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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PROFESSORA DE MG RESPONDE A GROSSERIA DE TUCANO FHC

FHC chama professores de incompetentes e professora responde em carta. Leia!


FHC chamou professores de "coitados" e disse que quem não tem capacidade para virar pesquisador, vira professor. Eis que uma professora de Ouro Preto responde:

Senhor doutor Fernando Henrique Cardoso, boa noite.

Gostaria de expor para o senhor um importante ponto: eu OPTEI por ser professora (isso mesmo, foi uma opção). Não sou uma profissional frustrada, visto que eu gosto de lecionar. Claro que as condições mineiras não são boas para isso, mas não há como se calar o que é uma paixão - sim, paixão. 

Eu poderia ter feito outras graduações, assim como os meus colegas professores e, mesmo assim, optamos por fazer licenciatura.

Se para o senhor o professor é um coitado, que não consegue produzir e apenas reproduz, fica aqui o meu maior repúdio. O maior que eu poderia demonstrar no momento. E digo que, por pessoas como o senhor, a cada vez menos pessoas ingressam em licenciaturas. Por pessoas como o senhor, e como o seu companheiro de partido, que governou o meu estado e deixou diversas cicatrizes nos âmbitos de trabalho estadual aqui, o incentivo é quase inexistente. 

O desânimo é algo que também pode ultrapassar uma paixão, sabia?

Peço muito que os "coitados" não sejam extintos, pois um país sem professores não seria o melhor dos países.

Atenciosamente,
Bárbara Carneiro Filgueiras.
http://plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=82182

sexta-feira, 6 de junho de 2014

PSDB DE ALCKMIN QUER QUE POBRE FIQUE FORA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA!

A MERCANTILIZAÇÀO DA USP


Conversa sobre mensalidades em universidades publicas

está de volta -- quando aumenta entrada de pobres. Por 

que será?

Paulo Moreira Leite
Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente 
em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher 
que Era o General da Casa".
A descoberta de que duas décadas de gestão tucana levou a USP a descer a 
ladeira nas avaliações acadêmicas levou nossos coxinhas e playboys a acionar 
sua ideia fixa: privatizar a maior, mais tradicional e mais influente universidade 
do país.
 O professor Wanderley Guilherme escreveu certa vez que a elite brasileira só 
tem um ponto de convergência política: revogar a CLT.
 Poderia acrescentar outro: cobrar mensalidades de quem estuda na USP e 
demais universidades públicas. 
 O argumento é conhecido. Já que alunos de familias com dinheiro e maior 
acesso a cultura tem mais facilidade para ingressar em universidades públicas,  
o ensino gratuito nessas instituições nada mais é do que uma forma inaceitável 
de privilégio, que deveria ser abolido sem demora. Seria uma imoralidade.
 Houve uma época na qual, para ilustrar seu pensamento, essa turma costumava 
contar o número de carros nos estacionamentos da Cidade Universitária, num 
exercício vergonhoso de impressionismo para quem pretende fazer uma 
discussão séria.
 Já lembrei neste espaço, mais de uma vez, que as estatísticas da FUVEST 
demonstram que o acesso de famílias de renda mais baixa à  maioria dos 
cursos da universidade é muito maior do que se imagina. Se há cursos onde 
a porta de entrada é muito estreita – como Engenharia, Medicina – na 
maioria das faculdades o determinismo social é menos importante do que 
se acredita para definir quem entra e quem fica de fora. Vale o desempenho 
escolar. Com uma competência muito maior do que a arrogância presunçosa 
de muitos habitantes de bolhas nobres consegue imaginar, os pobres e até 
muito pobres conseguem seu lugar. 
Este processo, bastante antigo, foi reforçado em anos recentes pelas políticas 
públicas que garantem acesso especial a estudantes da rede pública.
 Do ponto de vista político, a cobrança de mensalidade ajuda a transformar 
as univer$idade$ num clube onde só entra quem pode ficar $ocio. Elas perdem 
o carátér de estabelecimento público, de todos os cidadãos, para ter ares de 
um universo à parte, exclusivo. Alguém acha isso bom para o país?
Ao tentar debater mensalidades, coxinhas e playboys tentam fugir do debate 
necessário: será que os habitantes do patamar superior da pirâmide tem dado 
sua contribuição -- em $$$ -- pelo desenvolvimento do país? Será que 
retribuem numa medida razoável, quando se considera aquilo que usufruem 
do país? Que tal pensar nas grandes fortunas? Nas heranças? Ou em alíquotas 
de imposto de renda adequadas, capazes de diferenciar salários médios e altos 
de rendas milionárias? 
 O pior é que, na prática, a cobrança de mensalidade não gera nenhum 
benefício social nem ajuda a diminuir qualquer tipo de privilégio. É uma 
forma – descarada ou enganosa, conforme o olhar interessado – de restaurar 
a elitização do ensino público de qualidade. Ou seja: já que os pobres estão 
conseguindo entrar nas universidades do Estado, é preciso arrumar um jeito 
de colocá-los em seu devido lugar, isto é, do lado fora. É disso que se trata.  
 Vamos aos números: universidades como a PUC paulista, por exemplo, que 
tem direito a diversas formas de auxílio e beneficios do Estado, cobram 
R$ 2000 mensais de seus alunos de Direito. Em outras escolas, como a FGV, 
a mensalidade chega a R$ 4 000. Num país onde o salário médio encontra-se 
em torno de R$ 1900, pode-se imaginar quem poderá pleitear uma vaga. E 
se você acredita na fantasia das bolsas para os mais carentes, lembre-se 
que, por definição, elas são limitadas pelo valor e pelo volume de 
beneficiados, sob o risco de comprometer o orçamento final. Você sabe 
como é. 
O argumento de que faltam recursos para saúde pública e ensino básico,  
e por isso seria razoável sacrificar o ensino superior, é tão vergonhoso 
que sequer deveria ser pronunciado.
Vivemos num país onde os pobres pagam a maioria dos impostos e nada 
mais justo que possam usufruir dos benefícios que eles podem gerar – 
como uma universidade pública, de qualidade, para seus filhos e seus 
netos. Mesmo que o acesso não seja amplo como o desejável, a criação 
de qualquer obstáculo a seu ingresso é vergonhosa e moralmente 
inaceitável.
 http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/366774_A+MERCANTILIZACAO+DA+USP

