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sábado, 15 de agosto de 2015

POLÍCIA FEDERAL COMEÇA A INVESTIGAR TERRORISMO CONTA LULA

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PROCURADOR PUNIDO POR VADIAGEM QUER INVESTIGAR LULA

Quem é o Procurador
que quer degolar o Lula

Negligente 245 vezes ! E dra Mirella ?


Como se sabe, existe um Conselho Nacional do Ministério Público, não é isso ?

Serve para examinar a conduta de Procuradores federais.

Serve ?

E a Procuradora ​Mirella de Carvalho Aguiar ?

Tirou férias ?

Foi às compras ?

Precisou ler as obras completas do Fernando Henrique e deixou o D Valtan Timbó mandar brasa sozinho ?

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/95221398/dou-secao-2-06-07-2015-pg-59

Procurador que sacou rápido contra Lula é acusado por negligência em 245 ações 

O procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, que alegou urgência para pedir abertura de inquérito contra Lula, levou três anos para apresentar denúncia contra os indiciados pela Polícia Federal na Operação Sentinela, que investigou corrupção em contratos do TCU em 2004:

http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/406531/noticia.htm?sequence=1

http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/403715/complemento_1.htm?sequence=2

E levou 9 meses para apresentar denúncia contra os vândalos que foram presos depredando o Palácio do Itamaraty em 2013:

http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=10883445924

http://www.clebermonteiro.com.br/2014/03/21/ministerio-publico-denuncia-jovens-envolvidos-na-depredacao-do-itamaraty/

A negligência contumaz do procurador Valtan levou a Corregedoria do Ministério Público a instaurar contra ele Processo Administrativo Disciplinar, por não ter atuado tempestivamente em 245 feitos ao longo de 11 anos:

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/95221398/dou-secao-2-06-07-2015-pg-59
CORREGEDORIA NACIONAL DO MINISTÉRIO

PÚBLICO

PORTARIA Nº 62, DE 3 DE JULHO DE 2015

O CORREGEDOR NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, com fundamento no artigo 130-A, parágrafo 2º, inciso III, e parágrafo 3º, inciso I, da Constituição da República e nos artigos 18, inciso VI, 77, inciso IV, e parágrafo 2º e 89, parágrafo 2º, todos da Resolução nº 92, de 13 de março de 2013 (Regimento Interno do Conselho Nacional do Ministério Público) e com base na Reclamação Disciplinar nº CNMP 0.00.000.001022/2014-09,resolve:

1. Instaurar Processo Administrativo Disciplinar em face do Procurador da República no Distrito Federal, VALTAN TIMBÓ MARTINS MENDES FURTADO, em razão dos seguintes fatos:

“No período compreendido entre 05 de maio de 2004 a julho de 2015, portanto, por mais 11 (onze) anos, o Procurador da República no Distrito Federal, VALTAN TIMBÓ MARTINS MENDES FURTADO, foi negligente no exercício das suas funções ministeriais, tendo em vista o atraso ao dar andamento em 245 (duzentos e quarenta e cinco) feitos que estavam sob a sua responsabilidade, conforme conclusão da Comissão de Inquérito Administrativo, composta por Membros do ministério Público Federal, e de acordo com a tabela em anexo.”

2. Indicar, atendendo à exposição das circunstâncias dos fatos acima realizada, que o Procurador da República no Distrito Federal, VALTAN TIMBÓ MARTINS MENDES FURTADO, em virtude de prática, em tese, da falta funcional prevista no art. 241, inciso I, da Lei Complementar n. 75/93, punível com advertência, uma vez que foi negligente no exercício da função, tendo em vista o atraso ao dar andamento em 245 (duzentos e quarenta e cinco) feitos que estavam sob a sua responsabilidade.

ALESSANDRO TRAMUJAS ASSAD

Ministério Público da União.
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/07/17/quem-e-o-procurador-que-quer-degolar-o-lula/

terça-feira, 21 de julho de 2015

PF INVESTIGA JANTAR DE LULA COM JOÃO R. MARINHO, DA GLOBO!!!

