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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

DELEGADOS TUCANOS E A VEJA FABRICARAM O "PETROLÃO"

De onde vêm os factoides

Por Luciano Martins Costa em 13/11/2014 na edição 824
Não há nada mais interessante nos jornais de quinta-feira (13/11) do que a reportagem doEstado de S.Paulo revelando que os delegados federais responsáveis pela Operação Lava-Jato compunham uma espécie de comitê informal do candidato Aécio Neves à Presidência da República enquanto vazavam seletivamente para a imprensa dados do inquérito. A repórter Julia Duailibi teve acesso a perfis restritos do Facebook, nos quais autoridades da Superintendência da Polícia Federal do Paraná agem como os mais fanáticos ativistas da polarização política que marcou a campanha eleitoral. 
O texto não explica como a jornalista teve acesso ao material, nem quando, o que autoriza o leitor a considerar que o jornal podia já saber, na ocasião, que a fonte das especulações publicadas pela revista Veja na véspera da eleição era o próprio núcleo de investigações, atuando a serviço do candidato do PSDB. Segundo o relato, praticamente todos os agentes envolvidos na apuração, inclusive o chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários e a titular da delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos do Paraná, onde estão os principais inquéritos da operação, agiam como cabos eleitorais na rede social.
Entre as manifestações coletadas pela repórter há xingamentos vulgares à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula da Silva, e elogios de todo tipo a Aécio Neves – entre eles uma página em que o ex-governador de Minas aparece em montagem de fotografias na companhia de mulheres atraentes. Nessa página, o responsável pela Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, a quem estão vinculados os delegados empenhados na Operação Lava-Jato, escreveu: “Esse é o cara!”
Os policiais citados participam de um grupo fechado autointitulado Organização de Combate à Corrupção (OCC), cujo símbolo é uma caricatura da presidente da República com dois grandes dentes incisivos e coberta por uma faixa onde se lê: “Fora, PT!” O conteúdo repete factoides, mitos, boatos e todo o arsenal usado durante a campanha eleitoral contra a reeleição da presidente.
Inquérito contaminado
A página inicial da organização ainda pode ser acessada (ver aqui) no Facebook, embora a participação seja exclusiva para inscritos sob convite, e apresenta a OCC como “um instituto de orientação da cidadania, da democracia, da promoção do desenvolvimento econômico e social e de outros valores universais”.
Ela remete ao blog da suposta entidade (ver aqui), onde se desenvolvem campanhas em defesa da ditadura militar, teorias conspiratórias e textos que procuram desacreditar alguns profissionais da imprensa – num deles, os autores expõem os repórteres Gustavo Uribe, da Folha de S.Paulo, e Ricardo Chapola, do Estado de S.Paulo.
A OCC tem todas as características de outra organização de extrema-direita que atuou como força auxiliar da repressão nos tempos da ditadura militar: o CCC (Comando de Caça aos Comunistas) também começou como uma entidade da sociedade civil preocupada com a defesa de supostos “valores universais” e acabou transformado em milícia terrorista, praticando ações extremas como a depredação de uma emissora de rádio, atentados a bomba e o assassinato de um padre católico no Recife.
A reportagem inclui entrevistas com especialistas em Direito Administrativo e Penal para os quais o posicionamento político de delegados na condução de uma investigação pode colocar em xeque a neutralidade e conduzir até mesmo à nulidade de um inquérito. Alguns dos consultados citam a Operação Satiagraha, que levou à destituição e condenação do delegado federal Protógenes Queiroz por vazamento de informações sigilosas. Como se sabe, com essa justificativa a Operação Satiagraha foi esvaziada por decisão do Supremo Tribunal Federal, deixando livre o principal acusado, o banqueiro Daniel Dantas.
A revelação feita pelo Estado de S.Paulo e o que se pode apurar sobre os personagens dessa história compõem um escândalo dentro do escândalo da Petrobras e expõem a perigosa contaminação de toda uma superintendência regional da Polícia Federal por interesses externos ao da atividade policial, o que coloca em dúvida a qualificação de seus agentes para conduzir essa investigação, e, por consequência, de todo o noticiário que se seguiu.
Além disso, revela de onde vêm os factoides utilizados pela imprensa para exercer sua influência em questões importantes para a sociedade brasileira, como a eleição para a Presidência da República.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/de_onde_vem_os_factoides

domingo, 20 de julho de 2014

MENSALEIROS DO PSDB ESCAPAM DA JUSTIÇA, E RIEM DA SUA CARA...

MENSALÃO TUCANO: 
TUDO SOLTO !

Presidente Barbosa, e a legitimidade da Satiagraha ?
Como se sabe, o Presidente Barbosa vai embora – se é que vai mesmo … – e não botou 
para julgar o RE 680967, que legitima a Operação Satiagraha.