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

URUGUAI TRIPLICA ALUNOS DE PORTUGUÊS E INGLÊS, NA INFÂNCIA

100 mil alumnos de escuelas públicas


 estarán aprendiendo una segunda lengua,


 el triple que en 2011

En el año lectivo que comienza el próximo marzo, serán unos 100.000 alumnos los que 

estarán aprendiendo inglés o portugués en las escuelas públicas del Uruguay. También 

se incrementará el número de docentes encargados de impartir estos conocimientos.

Lunes 13 de enero de 2014 | 01:03

También se incrementará el número de docentes encargados de impartir estos conocimientos.
Mediante un comunicado de prensa liberado esta semana, el Consejo de Educación Inicial 
y Primaria (CEIP) aseguró que en 2014 serán más de 100.000 los niños que estarán 
aprendiendo una segunda lengua en las escuelas de Uruguay.
“Con la proyección de crecimiento que tiene previsto el CEIP, en marzo de 2014, serán 
282 escuelas que tendrán inglés y 78 las que tendrán portugués. En este caso, los car-
gos docentes serán 445 para la primera lengua y 144 para la segunda, alcanzando a 
90.000 alumnos con inglés y otros 15.000 con portugués” dice el comunicado que 
puede ser visto en la web de la CEIP.
Este incremento en la cantidad de alumnos que estarán aprendiendo una segunda len-
gua, se encuentra dentro del marco del Programa de Segundas Lenguas y Lenguas Ex-
tranjeras, que desde 2011 viene implementando el CEIP.
El crecimiento queda en evidencia cuando se contemplan las cifras, ya que según el 
CEIP en 2011 eran solo 36.000 los niños a quienes se les enseñaba inglés o por-
tugués en las escuelas.

“Racionalización de los recursos de primaria”

El comunicado además confirma la extensión del Proyecto Ceibal Inglés a 2.000 grupos 
nuevos, mediante el cual se calcula que otros 50.000 niños podrán acceder al idioma in-
glés a través de videoconferencias con profesores a distancia.
En comunicación con la Secretaría de Comunicación del Poder Ejecutivo, el director ge-
neral del CEIP, Héctor Florit, explicó que el crecimiento en la cantidad de alumnos que 
recibirán una segunda lengua,se debe a la “racionalización de los recursos que 
disponía primaria”.
“Como director de primaria aspiraría a que todos los alumnos de las escuelas públicas 
tuviesen inglés remoto una vez por semana, e inglés presencial en algunas oportunida-
des semanales, tomando de cada una de las dos modalidades, las fortalezas más rele-
vantes”, explicó Florit a la Secretaría de Comunicación.
Por último, en el comunicado de la CEIP se advierte que también se enseñará el idio-
ma italiano en 72 escuelas, correspondiendo a unos 3.400 alumnos. Esto se debe 
a un convenio que recientemente han firmado el CEIP y el CASIU (Centro Assistenza Sco-
lastica Italia Uruguay).
El idioma portugués, se estará impartiendo en las escuelas de los Departamen-
tos que tengan frontera o se encuentren cerca de Brasil, siendo estos Rocha, 
Treinta y Tres, Cerro Largo, Tacuarembó, Rivera y Artigas.

