Mostrando postagens com marcador Mais Médicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mais Médicos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

DIREITONA QUE ACABAR COM "MAIS MÉDICOS" E APANHAR NA ELEIÇÃO

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O PROGRAMA NORTE-AMERICANO PARA COOPTAR MÉDICOS CUBANOS (VÍDEO)

DESISTÊNCIA DA CUBANA DE MIAMI NÃO AFETA O "MAIS MÉDICOS"



Sobre o impacto do Programa e os desligamentos
• O Programa Mais Médicos, em sete meses, chegou a marca de 6.658 médicos participantes. Os profissionais do Programa estão presentes em quase 40% dos municípios brasileiros. Eles atuam em 2.166 cidades, além de 28 Distritos Sanitários Indígenas.

• A atuação desses médicos, concentrados no Norte e Nordeste e nas regiões mais carentes e vulneráveis do país, impacta na assistência de 23 milhões de brasileiros. É o maior Programa de provimento de médicos já realizado no Brasil.

• Nesses sete meses, dentro do universo de mais de 6.600 participantes, foram 102 médicos desistentes, entre brasileiros e estrangeiros.

• Até o momento, todos os estrangeiros desligados do Mais Médicos retornaram ao seu país.

• Os motivos para o desligamento desses médicos são variados. Entre os mais comuns estão motivos pessoais e motivos de saúde.

• Dos médicos cubanos, que hoje somam 5.378 profissionais, 80,7% dos participantes do Programa, 22 foram desligados. A maior parte deles (17) por conta de problemas de saúde ou por problemas de saúde de seus familiares. Os outros cinco por motivos pessoais.

• Os desistentes representam 0,1% do total de médicos cubanos que vieram ao país. Os outros 99,9% estão em atividade, atendendo a população brasileira.

• A cooperação com a OPAS prevê a substituição dos médicos que, por qualquer motivo, tenham sido desligados do Programa, evitando que a população dos municípios atendidos fique desassistida.

Sobre o contrato com Cuba
• O contrato para atuação de médicos cubanos no Mais Médicos é realizado entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde, a Opas, braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na América Latina.
• A Opas é uma instituição com mais de 110 anos de existência e reconhecimento mundial. O modelo de cooperação firmado por meio da OPAS é semelhante ao modelo aplicado em mais de 60 países que mantém convênio com Cuba. Entre eles, estão países como Portugal, Itália e França.

• Pelo acordo de cooperação, a OPAS é responsável pela interlocução com o governo cubano e este, responsável pelo repasse do valor aos profissionais.

• O Ministério da Saúde considerou as mesmas condições fixadas pelo edital do Mais Médicos – bolsa de formação e ajuda de custo, por exemplo – para definir o repasse a OPAS.

• Os médicos cubanos têm os mesmos benefícios que os demais médicos participantes, como 30 dias de recesso, moradia e alimentação, além de ajuda no deslocamento para unidades mais distantes.

Sobre o processo de suspensão de Ramona Matos Rodriguez
• A médica cubana Ramona Matos Rodriguez está inscrita no Programa Mais Médicos, como participante do segundo ciclo e alocada em Pacajá, município do Pará.

• O Ministério da Saúde recebeu hoje ofício da Prefeitura de Pacajá atestando, como o próprio documento afirma, “a ausência injustificada por mais de 48 horas” da médica Ramona Matos Rodriguez e pedindo imediata substituição para garantir a continuidade da atenção à saúde da população.

• O Ministério da Saúde está providenciando o desligamento da médica Ramona Matos Rodriguez como preveem as regras do programa. A médica será substituída por outro profissional evitando prejuízos à população de Pacajá.

COXINHAS ME DESMENTIRAM, MAS CAÍRAM DO CAVALO. DE NOVO...

Que coisa feia, Dra. Ramona…Dizer que quer asilo no Brasil só depois de ir à embaixada dos EUA?

