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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

TERRORISTAS DEVEM DESCULPAS PÚBLICAS A MANTEGA, DIZ KOTSCHO

segunda-feira, 27 de julho de 2015

VEJA ATACA LULA PARA ACHACAR DINHEIRO FEDERAL

Paulo Nogueira: Abril quer um governo amigo para mamar ainda mais nas tetas do Estado

publicado em 26 de julho de 2015
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“A reportagem é mentirosa e irresponsável”– Edward Carvalho, advogado de Léo Pinheiro, sobre a inexistente delação premiada
Uma questão de dinheiro: a origem do ódio assassino da Abril pelo PT
Os franceses têm uma frase para a investigação de crimes: “Procure a mulher.”
Você pode adaptá-la para o Brasil de hoje.
“Procure o dinheiro.” É o que você deve fazer caso queira entender o ódio desumano da Veja pelo PT, expresso mais uma vez na capa desta semana.
Isso vale não apenas para a Veja, é bom acrescentar.
O jornalista Ricardo Kotscho, que fez parte da equipe de Lula em seus primeiros tempos, conta uma história reveladora.
Roberto Civita queria uma audiência com Lula, algum tempo depois de sua posse. E pediu a Kotscho que a arranjasse.
O objetivo não era discutir os rumos do Brasil e do mundo. Era pedir dinheiro para o governo, na forma de anúncios.
Ou mais dinheiro.
As coisas não correram como Roberto esperava. As consequências editoriais estão aí. Nem a morte de Roberto deteve a fúria assassina da Veja.
É um paradoxo. As mesmas empresas liberais que condenam o Estado são visceralmente dependentes do dinheiro público que ele canaliza para elas.
Sem esse dinheiro, elas simplesmente não sobreviveriam.
Não é errado dizer que o Estado brasileiro financia as grandes empresas jornalísticas. É, para elas, um Estado Babá.
Não é apenas dinheiro de anúncios, embora seja este o grosso. Ele vem de outras formas.
Poucos anos atrás, quando ainda tinha resultados contábeis expressivos, a Abril levou cerca de 25 milhões de reais do BNDES para uma obra que deveria ter sido bancada por ela mesma, e não pelo contribuinte: um arranjo em seu sistema de assinaturas.
É um dado público.
Parêntese: se na CPI do BNDES for aberto um capítulo para as relações da mídia com o banco, teremos informações sensacionais.
Em 2009, quando a Veja já abdicara de qualquer honestidade no ataque ao PT, a Abril levou 50 milhões de reais do governo de Lula apenas em anúncios.
Por que tamanha revolta, então?
Mais uma vez: procure o dinheiro. A Globo estava levando, e continua a levar, dez vezes mais, 500 milhões por ano.
Lula e Dilma, ironicamente, vem financiando a mídia que tenta exterminá-los.
Tamanha dependência leva a surtos de paranoia a cada eleição: e se a festa acabar? E se o governo decide reduzir ao mínimo os investimentos publicitários que vão dar nas corporações jornalísticas?
Seria uma calamidade para essas empresas. Elas cresceram graças ao dinheiro público posto nelas em proporções nababescas.
Note. Não é só o governo federal. Quantos recursos públicos não são encaminhados para as companhias de jornalismo pelo governo de São Paulo, o mais ricos do Brasil? De anúncios a compras de assinaturas, a mãozinha amiga está sempre presente.
No futuro, estudiosos tentarão decifrar por que nem Lula e nem Dilma mexeram adequadamente neste sistema que irriga recursos do contribuinte para mãos e bolsos particulares.
Minha hipótese é: medo, medo e ainda medo.
Quando os dados se tornaram públicos, e começou a surgir aqui e ali indignação, inventou-se uma coisa chamada “mídia técnica” para justificar o injustificável.
Com isso, teoricamente estava explicado por que anualmente o governo colocava 150 milhões de reais no SBT para terminar num jornalismo com Sheherazades.
Mas era e é uma falácia. Governo nenhum é obrigado a colocar dinheiro em empresa nenhuma, sobretudo quando há fundadas desconfianças sobre o caráter dela e seu comprometimento com o bem estar público.
No caso específico da Abril, e da Veja, a questão do dinheiro público se tornou especialmente dramática com a Era Digital e seu efeito destruidor sobre a mídia impressa.
Um governo amigo melhoraria extraordinariamente a situação financeira da Abril. O declínio não seria estancado, porque é impossível, mas seria mitigado.
A verba de anúncios federais cresceria instantaneamente. Lotes gigantescos de assinaturas de revistas seriam comprados. Financiamentos a juros maternais seriam obtidos.
É isso o que move a Abril — e, em medidas diferentes, as demais grandes empresas jornalísticas.
Procure o dinheiro, caso queira entender a sanha homicida delas, maldisfarçada num moralismo cínico, demagógico e canalha, para não dizer criminoso.
http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-nogueira-abril-quer-um-governo-amigo-para-mamar-ainda-mais-nas-tetas-do-estado.html

JORNALISTAS EM TORNO DE AUDÁLIO DANTAS - AS FOTOS!

