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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

VEJA A MENTIRA SOBRE APARELHAMENTO DO ESTADO PELO PT - NÚMEROS!

Entenda...


Apenas 13% dos ocupantes de cargos comissionados na administração pública eram filiados em 2013 a partido político. Desses, quase metade (45%) militavam no PT. Inédito, o dado integra um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre o perfil dos 23 mil funcionários de confiança que será divulgado nos próximos dias.
Batizado provisoriamente como “Evolução e perfil dos nomeados para cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) da administração pública federal”, o estudo contraria o senso comum segundo o qual maioria dos ocupantes desses cargos de comissionados teria ligações partidárias formais. A apuração é do repórter do UOL André Shalders.
O estudo está em preparação na Diretoria de Estudos e Políticas do Estado (Diest) do IPEA. A elaboração se deu por meio do cruzamento de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com informações sobre os servidores.
Algumas das informações contidas nesse post, obtidas com exclusividade peloBlog, serão divulgadas oficialmente nesta 6ª (02.out.2015) pelo pesquisador do Ipea Antonio Lassance. A revelação dos dados ocorrerá num momento em que o governo planeja cortar cerca de 1.000 cargos comissionados.
Responsável pelo estudo, o pesquisador do Ipea Felix Garcia Lopez Júnior considera que as filiações partidárias são apenas uma forma de medir o grau de “politização” dos ocupantes de funções de confiança. No entanto, o funcionário pode ter preferências partidárias mesmo sem ser formalmente filiado a um partido.
Conforme o estudo, quanto mais alto o cargo ocupado, maior a chance de o comissionado ter filiação partidária. No DAS 1, o nível mais baixo, 14% são filiados a partidos. No DAS 6, o mais alto, o percentual sobe para 33%. Os ocupantes de DAS 6 estão logo abaixo dos secretários-executivos das pastas.
Contexto: a sigla “DAS'' (pronunciada de maneira soletrada: “d-a-s'') é um jargão muito conhecido em Brasília. Refere-se aos cargos de “Direção e Assessoramento Superior'', que não requerem concurso público para preenchimento. São, em geral, os mais bem remunerados.
Entre os filiados a outros partidos ocupando cargos comissionados, 11% eram do PMDB. Democratas, PSDB e PDT tinham 6% cada um. O PC do B aparece com 5% dos filiados. O PTB, 3%. Outros partidos tinham percentuais menores. O dado se refere a 2013 e apenas aos cargos mais altos (DAS 4, 5 e 6).
Para Lopez, a presença de filiados a partidos de oposição em pleno governo petista reforça a tese de que o controle partidário desses cargos é menos severo do que imagina o senso comum. Segundo o pesquisador, critérios técnicos podem fazer com que pessoas identificadas com a oposição permaneçam em posições de destaque.
O estudo do Ipea mostrará ainda uma tendência à “profissionalização” dos cargos comissionados. Por exemplo: de 1999 a 2014, o número de pessoas de fora dos órgãos ocupando cargos DAS 5 caiu de 44% para 29%. Nos cargos DAS 6, a queda foi de 53% para 43,7%.
O Ipea não tem um estudo recente para comparar o tamanho do contingente de comissionados na administração federal do Brasil (23 mil) com o cenário em outros países de tamanho semelhante.
Fonte: UOL

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

NO RIO DE JANEIRO, DILMA TEM 12% DE VANTAGEM SOBRE O PLAYBOY...

Dilma abre 12 pontos de vantagem no Rio e chega a 56%

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A íntegra da pesquisa está aqui.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

ONDE NÃO HÁ JUSTIÇA, VENDEDORES DE "PESQUISAS" ENGANAM O POVO

Eduardo Guimarães, presidente do MSM - Movimento dos Sem-Mídia e dono do Blog da Cidadania, um dos mais lidos da blogosfera brasileira, tem denunciado a cada eleição as manipulações das pesquisas. Já levou o caso, inclusive, ao Ministério Público, e a Polícia Federal vem investigando, em passo de tartaruga, o Datafolha, o Ibope e outras empresas do ramo. Passados dois anos das últimas manipulações (sempre em favor do PSDB e dos partidos mais ricos), os crimes voltam a se repetir, desta vez de maneira escandalosa. É urgente que o Ministério Público Eleitoral faça alguma coisa, ou estaremos da terra do "vale-tudo", onde os donos dos meios de comunicação e seus institutos podem, inclusive, influir no resultado de eleições que deveriam ser democráticas. 