5 de fevereiro de 2014 | 17:30 Autor: Fernando Brito
cafezinho
Ainda não apareceu tudo, mais vai aparecer.
A médica cubana do Caiado mentiu ontem descaradamente aos brasileiros.
Não disse que tinha ido, assim que chegou a Brasília, pedir asilo nos Estados Unidos.
(Os Estados Unidos, ao contrário do Brasil, não pagam a Cuba por ter educado uma multidão de médicos de povão, o que falta na terra do Tio Sam. Eles estimulam a fuga de médicos cubanos, concedendo visto de imigração preferencial e usando uma  organização chamada “Solidariedad sin fronteras, que paga uma bolsa de sete mil dólares para os que abandonarem o país e fizeram um cursinho para a revalidação do diploma. Mais barato que formar médico, não é?)
Mentiu também ao dizer que foi a Caiado porque estava sendo perseguida pela Polícia Federal brasileira. Estava – se é que estava – sendo procurada porque desaparecera.
Aliás, a história ainda está mal contada. Agora ela saiu cedo de Pacajá (7h) e foi a Marabá pegar um avião até Brasília.
Neste caso, só pode ter chegado a Brasília no final da tarde de um sábado e, a menos que já tivesse tudo combinado por alguém, não ia ter atendimento na missão diplomática, se é que teve.
A doutora não quer morar no Brasil, está na cara. Muito menos em Pacajá.
Ela quer ir para Miami.
Tem todo o direito de querer.
A dona Ramona pode querer ir morar em qualquer lugar do mundo, por nós, mas não venha de historinha mentirosa  de que policiais brasileiros a estão perseguindo e nem de usar a instituições brasileiras como trampolins para os Estados Unidos, mentindo.
Ninguém a está perseguindo, e a sua situação não precisa de nada além de uma hipótese para ser entendida.
Se um brasileiro entrar na Imigração americana dizendo que  assinou um contrato de trabalho que acha que paga pouco e por isso quer asilo nos EUA o que farão com ele? Convidam ele a sair ou o põe para fora direto, sem mais delongas?
Ainda vai aparecer mais coisa sobre as intenções da Dra. Ramona. Aguardem.
PS. Mais vergonhoso ainda foi o presidente do Conselho Federal de Medicina aplaudir essa manobra e dizer  que ela deve mesmo se asilar em outro país. Então o problema não é sua qualidade médica, mas não fazer concorrência aos médicos brasileiros. Porque o salário de R$ 10 mil que brasileiros recebem no “Mais Médicos”, não é de fome, é?
http://tijolaco.com.br/blog/?p=13429

ALÔ COXINHAS: A FOLHA TAMBÉM MOSTRA A FARSA DA MÉDICA CUBANA!!!

Empresária diz se sentir 'usada' por abrigar médica cubana



Cristina Roberto, 59, dona de um buffet em Brasília, diz ter abrigado a médica cubana Ramona Matos Rodriguez em sua casa, num bairro nobre de Brasília, entre a noite de sábado e terça-feira.
À Folha, Cristina disse que conheceu Ramona e outros cubanos em outubro, quando serviu a alimentação do curso de acolhimento em Brasília, e que manteve contato com alguns deles.
Segundo Cristina, recentemente, Ramona telefonou dizendo que queria ir a Brasília num fim de semana porque se sentia sozinha. A empresária ofereceu sua casa para hospedá-la. Ela diz que Ramona chegou no sábado.
Cristina diz que só percebeu que a cubana havia deixado o programa na segunda, quando a médica foi à embaixada dos EUA.
Editoria de Arte/Folhapress
Ramona teria pedido então abrigo por um mês. A empresária recusou, e a cubana deixou a casa na terça. Segundo Cristina, ela diz ter um "esposo" cubano em Miami e não querer voltar a Cuba.
A empresária, que apoia o Mais Médicos, afirma se sentir "usada" e "indignada" com o fato de Ramona dizer que não sabia das condições do programa.
Ontem, a Folha tentou, sem sucesso, ouvir Ramona sobre o relato de Cristina. A liderança do DEM informou que a médica tem um ex-namorado nos EUA, mas que ela não tinha intenção de deixar Cuba quando chegou ao Brasil para o Mais Médicos.
Agora, ela acredita que corre risco de vida na ilha. 
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/02/1408208-empresaria-diz-se-sentir-usada-por-abrigar-medica-cubana.shtml