 Jornalistas Sérgio Gomes, Luis Nassif e Audálio Dantas.

 Com meu amigo Audálio, o aniversariante.

 Audálio, Mara Kotscho, eu (em pé), Ricardo Kotscho e Mariana (filha de Audálio)

 Nassif dá uma canja no bandolim (chorinhsode primeira!) e Audálio ajuda no ritmo...

 Autografando meu livro para o dono da casa, o amigo Sineval.

 Chorinho da melhor qualidade, com Luis Nassif ao bandolim.

 Momento muito feliz, foi conhecer o sanitarista José Ruben de Alcântara Bonfim, e saber que tivemos e temos grandes amigos em comum, como os falecidos médicos Arnaldo Ferreira dos Santos e Davi Capistrano Filho, e a querida Ana Maria Lacerda. Uma simpatia e muita competência na luta pela Saúde Pública.


Sineval, eu, Nassif, Audálio e sua mulher, a jornalista e querida amiga Vanira Kunc.

Vanira, Audálio, Mara Kotscho, Marianne Lemmen e Ricardo Kotscho.

sábado, 13 de dezembro de 2014

BRASIL COMEÇA A SUPERAR PASSADO VIOLENTO E CORRUPTO

Hora da verdade: governo Dilma quebra dois tabus

Ricardo Kotscho (link ao final)

Tínhamos, até outro dia, dois tabus inamovíveis:
* Nunca saberemos quem cometeu os crimes de lesa-humanidade durante a ditadura militar porque os generais não vão deixar mexer neste assunto.
* A turma do colarinho branco, que pode pagar bons advogados, nunca irá para a cadeia.
Nesta semana histórica que está chegando ao fim, o governo da presidente Dilma Rousseff quebrou os dois tabus de uma vez. Quem me chamou a atenção para este fato foi a carta de um leitor _ e, cada vez com maior frequência, as seções de leitores dos jornalões me servem de pauta, mais do que o noticiário. Na Folha desta sexta-feira, o Claudio Janowitzer, do Rio de Janeiro, escreveu:
"A divulgação do extenso relatório da Comissão Nacional da Verdade deve ser saudada por todos os brasileiros. Finalmente são trazidos à tona atos escabrosos que foram encobertos por mentiras e dissimulações. A apuração da verdade é sempre benvinda e esperemos também que esta mesma busca ajude o Brasil a sair do atoleiro de podridões financeiras que estão sendo reveladas pela operação Lava Jato. Jamais seremos um país justo e forte se negarmos isso".
Em tudo que li até agora sobre o relatório final da Comissão Nacional da Verdade e as ações da Operação Lava Jato, Janowitzer foi o único a juntar estas duas pontas, que podem significar o início do fim da impunidade em que viviam os poderosos deste país, civis ou militares, de colarinho branco ou fardados, desde a vinda de D. João 6º ao Brasil.
Um dia apenas depois da CNV nominar os 377 responsáveis por torturas praticadas pelo regime militar, o Ministério Público Federal denunciou criminalmente 36 pessoas, sendo 24 delas ligadas a seis das maiores empreiteiras do país envolvidas no escândalo da Petrobras, e determinou o ressarcimento de mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.
Nunca antes, como diria o Lula, isto havia acontecido na nossa história. Claro que não foi Dilma sozinha, como pessoa física, quem derrubou de uma penada estes dois antigos tabus, mas foi o seu governo quem criou a CNV, dando-lhe plena autonomia para atuar, e garantiu ao Ministério Público, ao Judiciário e à Polícia Federal a mesma autonomia para investigar quem quisesse, em absoluto respeito à independência entre os poderes, algo antes não muito comum em nossa vida republicana.
"Começamos a romper com a impunidade de poderosos grupos que têm se articulado contra o interesse do país há muitos anos", anunciou o procurador Deltan Dallagnol, um dos responsáveis pelas investigações da Operação Lava Jato. "As investigações não param por aqui".
É a primeira vez que não apenas corruptos são denunciados, mas também os corruptores, até aqui sempre preservados nos casos de corrupção que há séculos abalam e sangram as instituições nacionais.
Com todos os problemas que enfrenta na política, na economia e na montagem do seu novo ministério, finalmente a presidente Dilma Rousseff tem todos os motivos do mundo para comemorar estas duas vitórias, que poderão representar um divisor de águas na vida brasileira para que, daqui para a frente, todos sejam, de fato, como determina a Constituição, iguais perante a lei.
Pode ser o fim do "sabe com quem está falando?" e do "leve vantagem em tudo". Em uma semana, o país mudou. Pelo menos, perdeu o medo de enfrentar a dura realidade.
Vida que segue.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