Ele falou grosso com o milionário Genoino e fino com o pobrezinho do Daniel Dantas.

Com os petistas, o Presidente Barbosa embrulhou tudo numa mesma denuncia e botou 
eles todos na cadeia – só se salvou o Gushiken, que foi devidamente executado pelo PiG, 
antes.

E o PiG jamais os chamou de “mensaleiros”…

Agora, como demonstra o Miro Borges, os mensaleiros tucanos estão livres como 
siriema no cerrado:

O “MENSALÃO TUCANO” ESTÁ MORRENDO



Por Altamiro Borges

Aos poucos, todos os envolvidos no escândalo do “mensalão tucano” – que a mídia 
insiste em chamar de “mensalão mineiro” – vão escapando de qualquer 
possibilidade de punição. Diferente dos fuzilados no midiático julgamento 
do “mensalão do PT”, nenhum deles deve ir para a cadeia. Nesta semana, o 
senador Clésio Andrade (PMDB-MG), outro réu no caso, renunciou ao seu 
mandato como artifício para abortar a conclusão do seu julgamento, em lenta 
tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele alegou motivos de 
saúde, mas até a Folha denunciou, em editorial na quinta-feira (17), a 
“nova manobra tucana”. Caberia perguntar por que o jornal nunca deu 
manchete ou apurou seriamente este escândalo.

O diário da famiglia Frias – ativo porta-voz do tucanato – até lembra que 
“Clésio repetiu a estratégia adotada pelo ex-deputado Eduardo Azeredo 
(PSDB-MG), que abdicou de seu mandato em fevereiro. Abandonando a 
função, eles deixam de figurar na lista das autoridades que, segundo 
a Constituição, devem ser julgadas pelo STF. O objetivo é transferir 
o processo para a primeira instância da Justiça, onde o amplo repertório 
de recursos permite que a análise do caso se estenda. Faz parte desse cálculo 
a expectativa de eventual prescrição dos crimes”. Em outras palavras, os 
envolvidos no milionário esquema de Caixa-2 do PSDB de Minas Gerais vão 
escapando de qualquer punição.  

O empresário do ramo de transporte Clésio Andrade foi vice-governador de 2003 
a 2006, na gestão de Aécio Neves. Na época, ele era filiado ao PFL – atual DEM. 
Antes de chegar ao governo, ele se tornou sócio da agência de publicidade de 
Marcos Valério. “Essa associação tornou-se peça central da engrenagem do 
mensalão tucano, que, segundo a Procuradoria-Geral da República, 
envolveu empréstimos fraudulentos, lavagem de dinheiro e desvio de verbas 
estatais com vistas a financiar a campanha de Eduardo Azeredo ao governo 
de Minas, em 1998”, explica a Folha. O jornal apenas deixou de informar 
que o esquema também bancou as campanhas de Aécio Neves e FHC, segundo 
confissão de Eduardo Azeredo.

O mensalão tucano é considerado o precursor do mensalão petista, a partir 
da engrenagem montada pelas agências de publicidade de Marcos Valério. 
Até hoje nada foi apurado com rigor. O Poder Judiciário, conhecido por seus 
vínculos com o tucanato, posterga o julgamento do caso. Já a mídia privada – 
aqui conhecida como PiG (*), PHA – blinda os tucanos envolvidos. Eles não 
aparecem nas manchetes dos jornalões, não merecem as críticas ácidas dos 
colunistas da tevê e nem são alvos da caçada implacável do tal “jornalismo 
investigativo” – sempre tão seletivo nas suas pautas. Graças a estas 
cumplicidades, todos os envolvidos no “mensalão tucano” ficam impunes. 
Clésio Andrada era o único réu do caso que ainda tinha o processo tramitando 
no STF. 
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/07/19/mensalao-tucano-tudo-solto/

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

2014 COMEÇA COM LIVRO-BOMBA SOBRE DANIEL DANTAS. E SERRA APARECE...

Livro-bomba sobre banqueiro 

Dantas traz mensagem enigmática

publicado em 18 de dezembro de 2013 às 17:19

Rubens Valente, o autor
por William Novaes, da Geração Editorial
Acabei de receber da gráfica os bonecos do próximo lançamento Operação Banqueiro – 
Uma trama brasileira sobre poder, chantagem, crime e corrupção. A incrível
história de como o banqueiro Daniel Dantas escapou da prisão com apoio do Supremo
Tribunal Federal e virou o jogo, passando de acusado a acusador, do jornalista Rubens
Valente.
Os exemplares devem chegar na editora no dia 06/01. Vamos sair com uma tiragem
inicial de 20 mil exemplares.
O exemplar tem 464 páginas e custará R$ 44,90.