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CUBANA NÃO DESERTOU PARA O BRASIL, FOI COOPTADA PELA CIA

Cubana que desistiu do Mais Médicos pede visto aos Estados Unidos



"Fui à Embaixada dos Estados Unidos e apresentei meus papéis", disse à Folha a médica cubana Ramona Matos Rodriguez, 51, que deixou o programa Mais Médicos e se refugiou no Congresso Nacional.
Clínica-geral, ela foi orientada por parlamentares da oposição a não revelar detalhes do contato com a embaixada norte-americana. A Folha apurou, no entanto, que a representação diplomática teria pedido um tempo para dar uma reposta sobre a sua situação.
Sérgio Lima/Folhapress
A médica cubana Ramona Matos Rodriguez, 51, deixou o programa e anunciou na noite desta terça-feira (4) que vai pedir asilo político ao Brasil
A médica cubana Ramona Rodriguez, 51, anunciou que vai pedir asilo político ao Brasil
A ideia seria conseguir um visto para os Estados Unidos –assim como fizeram médicos cubanos que trabalharam na Venezuela, também por meio de acordo com Cuba.
A embaixada foi o primeiro destino da cubana ao chegar a Brasília, no sábado, após deixar Pacajá, no Pará.
Procurada, a embaixada dos Estados Unidos não negou nem confirmou o pedido de visto de Ramona ou de outros profissionais selecionados pelo Mais Médicos.
A MÉDICA
Ramona chegou a Brasília, no sábado, e passou pela Embaixada dos Estados Unidos. Depois foi orientada a aguardar uma resposta.
A médica teve a ajuda de uma amiga para sair de Pacajá de carro no último sábado. Na cidade, ela disse que tinha sido convidada para conhecer a roça de um amigo e que por isso sairia cedo de casa. Por volta das 7h, a amiga a buscou em casa e as duas partiram para Marabá, de onde embarcou em um voo direto até Brasília no mesmo dia. Ao chegar em Brasília, ela foi recebida por outra amiga.
Ela conta que ficou na casa de um amigo esperando uma resposta do governo americano, mas decidiu procurar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) depois que foi informada que a Polícia Federal foi acionada para encontrar informações sobre seu paradeiro e já teria indicações de onde estava.
A médica diz que decidiu abandonar a cidade no sábado e seguir para a capital federal após descobrir que o valor de R$ 10 mil pago pelo governo brasileiro a outros médicos estrangeiros era muito superior ao que ela recebia pelos serviços prestados.
"Em Cuba eu não tinha internet e aqui tem muita informação. Então fiquei sabendo que fomos enganados. Fizeram um contrato para nós prometendo um dinheiro, mas quando vim para cá foi que me deu conta que não era assim", disse.
Ramona mostrou um contrato com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, indicando que não houve acerto entre o Ministério da Saúde e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), conforme o governo brasileiro informou.
Ela alega ainda que ter sido enganada sobre a possibilidade de trazer seus familiares ao país.
Matéria completa em:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/02/1407801-cubana-que-desistiu-do-mais-medicos-pede-visto-dos-estados-unidos.shtml

BRASIL MERECE OPOSIÇÃO MENOS BURRA. COMO EU TENHO DITO...

No Facebook, Jean Wyllys desanca Caiado e “direita burra”
Parlamentar acusa colegas de “cinismo” por chamarem médicos cubanos de “escravos”. De acordo com ele, “Brasil merecia deputados mais preparados intelectualmente”
Por Redação
Sinceramente, eu tenho vergonha seja da burrice, seja da desonestidade intelectual dessa oposição de direita! Vergonha!” (Beto Oliveira / Agência Câmara)
O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) contestou, pelo Facebook, os colegas de Câmara Ronaldo Caiado (PSD) e Domingos Sávio (PSDB) por terem chamado os profissionais cubanos que fazem parte do Mais Médicos de “escravos”. Wyllys se referia às declarações feitas em função do pedido do caso de Ramona Matos Rodrigues, médica de Cuba que alegou ter sido “enganada” ao constatar que outros participantes do programa ganhavam mais do que ela. Abrigada na liderança dos Democratas (DEM), ela terá o pedido de asilo político feito pelo partido no Ministério da Justiça, de acordo com a assessoria da agremiação.
“Caiado e Sávio recuperaram o delírio ou a bobagem de que ‘o Mais Médicos existe para o governo do PT financiar a ditadura cubana’. Querem desmerecer o Mais Médicos por causa de uma suposta “desertora” que teria pedido “asilo” à Liderança do DEM”, criticou Wyllys. Leia abaixo a íntegra do texto do deputado, publicado no Facebook.