MAIS UM PRÊMIO PARA NOSSO AMIGO AUDÁLIO DANTAS

Pois é, quem diria, Audálio Dantas está na moda

Ricardo Kotscho, em seu blog (link ao final)

Na Universidade de Taubaté, debate com Audálio Dantas, prof. Robson, eu e jornalista Irani Lima.

O tempo passa, o tempo voa, o tempo não perdoa, mas ele continua aí firme e forte, na batalha. Aos 85 anos de idade e 60 de profissão, em plena atividade, o jornalista Audálio Dantas, alagoano de Tanque D´Arca, testemunha e protagonista da nossa História, prepara-se para receber esta noite mais um premio pelo conjunto da obra. Muito justo.
Audálio está entre os "Cem Mais Admirados Jornalistas Brasileiros" que receberão seus troféus nesta noite de segunda-feira, em São Paulo. Prêmios e homenagens já fazem parte da sua rotina, principalmente nestes últimos anos, mas o de hoje é especial: foi baseado numa pesquisa inédita promovida pelas empresas Maxpress e Jornalistas & Cia., com mais de dois mil executivos de Comunicação Corporativa de todo o país, em votação direta, num universo que reúne 55 mil jornalistas profissionais.
Firme nos gestos e lhano no trato, Audálio foi e é mestre e exemplo de várias gerações de jornalistas. Repórter por gosto e vocação, está fora do mainstream da grande imprensa desde o final dos anos 1970, quando foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e nele teve papel central na denúncia do assassinato do nosso colega Vladimir Herzog, tema do livro As duas guerras de Vlado Herzog _ Da perseguição nazista na Europa à morte sob tortura no Brasil, que lhe valeram os prêmios "Jabuti" (Livro-reportagem e Livro do Ano de não ficção) e "Intelectual do Ano" (Juca Pato), em 2013.
Somos amigos desde esta época, mas nunca tive a oportunidade de trabalhar junto com ele numa redação. Foi em feiras de livros, debates, seminários e nas diretorias e conselhos de entidades sindicais que passei a admirar cada vez mais este cidadão brasileiro, que teve papel fundamental na longa e penosa trajetória da ditadura à democracia, sempre fiel a seus princípios, colocando os interesses da sociedade acima daqueles da sua vida pessoal. Sei o quanto isto lhe custou, e ainda está custando, mas nunca o vi reclamar da vida. Ao contrário, está sempre disposto a encarar o próximo desafio, ao lado da inseparável Vanira, sua mulher, geralmente em atividades não remuneradas, sua especialidade.
"Você está ficando muito rabugento", queixou-se ele, com razão, na última vez em que viajamos juntos para participar do Fórum das Letras de Ouro Preto, em novembro. Para Audálio, ao contrário, não tem tempo ruim, mesmo tendo enfrentado seríssimo problema de saúde no ano passado. Não fosse por seus cabelos branqueados já faz tempo, ninguém seria capaz de adivinhar a idade desta figura, sobre a qual, alias, ainda há controvérsias.
Esta é apenas uma das muitas lendas que se criaram em torno dele, tantas quanto as reportagens e os livros que escreveu, desde que começou a trabalhar como repórter da Folha da Manhã ( hoje Folha de S. Paulo). Uma das suas primeiras reportagens premiadas foi uma entrevista "não dada" por Guimarães Rosa, quando o escritor veio lançar Grande Sertão: Veredas em São Paulo. Sem conseguir falar com Rosa, Audálio ficou fuçando em torno da mesa em que ele dava autógrafos, anotando as respostas dadas aos leitores e copiando algumas dedicatórias.
Além das características inatas de repórter que nunca desiste da pauta, Audálio sempre levou uma grande vantagem sobre a concorrência: sabe escrever, e escreve muito bem. Outra vantagem que levava nas redações é que saia para fazer uma matéria e voltava com várias, sobre os mais diversos assuntos. Nunca foi um especialista em nada. Claro que não dá para resumir neste breve texto os seus 60 anos de carreira, com passagens marcantes pelas revistas O Cruzeiro e Realidade.
Uma das passagens mais marcantes da longa trajetória de Audálio foi a descoberta, durante uma reportagem, da fantástica personagem Carolina Maria de Jesus, favelada que se tornou escritora, com o best-seller Quarto de Despejo, editado também no exterior.
Nas voltas que a vida dá, foi deputado federal pelo extinto MDB e primeiro presidente eleito pelo voto direto da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde ainda atua como conselheiro, atividades que lhe renderam o Premio de Defesa dos Direitos Humanos da ONU.
De tão boas, suas reportagens acabaram transformadas em livros, a começar por O Circo do Desespero, vindo depois O Chão de Graciliano, O Menino Lula e muitos outros. Até o mês passado, foi diretor-executivo da revista Negócios da Comunicação e agora trabalha em diversos projetos na área cultural, entre eles um programa de entrevistas na televisão, que ainda está negociando. É membro da Comissão Memória e Verdade da Prefeitura de São Paulo e da Comissão Nacional da Verdade dos Jornalistas Brasileiros, entre muitas outras atividades.
Se tem mesmo um jornalista admirável neste país, sem dúvida é o tal de Audálio Dantas, que nunca sai de moda... Jornalista não tem muito o hábito de falar bem de outro jornalista, mas hoje acordei disposto a abrir uma exceção.
Valeu, velho Audálio!
Vida que segue.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/12/08/pois-e-quem-diria-audalio-dantas-esta-na-moda/#r7-comentarios