Com meu amigo Eduardo Guimarães, autor deste texto.

Ao longo da semana passada, foram divulgadas nada mais, nada menos do que três pesquisas eleitorais claramente fajutas. As duas primeiras foram dos institutos Paraná e Veritas e a última, no sábado, do instituto Sensus.
As duas primeiras foram cabalmente desmentidas pelas pesquisas Ibope e Datafolha 24 horas após terem sido divulgadas. A pesquisa Paraná registrou 54% para Aécio e 46% para Dilma e a Veritas registrou 54,2% para Aécio e 45,2% para Dilma.
Nem 24 horas depois das pesquisas Paraná e Veritas, que deram quase 10 pontos de vantagem para o tucano, Ibope e Datafolha, insuspeitos de serem “petistas”, registraram empate técnico entre ele e sua adversária (51% para Aécio e 49% para Dilma).
Uma informação: ontem, na festa de minha filha, os blogueiros consultamos nossas fontes e descobrimos que a situação de empate técnico entre Dilma e Aécio permanece tanto nos trackings da campanha de Dilma quanto nos da campanha de Aécio.
Quanto ao Sensus, foi contratado pelo PSDB para fazer pesquisas para o partido nestas eleições. No primeiro turno da eleição presidencial, divergiu de todas as outras pesquisas, mas, desta vez, a diferença a favor do tucano foi de inacreditáveis DEZESSETE PONTOS (!?).
Detalhe: nem 48 horas após Datafolha e Ibope terem registrado empate técnico.
O que teria acontecido em menos de dois dias? Dilma matou alguém? Foi flagrada espancando alguma criancinha?
Ao desmentir Paraná e Veritas poucas horas depois de terem sido divulgadas, Datafolha e Ibope – que, repito, são insuspeitos de serem petistas – sugerem que ou eles ou os outros dois institutos cometeram crime eleitoral, pois produzir pesquisas falsas é crime eleitoral punível com prisão e multa.
O caso do Sensus é mais grave porque trabalha para a campanha de Aécio e pertence, oficiosamente, a Clésio Andrade, ex-vice-governador do ex-governador Aécio Neves, e que está envolvido até o pescoço no dito “mensalão mineiro do PSDB”.
Quem vai tomar alguma providência? A Procuradoria Geral Eleitoral? O Tribunal Superior Eleitoral? E a campanha de Dilma, já preparou a representação? Ou será que vai ficar por isso mesmo?
Se um candidato pode usar pesquisas falsas, usar meios de comunicação amigos para fazer vazamentos seletivos de investigações, então, em eleição, passa a valer tudo?
O Brasil vive um golpe eleitoral que começou no ano passado com a colaboração da esquerda que a direita adora, que, agora, vendo a merda que fez ao fortalecer essa direita hidrófoba, passou a apoiar Dilma, vislumbrando o risco de um partido capaz de armações como essas voltar ao poder e saquear de novo o país.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/10/pesquisas-fajutas-mostram-do-que-o-psdb-e-capaz/

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"PESQUISADOR" QUE FEZ DESAPARECER MILHÕES DE VOTOS DA DILMA GANHA EMPREGO DO PSDB!

Diretor do Instituto Paraná é nomeado para estatal tucana

Data: quarta-feira, 8 de outubro de 2014 | Horário: 19:55

Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas, que acaba de divulgar uma pesquisa para o segundo turno dessas eleições, colocando Aécio Neves com 54% dos votos válidos, contra 46% de Dilma, já está nomeado para integrar o novo governo de Beto Richa.

A informação vazou para o blog do Esmael, há algumas semanas.

Imaginem se fosse o contrário? Se o Vox Populi divulgasse uma pesquisa mostrando a liderança isolada de Dilma poucos dias depois de vazar a informação de que ele seria nomeado para a diretoria de uma estatal do PT?

Hidalgo deverá dirigir a Celepar, companhia de TI do estado do Paraná.

A pesquisa cheira a uma grande farsa, porque dá vantagem a Aécio inclusive entre os mais pobres.

Depois do fiasco das pesquisas nas eleições do primeiro turno, os institutos agora abandonaram todos os escrúpulos no segundo. Em especial este de Hidalgo, novo empregado de Beto Richa.

Veja porque a pesquisa do Instituto Paraná parece fraude.

No primeiro turno, foram registrados 104 milhões de votos válidos.

Dilma obteve 43 milhões de votos. Aécio, 34,9 milhões. 25,8 milhões de votos foram dados a outros candidatos, sobretudo Marina. O Instituto diz que Dilma tem 46% dos votos válidos. Isso corresponderia, então, a 47 milhões de votos.

