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domingo, 23 de agosto de 2015

DILMA COMEÇA A VIRAR O JOGO, PELO NORDESTE

O novo timing de Dilma, a mudança de reação no Nordeste e os estereótipos

WALTER SANTOS

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Quem acompanhou a rotina e efeitos da presidenta Dilma Rousseff no decorrer da semana finda pode admitir que, enfim, a chefe do Executivo Federal passou a construir de fato uma agenda positiva em torno de seu mandato, sobretudo porque, sem sua interferência, enquanto ela trata de pautas relevantes, no paralelo graves problemas surgidos na Câmara Federal aliviaram o tom de golpe exercido pelo presidente Eduardo Cunha, cada vez mais enfurecido e frágil a se definhar.
Mesmo assim, só quem pode dimensionar à altura o significado da reversão de imagem e relacionamento de Dilma é quem acompanhou de perto suas últimas agendas no Nordeste – região que a elegeu e está ainda com posição de reprovação, segundo pesquisas – devendo reverter tal situação diante dos últimos fatos registrados.
A presença de Dilma, sexta-feira, em Cabrobó, interior de Pernambuco, inaugurando a primeira fase do projeto denominado de Transposição do São Francisco passou a conviver com reação popular espontânea, que há tempos ela não experimentava. E não era claque partidária, posto que as caras e pessoas em torno da inauguração são na verdade os maiores beneficiários da água boa de beber, agora chegando próxima dos nordestinos do semiárido passando a significar oportunidade de viver melhor.
Foi preciso São Paulo sofrer fortemente com a estiagem e os efeitos da redução dos recursos hídricos para entender a importância de tratar a seca como fator climático a exigir políticas públicas consistentes, como acaba de apresentar ao Nordeste a presidenta Dilma Rousseff. Neste particular, o Governo do PT se consolida com ações concretas enquanto o Governo do PSDB patina sem resolver os problemas da crise hídrica de São Paulo.
Ressalte-se que a importância da obra da Transposição está nos efeitos imediatos numa região que embalava o mesmo coro de reprovação do Governo Dilma, mas que, como denotou a reação popular em Cabrobó e outros estados, a nova agenda de efetivação de obras e serviços tende a construir outro nível de avaliação, aí sim positiva em face dos trabalhos desenvolvidos pela gestão da presidenta.
E tudo isto está longe de subserviência ou desqualificação social de saber escolher seus dirigentes políticos, como insinuam os sectários contra os Nordestinos buscando impingir um estereótipo que está longe da realidade onde, ao contrário, nesses 9 estados no País o que mais se tem é capacidade de resistir às adversidades construindo lutas e condições para desenvolver o País.
Dilma se recupera no Nordeste pela proximidade e exposição concentradas de obras e políticas sociais fundamentais. Mas precisa ir mais longe na retomada dos investimentos nos 9 estados.
https://www.brasil247.com/pt/colunistas/waltersantos/194020/O-novo-timing-de-Dilma-a-mudan%C3%A7a-de-rea%C3%A7%C3%A3o-no-Nordeste-e-os-estere%C3%B3tipos.htm

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

DIA DO ADVOGADO VIRA ATO PELA DEMOCRACIA E CONTRA GOLPE!