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

KOTSCHO É MAIS ESPERTO QUE LOBÃO. E QUEM NÃO É? rsrsrs

Aécio vai à praia, Serra reaparece e Lobão reclama


"Cadê os parlamentares? Cadê o Aécio, cadê o Caiado? Estou pagando de otário!".
A queixa do roqueiro performático Lobão, agora transformado em garoto propaganda das manifestações contra o governo, tinha sua razão de ser. Afinal, foi o próprio candidato derrotado Aécio Neves, em pessoa, acompanhado por outros expoentes tucanos, quem convocou o protesto de sábado, na avenida Paulista, em São Paulo.
Era o quinto ato (favor não confundir com o Ato Institucional nº 5 dos militares, de 1968, o golpe dentro do golpe) contra Dilma, o seu governo e o PT, depois das eleições. Se tivesse lido a coluna de Ancelmo Gois publicada no jornal O Globo, no mesmo dia, Lobão teria a resposta nesta nota:  "Descanso _ Aécio e família descansam em Santa Catarina, onde ele obteve dois terços dos votos". Ninguém é de ferro.
Quer dizer, Aécio convocou a turma e, em seguida, se mandou para a praia, deixando Lobão na mão. Na avenida, sua tropa ficou dividida entre os que pregavam a volta dos militares e os que apenas queriam denunciar corrupção na Petrobras para impedir que Dilma assuma seu segundo mandato. Para surpresa geral, quem apareceu foi outro senador, o paulista José Serra, que andava sumido, principal antagonista de Aécio dentro do PSDB.
Já na reta final da caminhada, que reuniu entre 5 mil (segundo Folha e Estadão) e 8 mil pessoas (para O Globo), conforme o veículo e o PM ouvido pela reportagem, Serra subiu num carro de som e mandou ver, num tom misterioso: "As coisas não vão se resolver em uma semana, um mês ou um ano. Mas precisamos estar prontos para o imprevisto, para o improvável. Não há história sem fatos inesperados", alertou, sem entrar em detalhes. Serra acompanhou a ala principal dos manifestantes pacíficos, que foram até a praça Roosevelt, na região central, enquanto a dissidência pró-golpe seguia em direção ao Comando Militar do Leste, no Ibirapuera.
Na véspera da votação das mudanças na LDO, na madrugada de quinta-feira, em que a oposição mais uma vez saiu derrotada, Aécio foi mais duro do que seu rival, ao mesmo tempo premonitório e ameaçador: "Nós vamos perder, mas vamos sangrar estes caras até de madrugada". Aécio, que nem chegou a votar contra o governo, limitou-se a publicar uma foto do protesto em seu facebook.
Na manifestação do final da tarde de sábado, não correu sangue, mas enquanto o chefe descansava em Santa Catarina, seus seguidores mostraram os dentes em cartazes e palavras de ordem: "Fora, Dilma!" e "Impeachment! Fora, PT!" eram os mais democráticos.
O governo Dilma, como sabemos todos, está cheio de problemas para montar a equipe do segundo mandato, mas se depender desta oposição, agora liderada por Aécio Neves, podemos ficar tranquilos. Pela demonstração dada no quinto ato de protesto, esta oposição faz oposição a si mesma.
Até Lobão já está irritado com seus novos líderes.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/12/07/aecio-vai-a-praia-serra-reaparece-e-lobao-reclama/