Documento da PF traz João Roberto Marinho na lista do jantar com Lula


Por Renato Rovai
jantar com lula
O jantar para Lula organizado por Marcelo Odebrecht, fruto de investigação da PF e que o jornalismo “investigativo” brasileiro está tratando como um indício claro das relações espúrias da empreiteira com o ex-presidente teria reunido 15 pessoas na casa do anfitrião, no Condomínio Jardim Pignatari.
Até agora, porém, os colegas que estão buscando restos do que se comeu na ocasião para ver se acham o DNA dos participantes revelaram apenas três nomes, além do de Marcelo Odebrecht e Lula, o do ex-ministro Antonio Palocci, o de Sérgio Nobre (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e  o da Juvandia (presidente do Sindicato dos Bancários).
Pois bem, como você pode perceber no fac-simile acima, de um dos documentos vazados, João Roberto Marinho, era um dos 15 nomes da lista.
Por que nenhum veículo se preocupou em registrar isso? Por que até agora ele não foi ouvido para que possa responder sobre o que se tratou no jantar? Por que o jornal dos Marinho esconde essa informação e todo o resto da mídia também?
Além dele, outros grandes empresários também estavam lá. Bolivarianos como Abilio Dinis, Roberto Setubal, Jorge Gerdau e Luis Carlos Trabuco. Ou seja, não foi um evento da Odebrecht com Lula. Mas de empresários e dois importantes sindicalistas a pedido de Lula.
O que se comeu no jantar? O que se discutiu no jantar? Simples, é só pergunta pro João Roberto Marinho.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

QUEREM ABAFAR QUE O PSDB ROUBOU A PETROBRÁS

Ex-diretor afirma que tucano extorquiu Petrobrás e recebeu propina de R$ 10 milhões


REDAÇÃO
16 Outubro 2014 | 18:37

Costa diz em delação que ex-presidente do PSDB levou dinheiro para enterrar CPI no Senado em 2009; construtora é suspeita de fazer pagamento

Por Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Mateus Coutinho
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010.
Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.
A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef.
A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho.
Segundo o delator, o dinheiro foi pago pela Construtora Queiroz Galvão, citada no caso de superfaturamento e desvios da Abreu e Lima. A obra foi iniciada em 2008, está inconclusa e com superfaturamento comprovado, segundo o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal.
A Queiroz Galvão faz parte do Consórcio C II Ipojuca Interligações, contratado por R$ 2,7 bilhões para uma etapa da Abreu e Lima.
É a primeira vez que um nome do PSDB aparece no escândalo de corrupção na Petrobrás. Parlamentares do PT, do PMDB e do PP também foram citados por Costa.
Segundo ação penal da Lava Jato, que tramita na Justiça Federal, em Curitiba, os três partidos da base do governo Dilma Rousseff (PT) cotizaram as diretorias da Petrobrás entre 2004 e 2014 para cobrar propina de até 3% sobre os grandes contratos.
O dinheiro era desviado por contratos superfaturados, notas frias e contas no exterior e abastecia o caixa 2 dos partidos.
Quem operava as lavanderias para o esquema eram o doleiro Alberto Youssef (no caso do PP), o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (para os petistas) e Fernando Soares (para o PMDB). O doleiro já confessou o esquema e os outros dois negam envolvimento.
O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador”.
Guerra teria sugerido a ele que “tivesse uma conversa” com Armando Ramos Tripodi, que ocupava o cargo de chefe de gabinete do então presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli.
Atualmente Tripodi ocupa a gerência executiva de Responsabilidade Social da estatal. Fonte é deputado reeleito e aliado do PSB. Ele é diretamente ligado a Paulo Roberto Costa e foi assessor do ex-senador Severino Cavalcanti (PP-PE). Fonte é próximo do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP.
O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.
A CPI – primeira tentativa de investigar a Petrobrás, agora alvo da CPMI – foi encerrada no dia 17 de dezembro de 2009, com o relatório final do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sem conclusões concretas.
Comando. Costa, na época da suposta extorsão, era diretor de Abastecimento da Petrobrás e presidente do Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima. Sob seu comando, o conselho aprovou R$ 201 milhões em oito aditivos contratuais para empresas investigadas na Operação Lava Jato.
Uma das beneficiadas foi a Queiroz Galvão, por meio do Consórcio C II Ipojuca Interligações, que recebeu R$ 200 milhões em uma antecipação de pagamento.
O ex-diretor, que fez delação premiada perante a força tarefa do Ministério Público Federal e agora cumpre prisão em regime domiciliar.
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/ex-diretor-da-petrobras-diz-que-pagou-propina-para-ex-presidente-do-psdb/

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CPI NA ASSEMBLÉIA VAI INVESTIGAR ESCÂNDALOS DOS ORTIZES NA FDE!!!

