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domingo, 13 de abril de 2014

"MENSALÃO" PODE TER REVISÃO EM CORTE INTERNACIONAL

Ex-ministros de Lula e FHC denunciam arbítrios do julgamento do mensalão junto a OEA

13 de abril de 2014 | 12:41 Autor: Miguel do Rosário
A notícia abaixo serve para lembrar que não foram apenas os réus petistas mais famosos que sofreram injustiças. Todos os réus da Ação Penal 470 foram lançados na fogueira da inquisição midiática. O julgamento inteiro foi viciado, por causa de uma pressão midiática nunca antes vista na história brasileira. Não dá nem para comparar às campanhas midiáticas que levaram Getúlio Vargas ao suicídio, em 1964, e os militares a darem um golpe de Estado, em 1964. A campanha do mensalão durou mais tempo e usou instrumentos de informação mais sofisticados.
Ex-ministros de Lula e FHC denunciam julgamento do mensalão em Washington
Por Juliano Basile
Mensalão: ex-ministros denunciam Brasil e STF em Washington
Os ex-ministros da Justiça Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias denunciaram o Estado brasileiro e o Supremo Tribunal Federal (STF) na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, por causa das condenações no mensalão.
Advogados de três ex-dirigentes do Banco Rural, Bastos e Dias entraram com uma petição na qual pedem “tramitação prioritária” do caso, pois há “vítimas presas”. Eles se referiram a Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, que trabalhavam no Rural quando o banco concedeu empréstimos ao PT e autorizou a realização de saques para parlamentares a partir de indicações feitas pelas agências do publicitário Marcos Valério.
Kátia está na Penitenciária Feminina Estevão Pinto, em Belo Horizonte, pois foi considerada culpada pelo STF por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e gestão fraudulenta de instituição financeira. Ao todo, Kátia pegou 16 anos e oito meses de prisão. Salgado foi condenado à mesma pena e está na Penitenciária de Nelson Hungria, em Contagem (MG), junto com Samarane, que teve punição fixada em oito anos e nove meses por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.
Os advogados lembraram que o STF aceitou os embargos infringentes e derrubou a pena de quadrilha a Kátia e Salgado, razão pela qual a condenação final a eles foi reduzida para 14 anos e cinco meses de prisão. Por outro lado, eles reclamaram que essa decisão foi “considerada definitiva e irrecorrível, uma vez que foram esgotados todos os recursos internos na Suprema Corte brasileira”.
Bastos e Dias questionaram o fato de os réus terem sido julgados em instância única, pois foram colocados ao lado de réus com foro privilegiado e só poderiam ser julgados perante o STF. “Embora não tivessem foro por prerrogativa de função, os peticionários foram julgados em instância única perante a Suprema Corte de modo que lhes foi totalmente suprimido o direito ao duplo grau de jurisdição e, portanto, negado o seu pleno acesso à Justiça”, diz a petição de 56 páginas encaminhada à Comissão Interamericana.
Convenção Americana de Direitos Humanos
No documento, eles lembram que o STF remeteu a ação penal contra o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) à primeira instância da Justiça, o que não aconteceu no processo do mensalão com réus que sequer eram deputados ou ministros.
Formalmente, Bastos e Dias alegaram que o STF desrespeitou o artigo 8º da Convenção Americana de Direitos Humanos, que diz que toda a pessoa terá o direito a recorrer de sentença a juiz ou a tribunal superior. Eles questionaram o fato de os réus do Banco Rural terem sido julgados apenas pelo STF, lembrando que o Brasil é signatário da Convenção.
“O que se verifica no feito é o total impedimento, pelo Estado brasileiro por meio de sua legislação, aos peticionários de exercer o seu direito de recorrer de condenações criminais”. Na petição, eles dizem que houve “gritante afronta ao quanto disposto na Convenção Americana de Direitos Humanos”.
Por fim, os advogados também contestaram o fato de o STF determinar a prisão dos três antes do julgamento de seus embargos. Para os advogados, essa situação constituiu uma “anômala e casuística criação jurídica do STF visando ensejar prisões antecipadas nesse caso específico”.
O recurso terá um caminho longo no Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Primeiro, ele será analisado pela Comissão, em Washington, que pode aceitar o caso ou não, para remissão à Corte Interamericana, em San José. A Corte é que fará o julgamento final do caso, o que pode demorar pelo menos dois anos.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=16666

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

REI DO ESGOTO, PRÁ VARIAR, DEFENDE CORRUPTO DE DIREITA...

MENSALEIRO GRÃO-TUCANO QUER JULGAMENTO DIFERENCIADO

sábado, 14 de dezembro de 2013

PSDB NÃO DEFENDE SEUS ACUSADOS DE CORRUPÇÃO. NÃO TEM COMO.