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

PSDB E DEM RECLAMAM DA CPI QUE BOICOTARAM! HAJA CINISMO!!!

petrobras A farsa da CPI: por que oposição foge das perguntas?
Um detalhe que me intriga nesta denúncia sobre a "farsa da CPI" feita pela revista "Veja", segundo a qual perguntas e respostas teriam sido combinadas entre parlamentares governistas e funcionários da Petrobras interrogados na Comissão Mista, e logo transformada no novo escândalo da campanha eleitoral: por que, então, deputados e senadores da oposição, que tanto batalharam para investigar a maior empresa do país, não levantaram as questões que julgam necessárias?
Se a base aliada promoveu um jogo de cartas marcadas, como sempre acontece em qualquer CPI do mundo onde o governo tem maioria no Congresso, admitindo-se que sejam verdadeiras todas as revelações feitas pela revista oposicionista, bastaria que os parlamentares liderados pelo PSDB e DEM comparecessem às sessões para provar que os diretores da Petrobras estavam mentindo, apresentando provas de que eles sabiam estar causando grandes prejuízos à empresa no episódio da compra da Refinaria de Pasadena, e apontando os responsáveis.
Ninguém poderia imaginar que eles também aliviassem a barra dos depoentes e, assim, o país ficaria sabendo o que realmente aconteceu. Por que eles fugiram das perguntas e deixaram o palco livre para os governistas montarem a "farsa da CPI"? Agora, não adianta alegar que os governistas estavam em ampla maioria nas comissões criadas na Câmara e no Senado. Isto eles já sabiam bem antes da instalação da CPI mista. E ninguém poderia impedir que fizessem suas perguntas.
Em primeiro lugar, respondo, porque uns e outros estavam mais preocupados com a Copa no Brasil; depois, criaram um "recesso branco" para cuidar das suas campanhas, do qual ainda não voltaram, e provavelmente não o farão antes das eleições, não dando quórum para que a Comissão Mista pudesse se reunir. O fato é que estes parlamentares e candidatos da oposição, que agora aparecem injuriados sapateando na mídia, ameaçando ir à Justiça, demonstraram este tempo todo foi muita vagabundagem e pouco interesse em se preparar para os interrogatórios, como muito bem constata Jânio de Freitas, em sua coluna na "Folha" desta terça-feira, sob o título "O banal faz escândalo".
"Este e os demais capítulos do caso Petrobras, à margem da importância que possam ter ou não, ficam na mastigação de chicletes por estarem nas mãos da oposição mais preguiçosa de quantas se viu por aqui. As lideranças do PSDB e do DEM ficam à espera do que a imprensa publique, para então quatro ou cinco oposicionistas palavrosos saírem com suas declarações de sempre e com os processos judiciais imaginados pelo deputado-promotor Carlos Sampaio [um dos coordenadores da campanha do presidenciável tucano Aécio Neves, acrescento]".
E conclui Jânio de Freitas, um dos meus mestres no jornalismo: "Não pesquisam nada, não estudam nada, apenas ciscam pedaços de publicações para fazer escândalo. Com tantos meses de falatório sobre Petrobras e seus dirigentes, o que saiu de seguro (e não é muito) a respeito foi só por denúncias à imprensa. Mas a Petrobras sangra, enquanto serve de pasto eleitoral".
Tudo, na verdade, está virando "pasto eleitoral", ou alguém acredita que a verdadeira preocupação do PSDB e do DEM é zelar pela boa administração da Petrobras, que esteve sob o comando deles por oito anos?
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