DIA DO ADVOGADO

Ato no Largo São Francisco marca defesa do Estado de direito

Data também foi mote de jantar promovido por Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, para o qual convidou ministros do STF, presidentes de tribunais e o presidente da OAB, entre outros
por Eduardo Maretti, da RBA
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© ERNESTO RODRIGUES/FOLHAPRESS
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Aula pública no Largo S. Francisco também foi marcada por vigília pela defesa da normalidade democrática
São Paulo – A Frente #TodosPelaDemocracia realizou na noite de ontem, diante da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, no centro da capital paulista, uma “Aula Magna pública sobre Democracia”. Participaram inúmeros representantes de movimentos sociais, juristas, advogados, militantes partidários e sem partido, sindicatos, centrais sindicais (CUT e CTB) e coletivos. A reunião, aberta ao público na calçada em frente à faculdade, foi realizada em comemoração ao Dia do Advogado. A data marca 188 anos da fundação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em 11 de agosto de 1827.
Os oradores usaram a efeméride para fazer a defesa do Estado democrático de direito, ameaçado pelo que consideram articulações golpistas disfarçadas de legalidade. “Eles não querem aceitar o jogo democrático, querem dar um golpe travestido com o nome de impeachment. Não aceitam a derrota nas urnas”, disse o presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo, Aldimar de Assis,
O presidente do diretório paulistano do PCdoB, Jamil Murad, afirmou que a reunião no centro de São Paulo foi suprapartidária. A frente, disse, aglutinou representantes da sociedade civil comprometidos com a democracia em oposição a “golpistas que se articulam para derrubar a presidenta legitimamente eleita”. “Faz mais de um ano que procuram um motivo (para inviabilizar o governo e a reeleição de Dilma) e não acham.”
A presidenta da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo, Flavia Stefanny, disse que as pessoas se esquecem o que foi o movimento de 1964. “A gente sabe quantos companheiros morreram para que a gente possa fazer essa manifestação em praça pública. Nós não temos medo da ofensiva que estão fazendo. Nossa resposta vai ser mais gente na rua.”
A data também foi o mote de jantar promovido pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, na noite de ontem, para o qual convidou os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, os presidentes de tribunais, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e outros operadores do Direito.
Segundo a Agência Brasil, compareceram ao jantar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e os ministros do Supremo Ricardo Lewandowski (presidente da corte), Luis Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin. Participaram do jantar o vice-presidente da República, Michel Temer, e Cardozo.
No Largo São Francisco, a estudante Ana Lidia Cavalli, ligada ao Centro Acadêmico 11 de Agosto, se manifestou para falar que a sociedade civil “não está feliz com o ajuste fiscal”, mas que os movimentos sociais estão se mobilizando contra “quem está organizando o impeachment” de Dilma Rousseff.
“Esse é um momento que exige muita unidade e muita força. O que a direita quer não é acabar com a corrupção, é acabar com um projeto de 30 anos de construção de esquerda”, disse Diego Pandullo, do coletivo Contraponto.
A ativista Carmem Silva Ferreira, da Frente de Luta por Moradia (FLM), declarou: “Democracia é o que a gente está fazendo aqui. Querem romper um projeto popular, o nosso projeto por qualidade de vida, pelo Minha Casa Minha Vida. Não vamos aceitar golpe. Nós somos a maioria e não podemos deixar isso (um golpe) acontecer. Nós somos mais de 50 milhões de pessoas que votaram (em Dilma)”.
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/08/ato-no-largo-sao-francisco-marca-defesa-do-estado-democratico-de-direito-490.html

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

DILMA, ACLAMADA NA BAHIA, DÁ IMPORTANTE ENTREVISTA

Na campanha, em Feira de Santana, com Rui Costa, recorde de povo.

Dilma agradece do povo baiano em entrevista de rádio
 Escrito por Daniel Pearl Bezerra