Gente, a oposição de direita (DEM e PSDB) aqui na Câmara está enlouquecendo ou caindo de vez no cinismo e na desonestidade intelectual.
Vocês crêem que Caiado (DEM) e Domingos Sávio (PSDB) voltaram a acusar os médicos cubanos do Mais Médicos de “escravos”? Caiado e Sávio recuperaram o delírio ou a bobagem de que “o Mais Médicos existe para o governo do PT financiar a ditadura cubana”. Querem desmerecer o Mais Médicos por causa de uma suposta “desertora” que teria pedido “asilo” à Liderança do DEM.
Sinceramente, eu tenho vergonha seja da burrice, seja da desonestidade intelectual dessa oposição de direita! Vergonha!
O Brasil merecia deputados mais preparados intelectualmente, mas sobretudo merecia uma oposição de direita menos burra e/ou cínica!
http://revistaforum.com.br/blog/2014/02/no-facebook-jean-wyllys-desanca-caiado-e-direita-burra/

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

ESTADOS QUE MAIS CRITICARAM, PEDIRAM "MAIS MÉDICOS": SP E MG

Padilha foi direto ao ponto ao falar dos “legados malditos” recebidos dos tucanos


No balanço dos três anos e um mês como ministro da Saúde, ao deixar o posto ontem, Alexandre Padilha foi direto ao ponto e não poderia ter sido mais objetivo ao lembrar dos “legados malditos” que os governos do PT herdaram em 2003 da era tucana comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) na saúde e em tantas outras áreas da administração do país.
A partir de hoje o ex-ministro passa a dedicar tempo integral à sua candidatura ao governo de São Paulo na eleição de outubro próximo, numa disputa em que tem como principal contendor o tucano Geraldo Alckmin, que tentará a reeleição para ser governador do Estado pela 4ª vez. A entrada de Padilha na disputa garante desde já a realização de um 2º turno em São Paulo, e tudo indica,  condições favoráveis de vencer e desalojar os tucanos do poder que ocupam no Estado há 20 anos.
Alckmin nunca entrou na disputa pelo governo antes em condições tão desvantajosas quanto agora, com companheiros e aliados enfraquecidos por escândalos, rejeitado pelo eleitorado da capital e Grande São Paulo, enfraquecido também no interior segundo indicam as pesquisas de opinião pública e com um governo que é um fracasso e desastre de ponta a ponta em quaisquer áreas que se detenha, seja saúde, seja segurança pública e educação.
Críticos do Mais Médicos, MG e SP foram os que mais solicitaram profissionais
Sem contar o discurso tucano contraditório, como lembrou Padilha em seu pronunciamento de despedida.  Como exemplo disso, o ex-ministro citou o programa Mais Médicos, destacando que Minas e São Paulo, governados pelo PSDB e críticos ferrenhos do programa, foram os Estados que mais solicitaram médicos ao governo federal, apesar do “diagnóstico incorreto de algumas lideranças políticas de São Paulo e Minas Gerais”.
“Um dos seus líderes, por exemplo, deu uma demonstração absoluta de falta de sensibilidade com o sofrimento humano, ao afirmar que não faltavam médicos no Brasil e no seu Estado. Talvez, por não enxergar os que mais precisam no Estado mais rico da nossa federação. Só quem tem acesso a médico num estalar de dedos pode ser contra levar mais médicos para a população que mais precisa”, observou Padilha.
Em dois momentos de sua despedida, Alexandre Padilha recorreu à política nacional dos anos 90, era tucana: ao contrapor recente investimento federal no Instituto Butantan (SP) ao sucateamentos e às privatizações “que vimos ocorrer nos anos 90″; e ao destacar os investimentos da União na produção nacional de medicamentos e produtos para a saúde, em contraposição a “legados malditos, fruto da ausência de uma política industrial nos anos 90″.
Com mais espírito público e “mais curtido”
Além do balanço administrativo, o ex-ministro fez, ainda, um balanço de sua trajetória de vida. Confessou-se honrado com o envolvimento de seus pais, na resistência à ditadura militar e com toda a forma como pautaram a vida, com a “integridade, ética e compromisso” de sua família.
O  ex-titular da Saúde concluiu assinalando sentir-se mais preparado e com mais “espírito público”, após 10 participando da gestão federal do PT. “Preparem-se: volto com o couro mais curtido.” Padilha despediu-se do Ministério da Saúde recitando um trecho de música, também cantado no início da cerimônia: “Me dê licença, que vou rodar no carrossel do destino.”
http://www.zedirceu.com.br/no-balanco-de-sua-gestao-padilha-foi-direto-ao-ponto-ao-falar-dos-legados-malditos-recebidos-dos-tucanos/

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

LEMBRE-SE QUE A MÍDIA É GOLPISTA DESDE 1954. INFORME-SE (II)

Segunda parte do excelente artigo de Beto Almeida, membro do Conselho da Telesur, publicado no sítio Carta Maior:

Em recente encontro promovido pelo Centro Barão de Itararé, conversei longamente com o grande jornalista Beto Almeida.