Ou seja, Dilma teria herdado apenas 4 milhões de votos dos outros.

E Aécio, teria herdado… 21,27 milhões.

É muita cara de pau.

Tem mais.

O instituto dá 55% para Dilma no Nordeste. Isso corresponderia a 16 milhões de votos, num total de 29 milhões de votos válidos na região.

Ora, Dilma teve 17,45 milhões de votos no Nordeste no primeiro turno. Quer dizer que ela, além de não herdar nenhum votinho de Marina, ainda perderia mais de 1 milhão de votos?

Aécio, por sua vez, de uma hora para outra, se tornaria um campeão do Nordeste?

Conta outra! 
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

TUCANO QUE CHAMOU APOSENTADOS DE VAGABUNDOS, CHAMA ELEITORES DE IGNORANTES!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

"DISCURSO DO MEDO" CONTRA MARINA-ITAÚ É O CACETE!

Ibope: onda Marina começa a refluir?

publicada quarta-feira, 03/09/2014 às 19:10 e atualizada quarta-feira, 03/09/2014 às 20:26
por Rodrigo Vianna
O IBOPE divulgado nesta quarta-feira consolida em números um movimento (ainda sutil) que foi sentido primeiro nas redes sociais: a fase do deslumbre com Marina Silva já passou, e ela agora é vista com alguma desconfiança.
Foi o que escrevi aqui: no último fim-de-semana, pela primeira vez, Marina virou alvo nas redes. Foi questionada duramente. Apanhou como nunca. E segue a apanhar. São movimentos perceptíveis por aqueles que fazem  monitoramente das redes: “Começa a surgir um movimento de retirada de apoio a Marina em meios intelectuais. Algo que não pode ser medido em votos. Mas significa que a candidata – submetida a um escrutínio mais duro – não é uma rainha previamente escolhida por deus.” 
Pelo IBOPE, Dilma tem 37% (subiu 3 pontos), Marina 33% (subiu 4 pontos) e Aécio se arrasta com 15% (perdeu exatamente os 4 pontos que Marina ganhou).
Tudo indica que há uma transfusão de votos de Aécio para Marina (especialmente em São Paulo), mas que Marina não avança no voto duro petista. Sobre isso, leia a análise (sempre ponderada e correta) de José Roberto de Toledo, no Estadão: “onda Marina bate em Dilma e não avança”.
Há ainda outros dois dados a indicar que Marina (apesar de ainda muito forte, especialmente em São Paulo, onde virou a candidata do conservadorismo mais tacanho) não é uma candidata imbatível:
- a vantagem no segundo turno era de nove pontos há uma semana (45% Marina x 36% Dilma); e agora é de sete pontos (46% Marina x 39% Dilma);
- a avaliação do governo Dilma voltou a melhorar (num sinal de que a campanha na TV  funciona para, ao menos, recuperar aquele eleitor tradicional do lulismo, que estava sob o bombardeio midiático – e agora percebe que o governo não acabou e tem bons resultados a mostrar).
Mais que isso: o PSDB percebeu que precisa fazer a disputa com Marina. Ainda que de forma moderada. Um economista tucano disse hoje no Estadão que o programa de Marina é “inviável”. E aí não se trata de proselitismo. O economista fez as contas e mostrou que as promessas de Marina custariam 150 bilhões de reais, e são incompatíveis com o programa de “ajuste fiscal” que Marina também promete.
Ou seja, fica evidente que Marina é inconsistente: quer ser tucana e petista ao mesmo tempo. De um lado, promete “ajuste” e se curva aos banqueiros; mas não abre mão do “social”, que é a marca do lulismo. Não dá. Vai ter que escolher um lado. No segundo turno, Marina será levada para o lado do tucanato. E aí tudo ficará claro.
Tudo isso (mais as concessões de Marina aos pastores obcecados com as preferências sexuais alheias) gera uma situação em que Dilma pode, lentamente, se recuperar.
Está claro que Dilma deve mirar para o eleitorado mais pobre que migrou para Marina nas últimas semanas. É o eleitorado que sabe como foram ruins os anos FHC. Um eleitorado que está inclinado para Marina; mas não decidido. Não se engane: o antipetismo estridente dos marinistas de facebook não se confunde com o eleitor de Marina de baixa renda. Que gosta de Lula, e pode votar em Dilma.
Por isso, não tem conversa: Dilma precisa deixar claro que Marina significa a volta dos anos FHC na economia. Precisa ir pro debate aberto, com Lula na rua e o combate nas redes.
Tudo isso pode levar Dilma para o segundo turno numa situação um pouco mais cômoda: Dilma 40%, Marina 30%, Aécio 15%. Se esse quadro se consolidar, teremos um segundo turno onde o povão fará sua escolha entre o certo (que precisa ser ajustado e melhorado) e o duvidoso (ou a “aventura”, como diz Aécio).
Ah, e se um marinista reclamar que o PT está usando “tática do medo”, seria bom lembrar ao sujeito que ele deve votar sem medo e sem ilusão: vote sem medo em Marina e tenha certeza que você terá de volta os tempos de FHC (desemprego, quebradeira de empresas, faculdade e avião só pra rico).
Lembre-se: sem medo!
O resto é blá-blá-blá de quem já foi ambientalista de esquerda, e hoje virou a cara do que há de mais conservador no Brasil.
Atualização
No DataFolha, Marina parou de subir. Primeiro turno: Dilma 35%, Marina 34% e Aécio 14%.
Mais importante é que, no segundo turno, a diferença que era de 10 pontos caiu para sete: Marina 48%, Dilma 41%.
http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/ibope-onda-marina-comeca-a-refluir.html