A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, concedeu entrevista para um pool de rádios baianas, nesta quinta-feira (09). A entrevista foi conduzida pelo comunicador Mário Kertesz, durante o Jornal Bahia no Ar, e foi transmitida ao vivo pelas emissoras de rádio Líder FM (Irecê), Sociedade AM (Feira de Santana), Grupo Lomes, Regional e Morena (Serrinha), Rede Real (Lauro de Freiras), Digital (Alagoinhas), Jovem Pan e Eldorado (Feira de Santana), Liderança (Cruz das Almas), Pataxos (Itabela), Planalto (Euclides da Cunha), Litoral (Ituberá), Ubatã FM (Ubatã), Cidade (Itapetinga), Regional (Camaca).
Na Bahia, a presidenta recebeu um dos maiores percentuais de votos no primeiro turno, 61,44%, o equivalente a mais de 4,2 milhões de votos válidos. “Isso me prova que o que a Bahia e o Nordeste precisavam era de oportunidades. Nós fizemos um investimento importante em infraestrutura nessa região. Fico muito feliz em ver que a Linha 1 do metrô, da Estação Lapa até Retiro, está funcionando. Mas, eu vou ficar mais feliz ainda quando eu vier aqui inaugurar a Linha 2, até o aeroporto. Eu também acho que a Linha Expressa foi uma grande conquista pra cidade porque ela alivia o trânsito pesado, mas também beneficia todo o transporte de carga até o porto”, citou Dilma.
A presidenta disse que um dos investimentos mais importantes de seu governo no Nordeste foi em relação à segurança hídrica, não só em relação à Transposição do São Francisco, mas obras como a Adutora do Algodão e Sistemas Adutores de Jacobina, na Bahia. “Eu acho que vai ser fundamental para mudar a realidade da região inteira. Nós queremos tornar perenes 1 mil km de rios em todo o Nordeste”, afirmou.
Em Salvador, aclamação popular.

Sobre a reta final das eleições presidenciais, Dilma afirmou estar tranquila, pois confia no voto da população. “Acredito que vão pensar no que é bom pro futuro do País, no que vai conduzir o Brasil para o caminho da prosperidade. Vão fazer um balanço do que foi conquistado nos últimos anos”, disse. “Sempre lutamos pelas conquistas, mas é absolutamente necessário que se lute por mais diretos, mais oportunidades, mais políticas sociais, mais empregos. Estamos chegando aos patamares mais baixos de desemprego nos últimos anos”, continuou.
“Temos que lutar pelas nossas conquistas”, afirmou Dilma, que vê na eleição uma discussão fundamental. “Defendo a apresentação de propostas políticas. Agora, discordo da discussão feita no baixo nível, destilando ódio, que às vezes aparecem. Essa história de dizer que nossos votos são de pessoas ignorantes, mostra simplesmente o preconceito e o desconhecimento. As pessoas não são ignorantes. O povo brasileiro é esperto informado e tem ideias próprias”, defendeu, dizendo que essa é uma visão absolutamente preconceituosa e elitista. “É um desrespeito com a população, é uma fórmula velha que eles têm de tratar a questão. Como não andam no meio do povo, querem desqualificar a qualidade de povo”, continuou.
Mais Educação
Uma das grandes conquistas do Governo Federal nos últimos anos foi o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Em oito anos de governo, o PSDB fez apenas 11 escolas técnicas. Em meu período de governo fiz 208 e no do Lula, foram 214. Acabamos com essa lei anterior de que não se podia construir escola técnica federal. Somando os 12 anos, são 420 escolas técnicas no Brasil todo”, disse a presidenta.
Isso possibilitou a exitosa parceria com Sistema S, para a realização do Pronatec, que fornece, de forma totalmente gratuita, cursos de ensino técnico e qualificação técnica. A proposta de Dilma para o próximo governo é colocar à disposição da população mais 14 milhões de vagas no programa, como uma importante alternativa para o brasileiro poder concluir o ensino médio já com melhores possibilidades de ingressar no mercado de trabalho e de se qualificar para o emprego.
Segundo a presidenta, a Bahia bate recordes no Pronatec, foram 462 mil matrículas. “Beneficia também a classe média, o microempreendedor individual, todo mundo. Além disso, o PROUNI e o FIES garantem o acesso ao ensino superior para milhares de jovens que nunca puderam sonhar em entrar em uma faculdade privada”, afirmou. “Temos foco nos mais pobres, mas fizemos políticas para a classe média ascendente que nós mesmos criamos. Nos governos anteriores o ensino federal foi sucateado”, disse Dilma.
Dilma também defende que o Governo Federal passe a ter corresponsabilidade em relação à segurança pública. “O crime organizado age no Brasil de forma coordenada nacionalmente. Ainda agimos de forma fragmentada. Tivemos um grande êxito na Copa do Mundo, com a criação dos Centro de Controle e Comando, que nos permitiu atuar integradamente, com policias federais, estaduais e as Forças Armadas. Achamos que isso tem que ser mantido, alterando a Constituição, para o governo federal possa se mobilizar solidariamente aos Estados”, ponderou.
Segundo a presidente, essa ação coordenada vai garantir maior proteção nas fronteiras dos estados, que hoje limitam a ação das policias. Integração é essencial. “Acredito que essa coordenação integrada das polícias é imprescindível, única forma de ação forte e consistente contra o crime. Antes do Lul, o Governo Federal lavava as mãos, nós não. Aprendemos com um exemplo extremamente positivo, que foi na Copa. O Brasil pode se livrar do crime organizado”, exaltou Dilma.