segunda-feira, 9 de junho de 2014

MÍDIA E OPOSIÇÃO USAM A BADERNA CONTRA DILMA E PADILHA

2k8msgow46 9gbf119t42 file Copa é pretexto, tudo é política e objetivo é eleição
Engana-se quem pensar que as greves selvagens, os protestos violentos e a baderna em geral vão parar depois da Copa. Toda a questão é política e o principal objetivo é impedir a reeleição da presidente Dilma Rousseff. De um ano para cá, desde as tais "jornadas de junho", interesses variados se uniram para mostrar que a situação fugiu do controle nas ruas e nos fundamentos econômicos, provocando o caos nas grandes cidades, criando um clima de medo e revolta na população.
Se você repete todo dia que tudo vai mal e, depois, vai fazer uma pesquisa perguntando como estão as coisas, claro que a maioria vai dizer que as coisas vão mal. Se você só mostra problemas no governo federal e omite ou minimiza os desmandos na administração estadual, a maioria vai dizer que a presidente vai mal e o governador está muito bem.
Desta vez, o Partido da Mídia está muito mais organizado do que nas eleições anteriores, preparou-se para o tudo ou nada, unido como nunca no Instituto Millenium, e já começa a colher os frutos, como mostram as últimas pesquisas que ela própria promove.
São as tais profecias que se auto realizam e não deveriam surpreender ninguém os últimos números divulgados pelo Datafolha, mostrando a queda de Dilma em direção ao piso de popularidade de junho do ano passado, no auge das manifestações, enquanto os índices do governador Geraldo Alckmin se mantém impávidos rumo à reeleição. A culpa de tudo, como se lê no noticiário e ouve nas ruas, é do governo federal.
Claro que nada disso teria o mesmo resultado negativo para a situação e positivo para a oposição se a economia estivesse indo bem. Aí juntou a fome com a vontade de comer: deixando todos os flancos abertos na economia, sem mostrar nenhuma capacidade de reação, o governo Dilma é como aqueles times que recuam para garantir o resultado e pedem para tomar um gol. Acabam tomando.
Não é que a mídia tenha recuperado seu velho poder, mas parece óbvio que agora as condições concretas lhe são muito mais favoráveis para acabar com a hegemonia petista. Os gastos desnecessários ou superfaturados com a organização da Copa serviram apenas de pretexto para as turmas do passe livre, dos sem-teto revolucionários ou dos chantagistas sindicais, que agora resolveram reivindicar tudo de uma vez, colocando o governo contra a parede.
Depende, é claro, de qual governo estamos falando. Se a greve é dos motoristas que abandonam os ônibus atravessados no meio das ruas, um problema municipal, a Polícia Militar fica só assistindo, sem importunar ninguém. Mas se a greve é dos metroviários, um problema estadual, a mesma polícia tem ordens para baixar o cacete e acabar com os piquetes nas estações.
Este é o jogo e só não vê quem não quer ou tem algum interesse no resultado.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/06/07/copa-e-pretexto-tudo-e-politica-e-objetivo-e-eleicao/

quinta-feira, 5 de junho de 2014

KOTSCHO: ELEMENTO AMEAÇA FAZER TERRORISMO E CONTINUA SOLTO!!!

 O filósofo dos Sem Teto faz ameaças contra Copa
"Se o governo quiser pagar para ver, ele vai ver. Se até sexta não tiver uma resposta para nossas reivindicações, não sei se a torcida vai conseguir chegar a esse jogo", ameaçou o coordenador-nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, ao final de novo protesto diante do Itaquerão, na noite de quarta-feira. O jogo a que ele se refere é o último amistoso da seleção brasileira, contra a Servia, marcado para amanhã, no Morumbi.
A uma semana do início da Copa do Mundo, Boulos, um filósofo barbudo de 30 anos, com especialização em psicanálise, assumiu o comando das manifestações de protesto nas últimas semanas e fala como se fosse o novo dono do direito de ir e vir na maior cidade do país, palco do jogo de estreia. Arrogante e prepotente, lançou outro repto às chamadas autoridades constituídas, que permanecem em obsequioso silêncio:
"Não adianta falar na televisão que vai colocar a polícia e Exército na rua. Eles não são nada perto do povo organizado. Hoje, a gente mostrou para o governo que a gente sabe o caminho do Itaquerão. No dia do jogo, vai ter mais gente de vermelho aqui fora do que de verde e amarelo dentro do estádio".
Ninguém deve se surpreender com suas basófias. Desconhecido até outro dia, quando se tornou protagonista no noticiário e desandou a fazer ameaças até em programas nobres da televisão, o filósofo dos sem-teto já havia anunciado um "junho sangrento ", depois de um sorridente encontro com a presidente Dilma Rousseff, numa das inaugurações do Itaquerão, em meados de maio. Dilma prometeu estudar as reivindicações de Boulos, que quer a imediata regularização de todas as invasões de sem-teto na cidade.
Na noite do último dia 22, ele avisou: "Se os nossos direitos não forem garantidos, no dia 12 de junho não vai ter abertura da Copa. Teremos uma onda vermelha em todo o país. O que nós queremos é a nossa fatia no bolo".
Boulos quer muito mais: fim da especulação imobiliária, reforma agrária, melhorias na educação, construção de creches, soberania nacional durante a Copa, transporte público gratuito e de qualidade, o fim da violência policial e, se possível, também acabar com o sistema capitalista _ e tudo isso antes da Copa começar. Ou, então, ele ameaça não brincar mais e promete botar fogo em tudo. O incrível é que continua solto, lépido e fagueiro, do alto de um discurso cheio de chavões dos tempos anteriores à queda do Muro de Berlim.
Sem ser incomodado por ninguém, o rapaz organizou uma invasão a quatro quilômetros do Itaquerão, onde já foram montados mais de 3 mil barracos pelos seus seguidores. Como um Antonio Conselheiro redivivo nesta Canudos urbana às margens do Tietê, ele promete a todos o paraíso logo ali adiante, assim que derrotar os inimigos do povo, em nome de quem se habituou a falar, sem que se saiba quem lhe deu este poder. Os outros 12 milhões de habitantes de São Paulo que se danem.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