"BALÃO MARINA" COMEÇA A ESVAZIAR. ATÉ O IBOPE MOSTRA!!!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ELEITORADO ADQUIRE MAIS ESCOLARIDADE, E FICA MAIS DIFÍCIL A DIREITA ENGANAR A MAIORIA

Aumento da escolaridade do brasileiro começa a mudar perfil do eleitor


Se antes era prática comum prometer cestas básicas, emprego ou tratamento médico em troca de votos para conquistar um mandato, com o aumento da escolaridade do eleitor brasileiro essas propostas começam a perder espaço para um voto de mais qualidade. Para especialistas, há um novo eleitor em construção e a melhora no nível educacional pode se transformar em mais consciência política no médio prazo.


 Aumento da escolaridade do brasileiro começa a mudar perfil do eleitor. Aumento da escolaridade do brasileiro começa a mudar perfil do eleitor.
Apesar de a maior parte dos eleitores ainda ter baixa escolaridade, houve aumento no número de pessoas com superior completo e incompleto e ensino médio completo e incompleto. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que dos 142,8 milhões de eleitores aptos a votar no pleito de outubro, 5,6% (8 milhões) terminaram a graduação – 2,8 milhões de pessoas a mais que nas eleições de 2010.

O número de pessoas com superior incompleto também subiu em relação a 2010 – aumentou em 1,5 milhão, passando de 2,7% para 3,6%. O número de cidadãos com ensino médio completo aumentou em 5,9 milhões de pessoas, de 13,1% para 16,6%. Já o número de eleitores com ensino médio incompleto teve um incremento de 1,8 milhão, de 18,9% para 19,2%.

Em contrapartida, o número de analfabetos e dos que apenas leem e escrevem (analfabetos funcionais) diminuiu. São cerca de 700 mil analfabetos a menos que na eleição de 2010, passando de 5,8% dos eleitores para 5,1%. No caso dos analfabetos funcionais, são 2,5 milhões a menos no pleito de 2014, de 14,5% do eleitorado para 12%.

Para o cientista político Leonardo Barreto, especialista em comportamento eleitoral, o índice de desenvolvimento educacional do eleitor é reflexo da evolução dos indicadores de educação da população brasileira. “As pessoas melhoraram a capacidade de buscar e processar informações porque é isso que, basicamente, o nível de educação mais elevada proporciona.”

O Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o nível de escolarização, de um modo geral, tem melhorado no país. No grupo acima de 25 anos, idade considerada suficiente para conclusão da graduação, o número de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 64% em 2000 para 49,3% em 2010. Com ensino médio completo passou de 12,7% para 14,7% e a proporção de pessoas com ensino superior completo passou de 6,8% para 10,8%.

Para Barreto, ainda não é possível dizer que o país já tem um eleitor mais crítico e consciente. “É um eleitor híbrido, que combina a necessidade de propostas novas para ele, de políticas públicas mais universais, com práticas antigas. Era uma pessoa que até ontem estava dentro de um contingente populacional que era muito suscetível a trocas e a propostas clientelistas. É uma pessoa que está migrando de um lugar para outro, mas que ainda está no meio do caminho porque essa é uma mudança de uma geração.”

