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sábado, 11 de julho de 2015

CRUCIFIXO DA BOLIVIA AO PAPA FOI FEITO POR JESUÍTA COMO FRANCISCO

Pe. Lombardi explica origem de cruz entregue ao Papa por Evo

2015-07-09 Rádio Vaticana
La Paz (RV) - O Diretor da Sala da Imprensa da Santa Sé e da Rádio Vaticano, Padre Federico Lombardi, confirmou que a cruz entregue ao Papa pelo presidente Evo Moráles foi criada pelo padre jesuíta espanhol Luis Espinal Camps - assassinado por paramilitares durante a ditadura na Bolívia, em 1980, a quem Francisco rezou em memória no local da morte.
Pe. Lombardi disse que a cruz não deve ser encarada como uma ideologia e sim “como um sinal de diálogo muito aberto com todos para a liberação e o progresso da Bolívia”, na época da ditadura.
“Não era um símbolo conhecido, nem mesmo entre os jesuítas. Porém, vem de Padre Espinal, isso é certo”, acrescentou Pe. Lombardi.
“O Papa Francisco não conhecia a obra, acredito”, finalizou Padre Lombardi. (RB)
(from Vatican Radio)

terça-feira, 7 de julho de 2015

CATÓLICOS TAMBÉM TÊM O SEU MALAFAIA (O DA ROLA...)

Quem é e para que serve o padre Paulo Ricardo, o Malafaia da Igreja Católica. Por Kiko Nogueira



O religioso e seu ídolo Olavo de Carvalho (à esq.) mostram como enfrentar os comunas
O religioso e seu ídolo Olavo de Carvalho (à esq.) mostram como enfrentar os comunas

O padre Paulo Ricardo é a resposta da Igreja Católica ao pastor Silas Malafaia.
Calvo, sempre de batina, a cara do Salaminho da dupla com Mortadelo, menos histérico e mais culto que Malafaia — o que não quer dizer muita coisa, convenhamos –, PR daria orgulho a Torquemada pelo reacionarismo e pela pregação paranoica anticomunista e antipetista a que submete seu rebanho.
PR é da Arquidiocese de Cuiabá, onde trabalha (“trabalha”) como vigário judicial. No caprichado site oficial com seu nome, lê-se que nasceu em Recife em novembro de 1967. Aos 11, mudou-se para o Mato Grosso.
Foi ordenado sacerdote em 1992 pelo papa João Paulo II. Lecionou em lugares como as Faculdades de Filosofia e de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco e o Instituto Regional de Teologia. Escreveu alguns livros e apresenta um programa na Rede Canção Nova de Televisão.
Virou mesmo uma subcelebridade na internet. Vídeos com sermões detonando qualquer coisa de esquerda têm uma ótima audiência. Um deles, 500 mil visualizações. Outro, mais de 100 mil. São dezenas. São filmados em sua igreja. (Quem paga esse vídeos? Quem paga o site?)
Paulo Ricardo de Azevedo Júnior ministra cursos e palestras em todo o Brasil, pelos quais embolsa uma grana. Alguns tratam de questões religiosas. “Demonologia”, “Tríduo Pascal”, “Introdução ao Direito Canônico” e por aí afora.
Está transfixado pela “ideologia de gênero”, um câncer para o planeta, mas gosta mesmo é de falar de “marxismo cultural”. Padre PR tem uma obsessão olaviana com isso. “Somos um país com cada vez mais ignorantes, graças à esquerda e ao marxismo cultural. Gramsci, se vivo, estaria completamente realizado”, diz.
“As nossas universidades todas estão infiltradas de gramscismo. Para ensinar português, o que você faz? Não ensina mais gramática. Você vai e dá um texto para o aluno de um tema social. Os nossos alunos chegam à universidade analfabetos porque, ao invés de aprender português, aprendem marxismo”.
Suas ovelhas ouvem uma cantilena distópica conservadora de cortar os pulsos. Após a reeleição de Dilma, ele produziu um desabafo dividido em alguns pontos:
  1. O PT não é um partido comum! Ele não pode ser subestimado.
  2. Precisamos conhecer o nosso adversário para não cairmos em suas manobras e alertarmos os nossos!
  3. ATENÇÃO: O PT quer que católicos, cristãos e pessoas de bem espalhem o discurso do ódio.
  4. O PT quer justificativas para rotularem católicos, cristãos, famílias conservadoras de nazistas, preconceituosas, racistas etc! Não caia nessa.
  5. O PT deseja implantar gradualmente o mesmo sistema de Cuba com particularidades para o Brasil. O PT trabalha para o fim da democracia.
  6. No 13º Congresso do PCdoB Dilma declara irmandade com este partido que radicalmente já rompeu com a União Soviética e China por os considerarem comunistas “light”!
  7. ATENÇÃO: Esse regime socialista se dará como uma farsa de democracia! Será uma democracia falsa em que não haverá liberdade intelectual, religiosa, econômica etc! Tudo será mascarado!