Deputados de SP vão apurar irregularidades em órgão da secretaria estadual da Educação
Assembleia cria CPI para investigar irregularidades na FDE
Por Imprensa PT Alesp
Quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Foi criada na Assembleia Legislativa a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta pelo deputado Enio Tatto (PT), para investigar irregularidades praticadas pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), vinculada à Secretaria de Educação do governo do Estado de São Paulo. O Ato de criação, de nº 46/2014, foi publicado no Diário Oficial do Legislativo desta quarta-feira, 27/08.
“Espero que a CPI apure todas as denúncias feitas pelos meios de comunicação, e principalmente o que foi apontado como irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que reprovou muitos contratos de reformas. São inúmeras irregularidades, desde pagamentos de aditamentos acima dos 25% permitidos por lei, contratos não realizados e atas de preços com valores enormes. O que mais me espanta é que o governo do Estado de São Paulo, mesmo sabendo dessas irregularidades, não tomou providências”, disse Enio Tatto, atual 1º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
O deputado Enio Tatto detalha os motivos que o levaram a pedir a instalação da CPI:
1. a contratação de empresas para pequenos reparos e reformas de escolas através do sistema de Registro de Preços, sistema que só pode ser utilizado para pequenas intervenções. Auditoria do TCE constatou grandes intervenções realizadas.
2. liquidação de despesas sem a existência de contrato ou comprovação de prestações de serviços;
3. realização de apenas 35% do Plano de Acessibilidade que atendeu somente 854 escolas num universo de 2.445;
4. aditamentos superando o valor inicial em mais de 25%;
5. pagamento sem respaldo contratual;
6. falta de fiscalização, tendo a FDE contratado consórcios de empresas de engenharia para a fiscalização das obras nas escolas. Auditoria constatou inúmeras ocorrências negativas, negligenciadas pela empresa responsável pela fiscalização;
7. pagamento de serviços não executados.
Além disso, a Fundação não disponibiliza informações para a administração das escolas a respeito das reformas executadas. Também não houve fiscalização suficiente em relação às reformas concluídas e notas de empenho foram emitidas não revelando o serviço às quais se vinculariam.
As irregularidades ocorreram durante a administração do ex-prefeito de Taubaté, José Bernardo Ortiz (PSDB), à frente da FDE e também envolvem seu filho, Ortiz Júnior, atual prefeito de Taubaté, também pelo PSDB, que teria facilitado a formação de cartel em troca de propina para financiar sua campanha à prefeitura.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"VEJA" TENTA ESCONDER AEROPORTOS DE AÉCIO COM MENTIRAS (DE NOVO)

