quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

DIREITA DOS EUA ODEIA O PAPA FRANCISCO. E A BRASILEIRA ODEIA, MAS FINGE...

Papa vira 'vilão' nos EUA após críticas ao capitalismo



RAUL JUSTE LORES

DE WASHINGTON

O papa Francisco se tornou o mais novo vilão entre os conservadores americanos,
depois de ter criticado a ganância e as desigualdades do capitalismo.
Na semana passada, o radialista Rush Limbaugh, ícone do movimento Tea Party,
chamou-o de marxista.
"Ele tritura o capitalismo e a América, e o Obama tem orgasmos só de ouvi-lo",
afirmou. O presidente havia citado o papa no dia anterior, dizendo que concordava
com sua crítica contra a "distribuição de renda mais desigual".
Adam Shaw, editor da conservadora rede Fox News, disse que o papa é "o Obama
do catolicismo". "Assim como a América se decepcionou com Obama, esse papa
será um desastre para a igreja".
Sarah Palin, candidata republicana a vice-presidente em 2008, disse que o papa
"parece marxista". Ela acaba de lançar um livro sobre "a guerra contra o Natal"
provocada por "uma sociedade cada vez mais antirreligiosa".
USANDO A BíBLIA
O editor-chefe do blog The Dish, Andrew Sullivan, disse à Folha que "os evangéli-
cos estiveram usando a Bíblia contra gays e contra o aborto. Agora, estão so-
frendo do mesmo remédio, afinal a Bíblia do papa é a mesma, e ela prega a justi-
ça social".
"Só quem não acompanha a igreja se surpreende com a fala do papa. João Paulo
2º já falava de ganância no capitalismo", diz.
A popularidade do papa ainda é alta no país: 78% dos católicos e 58% da popu-
lação em geral têm visão positiva de Francisco, segundo pesquisa do instituto
Pew. O comparecimento às missas, porém, continua o mesmo desde que ele se
tornou papa, em março --39% dos católicos americanos vão semanalmente à
missa.
A Igreja Católica americana brigou com o presidente Barack Obama por conta do
plano universal de saúde aprovado por ele. Funcionárias de hospitais e colégios
católicos terão direito à cobertura de tratamentos anticoncepcionais, como prevê
o plano --a igreja pedia isenção dessa obrigação.

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