O papa é absolutamente ausente da vida do padre. A agenda de Francisco pelos pobres e seu combate à desigualdade são solenemente ignorados. A luta do padre Paulo Ricardo é para ficar famoso na web destruindo o demônio vermelho e denunciando o que chama de “imbecilização” do Brasil.
No mundo em que ele vive, aproximadamente no século XIII, já teria excomungado e queimado na fogueira Bergoglio, aquele velhote comunista argentino safado. PR é um lembrete importante de que os nossos evangélicos de estimação não detêm o monopólio do arquiconservadorismo do Senhor.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/conheca-o-padre-paulo-ricardo-o-silas-malafaia-da-igreja-catolica/

PAPA SURPREENDE EQUATORIANOS E SAI À RUA PARA REZAR COM A MULTIDÃO

Papa Francisco inicia gira sudamericana y asombra al romper el protocolo en Quito: “Dejen dormir a los vecinos”

Después de un masivo recibimiento y su primera noche en la capital ecuatoriana, el pontífice comenzó una serie de actividades que recogen concurrencias pocas veces vistas en el país; para este lunes se preveían más de un millón y medio de personas en Guayaquil, la segunda ciudad de la nación.

 hs Actualizado a las  hs
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El Papa fue recibido por miles de personas en el aeropuerto de Quito, donde inició su gira sudamericana de 9 días. Foto: Vincenzo Pinto - AFP.
El Papa fue recibido por miles de personas en el aeropuerto de Quito, donde inició su gira sudamericana de 9 días. Foto: Vincenzo Pinto – AFP.
Después del recibimiento oficial y distintos saludos de protocolo, el papa sorprendió a los quiteños cuando después de alojarse en la residencia de la Nunciatura Apostólica, y ante los reclamos de una multitud que pese a la noche cerrada seguía vitoreándolo, el pontífice salió a la puerta del edificio, caminando y sin guardia alguna, para bendecir a los que le reclamaban.
“Antes de que se vayan a sus casas a dormir y a dejar dormir a los vecinos, llegó la hora de la bendición”, les dijo a los asombrados feligreses el papa que les invitó después a rezar juntos un Ave María, luego de la cual los bendijo y los mandó a casa.

Una recepción oficial y a invitación al mayor diálogo

Momento en que el Presidente de Ecuador, Rafael Correa, saluda al Pontífice a su llegada. Foto: Osservatore Romano - AFP.
Momento en que el Presidente de Ecuador, Rafael Correa, saluda al Pontífice a su llegada. Foto: Osservatore Romano – AFP.
La gira papal de siete días que alcanza además a Bolivia y Paraguay, se inició  en el aeropuerto de Quito, donde fue recibido por el presidente de la nación Rafael Correa. De entrada nomás el papa le pidió a Correa que es necesario “fomentar el diálogo” y “dar prioridad en atención a los más necesitados, que son la deuda que todavía América Latina tiene”, puntualizó.
“También nosotros podemos encontrar en el Evangelio las claves que nos permitan afrontar los desafíos actuales, valorando las diferencias, fomentando el diálogo y la participación sin exclusiones, para que los logros en progreso y desarrollo que se están consiguiendo garanticen un futuro mejor para todos, poniendo una especial atención en nuestros hermanos más frágiles y en las minorías más vulnerables, que son la deuda que todavía toda América latina tiene. Y para esto, podrá contar siempre con el compromiso y la colaboración de la Iglesia”, señaló Francisco en su discurso.
http://www.lr21.com.uy/mundo/1242267-papa-francisco-ecuador-gira-sudamericana?utm_source=Newsletter&utm_medium=email&utm_content=Papa+Francisco+inicia+gira+sudamericana+y+asombra+al+romper+el+protocolo+en+Quito%3A+%E2%80%9CDejen+dormir+a+los+vecinos%E2%80%9D&utm_campaign=Newsletter

