileiras aos médicos cubanos, rejeição que atingiu as raias do criminoso racismo, desponta-se o medo da indústria de medicamentos ante a possibilidade de expansão de acordos entre laboratórios estatais de Cuba e do Brasil,  para a produção de vacinas destinadas realmente a uma política pública de saúde em escala internacional, o que ameaça os incalculáveis lucros daquela indústria oligopolista transnacional, vocalizada pelos médicos brasileiros. Brasil e Cuba selaram importantes acordos nesta área de saúde para atuação parceira e solidária no Haiti, na África (vacinas cubanas produzidas no Bio-Manguinhos custam 90 por cento menos que as das transnacionais) e também no Timor Leste. Estas informações nunca são difundidas pelo oposicionismo impresso, impedindo seus leitores de uma correta compreensão sobre as políticas públicas do setor, o que justifica uma queixa democrática por parte das forças governistas, o que nada tem de fanatizante ou autoritário. Ou não são informações relevantes estes acordos entre Brasil e Cuba?


Há  muitos exemplos a elencar, sobre a prática do oposicionismo impresso e seu distanciamento da boa técnica jornalística,  entre eles o daquele super noticiado surto da febre amarela que não ocorreu, o confisco da poupança que não se deu etc.  Mas, tem  sido no plano econômico um dos esforços mais concentrados do oposicionismo impresso para apresentar a economia brasileira como em derrocada generalizada. Critica-se o Pibinho, quando os baixos PIBs dos Eua e da França, com crescimento zero, causaram desemprego de trabalhadores brasileiros em filiais de empresas estrangeiras aqui, quando, no Brasil,  o nível de emprego vem mantendo-se elevado, sendo praticamente algo próximo ao pleno emprego.Enquanto o desemprego se alastra pela Europa, o trabalho infantil cresce nos estados unidos, aqui, o emprego formal avança e os  direitos trabalhistas da Era Vargas, são mantidos e expandidos como na lei da trabalhadora doméstica e no aumento da licença maternidade.
CONTINUA...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

PROF HARIOVALDO ADVERTE SOBRE DOMINAÇÃO FEMININA NA AL! É HILÁRIO!...

Fêmeas vermelhas insubmissas 

ameaçam o Cone Sul

Lamentavelmente em eleições usurpadas pelo impedimento de compare-
cimento dos varões da elite chilena pelas forças communisthas, resulthan-
do em uma eleição sem reprensentathividade, e com o uso do software 
venezuelano denominado Chavex, de fraude nas apurações das urnas, 
a gentalha ignara sem classe, silvícolas e mestiços em sua maioria, ele-
geu mais uma vez uma phêmea insubmissa, a senhora Bachelet, como 
presidente do infeliz país que desperdiçou todo o avanço e progresso ins-
tituido pelo homem bom, hoje São Pinochet, lembrado pelo desenvolvi-
mento do nivel de vida da altha classe, pelo esthado mínimo, e pela cari-
dade cristã que empregava em seu exército, na recuperação de cripto-
communisthas.
    
O cone sul deste conthinente esquecido pelo Senhor, encontra-se pois em 
mãos luciferianas de phêmeas insubmissas, a Comuno-revanchista de San-
tiago, a Viúva Negra Populistha de Buenos Aires e a Búlgara Bolchevique 
de Brasília – BBB, sem qualquer controle, sem phuturo para os bons e ho-
nestíssimos mercados phinanceiros que phinanciam o progresso de nossa 
indústria, comércio, serviço e agriculthura com juros de pai para philho, 
sempre reduzindo-os quando possível,comedidamenthe.
Resta a intervenção esthathal na economia, os elephantes brancos estha-
thais e os imposthos escorchanthes, as bolsas para desphrute de vaga-
bundos, e peor, agora thudo gerido e comandado por phêmeas insubmis-
sas aos preceitos dos varões que duranthe sécolos, thantha phelicidade 
trouxeram ao conthinenthe.
Quem não se lembra das Capitanias Hereditháreas, da Sulamérica coman-
dada por porthugüeses e espanhóes, do Tratado de Tordesilhas?
Éramos phelizes, não sabíamos!
Agora, aaarrrggghhhh!!!!!