Trecho inédito, página 410:
Não se sabe exatamente a reação de Serra, ou de quem recebeu a “vacina”, mas
ela parece ter sido bastante negativa. Porque logo depois (Roberto) Amaral enviou a
Dantas, “para ler e rasgar”, a cópia de um e‑mail que ele disse ter enviado a Serra para
protestar contra a suposta reação do tucano. Nessa mensagem, Amaral fez uma declara-
ção enigmática:
Dantas teria um crédito, um grande crédito, embora poucas pessoas soubessem disso.

Reprodução do e-mail interceptado pela PF, que consta no Processo da Opera-
ção Sathiagraha:

Recebi seu recado lido por amigo comum. Aviso‑lhe: não mais mande‑me (sic) recados
neste tom: acho que você estava fora de si quando mandou esta infeliz mensagem.
Não sou lambe‑cu acanalhado ou acarneirado. Você sabe disso. Já fiquei seis anos sem
falar com você e, se necessário, fico mais vinte. Não sou Roseana ou Sarney. Você
precisa de mim e eu não preciso de você. Você vá ser acavalado, acerbo, com quem
tem obrigação de aguenta-lo. Quanto à sua bizantina observação sobre D [Dantas], devo
dizer‑lhe:
você não sabe de nada — nada mesmo. Ponha isto na sua cabeça.
Ele é credor, grande credor. Eu e duas pessoas sabemos disso. Não seja encegueira-
do e não se deixe embair pelo pequeno Sérgio Andrade [...] Cópia deste vai para a Pessoa.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/livro-bomba-sobre-banqueiro-dantas-traz-
mensagem-enigmatica.html

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

IMPRESSIONANTE! NASSIF DESNUDA O ESQUEMA DO PROCURADOR-SERRA!!!