sexta-feira, 30 de maio de 2014

KOTSCHO RECEBE JUSTA HOMENAGEM HOJE, EM SÃO PAULO

O primeiro meio século
Texto do brilhante jornalista Carlos Brickman:

Eu entre "feras": Ricardo Kotscho, Audálio Dantas e Fernando Morais

Faz tempo: quando este colunista o conheceu, Ricardo Kotscho era um magricelinha cabeludo, sempre com um cigarro na boca. Já tinha algumas das características que mantém até hoje: pau pra toda obra, bem-humorado, cordial, louco para descobrir boas histórias e escrevê-las. Já era portador, também, de alguns defeitos permanentes: são-paulino, era capaz de garantir que Terto era o novo Garrincha, tão bom pela direita quanto Paraná pela esquerda. Faz tempo.
Agora, na sexta-feira (30/5), às 15h, na Sala Aloysio Biondi da Faculdade Casper Líbero (Avenida Paulista 900 - 5º andar), um seminário comemora os 50 anos de reportagem de Ricardo Kotscho. Bons debatedores, gente que fez história no jornalismo: Audálio Dantas, Jorge Araújo, Hélio Campos Mello, Clóvis Rossi, o próprio Kotscho. E uma profissional altamente qualificada, mas bem mais jovem: Eliane Brum. A moderadora é Mariana Kotscho, filha de Ricardo, boa repórter e apresentadora do programa Papo de Mãe. Quem quiser saber de verdade como é o jornalismo não pode perder.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed800_a_baixaria_como_norma

quarta-feira, 28 de maio de 2014

KOTSCHO REDUZ OS ANTI-COPA À SUA INSIGNIFICÂNCIA. E VAMOS MUDAR DE ASSUNTO...

terça-feira, 20 de maio de 2014

RESPONDA AS (FÁCEIS) PERGUNTAS DE RICARDO KOTSCHO

Como perguntar não ofende, gostaria que alguém me respondesse:
* Quando Gilmar Mendes vai devolver o processo que veta o financiamento de empresas privadas em campanhas eleitorais, que já foi aprovado por 6 a 1 pela maioria do STF, no momento em que o ministro pediu vista e impediu o final do julgamento no começo de abril? Só depois das eleições para que não possa entrar em vigor já este ano?
* Quando o governo paulista vai admitir que, apesar da inauguração do volume morto, já está faltando água em várias regiões do interior e da capital do Estado? Só depois das eleições? Não seria mais correto iniciar já um racionamento programado, antes que a situação se agrave ainda mais e não tenhamos mais água para racionar?
* Quando é que os internautas cada vez mais ensandecidos para ver quem é mais grosseiro no Fla-Flu em que se transformou a disputa política vão se convencer de que as redes sociais não são portas de banheiro?
* Quando é que oposição e situação vão parar de se acusar mutuamente e começarão a discutir os reais problemas do país na campanha eleitoral, apontando caminhos e renovando esperanças em lugar de jogar a culpa de todos os nossos males no adversário?
* Quando o governo Dilma vai sair da toca para enfrentar com ações e argumentos a ofensiva da mídia e da oposição? Só depois das eleições?
* Quando é que vão parar as manifestações contra a Copa do Mundo no Brasil? Só depois da Copa? Ou das eleições?
* Quando é que vai ser julgado o mensalão tucano e o cartel do trensalão em São Paulo? Só depois que os crimes prescreverem?
* Quando é que os ministros Mercadante e Mantega começarão a falar a mesma língua? Só depois das eleições?
Teria muitas outras perguntas a fazer neste domingo cinzento de outono, mas se alguém puder me tirar as dúvidas acima já ficarei bem satisfeito.
Vida que segue.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/05/18/quando-algumas-perguntas-ainda-a-espera-de-respostas/