O esforço da Veja para varrer o aecioporto para debaixo do tapete

3 de agosto de 2014 | 04:50 Autor: Miguel do Rosário
bessinha09876
Que a Veja se tornou um fenômeno antes psiquiátrico do que propriamente midiático, disso já sabíamos.
No entanto, ela se supera a cada dia.
Do psiquiátrico ela tem migrado para o escatológico.
O novo “escândalo” fabricado por ela revela o desespero de varrer o aecioporto para debaixo do tapete.
Do que se trata o escândalo?
Um vídeo com parlamentares aliados passando instruções ou apenas conversando com figuras aliadas, num preparativo para uma CPI.
CPI é um evento político. Tem situação e oposição.
A situação defende os aliados do governo.
A oposição ataca os aliados do governo.
Escândalo seria se flagrássemos Alvaro Dias tentando ajudar Graça Foster. Aí sim, todos ficariam espantados!
Tentar criar uma CPI da CPI corresponde ao apogeu do ridículo. É como ver um tucano devorando a própria cauda.
Ora, se a oposição tem espaço garantido na CPI, mesmo minoritário, então ela que faça as perguntas que quiser fazer.
Como fizeram, aliás.
A oposição fez perguntas incômodas a Graça Foster, a Sergio Gabrielli, a Nestor Cerveró.
Eles já foram diversas vezes ao Congresso. Porque há uma redundância. Há duas CPIs, sobre o mesmo tema, acontecendo ao mesmo tempo.
Cada vez que Graça Foster vai a CPI, para repetir a mesma coisa, ela deixa de trabalhar, e isso atrapalha a Petrobrás.
Petrobrás cuja produção tem batido recorde e cujas ações se valorizaram mais de 70% nos últimos meses.
Foster, Gabrielli, Cerveró, estiveram várias vezes no Congresso, em CPIs.
Os tucanos é que nunca dão as caras em CPIs que os investigam.
Como eles são blindados e protegidos pela mídia, quase não há CPI investigando tucano.
E quando há, a mídia faz de tudo para abafá-la, até porque, sempre que se investiga tucano, a mídia entra na história. Como réu.
Foi o caso da CPI do Cachoeira. Mais um pouco, e se tornaria uma CPI da mídia, porque o Brasil estava descobrindo as relações íntimas entre a bandidagem e o jornalismo.
É hora de chamar Aécio Neves numa CPI para explicar porque construiu aeroporto na terra de seu tio, e porque este foi o aeroporto mais caro do Brasil.
É hora de chamar os chefões da Globo para explicar a sonegação de R$ 615 milhões, feita através de uma “intrincada engenharia financeira para ludibriar a Receita”, segundo as palavras do auditor fiscal responsável pelo processo.
A Petrobrás é importante demais para ser alvo de abutres que sempre quiseram destruí-la.
A Petrobrás é uma empresa mista regulada, supervisionada, monitorada, por diversos órgãos, nacionais e internacionais.
Se existe uma coisa a ser investigada na CPI da Petrobrás é o afundamento da plataforma P-36.
Era a maior plataforma do mundo. O prejuízo foi incalculável.
Morreu gente.
Brasil quer saber como afundou a P-36
Enquanto Gabrielli e Graça Foster compraram refinarias, construíram outras, e apostaram no crescimento da produção de petróleo bruto de um lado e refinado de outro, os tucanos venderam metade da Petrobrás para fundos abutres da Bolsa de Nova York.
Não descobriram petróleo. Não fizeram nem compraram refinarias.
Apenas privatizaram, sucatearam e afundaram a maior plataforma do mundo.
Hoje uma boa parte do lucro da Petrobrás vai para bilionários estrangeiros.
Esses mesmos bilionários fazem pressão, através da mídia, para que a Petrobrás dê lucro rápido e fácil, para eles gastarem em festinhas, iates e… jatinhos.
Jatinhos que pousam em aeroportos particulares construídos, no caso de Minas Gerais, com dinheiro público.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19612