Rodrigo de Grandis, que escondeu mais este escândalo do PSDB

A enrascada em que se meteu o procurador da República Rodrigo De Grandis se deve à sua aposta na blindagem errada: julgou que o PSDB fosse um todo homogêneo e não se deu conta de que a blindagem da mídia beneficiava exclusivamente o grupo ligado ao ex-governador José Serra.
A primeira prova de fogo de De Grandis foi a Operação Satiagraha. Nela, os principais atores - juiz Fausto De Sanctis e delegado Protógenes Queiroz - foram alvos de uma campanha implacável – da mídia, como um todo, reforçada pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.
De Sanctis e Protógenes mostraram estrutura psicológica para resistir ao massacre a que foram submetidos. De Grandis encolheu-se, assustou-se.
Quando a Satiagraha recrudesceu,  seus parceiros apontavam para seu pouco entusiasmo, o desagrado de ser interrompido em alguma festa para tomar alguma medida urgente, a demora em responder a algumas questões, nada que o comprometesse mas que já demonstrava seu desconforto de enfrentar empreitada tão trabalhosa - que, para procuradores mais vocacionados, poderia ser o desafio da vida.
Definitivamente, De Grandis não tinha a estrutura psicológica e a vocação dos que se consagraram no combate ao crime organizado, como os procuradores Vladimir Aras, Raquel Branquinho, Luiz Francisco, Celso Três, Janice Ascari e Ana Lúcia Amaral - firmes e determinados, alguns até o exagero, como várias vezes critiquei.
O convite inacreditável a Mainardi
Na primeira vez que foi alvo de ataques, De Grandis arriou.
Ocorreu quando o colunista de Veja Diogo Mainardi avançou além da prudência e anunciou que entregaria pessoalmente ao juiz da Operação Chacal (na qual Dantas era acusado de grampear adversários e jornalistas) o relatório da Itália sobre as escutas da Telecom Italia.
Titular do caso, a procuradora Anamara Osório reagiu e publicou nota no site do Ministério Público Federal de São Paulo alertando que se tratava de um jogo de Dantas para contaminar o inquérito. Sem noção, Mainardi partiu para ataques destrambelhados contra os procuradores. Depois, caiu a ficha e entrou em pânico.
Dias depois, foi recebido por De Grandis, através da intermediação de um colega de faculdade ligado à ex-vereadora Soninha - do grupo de Serra. Foi um encontro surpreendente. Numa ponta, um colunista assustado – conforme algumas testemunhas do encontro -, quase em pânico, querendo desfazer a má imagem perante os procuradores. Na outra ponta um procurador assustado, querendo desfazer a má imagem junto à mídia.
Foi provavelmente ali que De Grandis sentiu a oportunidade de se aproximar dos detratores e proteger-se do fogo futuro. Convidou Mainardi para palestrar em um encontro social de procuradores, avalizando - perante a classe - a conduta de um dos principais suspeitos de atuação pró-Dantas.
Só não ocorreu o encontro por falta de agenda de Mainardi.
As mudanças na atuação
A partir daquele episódio, surgem os sinais mais nítidos da aproximação de De Grandis com o grupo Serra.
Quando a Operação Satiagraha foi anulada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), De Grandis recorreu, como não poderia deixar de fazer, mas chamou a atenção sua indiferença contra uma medida que comprometia o que procuradores mais vocacionados considerariam o trabalho de sua vida.
Tempos depois, recusou pedido da Polícia Federal para indiciar o vereador Andreá Matarazzo - também do grupo Serra. Devolveu o inquérito solicitando mais informações para tomar sua posição.
Poderia ser apenas rigor técnico, não fossem os fatos posteriores.
Foi apanhado no contrapé quando a revista IstoÉ mencionou os pedidos de procuradores suíços para atuar contra suspeitos do caso Alstom - dentre os quais José Ramos, figura-chave da história. Alegou ter esquecido o pedido em uma pasta errada. Agora, a Folha informa que o próprio Ministério da Justiça enviou três cobranças, os procuradores paulistas também o questionaram, e nada foi feito.
O erro de avaliação
Há vários pontos a explicar seu comportamento.
O primeiro, o da análise incorreta do benefício-risco.
A Satiagraha revelou, em sua amplitude, o risco de atuar contra pessoas próximas a Serra. Se fosse a favor, haveria blindagem. E a comprovação foi o próprio comportamento do ex-Procurador Geral da República Antônio Fernando de Souza. Ele retirou da AP 470 o principal financiador do mensalão – as empresas de telefonia controladas por Dantas -, escondendo dados levantados pelo inquérito da Polícia Federal. Foi premiado com contratos milionários da Brasil Telecom, e continuou vivendo vida tranquila.
Antes disso, o mesmo Antônio Fernando anulou a Operação Banestado, em uma atitude escandalosa que não mereceu uma reação sequer da corporação dos procuradores, menos ainda da mídia.
Depois, o ativismo político de Roberto Gurgel, comprometendo a imagem de isenção da corporação e garantindo aos inimigos, a forca, aos aliados, a gaveta.
Com tais exemplos, De Grandis deve ter apostado que, ficando longe dos esquemas tucanos, seria poupado pela mídia.
A falta de informação lhe custou caro.
A blindagem da mídia abrange exclusivamente o esquema Serra - uma estrutura complexa que passa pelo banqueiro Daniel Dantas, por Verônica Serra, por lugares-tenentes como Andrea Matarazzo, Gesner de Oliveira, Mauro Ricardo, Hubert Alqueres (e seu primo José Luiz), antes deles, por Ricardo Sérgio, Vladimir Riolli, pelos lugares-tenentes que levou ao Ministério da Saúde, pelos esquemas de arapongagem.
Não entram na blindagem outros grupos tucanos, como o do governador paulista Geraldo Alckmin ou os mineiros de Aécio. Pelo contrário, não poucas vezes são alvos de fogo amigo.
Ao não se dar conta dessas nuances, De Grandis se expôs.
Agora ficou sob fogo cruzado do PT e no grupo de Serra.
O PT, para atingir o PSDB; o grupo de Serra para fornecer mais elementos para Dantas anular a Satiagraha no Supremo Tribunal Federal. O primeiro grupo ataca De Grandis da Operação Alstom; o segundo, o De Grandis que não mais existia, da Satiagraha.
O anacronismo da gestão Gurgel
Some-se a tudo isso o anacronismo burocrático da gestão Gurgel.
O MPF padece do mesmo vício do jornalismo: as tarefas principais, a linha de frente das investigações são entregues a procuradores ou repórteres novatos. Quando ganham experiência, procuradores são promovidos e limitam-se a dar pareceres; e repórteres tornam-se editores.
O burocratismo de Gurgel não criou nenhuma estrutura intermediária, com procuradores mais experientes coordenando, orientando e fiscalizando a atuação da linha de frente.
Agora, o novo PGR, Rodrigo Janot, montou essa estrutura intermediária, nomeando procuradores experientes para essa função.
O episódio traz inúmeras lições.
A principal delas são os efeitos deletérios sobre o trabalho dos procuradores, quando submetidos ao jogo de interesses da mídia.
Recentemente, o MPF de São Paulo montou um seminário apenas com representantes da velha mídia, para falar das relações entre eles. Houve loas à liberdade de imprensa, ao apoio que a mídia dá a escândalos mesmo que não devidamente apurados pelo MPF, a celebração da amizade – que já feriu tantos direitos individuais, pelo hábito da escandalização.
Em nenhum momento entrou-se nos temas centrais: a influência deletéria dos interesses econômicos na cobertura jornalística; a maneira como essa submissão à mídia inibe ou pauta o trabalho de procuradores; o novo papel das redes sociais, como freio e contrapeso aos interesses corporativos.
Quem sabe, comecem a acordar para os novos tempos.