Mais Cultura
“Acredito que Cultura é uma das áreas estratégicas para uma nação que está em processo de consolidação de desenvolvimento, se transformando em nação mais rica, com necessidade de olhar para si mesmo”, disse Dilma, que defende a implementação de políticas que incentivem pontos de cultura e que explorem criatividade e capacidade do Brasil.
Para a presidenta, é importante combinar os pontos de cultura com políticas que dizem respeito ao estímulo da produção cultural, como o Brasil de Todas as Telas, que beneficia o setor audiovisual. Com o programa, as TVs a cabo passaram a ter cota mínima para comprar e divulgar a produção nacional. “Há também ações de incentivo à recuperação de cinemas, dos locais de projeção de filmes no interior do País, que tinham praticamente desparecidos. Essa ação é importante não apenas para a projeção de filmes, mas para o convívio da população, que pode usar o espaço para várias atividades culturais”, disse Dilma.
Outra importante aposta do Governo Federal no âmbito da Cultura, foi a criação do PAC Cidades Históricas, que propicia a recuperação de construções com importância histórica no País, como, por exemplo, a Igreja do Bonfim, na Bahia. “Foram R$ 200 milhões investidos só em Salvador dentro dessa linha. O turismo religioso é importante para o Brasil, como o santuário da Irmã Dulce, que atrai milhões de fiéis que reconhecem nela um exemplo e padrão de moralidade, dedicação aos pobres e fraternidade, valores que queremos ver cultivados na sociedade brasileira”, exaltou a presidenta.
Autor: Equipe Dilma Rousseff
http://www.blogdadilma.com/dilma/2415-povo-baiano

terça-feira, 3 de junho de 2014

PSDB ACOVARDOU-SE E NÃO UTILIZOU O RIO SÃO FRANCISCO CONTRA A SECA

O QUE FHC FEZ NA OBRA
DO SÃO FRANCISCO? DESISTIU !

Maior obra hídrica do Brasil, com mais de 10 mil empregos criados, ficou a ver navios com o Príncipe da Privataria


Com mais de 56,6% de avanço nas obras, a transposição do Rio São Francisco ficará totalmente pronta no fim de 2015, de acordo com o Ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira. Já são mais de 10 mil vagas criadas, o que faz da obra não ser só água, ser, também, emprego.

Orçado em R$ 8 bilhões, o projeto foi concebido em 1985 pelo já inexistente Departamento Nacional de Obras e Saneamento, mas chegou a ser planejado no reinado de D. Pedro 2º. 

(Clique aqui para ler “Obra do São Francisco: Chora, Kamel, chora”

E aqui para “Dilma e a seca: saiu do NE e foi para SP”)

A construção, que começou no governo Lula e segue no da Presidenta Dilma, garantirá água para 12 milhões de pessoas, em 390 municípios nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Benefícios que não foram desfrutados pela população do semiárido brasileiro nos tempos de Fernando Henrique Cardoso. E que, provavelmente, não seriam, já que o ex-presidente desistiu da obra, como noticiou a Fel-lha (*) em 2001:



BRASIL EM AÇÃO

Projeto, adiado pela primeira vez por d. Pedro 2º, foi uma das promessas das campanhas de 1994 e 1998

FHC DESISTE DE TRANSPOR O RIO SÃO FRANCISCO


O presidente Fernando Henrique Cardoso desistiu de realizar a transposição do rio São Francisco, uma das suas promessas eleitorais das campanhas de 1994 e 1998. A decisão foi comunicada a assessores e parlamentares, segundo apurou a Folha.