De acordo com o especialista, com o aumento da escolarização e da renda, fazer campanha em uma região pobre não significará encontrar um eleitor desprovido de capacidade crítica e de informação. “Na periferia, você vai encontrar pessoas cujos filhos estão fazendo ou fizeram faculdade. Uma geração abastece a outra. O filho que fez faculdade é o orgulho da família, vai influenciar quem não fez. Tem um efeito de dispersão desse conhecimento. Isso torna o processo político mais complexo. Abre uma janela de oportunidades para uma nova geração de políticos. Quem interpretar e conduzir bem esse processo vai sair na frente”, disse.

O professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Roberto Kramer também avalia que o eleitorado brasileiro está em fase de transição. Para ele, os dados do TSE comprovam o gradual avanço nas condições de vida e de educação da população. “Um eleitor mais instruído costuma ser mais exigente. Esse eleitor tende a transcender o nível mais básico de expectativas e necessidades, como o alimento e o teto, e passa a querer políticas públicas mais amplas, de educação, saúde e mobilidade urbana de qualidade.”

Na opinião do especialista, os políticos vão se deparar com uma parcela cada vez maior da população que vai cobrar seus direitos. “Esse novo eleitor certamente vai lançar um desafio para os políticos, que é repaginar suas propostas, suas maneiras de abordagem, pois está mais crítico ao confrontar as promessas que são feitas com a possibilidade de concretização.”

Para a coordenadora-geral da organização não governamental (ONG) Ação Educativa, Vera Masagão, à medida que o país mude o perfil educacional da população, a tendência é que o perfil do eleitorado também seja alterado no sentido de um voto mais consciente.

“Pessoas com mais escolaridade se sentem mais empoderadas, sentem menos o político como alguém de quem precisam para ter um favor. Tendem a romper essa visão do clientelismo, daquele pobrezinho que precisa ir lá pedir favor para o político. Aumentam a consciência cidadã de que eu estou exercendo meu direito votando e que o meu dever também não acaba na hora do voto. Tenho que continuar cobrando e é dever desse gestor público cumprir as promessas que fez. Esse caráter da cidadania é reforçado”, disse.

Segundo Vera, ao lado da educação formal, é preciso ampliar a educação cidadã. “Essa é uma educação que se dá principalmente no engajamento político. Então são pessoas participando de partidos, de ONGs, engajadas, acompanhando causas de interesse público e políticas públicas. É dessa forma que a gente vai, de fato, mudar a política, com mais gente participando e exercendo o controle social.”

http://www.vermelho.org.br/noticia/246959-1

domingo, 15 de junho de 2014

DILMA ADIANTA O TOM QUE USARÁ NA CAMPANHA E CHAMA OPOSIÇÃO DE "RETROCESSO"

A presidente Dilma fez nesta terça-feira um surpreendente discurso durante a convenção do PMDB que renovou o apoio do partido à aliança governistas na esfera federal. Mesmo com a voz prejudicada pela gripe, a petista se exaltou como se estivesse em um palanque e acusou a oposição de "surrupiar" programas de governo do PT, no mais duro discurso dos últimos meses.
"Quando tiveram a oportunidade de fazer [ações de inclusão social], não só não fizeram, como foram contra!" - declarou, referindo-se à atitude da oposição ante os programas implementados desde Lula e que foram desenvolvidos, segundo Dilma, "sem eles [os oposicionistas] e apesar deles".
A presidente também adiantou parte das armas que usará durante a campanha. Listou os programas e ações de governo, hoje consolidados, e que foram atacados por uma oposição, que "sempre tentou excluir os pobres". Mencionou especificamente o Prouni, Enem, Mais Médicos, Bolsa Família, Escolas Técnicas, Minha Casa Minha Vida, e anunciou: "Temos o que apresentar e vamos apresentar!"
Dilma ainda acusou a oposição de defender uma "agenda do retrocesso" e deu mostras de que vai investir na polarização política: "Eu não fui eleita para desempregar ninguém, para encolher o salário do trabalhador, para pôr o Brasil de joelhos" - numa referência às propostas de mudanças na gestão econômica, feitas por adversários.
A convenção pemedebista acabou servindo como ensaio da campanha e permitiu que Dilma deixasse de lado por alguns instantes a liturgia do cargo de presidente para dar uma amostra de seu poder de fogo e do tom que adotará nos palanques e na tv. Basta cutucar.
http://noticias.r7.com/blogs/christina-lemos/2014/06/10/dilma-vai-ao-ataque-e-revela-armas-contra-oposicionistas/