Jornais apoiaram golpes contra Vargas e Jango

Dez anos depois, em 1964, o golpismo se lançou contra o presidente João Goulart, que havia recebido a Carta Testamento de Vargas, seu herdeiro político preferido, e, por isso mesmo, odiado até a medula pelo Presidente Kennedy  -   que preparou o golpe, embora incensado como democrata até hoje  -   pela cúpula militar e pelos capitalistas do campo e da cidade. Uma vez mais, o golpe recebe apoio disciplinado da mídia, com o apoio de recursos financeiros distribuídos pelos organismos inventados pela Cia para comprar parlamentares, sindicalistas, jornalistas e jornais. Foi o ex-presidente Tancredo Neves quem denunciou que a Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, mais agressivo crítico de Goulart, recebera recursos financeiros da CIA para desestabilizar o governo. Desestabilização da qual fez parte também o Estadão, que publicou o artigo aqui comentado, que tenta naturalizar e eximir de golpismo a oposicionismo impresso.

Como é que “no Brasil não houve nada parecido”? Nós fomos pioneiros, os golpes contra Chávez e  Allende vieram depois. Contra Jango, não foi apenas apoio ao golpe, com editoriais demolindo a imagem de um presidente que possuía 73 por cento de popularidade e pedindo, diariamente  - basta pesquisar  -  a intervenção militar para derrubar este presidente, instalando uma ditadura de 21 anos, mas que ainda deixou seus entulhos autoritários por aí. Foi mais que isto: um governo estrangeiro, EUA,  enviou dinheiro, agentes, combustível, navios e armas para derrubar um governo democrático, Kennedy sugeriu uma invasão militar, Lyndon Jhonson cumpriu a cartilha, e este golpismo foi totalmente  apoiado pelos jornais, entre eles o Estadão. Como é que no Brasil não houve nada parecido? Já houve, em 1954, em 1964, e há, na atualidade, a mesmíssima sintonia editorial para demolir os governos petistas e seus programas. Senão, vejamos: tal como contra Jango,  os jornais não falavam abertamente em golpe militar  -  só quando este sinal veio da Casa Branca  -   agora , também, os jornais não se confessam desestabilizadores  dos governos petistas. Mas, o que estão fazendo é muito diferente de ser apenas jornalismo crítico. A Judith Brito tem razão quando confessa: os meios fazem o papel da oposição que , segundo ela, estaria enfraquecida.

Enfado de governar?

Bucci sugere que “as forças instaladas no governo, como que enfadadas do ofício de governar, começaram a fazer oposição à imprensa”. Seria o governo petista, que até o momento manteve intacta prática de milionária destinação de verbas publicitárias para a mídia em geral que lhe faz oposição, que estaria fazendo oposição à mídia, e não o contrário? Esta prática, segundo o texto em análise, decorreria de um enfado com o exercício do governo.  Como estariam enfadadas as forças governistas se conseguiram, com seus programas sociais, retirar milhões de pessoas da faixa de extrema miséria, reduzir a desnutrição e o trabalho infantil, como reconhecem a UNICEF e a OIT,  ampliar o mercado de consumo, como mostra a CEPAL, criar milhões de emprego com carteira assinada, recuperar a indústria naval demolida na Era da Privataria? Será motivo de enfado ter mudado o perfil da universidade brasileira, por exemplo, a ponto que hoje a UnB possua 40 por cento de matrículas de negros?  

Pesquisa realizada pela BBC apontou o Brasil como o sétimo país mais popular do mundo, à frente dos EUA, que ficam em oitavo lugar, enquanto numa outra enquete, realizada em 48 países, ficou constatado haver  “o sonho internacional de morar no Brasil”, único país latino-americano e dos Brics a ser escolhido pelos entrevistados como destino. Realmente, deve ser muito enfadonho governar um país como este, sendo esta a razão para “a oposição do governo à imprensa”.
 
Dilma Roussef, assim como Lula, demonstra seu elevado compromisso democrático, sem qualquer retaliação ao jornalismo oposicionista sintonizado com o discurso dos partidos oposicionistas. O que não impediu a presidenta de processar  jornalista da Folha de São Paulo, que publicou em destaque, na capa,  uma ficha falsificada como prisioneira no Dops, onde foi torturada no regime militar, apoiado também pelo Estadão. Mas, neste caso, nem estamos falando de jornalismo, mas de fraude, falsificação, é uma outra esfera das nossas leis, né?