terça-feira, 22 de julho de 2014

AEROPORTO PARA A FAMÍLIA ACABA COM A POSE DE AECINHO NEVES

Aeroporto na fazenda da família complica campanha do candidato Aécio


No fim de semana (domingo), a denúncia da Folha de S.Paulo – exposta hoje por todos os demais jornalões – de que o candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG) construiu quando governador de Minas, com R$ 14 milhões de dinheiro público, um aeroporto em Cláudio (MG), na fazenda de um tio-avô para uso particular de sua família, expõe bem o que é a falácia de seu governo no Estado (2003-2010).
Demonstra muito bem o que é o seu tão famoso choque de gestão que ele tanto explora na campanha como se fosse a 7ª maravilha do mundo quando, na verdade, o choque de gestão só esconde sua política neoliberal. Tão neoliberal que o senador-candidato não conseguiu até hoje – pelo contrário, foge do assunto – explicar as medidas impopulares que prometeu, em almoços e jantares reservados com empresários, implantar no país, caso se elegesse.
O aeroporto na fazenda da família do candidato é um escândalo, caso para a adoção de medidas legais e judiciais (como estuda adotar o comitê da presidenta Dilma Rousseff), quem sabe até de CPI na Assembleia Legislativa de Minas. Termina sendo marca maior dos dois governos de Aécio em Minas, do seu jeito de governar, do que o tal choque de gestão.
Construtora do aeroporto contribuiu para campanha de Aécio
Hoje o site Entre Fatos traz uma revelação nova relacionada ao aeroporto: revela que a empresa que venceu a licitação para a obra contribuiu  com campanha eleitoral de Aécio Neves. A Vilasa Construtora doou R$ 67 mil quando ele disputou a  reeleição de governador em 2006. A informação está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). E, ainda de acordo com o TRE-MG, em 2010,  quando o aeroporto foi construído, o sucessor eleito por Aécio, Antonio Anastasia, recebeu R$ 20 mil da empresa para sua campanha.
No caso deste aeroporto, de novo o senador se atrapalha todo nas explicações. Para a reportagem inicial sobre o caso no Folhão – domingo – o senador informou que os critérios adotados para escolher o local do aeroporto foram técnicos e que fez tudo dentro da lei. No próprio domingo voltou a falar sobre o assunto acusando a Folha de perseguição e dizendo que o aeroporto foi construído numa área já vendida pelo tio. Disse não saber porque falam que o terreno é do tio se já não é mais.
Também o comitê de campanha dele emitiu nota oficial ontem a respeito. Mais confunde do que esclarece. A nota afirma que o aeroporto não é mais na fazenda do tio do candidato, porque a área foi desapropriada, tanto que o tio contesta o valor na justiça. Mas, então, foi construído na fazenda, o Estado comprou e tentou pagar a área depois?
Pedido de homologação tardio
A reportagem inicial da Folha de S.Paulo conta que a chave do portão para entrar no aeroporto fica com o tio-avô de Aécio e só a família o usa até agora. A nota do comitê informa que no 1º semestre de 2011 o governo de Minas entrou com o pedido de homologação do aeroporto na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), junto com um pedido de homologação de vários aeroportos construídos num programa do governador Aécio.  Aécio deixou de ser governador de Minas há quatro anos e até agora essa homologação não saiu, a chave do aeroporto continua com seu tio?
Ao comentar a construção desse aeroporto na fazenda da família, o colunista Jânio de Freitas, numa nota na coluna dele desse domingo (ontem) se confessa impressionado com  o nível de desinformação do candidato em relação a tudo. Particularmente sobre o que fala e faz sobre o Mais Médicos e o Bolsa Família. “Como candidato, nem se deu ao trabalho de informar-se direito, entre outros assuntos maltratados, sobre o Mais Médicos e o Bolsa Família”, diz Jânio. Nós também estamos, tanto que publicamos várias notas no blog na semana passada.
Leiam, ainda, sobre o aeroporto de Aécio Neves e família, o artigo de hoje do Ricardo Melo na folha de S.Paulo. Aqui:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardomelo/2014/07/1488858-choque-de-indigestao.shtml
http://www.zedirceu.com.br/aeroporto-na-fazenda-da-familia-complica-campanha-do-candidato-aecio/

quinta-feira, 24 de abril de 2014

PRESIDENTE DO SENADO RECORRERÁ AO STF CONTRA INTERFERÊNCIA INDEVIDA

Da Assessoria do Senado
A independência dos poderes é um pilares das democracias modernas. Tal preceito tem sido observado ao longo dos anos e, em 2013, o pleno do Supremo Tribunal Federal, após a paralisia processual derivada de uma liminar, decidiu, em última instância, que não lhe cabia controlar preventivamente o processo legislativo.
A compreensível divergência acerca da amplitude das Comissões Parlamentares de Inquérito caracteriza uma situação inédita. Ela obriga a reflexão de todos os poderes a fim de evitarmos um precedente que implique em futuras investigações seletivas, restritivas ou mesmo persecutórias a serviço de maiorias circunstanciais.
Os regimentos internos do Congresso Nacional, leis internas do Parlamento, são importantes instrumentos para elucidar a matéria. O regimento interno da Câmara dos Deputados, por exemplo, explicita que na ocorrência de requerimentos com objetos coincidentes, prevalecerá aquele de espectro mais abrangente. É uma premissa bastante sensata e que se aplica ao caso.
Desde o primeiro momento, busco o entendimento sobre o alcance das CPIs respeitando o sagrado direito da minoria. Se fatos podem ser acrescidos durante a apuração, entende-se que muito mais eles são possíveis na criação da CPI. O poder investigatório do Congresso se estende a toda gama dos interesses nacionais a respeito dos quais ele pode legislar.
Diante da imperiosidade de pacificar o entendimento em torno da matéria, o Senado Federal recorrerá da liminar ao plenário do Supremo Tribunal Federal.
Senador Renan Calheiros
Presidente do Senado Federal