sábado, 13 de agosto de 2011

QUEM NÃO LÊ NÃO SABE PENSAR


Universitários brasileiros leem apenas de 1 a 4 livros por ano, revela Andifes

Dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior mostram que 23% dos alunos da Universidade Federal do Maranhão não chegam a ler 1 obra por ano, enquanto apenas 5,5% leem mais de 10 títulos no período

13 de agosto de 2011 | 0h 00
Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA
UFRGS-1/7/2011
UFRGS-1/7/2011
Ávidos por leitura. Cerca de 23% dos alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul dizem que leem mais de 10 livros por ano; pesquisa nacional foi feita com 19,6 mil pessoas
Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), 23,24% dos estudantes não leem um livro sequer durante o ano. De uma forma geral, a maioria dos universitários brasileiros não vai muito além disso: lê, em média, de uma a quatro obras por ano. É o que revela levantamento exclusivo feito pelo Estado a partir de dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Numa realidade diametralmente oposta, os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) são ávidos por leitura: 22,98% deles leem geralmente mais de dez livros por ano. No Maranhão, um dos Estados mais pobres do País, esse índice é de apenas 5,57%.
No início do mês, a Andifes divulgou pesquisa feita com 19.691 estudantes de graduação de universidades federais de todo o País, apresentando números consolidados do panorama nacional. A partir do cruzamento de dados, foi possível mapear e distinguir os cenários regionais no tocante a hábitos de leitura, frequência a bibliotecas, domínio de língua inglesa e uso de tabaco, álcool, remédios e drogas não lícitas.
A UFMA, que lidera o ranking dos universitários que não leem nada, ficou em quarto lugar entre os menos assíduos à biblioteca da universidade - 28,5% dos graduandos não a frequentam. O primeiro lugar nesse quesito ficou com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): metade de seus alunos esnoba o espaço.
"O aluno não vai à biblioteca porque não tem acesso a livros ou porque não está estudando? Não sabemos por que ele não vai, mas devemos pensar", afirma o coordenador nacional do Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), Valberes Nascimento. O curioso é que a taxa de frequência a bibliotecas é relativamente alta no País: mais da metade das universidades tem índice superior a 80%.
Inglês. A média nacional de bom inglês entre universitários é de 38,31%. Das 56 universidades cujos dados foram levantados pelo Estado, a que apresentou o menor índice de domínio do idioma foi a federal do Acre (Ufac), onde apenas 8,42% dos graduandos se consideram em um nível adequado de inglês. Os números também são muito baixos na federal do Recôncavo da Bahia (8,54%), da Fronteira Sul (9,40%), do Amapá (9,97%) e na federal de Rondônia (14,77%). 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

FACULDADES FORMAM ADVOGADOS SEM NÍVEL, DIZ OAB


Por Isis Brum, no jornal O Estado de S. Paulo:
De 610 escolas de Direito do País, 90 não tiveram nenhum aluno aprovado no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No Estado de São Paulo, onde estão 17 dessas instituições, apenas a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovaram mais da metade dos bacharéis que fizeram a prova.
Aplicado em dezembro, o terceiro exame unificado da OAB teve os piores índices da história da entidade: apenas 9,7% dos candidatos que fizeram a prova foram aprovados. Em São Paulo, a taxa foi um pouco superior, 11,2%, diz Edson Cosac Bortolai, vice-presidente da Comissão Nacional do Exame de Ordem.
A Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, da USP, lidera o ranking paulista, com aprovação de 63,4% dos 301 que participaram do exame. Em seguida está o curso da Unesp, em Franca, interior de São Paulo, que teve 60,7% dos 84 candidatos considerados aptos.
Abaixo delas, nenhuma outra instituição conseguiu aprovar metade dos estudantes inscritos, caso de escolas particulares tradicionais. A Faculdade de Ciências Econômicas de Campinas (Facamp) obteve o terceiro melhor desempenho no Estado, com aprovação de 44,4% dos alunos. Depois aparecem a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com 42,60%; a Escola de Direito de São Paulo da Getúlio Vargas, com 42%; e, ocupando a sexta posição, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, com 36%.
Apesar de ser a primeira colocada do Estado, a USP está na quarta posição no ranking das escolas que mais aprovaram. No topo da lista aparece a Universidade de Brasília (UnB), seguida por duas federais de Minas Gerais: Universidade Federal de Juiz de Fora e Universidade Federal de Minas Gerais. Em geral, as instituições públicas alcançaram os melhores resultados.
“Hoje, podemos aferir como vai o ensino jurídico no Brasil. E o que temos é de baixa qualidade”, diz Ophir Cavalcante, presidente da OAB. “Espera-se que o Ministério da Educação seja mais rigoroso com os critérios de abertura e reconhecimento de cursos.” Segundo ele, são oferecidas no País 651 mil vagas em Direito todos os anos. Cavalcante quer que o MEC acompanhe as faculdades com baixos índices e estabeleça metas, sob risco de punição com redução de vagas e suspensão de cursos.