segunda-feira, 28 de julho de 2014

CATÓLICOS DE DIREITA DEVERIAM SEGUIR O PAPA E PEDIR PAZ EM GAZA

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O RESTAURADOR DA PIETÁ DE MICHELANGELO, UM BRASILEIRO ESQUECIDO

Estive na conferência do prof. Redig de Campos mencionada na matéria de Daniel Piza, em 1973. À época, eu e três amigos, todos muito jovens, estávamos organizando em Taubaté o Museu Didático Estudantil, uma forma de protesto porque os museus de Taubaté haviam sido desmantelados e seus acervos haviam desaparecido. 

Os amigos de aventura eram Gilberto Martins, Jackson de Souza de Almeida Castro e Luiz Antonio de Souza (este último prematuramente falecido). 
Eu era repórter iniciante na Rádio Difusora Taubaté e ia atrás de depoimentos que fortalecessem nossa luta por um museu. Entrevistei a diretora da Fundação Calouste Gulbekian, de Portugal, ofiquei amigo do prof. Vinicius Stein de Campos, então diretor dos Museus do Interior do Governo do Estado, do padre Hélio Viotti, que então reerguia o Pátio de Colégio, em São Paulo, etc. 
E o depoimento do prof. Redig de Campos, sua gentileza, me marcaram para sempre. Guardo até um seu autógrafo. Além disso, a palestra sobre a complexa restauração da Pietá, de Michelangelo, que anos depois eu vi na Basílica de São Pedro, já cercada de vidros à prova de bala, foi brilhante e emocionante. 
Eis o texto que encontrei sobre este brasileiro pouco reconhecido, de autoria do também recentemente falecido crítico Daniel Piza, no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 16 de junho de 2009:


Memórias de um brasileiro no Vaticano


Ele morava na famosa Praça da Espanha, em Roma, vizinho ao amigo e pintor Giorgio De Chirico. Trabalhava à mesa que tinha sido do escultor Antonio Canova, no Museu do Vaticano. Desenhava e pintava nas horas de folga, depois de abandonar o sonho juvenil de ser artista. Escrevia livros e artigos sobre o Renascimento. Coordenava empreitadas como as restaurações de duas das maiores obras de arte da história, a Pietà de Michelangelo e A Escola de Atenas de Rafael. E era brasileiro. Seu nome: Deoclecio Redig de Campos (1905-1989).
O curador brasileiro que ocupou o cargo mais alto já ocupado por um compatriota da mesma carreira não foi lembrado em seu centenário de nascimento, há quatro anos. Tampouco foi lembrado agora, 20 anos depois de sua morte, no dia 6 de abril. Mas o trabalho que fez pela arte italiana, assim como o livro Considerações sobre a Gênese da Renascença na Pintura Italiana (único lançado no Brasil, pelo MEC em 1958), é parte irremovível da história. E ele, Deoclecio, está muito vivo na memória de seus familiares, como a filha, Daniela, que mora em Roma, e os sobrinhos, Joaquim e Maria Clara, no Rio de Janeiro, que conversaram por telefone com o Estado.
Com a figura semelhante à do líder egípcio Nasser, com nariz adunco, bigode e pele morena, Deoclecio era um homem elegante, sempre de terno e com um cachimbo à mão ou à boca. Nascido em Belém (PA), morou no Brasil apenas até os 5 anos. Seu pai, também Deoclecio, era diplomata e foi enviado para Alemanha, Suíça e Itália sucessivamente. Foi em Roma que o filho se formou em Filosofia e História da Arte, sob orientação do respeitado Adolfo Venturi, e, apaixonado pela obra de Michelangelo, decidiu ficar para sempre.
Um curso de restauração, em 1933, colocou Deoclecio dentro do Vaticano, onde faria carreira até se aposentar em 1978. Ali foi conservador-chefe e depois diretor. “Professore De Campo”, assim o chamavam os funcionários; Deoclecio não gostava, porque jamais deu aula. No mesmo ano em que entrou para o laboratório do museu, ele se casou com a abonada italiana Virginia Kambo, com quem teria Daniela e Manuel. “Meu pai era um homem gentilíssimo”, diz a filha. “Ele sempre nos apoiava e estimulava, como se fosse um amigo.”
A Pietá, de Michelangelo Buonarrotti, restaurada pelo brasileiro Deoclécio Redig de Campos.
Joaquim e Maria Clara o descrevem como um homem ao mesmo tempo muito culto e muito simples, um poliglota e esteta afável e conversador, que não tinha traço professoral algum. Era também um tio atencioso, que perguntava sempre sobre a vida e os trabalhos dos parentes. Vinha pouco ao Brasil, mas era sempre visitado pelos sobrinhos na Itália. “Ele não falava mal de ninguém”, diz Maria Clara, arquiteta, filha de outro arquiteto, Olavo Redig de Campos (1906-1984), com obra importante no modernismo brasileiro.
“A gente andava com ele por Roma e ele nos mostrava obras nas praças com a maior simplicidade. Também estive com ele em Florença, Veneza e Assis. Foi maravilhoso”, relembra Maria Clara. Joaquim, designer, diz que testemunhou “vivamente” tais qualidades do “tio Deoclecinho” durante uma visita em 1969, aos 23 anos, ouvindo as explicações “claras, visíveis, didáticas e reveladoras” durante algumas horas, “entrando e saindo de salas e salões, passando por infindáveis portas, algumas fechadas, às vezes até subindo em andaimes para ver os trabalhos de restauração”.
Rigoroso, Deoclecio chegava a refazer dezenas de vezes a mesma peça de restauro, até atingir o que desejava. Único dos quatro irmãos a não voltar ao Brasil, foi também adido cultural no Vaticano por mais de 30 anos. Sua vida teve outros momentos marcantes como os dois anos durante a 2ª Guerra Mundial em que precisou se refugiar em aposentos do museu, pois o Brasil tinha passado para o lado dos aliados contra a Itália de Mussolini.
Outro momento foi o de 1972, quando um húngaro martelou o nariz da Pietà, a qual seria restaurada pela equipe de Deoclecio. À imprensa, declarou que era como ver “um parente gravemente ferido, e um parente muito amado”. À família, contou que teve uma conversa com o agressor, Laszlo Toth, mas que ele só dizia em inglês “Eu sou Jesus Cristo”. Por causa da restauração, Deoclecio ganhou uma eminência que não tinha tido até então, inclusive no Brasil, aonde veio dar conferência sobre o trabalho em 1973, no Masp.
Recebeu inúmeras homenagens da Itália, onde viveu 71 dos seus 84 anos, e algumas do Brasil, onde chegou a ser consultado para uma reforma dos profetas de Aleijadinho. Nos últimos anos de vida, sofreu do Mal de Parkinson. Numa carta para o Itamaraty em 1975, dissera estar feliz em ser considerado “um estudioso brasileiro” e acrescentou em latim, “ubique Patriae memor” – em qualquer lugar, a memória da pátria. Que ainda lhe deve uma memória.

http://blogs.estadao.com.br/daniel-piza/memorias-de-um-brasileiro-no-vaticano/

quinta-feira, 15 de maio de 2014

PAPA CONDENA USO DE DRONES (EUA MATARAM MAIS DE 4.000 COM ROBÔS)

Representante da Santa Sé na ONU diz não à utilização de drones e robôs nas guerrasImprimir