Quem estaria desanimado?

Bucci afirma que a crítica ao oposicionismo da imprensa teria por finalidade “inflar o ânimo dos militantes de baixo e para inflar o ego dos militantes de cima”. Será mesmo verdade que o partido que elegeu por três vezes o presidente da república, elegeu a primeira presidenta da história do Brasil, que manteve ao longo destes 11 anos uma robusta popularidade, que lidera as pesquisas eleitorais para o próximo pleito e que foi apontado pelos eleitores como o partido de maior preferência nacional (mais de 30 por cento),  em níveis muito acima do segundo colocado, o PMDB, com 6 por cento, precisaria mesmo inventar um discurso artificial, de oposição à imprensa, para conseguir os objetivos fixados no texto, com uma boa dose de imaginação anti-petista?

Segundo Bucci, o discurso das forças governistas é autoritário e fanatizante e “está assentado em bases fictícias, completamente fictícias”. Será? Os governos petistas organizaram o programa Luz para Todos, permitindo que milhões de brasileiros conhecessem a luz elétrica somente em pleno século 21, mas os benefícios nada fictícios desta política têm sido desconstruídos pela imprensa oposicionista. Como parte do debate democrático, as forças governistas questionam, legitimamente, este modo de cobrir os fatos, o que é logo encarado pelo artigo em exame como “discurso autoritário e fanatizante”. 

Mais Médicos, menos jornalismo

O mesmo Estadão, em editorial,  chegou ao ponto de reduzir o Programa Mais Médicos, que possui elevada aprovação da população mais pobre, a uma caricatura intitulada “Mais Cubanos”, acusando, sem fundamentação alguma,  que o seu único objetivo seria o de financiar Cuba. Com isto, ignora-se, deliberadamente, o altíssimo conceito internacional que a saúde cubana goza em escala internacional, em instituições como a ONU, a OMS, a OPAS, e, também, pela eficiente presença solidária de seus profissionais de saúde, junto com suas vacinas, em mais de 70 países em todo o mundo. Talvez seja este exatamente o problema: junto com os médicos cubanos, instala-se um modelo mais eficiente de medicina  pública, de filosocia social e solidária, com médicos que não são apenas Office-boys da indústria de equipamentos médicos e farmacêutica. Por detrás da rejeição irracional e agressiva de entidades médicas brasileiras aos médicos cubanos, rejeição que atingiu as raias do criminoso racismo, desponta-se o medo da indústria de medicamentos ante a possibilidade de expansão de acordos entre laboratórios estatais de Cuba e do Brasil,  para a produção de vacinas destinadas realmente a uma política pública de saúde em escala internacional, o que ameaça os incalculáveis lucros daquela indústria oligopolista transnacional, vocalizada pelos médicos brasileiros. Brasil e Cuba selaram importantes acordos nesta área de saúde para atuação parceira e solidária no Haiti, na África (vacinas cubanas produzidas no Bio-Manguinhos custam 90 por cento menos que as das transnacionais) e também no Timor Leste. Estas informações nunca são difundidas pelo oposicionismo impresso, impedindo seus leitores de uma correta compreensão sobre as políticas públicas do setor, o que justifica uma queixa democrática por parte das forças governistas, o que nada tem de fanatizante ou autoritário. Ou não são informações relevantes estes acordos entre Brasil e Cuba?


Há  muitos exemplos a elencar, sobre a prática do oposicionismo impresso e seu distanciamento da boa técnica jornalística,  entre eles o daquele super noticiado surto da febre amarela que não ocorreu, o confisco da poupança que não se deu etc.  Mas, tem  sido no plano econômico um dos esforços mais concentrados do oposicionismo impresso para apresentar a economia brasileira como em derrocada generalizada. Critica-se o Pibinho, quando os baixos PIBs dos Eua e da França, com crescimento zero, causaram desemprego de trabalhadores brasileiros em filiais de empresas estrangeiras aqui, quando, no Brasil,  o nível de emprego vem mantendo-se elevado, sendo praticamente algo próximo ao pleno emprego.Enquanto o desemprego se alastra pela Europa, o trabalho infantil cresce nos estados unidos, aqui, o emprego formal avança e os  direitos trabalhistas da Era Vargas, são mantidos e expandidos como na lei da trabalhadora doméstica e no aumento da licença maternidade.
CONTINUA...