Homens ao mar no PSDB


por Antonio Lassance na Carta Maior
O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg. Seus dirigentes 
continuam dando declarações de que não irão afundar de maneira alguma. Mas a verdade 
é que sentem o frio percorrer a espinha. As más notícias das pesquisas de opinião sobre 
as eleições presidenciais são o de menos. Aquilo que realmente os apavora é o ataque 
sofrido ao que têm de mais caro, Minas Gerais e São Paulo, sua república particular do 
café com leite.
Em 2014, terão pela frente, de um lado, o julgamento do seu próprio mensalão, o original 
e que deu origem à série, no Supremo Tribunal Federal – STF. De outro, sofrerão as in-
vestigações da Polícia Federal sobre o trensalão paulista – denúncia de cartel, superfa-
turamento de obras públicas e pagamento de propina a dirigentes em altos postos de 
comando no governo paulista. Perto do propinoduto dos paulistas, o mensalão mineiro 
é brincadeira de criança.
Sabedores de que têm sérias avarias no casco, já existe um plano B. É simples, curto 
e grosso. Se houver pressão da opinião pública que aprofunde ainda mais a desmoraliza-
ção que já vêm sofrendo, e se não conseguirem suficiente blindagem midiática e do Mi-
nistério Público, terão que sacrificar alguns de seus membros para serem devorados.
Vão, portanto, desovar em alto mar a carga que considerarem podre. Pretendem se livrar 
do peso morto e, ao invés de lançar botes e coletes salva-vidas, o plano dos comandan-
tes é usar megafones para alertar os tubarões, dizendo: “olhem eles ali! Encham o estô-
mago e nos deixem em paz”. Quanto mais forem fustigados, mais carne estarão dispos-
tos a sacrificar.
Eduardo Azeredo e José Aníbal são sérios candidatos a serem expulsos. Ambos são 
considerados figuras isoladas e difíceis de se defender. São os primeiros da fila para an-
dar na tábua. A coisa se complica quando se fala em Aloysio Nunes, que é muito ligado 
a José Serra e a Fernando Henrique. Mas há informações de que a Polícia Federal tem 
documentos suficientes para colocá-lo em péssimos lençóis.
A alta cúpula do tucanato sabe que houve corrupção em larga escala. O que não conta-
va é que isso se tornasse tão evidente. Já se avalia que algumas provas do escândalo 
são incontestáveis e que haverá delatores suficientes para enrascar algumas de suas 
maiores lideranças até o pescoço, com crueza de detalhes.
Na fissura do salve-se quem puder, o PSDB quer evitar a estratégia adotada pelo PT. O 
PT assumiu que houve irregularidades, mas rechaçou peremptoriamente a prática de cri-
mes. Se solidarizou com os acusados e atacou quem os condenou. Os tucanos que es-
tão com os nomes jogados na lama serão abandonados – lama é apenas uma maneira 
de dizer, trata-se de algo bem pior.
O partido que ajudou a envenenar o poço agora vê que não pode reclamar de beber da 
água. A tentativa de se distinguir dos petistas será vendida como um ato de desprendi-
mento em relação aos seus malfeitores. A questão, no entanto, não tem qualquer fidal-
guia.
A acusação mais grave que os petistas sofreram no STF foi a de atentar contra o Es-
tado democrático e o funcionamento das instituições. Segundo o delator, Roberto Jeffer-
son, o dinheiro amealhado teria sido distribuído a parlamentares de partidos para a com-
pra de votos no Congresso – por isso o apelido de mensalão. E os tucanos? O que pode-
rão dizer de um escândalo envolvendo a construção de um metrô que teve, como destino 
final, dinheiro guardado em contas bancárias na Suíça? Não é política. Tem cara, cheiro 
e cor de enriquecimento. Não é poder, é dinheiro. Não é mensalão. É propina.
Os petistas estão indignados e querem seus dirigentes de volta. A condenação de José 
Dirceu, Genoíno e Delúbio uniu até quem passou a vida fazendo oposição a eles dentro 
do PT. Os tucanos estão divididos e querem defenestrar aqueles que foram pegos com 
a mão na massa, pelo menos seus operadores, porque já sabem que deles não podem 
esperar qualquer reciprocidade partidária.
O PT trata seus três mosqueteiros como heróis – o quarto, João Paulo Cunha, está a 
caminho. O PSDB está fazendo sua lista de párias para publicá-la a qualquer momento.
Realmente, são duas coisas completamente diferentes. Enquanto o PT cospe fogo, o 
PSDB se prepara para engolir espadas.
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/homens-ao-mar-no-psdb.html