2014-05-14 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - O observador permanente da Santa Sé no escritório das Nações Unidas em Genebra, na Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi, afirmou que numa guerra não se pode delegar a responsabilidade humana a um robô. O arcebispo fez um pronunciamento no escritório da ONU na cidade helvécia sobre a utilização de armas letais autônomas. Em particular, o observador vaticano denunciou a utilização de "drones (veículo aéreo não tripulado). A Rádio Vaticano pediu a Dom Tomasi que nos destacasse sobre as passagens candentes de seu pronunciamento:
Dom Silvano Maria Tomasi:- "O princípio fundamental, o ponto chave em toda essa situação, é que não se pode delegar às maquias uma decisão que diz respeito à vida e à morte de seres humanos: é preciso que o elemento racional e a capacidade de juízo moral permaneça sempre presente quando se trata da vida de outras pessoas. Evidentemente, por sua natureza, estes instrumentos – estas armas tecnologicamente sofisticadas, mas completamente autônomas – não têm essa capacidade. E mesmo supondo que se conseguisse desenvolver uma espécie de inteligência artificial, jamais conseguiria ter a possibilidade e a capacidade de examinar as situações e, portanto, de elaborar um verdadeiro juízo ético."
RV: Os drones têm sido muito utilizados nestes últimos anos, sobretudo por parte dos EUA, mas não somente. A posição da Santa Sé é muito clara também sobre essa questão. No ano passado o senhor fez um pronunciamento a esse respeito...
Dom Silvano Maria Tomasi:- "A Santa Sé leva adiante um linha coerente. A questão dos drones é paralela à das armas completamente autônomas. O ponto da questão permanece sendo a presença de um juízo moral que somente a pessoa humana pode ter nas circunstâncias em que se depara, e isso é ainda mais necessário quando se trata da vida e da morte de seres humanos. Essa é a preocupação fundamental. Além disso, existem outras considerações que devemos fazer, como, por exemplo, que a proliferação deste tipo de armamentos pode verdadeiramente levar a uma nova corrida armamentista internacional para dotar-se de armas sofisticadas como esses robôs assassinos, e, sobretudo, ao surgimento de uma competição que não ajuda para as relações entre países, que produz simplesmente desperdício de recursos que, ao invés, poderiam ser utilizados para as exigências sociais, a saúde, a educação, o combate à pobreza, e não em instrumentos letais." (RL)
http://www.news.va/pt/news/representante-da-santa-se-na-onu-diz-nao-a-utiliza

sábado, 5 de abril de 2014

PAPA DIZ NÃO TER MEDO DE SER CHAMADO "COMUNISTA"




04 ABRIL, 15:13CIDADE DO VATICANOZBF

'Me acusam de ser comunista', afirma Papa




(ANSA) - O papa Francisco afirmou que tem sido chamado de "comunista" devido aos seus constantes discursos em defesa dos pobres e contra a cultura do consumismo e do descartável.
"Escutei há dois meses: 'Com esses discursos sobre pobreza, esse Papa é um comunista'. Mas essa é uma bandeira do Evangelho: a pobreza sem ideologia, os pobres ao centro do Evangelho de Jesus", disse Francisco em um encontro ocorrido dia 31 de março com cinco jovens belgas e cujo vídeo da reunião foi divulgado na noite de ontem (3) no site "deredactie.be"
"Esse é o coração do Evangelho, e eu sou crente em Cristo e em Jesus Cristo. Para mim, o coração do Evangelho está nos pobres", acrescentou o Pontífice.
Ma mesma conversa, Francisco também condenou a importância que a sociedade atual dá ao dinheiro e ao poder. "Nos dias de hoje, o homem foi jogado para fora do centro da sociedade. Ele está na periferia, enquanto o centro é ocupado pelo poder, pelo dinheiro". "Nesse mundo, os jovens foram jogados para fora, assim como as crianças. Não querem mais filhos, apenas famílias pequenas. E os idosos também foram jogados para fora. Muitos deles morrem em uma eutanásia escondida porque não há cura", criticou o Papa.
Os jovens belgas também fizeram perguntas sobre a vida pessoal de Francisco, o qual, por sua vez, contou que "já cometeu e ainda comete muitos erros". "Dizem que o homem é o único animal que cai duas vezes no mesmo lugar. Os erros da minha vida foram assim, grandes professores. Mas não posso dizer que aprendi com todos os erros. Com alguns, sou teimoso", disse o Papa, sorridente.
Questionado sobre seus anseios, Francisco contou ter medo "apenas de si mesmo". "'Não tenham medo', Jesus repetiu várias vezes no Evangelho, porque ele sabe que o medo é uma coisa normal", argumentou.
A iniciativa de entrevistar o Papa faz parte do projeto de comunicação "Verse Vis", da pastoral jovem de Flandres, na Bélgica. Ao todo, 15 jovens de dialeto flamenco trabalharam na realização do projeto e cinco deles foram recebidos pelo Papa no Palácio Apostólico. Os jovens fizeram perguntas em inglês ao Pontífice, que teve "o dever de responder às inquietações". O vídeo, intitulado "Habemus Papam", tem duração de 30 minutos. http://www.papafrancesconewsapp.com/por/ (ANSA)
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. 2013 © COPYRIGHT ANSA
http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/vaticano/noticias/2014/04/04/-acusam-ser-comunista-diz-papa-Francisco_7691414.html

domingo, 15 de dezembro de 2013

PAPA DESENHA PRÁ DIREITONA-BURRA ENTENDER...