(…)


“Agora não dá”

A decisão de abandonar o projeto da transposição foi transmitida pelo presidente nas últimas semanas a assessores e parlamentares. Nas conversas, o presidente usou como razão a atual seca no Nordeste, que reduziu a vazão do São Francisco para os níveis mais baixos dos últimos 30 anos.

Repetiu o argumento em entrevista publicada na sexta-feira no jornal “Correio Braziliense”: “Transposição, agora, não dá. Não tem água no São Francisco”, disse o presidente.

Na assessoria do Planalto, são enumerados outros quatro motivos para descartar a transposição. O primeiro é circunstancial. Segundo o próprio relatório de impacto ambiental encomendado pela Integração Nacional, a obra pode derrubar em até 10% a produção de energia da Chesf (a central hidrelétrica que utiliza as águas do rio) entre os reservatórios de Itaparica e Xingó.

(…)
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/06/02/o-que-fhc-fez-na-obra-do-sao-francisco-desistiu/

quinta-feira, 13 de março de 2014

PARA MAL DOS CORONÉIS, SÃO FRANCISCO ESTARÁ INTEGRADO EM 2015

Integração do rio São Francisco será concluída em 2015 


O ministro da Integração, Francisco Teixeira, disse nesta quarta-feira (12), em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), que a expectativa é de que todas as obras do Projeto de Integração do rio São Francisco, que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sejam concluídas até dezembro de 2015. 


Agência Senado
O senador Inácio Arruda destacou as 38 ações socioambientais do projeto. “É importante destacar que os seres humanos e o meio-ambiente estão sendo respeitados". 
O senador Inácio Arruda destacou as 38 ações socioambientais do projeto. “É importante destacar que os seres humanos e o meio-ambiente estão sendo respeitados". 
O ministério prevê que 75% das obras serão concluídas até dezembro e que a entrega de 100 quilômetros de canais em cada eixo acontece em dezembro de 2014. Segundo o governo, 55,5% do total previsto já estão concluídos.

“A meta é avançar em média 2% ao mês para que possamos chegar com 75% dessas obras concluídas até o final deste ano, e ficar os 25% (restantes) para o ano seguinte”, disse. O objetivo principal do projeto é garantir água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que é vice-presidente da CDR, elogiou o projeto, que contempla ainda 38 ações socioambientais, como o resgate de bens arqueológicos e o monitoramento da fauna e da flora regionais. “É importante destacar que os seres humanos e o meio-ambiente estão sendo respeitados”, disse o parlamentar. 

O ministro ainda abordou problemas trabalhistas que estão ocorrendo nas obras, inclusive com greves no Ceará, alertando que isso faz parte do regime democrático. O senador Inácio, por sua vez, declarou seu apoio às reivindicações dos trabalhadores. “O Ministério do Trabalho está intermediando as negociações entre o sindicato dos trabalhadores e as empresas para que se chegue a um acordo rapidamente”, anunciou.

Estão em construção canais, aquedutos e barragens naquela que vem sem classificada pelo governo de “maior obra de infraestrutura hídrica do país”. Orçado em cerca de R$ 8 bilhões, o projeto contempla 477 quilômetros de canais (mais do que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), formando os eixos Norte, que vai de Cabrobó (PE) a Cajazeiras (PB), e Leste, com início em Floresta (PE) e término em Monteiro (PB) que conduzirão a água no semiárido nordestino.

As obras incluem a recuperação de 23 açudes, construção de 27 reservatórios, além de nove estações de bombeamento, 14 aquedutos e quatro túneis exclusivos para a passagem de água e empregam mais de 9.200 trabalhadores.

Da Redação em Brasília
Com informações da Ass. Sen. Inácio Arruda

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=237619&id_secao=1