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

KOTSCHO E A "PRENSA" DA MÍDIA SOBRE CELSO DE MELLO

celso de mello 450 Mídia joga decano Celso de Mello contra a parede
A decisão do presidente Joaquim Barbosa de suspender a sessão do STF, na semana passada, quando faltava apenas um voto, o do ministro Celso de Mello, para definir os rumos do julgamento do mensalão, tem suas explicações e alcançou plenamente seus objetivos para colocar em campo o trator da "opinião pública" contra a aceitação dos embargos infringentes.
Há quase uma semana não se fala de outro assunto em editoriais, colunas e blogs dos aliados de Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, seus heróis. "Opinião pública", no caso, foi o papel assumido por amplos setores da mídia nacional reunidos no Instituto Millenium para jogar contra a parede o decano Celso de Mello e obrigá-lo a mudar seu voto a favor dos infringentes, como vem defendendo desde agosto do ano passado.
Como se imaginasse a manobra, o decano Mello foi até Barbosa, na última quinta-feira (12), para lhe informar que seu voto já estava pronto e não levaria mais de cinco minutos para fazer a sua leitura. O presidente do STF, no entanto, sempre tão apressado nas votações, desta vez foi irredutível: não poderia prolongar a sessão porque começaria outra em seguida, no  Tribunal Superior Eleitoral, do qual vários ministros participam. O TSE não poderia esperar mais cinco minutos?
O que aconteceu em seguida não foi apenas a orquestrada pressão de ministros do STF sobre o decano, manifestada em várias entrevistas, e a histeria da imprensa que quer ver logo os condenados na cadeia, mas um verdadeiro massacre contra a posição já manifestada por Celso de Mello, colocando nos seus ombros o futuro da Justiça no País.
"O Supremo decide amanhã o destino de 12 réus e o seu próprio destino", escreveu minha amiga Eliane Cantanhêde em sua coluna desta terça-feira na Folha, resumindo o que já publicaram seus colegas nestes últimos dias nos grandes jornais nacionais. Ou seja: ou Celso de Mello dá um cavalo de pau em suas convicções jurídicas e vota contra os infringentes ou será execrado pelo resto da vida como responsável pela desmoralização do Judiciário.
Nem se entra mais no mérito da questão jurídica, agora transformada em mera "tecnicalidade" a serviço da impunidade. Como se tivesse procuração para falar em nome do povo brasileiro, a imprensa acumula as funções de promotor e juiz, transformando o Supremo Tribunal Federal em mero executor das suas decisões editoriais. Como vimos há pouco, depois pode levar até 50 anos para que se arrependam delas, mas o importante agora é colocar José Dirceu e "a turma do PT" atrás das grades.
Desesperados diante da iminência de mais uma derrota, os porta-vozes da "opinião pública" não se importam em mandar às favas quaisquer escrúpulos. Como numa guerra sem quartel, o importante é vencer o inimigo, quer dizer, o partido que está há quase 11 anos no poder, contra a vontade desta mídia, que assumiu, por contra própria, o comando da oposição.
Nestas horas, a Constituição, as leis emanadas do Congresso Nacional e o regimento interno do STF, que embasam o voto de Celso de Mello, são apenas detalhes que podem atrapalhar a heroica cruzada midiática para atender aos anseios da "opinião pública", as duas palavras mágicas ressuscitadas para justificar os desatinos da rapaziada que não se conforma com o resultado previamente conhecido.
A manobra de Joaquim Barbosa, ao que tudo indica, serviu apenas para alimentar o barulho e adiar a frustração dos que passaram mais de um ano batalhando todos os dias para ver os réus petistas algemados, já que as urnas insistem em lhes ser madrastas.
É o que dá politizar a Justiça e judicializar a Política na tentativa de retomar o poder por outros meios. E confundir "opinião pública" com opinião publicada nos jornais.
Vida que segue.